Por Pr. Silas Figueira
Texto base: Lucas 6.6-11
INTRODUÇÃO
Logo após Jesus ter
sido levado pelo Espírito ao deserto para ser tentado (Lc 4.1-13), Ele inicia o
seu ministério. Em Lucas 4.14-30 nos diz que Jesus volta para a Galileia e sua
fama corre por todas as terras em derredor. Ensinava nas suas sinagogas e por
todos era louvado. Mas quando chega em Nazaré, onde fora criado, entra num
sábado, segundo o seu costume, em uma sinagoga e levantou-se para ler. E foi
lhe dado o livro do profeta Isaías. Após a sua leitura ele disse que aquela
Escritura havia se cumprido naquele momento (Lc 4.21).
No entanto, apesar de
todos terem ficado maravilhados com Jesus e seus ensinamentos, Jesus foi
expulso da sua cidade natal. Inclusive, tentaram matá-lo (Lc 4.28,29). Foi a
partir daí que Jesus começou a ser rejeitado pelos fariseus e doutores da Lei,
pois Jesus dizia ser o Filho de Deus, com isso dizia ser o próprio Deus
encarnado. Ademais, Ele quebrava todas a tradições dos antigos, dizendo ser
Senhor do sábado.
O evangelho de Lucas
nos mostra paulatinamente como estava crescendo a sua rejeição entre os
fariseus e doutores da Lei. Isso foi um processo que não demorou muito
acontecer. A oposição, que até então era velada e indireta, agora ganha
contornos de uma conspiração para tirar a vida de Jesus (Mt 12.14; Mc 3.6).
O texto que lemos nos
mostra mais uma vez esse embate entre os fariseus e Jesus num dia de sábado em
uma sinagoga. Quais as lições que podemos tirar desse texto para nós hoje? O
que ele tem a nos ensinar?
1
– JESUS REVELA A MALDADE DO CORAÇÃO DO HOMEM (Lc 6.6-8a).
“E,
partindo dali, chegou à sinagoga deles. E, estava ali um homem que tinha uma
das mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito
curar nos sábados?” (Mt 12.9.10).
“E
outra vez entrou na sinagoga, e estava ali um homem que tinha uma das mãos
mirrada. E estavam observando-o se curaria no sábado, para o acusarem”
(Mc 3.1,2).
O texto nos diz que em
outra ocasião, Jesus entra numa sinagoga, também em dia de sábado, e encontra
ali um homem com a mão mirrada ou atrofiada. Era até provável que os próprios
fariseus o tivessem levado ali para ver a reação de Jesus, como lemos nos
textos acima.
Para os fariseus era
proibido fazer qualquer trabalho no sábado que não fosse absolutamente
necessário – entenda-se por “necessário” qualquer coisa que ameace a vida. Por
exemplo, era proibido consertar um pé ou mão deslocado no sábado ou consertar
um telhado caído. No caso em questão, curar esse homem com a mão mirrada, por
ser dia de sábado, não era permitido.
Observe isso no
episódio que ocorreu em Lucas 13.14, quando Jesus liberta uma mulher de um
espírito de enfermidade. Veja a atitude do líder da sinagoga:
“E,
tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no
sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois,
vinde para serdes curados, e não no dia de sábado”.
Isso não é zelo pela
Palavra, é a malignidade do coração do homem embrulhada em uma religiosidade
hipócrita.
Mediante esse episódio,
podemos destacar três coisas:
1º - Nem todos que
estavam na sinagoga estavam ali para adorar a Deus (Mt 12.10).
“E, estava ali um homem que tinha uma das
mãos mirrada; e eles, para o acusarem, o interrogaram, dizendo: É lícito curar
nos sábados?”.
Os fariseus não estavam ali com o propósito de adora a Deus, mas de observar o que Jesus faria diante daquela situação constrangedora que vivia aquele homem.
Os fariseus pensavam tão somente em achar um motivo de condenação para Jesus e não atentavam para a necessidade daquele homem. A pergunta de Jesus em Marcos 3.4 e Lucas 6.9 reflete tanto a intenção de Jesus em relação àquele homem, quanto a intenção dos fariseus em relação a Jesus.
