segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

O CUSTO DO DISCIPULADO Lucas 9.57-62

Por Pr. Silas Figueira

Texto base: Lucas 9.57-62

INTRODUÇÃO

Tendo deixado a aldeia dos samaritanos que os havia negado pousada, a comitiva de Jesus foi então “para outra aldeia” (v. 56). Foi durante esse percurso que ocorreu esse diálogo com esses três indivíduos.

Os dois primeiros diálogos das três breves conversações sobre seguir a Jesus são trazidos também por Mateus, em coincidência quase literal (cf. Mt 8.19-22). Marcos omite os três diálogos. O terceiro diálogo faz parte do material exclusivo de Lucas. O primeiro evangelista sinótico situa as duas conversas no início da atuação de Jesus na Galileia; já em Lucas, ao serem situadas no começo da caminhada para Jerusalém, numa época em que se aproximava o fim do Senhor, as conversas apresentam a profunda seriedade do discipulado de Cristo. Seguir a Jesus em sua última viagem a Jerusalém, em sua trajetória para a morte, é realmente uma vida em completa autonegação, fadiga e luta [1].

Durante Seu ministério terreno, o Senhor Jesus Cristo chamou repetidamente pessoas para o segui-lo como Messias e Senhor. Alguns singularmente responderam ao seu chamado e se tornaram Seus verdadeiros discípulos; outros rejeitaram quando perceberam o quanto isso era difícil (Jo 6.60-66). Sempre que Jesus chamava as pessoas, Ele usava a mesma palavra, akoloutheō (“seguir”, “para acompanhar”, “para ser um discípulo”). Ele sempre empregava o verbo no imperativo, para indicar que Ele não estava buscando um discipulado momentâneo, mas um compromisso de vida contínua. Seguir a Cristo envolve toda a vida e a vida toda. É algo que começa aqui na terra e permanece na eternidade.

Olhando para esse texto e para esse diálogo, quais as lições que podemos tirar dele para as nossas vidas hoje?

1 – A PRIMEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE SEMPRE HAVERÁ PESSOAS QUERENDO SEGUIR A CRISTO, MAS NEM TODOS ANALISAM O CUSTO DESSA DECISÃO (Lc 9.57a).

Foi nesse processo de ir, de caminhar, de ir rumo a Jerusalém que aparecem esses três personagens. Jesus foi seguido por muitos, mas poucos foram verdadeiramente seus discípulos. Cada uma das pessoas envolvidas declara que está disposta [a seguir a Cristo]. O primeiro está disposto a seguir e ir a qualquer parte, mas não considerou o preço. O segundo recebe a solicitação de seguir. [No entanto], ele quer ir para casa, para à família. O terceiro quer seguir e, como o segundo, quer ir primeiro para casa. Ele, como o primeiro, é desafiado a considerar o preço [2].  

Assim, como foi nos dias de Jesus, é nos dias de hoje. Muitos ainda não consideram o custo do discipulado. Mas por que isso ainda acontece? Creio que para essa pergunta a resposta seja a mesma da época de Jesus.

1º – Muitos não entenderam o que é ser um discípulo de Jesus. Muitos dos que se dizem ser servos de Jesus ainda não se conscientizaram o que isso vem a ser. Ainda não entenderam que isso implica em carregar a cruz todos os dias (Lc 9.23-26). Que implica em ter desavenças, muitas vezes, dentro de nosso próprio lar (Mt 10.21,35,36).   

2º – Superficialidade no compromisso com Cristo. Há um segundo grupo, os superficiais. São pessoas que acompanham Jesus de longe, sem muito ou nenhum compromisso com o discipulado de Cristo. É o solo rochoso da parábola do semeador (Lc 8.6,13).

3º – Existem muitos não convertidos entre os verdadeiros discípulos. Esse, creio, que seja o maior dos problemas em nosso meio. São pessoas que professam uma fé sem fundamento. Uma fé na fé. Uma fé descompromissada com a verdade. Por isso que há em nosso meio muitas crises e desavenças. Há muitos não convertidos no púlpito e também nos bancos.

2 – A SEGUNDA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE EXISTEM REQUISITOS PARA SER DISCÍPULO JESUS (Lc 9.57-62).

