quinta-feira, 25 de maio de 2017
A CRISE É O PRELÚDIO DO AVIVAMENTO
sábado, 20 de maio de 2017
JEROBOÃO E O ALTAR DA IDOLATRIA
Esse tipo de mensagem agrada ao ouvido de muitos, mas não é a verdadeira mensagem. A Verdade é imutável. A Bíblia é a nossa regra de fé e prática, por isso não podemos relativá-la como muitos tem feito. Se negligenciarmos o que a Palavra de Deus nos fala, então não precisamos dela.
A sociedade pode ser pluralista, mas a Palavra de Deus não. A sociedade pode pensar o que quiser, mas nós somos guiados pela Bíblia e nela que encontramos a orientação de como deve ser a nossa adoração. Se a negligenciarmos deixaremos o caminho trassado pelo Senhor e passamos a andar por atalhos que nos afastarão cada vez mais da sua presença. Como nos fala o autor de Hebreus:
E a impressão que temos é que quanto mais longe das Escrituras mais o povo gosta. Quanto mais longe da verdade mais as pessoas se interessam. Só há um detalhe que essas pessoas não sabem: "A Verdade liberta".
A Verdade traz o entendimento que nos leva a compreender a mensagem da cruz e, através desse entendimento, alcançamos a salvação de nossas almas.
quarta-feira, 17 de maio de 2017
Existe abuso espiritual? Pastor diz que sim e mostra sete formas usadas por líderes cristãos
terça-feira, 16 de maio de 2017
IRMÃOS, NÓS NÃO SOMOS PROFISSIONAIS
quinta-feira, 11 de maio de 2017
RISPA: UMA MÃE QUE VELOU OS FILHOS MORTOS
Por Pr. Silas Figueira
Texto base: 2 Samuel 21.1-14
INTRODUÇÃO
Este texto nos conduz a uma reflexão profunda sobre uma aliança quebrada e suas severas consequências. Ao mesmo tempo, ele nos apresenta o retrato marcante de uma mãe que se recusa a abandonar seus filhos, mesmo depois da morte, empenhando-se em honrá-los até o fim. Trata-se de um cenário duro, perturbador, que naturalmente desperta em nós questionamentos: por que algo tão trágico aconteceu? Por que Deus permitiu tal situação?
Ainda que essas perguntas sejam legítimas, o texto nos leva a uma realidade espiritual incontornável: alianças feitas diante do Senhor não são descartáveis. Mesmo quando firmadas por gerações anteriores, elas permanecem válidas diante de Deus. A quebra de uma aliança não anula sua responsabilidade; ao contrário, ativa suas consequências. Por isso, toda palavra empenhada diante do Senhor deve ser tratada com seriedade, pois o descaso pode produzir efeitos devastadores.
A narrativa bíblica relata que houve três anos consecutivos
de fome em Israel — um período de grande sofrimento nacional. Diante dessa
crise, o rei Davi buscou ao Senhor, e a resposta divina foi clara:
“Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas” (v.1b).
Violar um voto era considerado uma transgressão grave (Nm 30.1-2). Davi, então, discerniu que aquela calamidade não era meramente natural, mas uma disciplina divina decorrente do pecado cometido por Saul.
Aqui encontramos um princípio que ainda se manifesta em nossos dias: o pecado raramente se limita ao indivíduo que o pratica. Saul havia morrido há anos, mas as consequências de seus atos recaíram sobre toda a nação. Como está escrito em Lamentações 5.7:
“Nossos pais pecaram e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas iniquidades”.
À primeira vista, isso pode parecer injusto. Contudo, é uma realidade recorrente. Basta observar o mundo atual. Decisões irresponsáveis de uma geração — como a exploração desordenada da natureza, a degradação ambiental e a desconstrução de valores morais — impactam diretamente as gerações futuras.
Da mesma forma, quando a sociedade redefine padrões familiares contrários aos princípios bíblicos, o resultado inevitável é o colapso moral das próximas gerações. O sucesso de uma sociedade está intrinsecamente ligado à saúde da família. Israel estava, naquele momento, colhendo aquilo que Saul havia plantado.
Davi, então, procura os gibeonitas e pergunta como poderia reparar aquela injustiça. A resposta foi direta e severa: não queriam compensação financeira, mas justiça. Exigiram a entrega de sete descendentes de Saul para execução (v.3-6).
Embora as Escrituras não detalhem quando Saul cometeu tal massacre, sabemos que ele violou a aliança feita por Josué com os gibeonitas (Js 9). Mesmo tendo sido firmada sem consulta ao Senhor, aquela aliança permanecia válida. Saul, ao quebrá-la, trouxe culpa sobre sua casa.
Davi, portanto, enfrenta um dilema doloroso: de um lado, a necessidade de restaurar a bênção sobre Israel; de outro, a dor de sacrificar membros da própria família de seu sogro.
Essa narrativa nos alerta sobre decisões precipitadas. Muitas pessoas firmam alianças — no casamento, nos negócios ou na vida espiritual — sem reflexão e sem buscar a direção de Deus. Depois, enfrentam consequências difíceis de reverter. A Escritura é clara: compromissos assumidos diante do Senhor não devem ser tratados levianamente (Sl 15.4).