Os oponentes esperam
secretamente que, por palavra e/ou por ação Jesus venha a pisotear a regra de
conduta que eles haviam estabelecido. E assim maquiavelicamente motivados (ver
Mt 12.14), eles lhe perguntam: “É certo curar no sábado?” Seu propósito é
“formular uma acusação contra ele”. Não conseguiam compreender que sua própria
motivação perversa constitui a mais crassa profanação do sábado, pecado este
tão condenável ante os olhos do Todo-Poderoso, que constitui uma denúncia
criminal muitíssimo grave contra eles? Além disso, não conseguem compreender
que Jesus conhece os pensamentos deles? (Lc 6.8) [1].
Entenda uma coisa, nem
todos que vem a igreja vem com o espírito para adorar. Infelizmente, muitas
pessoas comparecem aos cultos públicos para jugar, condenar, fiscalizar,
criticar... e outras motivações, talvez não tão escusas, mas, menos para adorar
a Deus. Mesmo diante da malignidade dos fariseus, Jesus não deixou de abençoar
aquele homem. Onde Jesus está o extraordinário sempre acontece.
AMANSA JOÃO ALVES
Conta-se que um cidadão
chamado João Alves, num subúrbio carioca, foi contratado para dar uma surra em
determinada pessoa: Sabe onde você pode encontrá-lo? Perguntou João. Vá domingo
à noite àquela igreja, que ele costuma frequentá-la. João Alves pegou o
dinheiro do contrato, muniu-se com um chicote e partiu domingo à noite. Postou-se
próximo à igreja e esperou. Do lugar que se encontrava ouviu o início do culto.
A congregação começou a cantar um hino: "Manso e suave, Jesus está
chamando..." João Alves gostou da melodia. Prestou atenção à letra. Só que
ele ouvia cantar assim: “Amansa João
Alves, Jesus está chamando...” Não era possível! Como a congregação estaria
sabendo que ele estava ali? Como saberia de seus propósitos? No entanto, ouvia
perfeitamente: “Amansa João Alves, Jesus
está chamando...”. João Alves não pôde resistir ao convite. “Vinde a mim
todos os que estais cansados e oprimidos!” (Mt 28.11a).
Muitos vão à igreja e
saem libertos, salvos e perdoados; outros, vão e saem piores, mais duros e mais
culpados.
2º - Jesus revela a
hipocrisia religiosa dos seus oponentes (Mt 12.11,12).
“E ele lhes disse: Qual dentre vós será o
homem que tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão
dela, e a levantará? Pois, quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por
consequência, lícito fazer bem nos sábados”.
Os fariseus se
importavam mais com tradições e com os seus animais do que com a vida humana.
Eles estavam tão cegos em suas tradições que a Palavra de Deus ficou em segundo
plano na vida deles.
Jesus veio ao mundo
para quebrar tradições e salvar os pecadores. No entanto, os fariseus se
preocupavam mais com as tradições que a cura de uma pessoa. Eles no entanto, se
preocupavam em salvar e cuidar dos seus animais, mesmo que fosse no dia de
sábado. Isso era uma grande incoerência.
No entanto, ao ver
Jesus curando no dia de sábado uma pessoa, levou-os à conclusão de que a
autoridade de Jesus não procedia de Deus. Mas Jesus revelou que as tradições
deles eram ridículas. Deus é Deus de pessoas, e não de tradições engenhosamente
fabricadas pelos homens [2].
Devemos
ser zelosos pela doutrina bíblica, não por tradições.
No entanto hoje, tem surgido algumas pessoas que são tão apegadas a “doutrinas”,
seja ela arminiana ou calvinista, que se esquecem de que o Espirito Santo não
está encaixotado em nossas tradições, nem mesmo em nossas doutrinas. Devemos
ficar com a Palavra sempre, ela sim tem a última palavra. Eu tenho visto vários
teólogos jovens citando vários homens do passado e seus escritos, Calvino,
Lutero, John Knox, Richard Backster, John Owen, C. H. Spurgeon... Mas não os
vejo citando a Bíblia.
Se não vigiarmos
corremos o risco de cair no erro da igreja de Laodicéia onde Jesus está do lado
de fora da igreja batendo na porta, mas a igreja não O ouve e não percebe que o
Senhor não está mais lá com eles. Ou cairmos no erro da igreja de Éfeso que por
ser tão zelosa pela doutrina, não se deram conta que haviam perdido o primeiro
amor.