Enquanto Jesus viajava, Lucas nos conta que alguns anunciaram sua intenção de segui-Lo. Claramente tiveram boas intenções, mas não tinham percebido a natureza das exigências que o reino faz dos homens [3]. Nossas boas intenções, geralmente, comparadas com as exigências de Jesus não são boas. São egoístas. Na maioria das vezes as nossas prioridades estão em desacordo com o Seu reino. Muitas vezes nós, indiretamente, dizemos: “venha o nosso reino, seja feita a minha vontade, assim na terra como no céu” e não o contrário do que que Jesus ensinou em Mateus 6.10: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”.

Esses três homens poderiam ter se tornado discípulos, mas eles não preenchiam os requisitos estabelecidos por Jesus. Cada um deles tinha um empecilho que os impedia de chegar ao próximo nível da condição de discípulo [4]. Essa passagem ilustra três coisas que impediram essas pessoas de seguirem Jesus: uma motivação errada, uma prioridade errada e uma noção de tempo errada.

Analisemos esses três pontos.

1 – O PRIMEIRO TINHA UMA MOTIVAÇÃO ERRADA (Lc 9.57,58).

Mateus identifica este homem como um escriba (Mt 8.19). Os escribas eram especialistas na Lei Mosaica e na lei rabínica, no entanto, eles eram hostis a Jesus (Mt 9.3; 12.38-42; Mc 2.6-7; 3.22; Lc 6.7; 15.2), por isso é de estranhar a atitude desse homem em seguir a Cristo. Bailey disse que este primeiro candidato a discípulo representa a força centrípeta da missão. Ele é atraído para dentro, para juntar-se à comunidade de discípulos. Ninguém o está recrutando [5].

É provável que por ter testemunhado os milagres registrados em Mateus 8.5-18, ele então tenha sido atraído a Jesus e ansioso para ligar-se a um professor tão incomparável. Rabinos que viajam frequentemente tinham grupos de estudantes que os acompanhavam e aprendiam com eles. Este escriba reconheceu Jesus como seu rabino e queria se juntar a seu grupo de discípulos. De acordo com o relato de Mateus, ele se dirigiu a Jesus como “Mestre”, oferecendo-se, assim, como um aluno do milagreiro de Nazaré. No entanto, Jesus não se surpreendeu com a atitude desse homem. Vemos pela resposta que Jesus lhe deu: “As raposas têm covis, e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lc 9.58).

A motivação deste homem em seguir a Jesus não era a motivação que o Senhor espera de seus discípulos. Duas eram as suas motivações:

1ª – A primeira motivação era a ambição por conforto. Este homem estava motivado pelas vantagens que pensava que iria receber seguindo a Cristo. Jesus, porém, joga uma pá de cal em seu entusiasmo, mostrando que o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça [6]. Em outras palavras, o Filho do Homem, Rei e Mandatário da criação, possui menos que as criaturas irracionais. As raposas sobre o chão e os pássaros no ar possuem seu abrigo. Jesus é completamente apátrida. Quem deseja seguir o caminho com o Senhor decididamente não escolhe uma sorte invejável [7]. No entanto, a maneira como ele entende o que isso acarreta parece muito superficial. Ele não entende que “seguir” significa Getsêmani, e Gólgota e sepulcro [8]. Jesus já havia deixado isso bem claro para os seus discípulos em Lucas 9.22.

O que Jesus está deixando bem claro para esse escriba é que não há conforto e aceitação para o Mestre e muito menos para os seus discípulos. A prova disso é que eles acabaram de ser expulsos de uma aldeia samaritana (Lc 9.52,53).

2ª – A segunda motivação era poder e influência. Há também nessa passagem um sentido político, diz Bailey. As “aves do céu” referiam-se às nações gentílicas (Roma – o império dominante da época), no sentido apocalíptico intertestamentário. A “raposa” era símbolo dos amonitas que era um povo racialmente aparentado, mas politicamente inimigos de Israel. Herodes era idumeu, ele era racialmente mestiço e Jesus chama Herodes Antipas de “essa raposa” (Lc 13.32). Jesus poderia estar dizendo: “Olham se vocês querem poder e influência, vão para as aves que revestem de penas os seus ninhos por toda a parte. Sigam as raposas, que dirige os seus negócios com muita astúcia. Pois, a despeito das expectativas, o Filho do homem permanece impotente e solitário [9].