A exigência dos gibeonitas baseava-se no princípio de justiça descrito em Números 35.31-33: vida por vida. Não se tratava de sacrifício humano para apaziguar Deus, mas de aplicação de justiça diante de um homicídio. A expressão “casa sanguinária” sugere que os descendentes de Saul participaram do crime.
Um detalhe importante: mais de trinta anos haviam se passado desde a morte de Saul. Ainda assim, Deus não ignorou o pecado. Sua justiça pode tardar, mas não falha.
Sete homens foram entregues e mortos. Entre eles, estavam os dois filhos de Rispa. Seus corpos foram deixados expostos, contrariando a Lei (Dt 21.22-23), até que viesse a chuva, sinal da restauração do favor divino.
É nesse cenário que surge a figura extraordinária de Rispa.
Ela tomou pano de saco, colocou sobre uma rocha e permaneceu ali, dia e noite, protegendo os corpos de seus filhos contra aves e animais (v.10). Sua vigília durou cerca de seis meses [1].
Seu nome significa “pedra quente” — uma descrição perfeita de sua firmeza. O pano de saco simbolizava dor, arrependimento e humilhação diante de Deus. Sua atitude foi silenciosa, mas profundamente eloquente.
ILUSTRAÇÃO
Certo homem, ao ver a destruição de uma cidade, disse: “Ah,
se eu fosse Deus!”
Seu filho perguntou: “O senhor impediria isso?”
Ele respondeu: “Não... eu compreenderia.”
Nem sempre compreendemos os caminhos de Deus, mas podemos confiar que Ele sabe o que faz.
QUAIS LIÇÕES PODEMOS APRENDER?
1. O AMOR DE MÃE É INCONDICIONAL (2Sm 21.8-10)
Rispa não deixou de amar seus filhos, apesar de seus erros. Esse amor encontra eco na realidade atual. Basta observar as filas em presídios: mães permanecem ali, fiéis, constantes, amorosas.
Um ditado popular diz: “Filho feio não tem pai.” Mas sempre tem mãe.
O amor materno não é baseado em mérito, mas em vínculo.
1º – Mães velam filhos espiritualmente mortos
Assim como Rispa velou corpos, muitas mães hoje velam filhos espiritualmente mortos. Jovens que cresceram na fé, mas se afastaram e se perderam em caminhos destrutivos.
Ainda assim, essas mães permanecem em oração. Colocam, por assim dizer, “pano de saco sobre a Rocha” — firmadas nas promessas da Palavra — e intercedem sem cessar.
Elas creem na restauração. Creem que Deus pode trazer vida onde há morte espiritual.
Esse amor reflete, ainda que de forma limitada, o amor de Deus revelado em João 3.16 e plenamente demonstrado na cruz. Como Paulo escreveu (Rm 5.6-8), Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores.
2º – Mães lutam batalhas espirituais
Rispa enfrentava aves de dia e feras à noite. Era uma vigilância contínua.
Hoje, muitas mães enfrentam batalhas espirituais intensas. Elas discernem que certos conflitos não são apenas naturais, mas espirituais (Ef 6.12).
E, mesmo cansadas, permanecem firmes. Oram, lutam, resistem. Sabem que a vitória vem do Senhor.
2. A ATITUDE DE RISPA PRODUZIU CONSEQUÊNCIAS (2Sm 21.11-14)
A perseverança de Rispa não foi em vão. Sua atitude gerou impacto.
1º – Sua atitude chegou ao rei
O que Rispa fazia em silêncio chegou aos ouvidos de Davi. Da mesma forma, orações sinceras chegam ao trono de Deus.
Nenhuma intercessão é ignorada.
2º – Ela alcançou favor
Davi providenciou sepultamento digno. Houve restauração de honra.
Quando Deus age, Ele não abençoa parcialmente — Sua bênção alcança muitos.
3º – Ela moveu a ação do rei e trouxe restauração
Após o sepultamento, a Bíblia declara:
“Deus se tornou favorável para com a terra” (v.14).
A chuva voltou. A fome cessou.
Uma atitude perseverante abriu caminho para a restauração nacional.
CONCLUSÃO
A história de Rispa nos confronta com perguntas profundas:
Como reagiríamos em seu lugar?
Temos amado com perseverança?
Temos intercedido com intensidade?
Talvez você não tenha filhos, mas há pessoas ao seu redor que estão espiritualmente mortas. Você pode interceder por elas.
Você tem se humilhado diante do Senhor? Tem vigiado espiritualmente por aqueles que ama?
O amor verdadeiro exige entrega, perseverança e fé.
ILUSTRAÇÃO FINAL
Conta-se que, no Japão antigo, idosos eram abandonados na floresta. Um filho, ao levar sua mãe, percebeu que ela marcava o caminho com galhos.
Ao repreendê-la, ouviu:
“Estou marcando o caminho para que você não se perca na volta.”
Impactado, ele desistiu de abandoná-la.
Esse é o amor de mãe: sacrificial, constante, incondicional.
Pense nisso.
Que Deus nos abençoe.
Fonte:
[1] Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo, vol.
2. Editora Geográfica, 2012, p. 365.