3º - Jesus conhecia a
malignidade de seus corações (Lc 6.8). Jesus sabia
que a pergunta dos seus opositores era uma pergunta maldosa. Eles não tinham a
intenção de aprender algo novo da parte de Jesus, mas de pegá-lo curando no
sábado para tê-lo com que o acusar.
Nós não temos como
saber quais são as intenções dos corações das pessoas que estão conosco.
Algumas vezes podemos até supor e até acertar, mas, geralmente, não sabemos.
Mas Deus esquadrinha os corações e ninguém pode enganá-lo.
Mesmo diante de pessoas
tão duras de coração, o Senhor não deixou de abençoar aquele pobre homem.
2
– JESUS VALORIZA A VIDA HUMANA (Lc 6.8b-10).
O que tem valor para
Deus, geralmente, não tem valor para muitos. Esse texto é um tapa na cara de
muitos de nós que valorizamos tantas coisas, mas deixamos o que realmente
importa em segundo plano, a vida humana.
Não sei se você viu o
noticiário, mas foi aprovado um projeto de lei na quarta-feira (30/12/2020) na
Argentina, onde estabelece que as mulheres têm direito a interromper
voluntariamente a gravidez até a 14ª semana de gestação. Texto recebeu 38 votos
a favor e 29 contra; houve uma abstenção. O ser humano para essas pessoas
enquanto feto, não é gente, é só um feto.
Como bem escreveu o
pastor Guilherme de Carvalho em seu Face: “Aqui
vemos claramente como o dialeto liberal dos Direitos Humanos, com seu veneno do
individualismo expressivo, distorceu o sentido dos DH. [...] Essa é uma das
razões porque os Cristãos devem resistir de forma inflexível à hegemonia dessa
ideologia, defendendo a família, o casamento e continência sexual: não ter que
matar gente antes de nascer só pra você não precisar ficar “preso” numa mulher
ou num homem a vida inteira”.
Enquanto
os fariseus valorizavam o legalismo religioso, Jesus valorizava aquela pobre
alma que estava aleijada. Jerônimo (347-419 d.C.), que
traduziu a bíblia do Hebraico e do Grego para o Latim, na versão chamada
“Vulgata Latina”, diz que este homem era um pedreiro especializado em reboco e
estuque e que, portanto, dependia das mãos para trabalhar. Não podemos
confirmar esta história, mas de qualquer forma aquela situação o deixava constrangido
lhe limitando o trabalho.
Enquanto
os fariseus valorizavam mais os bens materiais, Jesus valorizava aquele homem
deficiente (Mt 12.11,12). Os escribas e fariseus estavam
prontos a tirar uma ovelha de um buraco, no sábado, mas não aceitavam que
aquele homem fosse curado no sábado. Para eles, uma ovelha valia mais que um
homem. Hoje, muitos valorizam mais as coisas que as pessoas. Usam as pessoas e
amam as coisas. Hoje, a sociedade valoriza mais o ter do que o ser. Temos mais
pressa em cuidar dos animais do que das almas que perecem. Tem gente que ama
mais um cachorrinho de estimação do que as pessoas doentes, necessitadas e
aflitas. Temos mais pressa em ganhar dinheiro do que ver os perdidos alcançados
[3].
O Senhor queria fazer o
bem àquele homem e salvar-lhe a vida, enquanto os fariseus queriam fazer o mal
a Jesus e matá-lo.
Para
Jesus uma vida vale a sua própria vida (Mt 12.14; Mc 3.6).
“E os fariseus, tendo saído, formaram
conselho contra ele, para o matarem”. Em Marcos lemos que os fariseus se
uniram aos herodianos para planejar a morte de Jesus: “E, tendo saído os fariseus, tomaram logo conselho com os herodianos
contra ele, procurando ver como o matariam” (Mc 3.6).
Jesus sabia que a cura
daquele homem da mão mirrada desencadearia uma perseguição a Ele, que
culminaria em sua morte na cruz. Mas nem por isso Ele deixou de curá-lo. Jesus
não contradiz a Sua Palavra: “Aquele,
pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado” (Tg 4.17).
3
–
O MÉTODO DE JESUS PARA CURAR ESTE HOMEM.