Se uma pessoa se propõe a seguir a Cristo com a ideia de que terá poder e influência no mundo está com a motivação totalmente errada. Está andando na contramão dos ensinos de Jesus. Não prestaram atenção no que Ele falou em Mateus 10.16-22,25:

“Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens; porque eles vos entregarão aos sinédrios, e vos açoitarão nas suas sinagogas; e sereis até conduzidos à presença dos governadores, e dos reis, por causa de mim, para lhes servir de testemunho a eles, e aos gentios. Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de dizer. Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é que fala em vós. E o irmão entregará à morte o irmão, e o pai o filho; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. E odiados de todos sereis por causa do meu nome; mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo. Basta ao discípulo ser como seu mestre, e ao servo como seu senhor. Se chamaram Belzebu ao pai de família, quanto mais aos seus domésticos?”

A Igreja Católica entrou pelo caminho de ser influência nos mundo e veja o que a história nos conta a respeito dela.

2 – O SEGUNDO TINHA UMA PRIORIDADE ERRADA (Lc 9.59,60).

Se o primeiro se prontificou a seguir a Cristo voluntariamente, este, no entanto, teve o privilégio de ser comissionado por Ele. Mas entre aceitar esse convite incondicionalmente, ele expôs a sua condição para segui-Lo: “Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai”.

A prioridade desse homem não era a prioridade que o Senhor espera de Seus discípulos. Quais eram as reais prioridades desse homem?

1º – Ele colocou as prioridades familiares em primeiro lugar. Observe o que ele diz para o Senhor: “Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai”. À primeira vista, isso parece ser um pedido razoável. Era dever de cada filho ter certeza de que seu pai estivesse bem cuidado em sua morte (Gn 25.9; 35.29; 49.29-50.13); só o sumo sacerdote (Lv 21.10-11) e os que haviam feito um voto Nazireu (Nm 6.6-7) foram dispensados do funeral de seu pai, uma vez que eles foram proibidos de chegar perto de uma pessoa morta. O problema com a desculpa do homem era de que seu pai ainda não estava morto! Em outras palavras ele estava dizendo para Jesus: “Depois que meu pai morrer eu então lhe seguirei”. A preocupação com a casa dele era a pedra no caminho deste homem [10].

Como disse Carson: “Mesmo os laços familiares mais íntimos não devem ser postos acima da submissão a Jesus e da proclamação do reino” [11].

A preocupação desse homem tem sido a preocupação de muitas pessoas hoje. Quantas pessoas pensam em seguir a Cristo mas não querem “magoar” os familiares. Os pais podem ficar ofendidos e magoados por eles serem agora um crente em Jesus... Isso é muito comum. Eu conheço uma mãe que disse para filha que preferiria que ela fosse lésbica do que ser uma crente. Essa menina obedeceu a mãe e nunca mais voltou à igreja. Hoje a menina é lésbica!

2º – Ele colocou prioridades culturais acima do discipulado. Segundo a tradição da época seu pedido era para ficar em casa até que seu pai morresse. Isso era uma exigência cultural. Devido a isso, este homem está dizendo: “A minha comunidade me faz certas exigências, e a força dessas exigências é muito grande. Certamente o Senhor não espera que eu frustre as expectativas da minha comunidade, não é?”. Não obstante é isso que o Senhor quer [12]. Jesus deixa claro que pregar o reino é a maior de todas as prioridades. Nenhuma outra agenda pode se interpor entre o discípulo e a pregação do evangelho do reino [13].

Jesus não está dizendo que devemos abandonar os pais. Jesus está dizendo: “Deixe os espiritualmente mortos sepultar os fisicamente mortos”, mostrando que as outras pessoas podiam cuidar do pai do rapaz. Ou seja, outras pessoas podiam fazer aquele trabalho, mas era obrigação dele pregar o Reino de Deus. A vida eterna em Cristo.  

3ª – Ele colocou interesses financeiros acima do discipulado. O que este homem realmente estava dizendo era que ele queria adiar seguir o Senhor até que seu pai morresse e ele recebesse a sua herança. Ele sabia que Jesus estava indo para Jerusalém, e se ele o acompanhasse, essa atitude poderia levá-lo a perder sua parte da propriedade de seu pai. Ao contrário dos Doze (Mt 19.27; Lc 5.11,28), ele não estava disposto a deixar tudo e seguir Jesus. Ele foi um exemplo da semente “que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição” (Lc 8.14).

