quinta-feira, 11 de outubro de 2018

OS IGREJADOS E SEUS PASTORES CIBERNÉTICOS


Por Pr. Silas Figueira

Nesse tempo de tecnologia temos visto o uso da internet para muitas coisas. Desde enviar uma simples mensagem, fazer compras a transações financeiras. Isso não é um mal em si, mas as vezes, por mau uso dela pode causar muitos danos e, alguns, irreparáveis. Nós temos visto como pessoas mal intencionadas têm se utilizado dela nesses nossos dias. Poderíamos citar centenas de casos tanto bons quanto maus, mas eu não quero perder tempo com devaneios e ir direto ao assunto.

Eu quero pensar com você sobre a questão de pastores que usam a internet para pregar o evangelho. Isso é muito bom, sem sombra de dúvidas. A mensagem do Evangelho tem chegado a todas partes do mundo. Eu mesmo faço uso desta ferramenta. Mas o que eu quero pensar com você não é sobre os pastores que usam a internet para ministrar a Palavra, mas de algumas pessoas que assistem ou acompanham esses muitos pastores. O que eu tenho observado é que muitos membros de igrejas locais estão sendo mais pastoreados pelos pastores da internet do que pelos pastores de suas próprias igrejas. Aí que eu vejo o problema!

Eu não tenho nada contra alguém ouvir e aprender com pastores que usam a internet. O que eu questiono é que muitas pessoas ouvem determinados pastores e estão sendo “pastoreadas” por eles, mas são membros de uma igreja local. Ou seja, o pastor local fala uma coisa e o pastor da internet fala outra, aí eles, geralmente, ficam com o que o pastor da internet falou e estão questionando os seus pastores, ou seja, estão sofrendo mais influência do pastor “cibernético” do que do pastor local.

Eu tenho visto isto acontecer de forma alarmante nesses dias. É claro que há pastores que estão na internet e que são pessoas de uma firmeza teológica ímpar. Poderíamos citar alguns que eu particularmente também assisto: o Reverendo Hernandes Dias Lopes, Augustus Nicodemus, Alan Capriles, Paulo Junior, e outros na mesma linha. E as vezes o pastor local está teologicamente fora da Bíblia e por isso está sendo questionado.

É aí que eu quero chegar. Se o seu pastor não tem condições de te pastorear, então saia desta igreja. Vá procurar outra que tenha um pastor que seja bíblico. Mas, as vezes ocorre ao contrário, o pastor é bíblico, tem uma firmeza teológica muito grande, mas a pessoa fica ouvindo certos pastores e acha que eles é que estão certos. Pastores que pregam ou ensinam doutrinas antibíblicas e a pessoa pensa que eles é que têm razão. Que o errado é o seu pastor.

Mas para as duas pessoas eu quero dar alguns conselhos:

1) Quando você precisar de um conselho pastoral ligue para o pastor da internet, já que seu pastor não tem condições de te pastorear.

2) Quando estiver passando por alguma crise, seja familiar ou mesmo pessoal, ligue para o pastor da internet para lhe aconselhar.

3) Quando estiver precisando de uma visita pastoral no hospital, ligue para o pastor da internet para fazer esta visita.

4) Quando estiver precisando comprar um remédio e está sem dinheiro, e a igreja que você frequenta costuma ajudar com o que nós chamamos de “caixa de beneficência”, ligue para o seu pastor da internet para lhe enviar o remédio.

5) Quando morrer alguém de sua família e você precisar que se faça o culto fúnebre e outras coisas mais, não pense duas vezes, ligue para o pastor da internet para fazer o culto fúnebre e consolar a família enlutada.

6) Quando precisar da Kombi da igreja, que ainda é o veículo que a maioria das igrejas ainda usam, peça ao pastor da internet que lhe empreste a Kombi.

7) Quando precisar que o pastor converse com seu filho adolescente que anda meio rebelde, chame o pastor da internet para conversar com ele.

8) Caso você não consiga entrar em contato com pastor da internet, então eu lhe dou dois conselhos: 1 – não chame o pastor local, pois já que ele não serve para te pastorear, para estas coisas também não serve e 2 – chame o Chapolin Colorado que ele provavelmente irá te socorrer.

Pense Nisso!

Pr. Silas A. Figueira – pastor local da Igreja Batista Bereia.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

“AMANTES DE SI MESMOS”


Pr. Cleber Montes Moreira

“Porque haverá homens amantes de si mesmos...” (2 Timóteo 3:2a)

Não podemos cultivar a esperança ilusória de que este mundo melhorará, embora seja natural que assim desejemos e para isso nos esforcemos, pois “todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19) e reservado para o juízo. Tanto o que está fora dos templos quanto o que está dentro deles tem experimentado a corrupção. Aliás, entre o mundo e as denominações religiosas, incluindo as evangélicas, de modo quase generalizado, já não há mais fronteiras. A globalização não está apenas na economia, na política, mas também nas religiões. O ecumenismo tornou os divergentes em parceiros de “fé comum”, gerou “comunidades”, e com discursos de amor, tolerância e justiça contribuiu para o surgimento de uma “onda inclusiva” abarcada por uma nova teologia firmada numa “hermenêutica popular”. Daí, para justificarem tais transformações, textos bíblicos foram ressignificados, passaram a fazer a “leitura popular da Bíblia”, e mesmo versões de “bíblias inclusivas” (prefiro com minúsculas!) foram lançadas no mercado, bem como literaturas de apoio. Hoje cantor gospel se apresenta e colabora com terreiro de candomblé, líderes espirituais pregam o universalismo, desprezam o casamento e o modelo bíblico de família, discursam em favor do aborto e outras “causas”, igrejas evangélicas colocam bloco no carnaval, aceitam membros LGBTs, e os pilares da fé cristã são substituídos por apenas uma doutrina: a do “amor”. “Amor” sem compromisso com a Verdade, que se presta para encher templos de pessoas que não suportam a sã doutrina, mas têm prazer nos afagos dos falsos mestres. Porém, o “amor” que alarga o caminho para o Céu é heresia; é estratégia do diabo para encher o inferno. Este falso amor tem se consolidado como o principal tema religioso destes “tempos trabalhosos”. Mas, o que este “amor” esconde, a sua verdadeira motivação, é denunciado aqui pelo apóstolo: “Porque haverá homens amantes de si mesmos...” O que sucede é uma lista de atitudes pecaminosas que derivam deste sentimento egoísta, e que culmina no que alguns chamam de “eulatria”. Quando o ego toma o lugar da divindade, todas as motivações e ações tornam-se adequadas para elevar o “homem mau” ao status de deus e satisfazer todos os seus interesses.

Você já pensou que o caos que enfrentamos na sociedade tem origem no amor próprio? Pessoas sem o temor de Deus, que cultuam a si mesmas, estão dispostas a qualquer coisa para fazerem prosperar os seus intentos. Tudo o que fazem é em função do seu prazer, da sua vaidade, da sua avareza, do seu orgulho…. Quanto aos falsos mestres, até o “evangelho” que pregam, ainda que regado de “amor”, é para a sua própria glória: “amantes de si mesmos” não podem amar e honrar a Deus. Pense nisso!