O evangelista Lucas diz
que estava na sinagoga um homem que tinha a mão direita mirrada (Lc 6,6). É
interessante observar que o termo “direito” era muito utilizado por Lucas: a
mão atrofiada (Lc 6.6); para a orelha decepada de Malco (Lc 22.50); além de
falar do anjo que aparece do lado direito do altar quando fala com Zacarias (Lc
1.11); possivelmente o ladrão arrependido estava à direita de Jesus (Lc 23.33)
[4].
Do lado direito também
ficarão as ovelhas do Senhor no dia do Juízo, quanto que os bodes ficarão à Sua
esquerda, como lemos em Mateus 25.31-34:
“E
quando o Filho do homem vier em sua glória, e todos os santos anjos com ele,
então se assentará no trono da sua glória; e todas as nações serão reunidas
diante dele, e apartará uns dos outros, como o pastor aparta dos bodes as
ovelhas; e porá as ovelhas à sua direita, mas os bodes à esquerda. Então dirá o
Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por
herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo”.
Se dentro da sinagoga
havia fariseus mal intencionados, que não agia de forma direita em seus atos, Jesus
não deixou de abençoar aquele pobre homem por causa deles. Jesus conhecia a
malignidade de seus corações, mas também sabia do quando aquele homem estava
sofrendo.
Quais foram os métodos
de Jesus para abençoar este homem e lhe restaurar a saúde? Vejamos:
1º - Jesus ficou
indignado com a atitude dos fariseus (Mc 3.5).
Jesus sentiu-se indignado com aqueles que não valorizavam a vida nem a salvação
dos perdidos. A ira de Jesus era uma ira santa pela dureza do coração dos fariseus.
Homens que deveriam ser instrumento de Deus para abençoar confortando os
aflitos, estavam sendo instrumento de Satanás para julgar as atitudes
abençoadoras de Jesus.
2º - Jesus sentiu
compaixão daquele pobre homem (Mt 12.11-13).
Enquanto os fariseus se compadeciam de uma ovelha caso caísse num buraco, Jesus
se compadecia desse homem aleijado.
3º - Jesus encorajou o
homem a assumir publicamente sua condição (Lc 6.8).
Jesus disse para o homem da mão mirrada: “Levanta-te”.
Aquele homem estava prostrado, caído, cabisbaixo, derrotado, vencido sem se
expor no meio da sinagoga. Antes da cura, é preciso assumir a sua condição de
doente. Não se esconda, rompa com os embaraços, saia da caverna, do anonimato.
Reconheça suas necessidades e declare-as publicamente. Diz Lucas: Ele se levantou
e permaneceu em pé (Lc 6.8) [5].
Todos nós, de uma forma
ou de outra, tentamos esconder os nossos defeitos. Os maquiamos de várias
maneiras, seja com boas obras, com a nossa religiosidade. No entanto, a Bíblia
nos fala que “não há criatura alguma
encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos
daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13).
4º - Jesus ajuda este
pobre homem a superar os seus traumas (Lc 6.8).
A intenção de Jesus não era mostrar a deficiência daquele homem para o expor ao
ridículo. A intenção do Senhor era fazer com que ele encarasse os seus traumas
para à partir daí começar o processo de cura.
Ninguém alcança a cura
de seus traumas se escondendo de Deus e si mesmo. Outra coisa, todos nós temos
o nosso “aleijo”. Se não for físico, é emocional, ou ambos. Mágoas, rancores,
tristezas profundas. Cicatrizes na alma tão profundas e ainda tão
doloridas. Mazelas que foram se
acumulando no decorrer dos anos. Mas o Senhor tem poder para tratar. No entanto,
para que isso ocorra devemos nos despir da nossa arrogância, do nosso eu,
arrancar a máscara perante o Senhor e assumir que estamos feridos, e que
precisamos da ajuda divina.
Quantas pessoas que
antes foram “direitas”, hoje se encontram atrofiadas no seu caráter, devido a
uma crise, um deslize, uma engano... Precisamos de Jesus para nos curar das
nossas mazelas, traumas e complexos. Jesus é o Psicólogo dos psicólogos.
5º - Jesus o encoraja a
exercitar sua fé (3.5). Jesus lhe disse: “Estende a mão”.