Muitas pessoas põem em primeiro lugar as suas necessidades e compromissos antes do discipulado. As suas necessidades e ambições vem em primeiro lugar. Quem pensa assim não pode ser discípulo de Jesus.

3 – O TERCEIRO TINHA UMA NOÇÃO DE TEMPO ERRADA (Lc 9.61,62).

Este terceiro indivíduo, assim como o primeiro, voluntariamente se candidata a seguir a Cristo. Mas assim como o segundo, ele tinha suas exigências. “Deixa-me despedir primeiro dos que estão em minha casa”. A resposta deste homem demonstra claramente que seu coração não estava completamente engajado no serviço de Cristo e que, portanto, ele não estava preparado para ser um discípulo [14]. Jesus não viu nisso um mero ato de cortesia, disse Champin, e, sim, uma tática procrastinadora [15]. Procrastinar significa transferir para outro dia ou deixar para depois; adiar, delongar. Na verdade, ele queria saber a opinião dos de sua casa sobre esse assunto.

Com isso em mente, podemos tirar algumas lições:

1º - Este homem estava transferindo sua decisão para terceiros. O “despedir-se dos que estavam em sua casa” diz Bacley, nada mais era do que “pedindo permissão para submeter o assunto de seguir a Jesus à autorização deles” [16]. De acordo com o que eles falassem ele faria. A decisão de ser um discípulo de Jesus não partiria dele, mas dos seus familiares, ou seja, ele estava transferindo esta decisão para terceiros.

Tem muita gente agindo assim hoje também. Agem segundo o conselho de familiares e amigos em relação a seguir a Cristo. Mas veja o que nos fala o Salmo 1.1: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores”.

Esta decisão não pode ser terceirizada, ela é uma decisão pessoal e intransferível.

2º - Seguir a Jesus é uma quebra de tradições e paradigmas. Este homem tinha medo de estar longe de seus familiares ou quem sabe de ser condenado ao ostracismo por sua família. No mundo do Oriente Médio, a autoridade do pai tradicionalmente é suprema. Este homem está falando claramente para Jesus o seguinte: “Vou te seguir, Senhor, mas a autoridade de meu pai é maior que a Tua, e eu preciso de permissão dele antes de me aventurar pelo mundo contigo” [17]. Isso o estava impedindo de seguir o Senhor. É por isso que Jesus advertiu as multidões que o seguiam: “Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14.26).

Seguir a Cristo envolve quebrar tradições, hábitos e a própria vontade. Jesus disse que para segui-lo devemos abrir mão de nossas vontades: “É negar-se a si mesmo” (Lc 9.23). Como disse Pedro para Jesus: “Eis que nós tudo deixamos, e te seguimos” (Mc 10.28).

Seguir a Cristo é romper com o passado e seguir para uma nova vida. É nascer de novo. Como disse Paulo e sua segunda carta aos Coríntios 5.17: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.

3º - Seguir a Jesus é olhar para frente e não para trás (Lc 9.62). Essa história parece fazer um eco da unção de Eliseu por Elias, em 1 Reis 19.19-21. A única diferença é que quando Eliseu voltou para se despedir dos de sua casa, ele se desfez do que poderia impedi-lo de seguir a Elias. Veja o que o texto nos fala: “Então deixou ele os bois, e correu após Elias; e disse: Deixa-me beijar a meu pai e a minha mãe, e então te seguirei. E ele lhe disse: Vai, e volta; pois, que te fiz eu? Voltou, pois, de o seguir, e tomou a junta de bois, e os matou, e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo, e comeram; então se levantou e seguiu a Elias, e o servia” (1Rs 19.20,21).  

Há muitas pessoas que servem a Cristo, mas não olham para frente, ficam o tempo todo olhando para trás. Olhar para trás é perder o foco e a direção certa. Aqueles que estão acostumados a arar a terra, dizem que é impossível arar, fazendo uma linha reta, se o lavrador de vez em quando olha para trás. Essa tarefa requer a atenção ininterrupta do lavrador. Jesus, tal como no caso imediatamente anterior, ilustra aqui que existem lealdades superiores do que aquelas dos laços de família. O propósito de tornar-se discípulo é vão e sem sentido se esse propósito não for levado às suas últimas consequências, de maneira correta [18].