O médico Lucas nos informa que era a sua mão direita e ela estava ressequida
(Lc 6.6). Como falamos anteriormente, tudo indica que este homem havia nascido
perfeito, mas devido a um acidente ele ficou com a mão ressequida. A palavra
grega traz a ideia de secar, ficar seco, murchar, ficar murcho.
Aquela era uma causa
perdida, mas Jesus lhe dá uma ordem. Aquele homem deveria exercitar sua fé
mediante a Palavra de Jesus. Devido a isso, ele alcançou a cura imediatamente.
4
– OS PASSOS QUE ESTE HOMEM DEU PARA SER CURADO.
Vamos acompanhar os
passos que este homem deu para alcançar de Jesus a bênção que ele tanto
necessitava.
1º Passo – Ele estava
onde Jesus estava (Lc 6.6). Eu não acredito que
ele estivesse ali para ser curado, mas para adorar a Deus. Ainda que se supõe
que os fariseus o tenham levado ali para provocar Jesus a curá-lo. Se foi isso
nós não podemos comprovar, mas de uma coisa nós bem sabemos, Jesus estava ali e
teve compaixão dele.
O erro de muitas
pessoas é que elas buscam a resolução dos seus problemas em lugares errados,
isso quando buscam, pois muitos se acomodam e não fazem nada, desacreditando
que um milagre possa vir acontecer. Este homem estava no lugar certo, na hora
certa e com a pessoa certa, e por isso foi curado.
2º - Passo – Ele venceu
o preconceito religioso (Lc 6.7,8). No dia de sábado,
dentro da visão da tradição judaica, era proibido curar as pessoas no dia de
sábado. No entanto esse homem quando recebeu a ordem dada por Jesus passou por
cima da tradição. Tradição esta que ele havia aprendido e, com certeza, também
guardava.
Esse homem queria tanto
ser curado, que decidiu enfrentar o pré-conceito dos religiosos que estavam à
sua volta. Além do pré-conceito dos escribas e dos fariseus, ele teve que
enfrentar o próprio pré-conceito.
3º - Passo – Ele
assumiu publicamente a sua fé em Jesus (Lc 6.8,10).
Muitas pessoas querem a bênção de Deus, mas não o Deus da benção! Assumir
publicamente nossa fé em Jesus não é apenas verbalizar que acredita n’Ele, mas
sim assumir nossa fé e obediência ao Senhor diante dos outros. É obedecer a
Palavra!
No entanto, quantas
pessoas têm vergonha disso! Quantos têm receio de serem criticados, de serem rejeitados
ou até mesmo serem taxados de “fanáticos”. No entanto, Deus só tem compromisso
com quem assume compromisso com Ele:
“Portanto,
todo aquele que me confessar diante dos homens, também eu o confessarei diante
de meu Pai, que está nos céus; mas aquele que me negar diante dos homens,
também eu o negarei diante de meu Pai, que está nos céus”
(Mt 10.32-33).
CONCLUSÃO
Mediante a misericórdia
de Jesus este homem alcançou o milagre. Ele estava no lugar certo, no momento certo
e recebeu do Senhor uma ordem e a obedeceu. Devido a isso, foi curado.
Mesmo diante da maldade
dos fariseus, a misericórdia do Senhor não deixou de alcança-lo. Jesus é Senhor
de todos os dias, por isso podemos esperar a Sua intervenção em nossas vidas a
qualquer hora. Ele não está preso as tradições humanas e nem a nenhum homem Ele
deve explicações: porque faz, quando faz, e com quem faz o milagre.
Pense nisso!
Bibliografia
1 – Hendriksen,
William. Mateus, vol. 2, São Paulo, SP, Ed. Cultura Cristã, 2001, p. 19.
2 – Lopes, Hernandes
Dias. Mateus, Jesus, o Rei dos reis, São Paulo, SP, Ed. Hagnos, 2019, p. 381.
3 – Lopes, Hernandes
Dias. Marcos, O Evangelho dos Milagres, São Paulo, Editora Hagnos, 2006, p. 18.
4 – Edwards, James R. O
Comentário de Lucas, Santo Amaro, SP, Ed. Sheed, 2019, p. 248.
5 – Lopes, Hernandes
Dias. Marcos, O Evangelho dos Milagres, São Paulo, Editora Hagnos, 2006, p. 161.
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