No reino de Deus, não há espaço para distração nem para saudosismo [19]. Tem muita gente que vive olhando para trás. Vive com saudade das coisas que dizem que deixaram por amor a Cristo.  

CONCLUSÃO

Embora o texto não descreva o que aconteceu com nenhum desses três homens, é óbvio que eles, como o jovem rico, abandonaram Cristo para se agarrarem as coisas terrenas. Jesus deixou bem claro que aqueles que não estão dispostos a negar a si mesmo, riquezas, relacionamentos, ou qualquer outra coisa, por amor a Ele, não pode entrar no reino de Deus. “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”, declarou Jesus, porque “qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará” (Lc 9.23-24).

O evangelho que tem sido pregado em muitos púlpitos hoje é o um evangelho hedonista. É um evangelho que não condiz com as Escrituras. O Jesus que tem sido apresentado ao público é um Cristo falso, um Cristo que nem genérico é, nem mesmo similar, é um Cristo placebo. Um Cristo que não faz exigências, que não pede abnegação, que não se importa com a vida que você leva. No entanto, o Jesus que nos é apresentado nas Escrituras, nesse texto em particular, exige abnegação, compromisso e rompimento com o mundo. Menos que isso não é o Jesus que se revela nas Escrituras.

Pense nisso!

Bibliografia:

1 – Rienecker, Fritz. O Evangelho de Lucas, Comentário Esperança, Ed. Evangélica Esperança, Curitiba, PA, 2005. p. 148.

2 – Bailey, Kenneth E. As Parábolas de Lucas, Ed. Vida Nova, São Paulo, SP, 1985, p. 64.

3 – Morris, Leon L. Lucas, Introdução e Comentário, Ed. Mundo Cristão e Edições Vida Nova, São Paulo, SP, 1986, p. 170.

4 –Radmacher, Earl D. O Novo Comentário da Bíblia – Novo Testamento, Ed. Central Gospel, Rio de Janeiro, RJ, 2010, p. 172.

5 – Bailey, Kenneth E. As Parábolas de Lucas, Ed. Vida Nova, São Paulo, SP, 1985, p. 64.

6 – Lopes, Hernandes Dias. Lucas, Jesus o homem perfeito, Editora Hagnos, São Paulo, SP, 2017, p. 325.

7 – Rienecker, Fritz. O Evangelho de Lucas, Comentário Esperança, Ed. Evangélica Esperança, Curitiba, PA, 2005. p. 148.

8 – Bailey, Kenneth E. As Parábolas de Lucas, Ed. Vida Nova, São Paulo, SP, 1985, p. 64.

9 – Bailey, Kenneth E. As Parábolas de Lucas, Ed. Vida Nova, São Paulo, SP, 1985, p. 66.

10 – Radmacher, Earl D. O Novo Comentário da Bíblia – Novo Testamento, Ed. Central Gospel, Rio de Janeiro, RJ, 2010, p. 172.

11 – Carson, D. A. O Comentário de Mateus, Ed. Sheed, Santo Amaro, SP, 2017, p. 253.

12 – Bailey, Kenneth E. As Parábolas de Lucas, Ed. Vida Nova, São Paulo, SP, 1985, p. 68.

13 – Lopes, Hernandes Dias. Lucas, Jesus o homem perfeito, Editora Hagnos, São Paulo, 2017, p. 326.

14 – Ryle, J. C. Meditação no Evangelho de Lucas, Ed. Fiel, São José dos Campos, SP, 2002, p.164.  

15 – Champlin, R. N. O Novo Testamento Interpretado, versículo por versículo, Lucas, vol. 2, Ed. Hagnos, São Paulo, SP, 2005, p. 101.

16 – Bailey, Kenneth E. As Parábolas de Lucas, Ed. Vida Nova, São Paulo, SP, 1985, p. 69.

17 – Bailey, Kenneth E. As Parábolas de Lucas, Ed. Vida Nova, São Paulo, SP, 1985, p. 70.

18 – – Champlin, R. N. O Novo Testamento Interpretado, versículo por versículo, Lucas, vol. 2, Ed. Hagnos, São Paulo, SP, 2005, p. 101.

19 – Lopes, Hernandes Dias. Lucas, Jesus o homem perfeito, Editora Hagnos, São Paulo, 2017, p. 326.