quinta-feira, 25 de maio de 2017

A CRISE É O PRELÚDIO DO AVIVAMENTO


Por Rev. Hernandes Dias Lopes

Os grandes avivamentos da história aconteceram em tempos de crise. Não nasceram do útero da bonança, mas foram gestados com dores e lágrimas em tempos de sequidão. A crise nunca foi impedimento para a ação soberana de Deus. É quando os recursos dos homens se esgotam que Deus mais visivelmente manifesta o seu poder. É quando todas as portas da terra se fecham é que Deus abre as janelas do céu. É quando o homem decreta sua falência, que o braço do onipotente mais se manifesta.

​O Brasil está vivendo, possivelmente, a sua mais aguda e agônica crise desde o seu descobrimento. A nação está rubra de vergonha, diante da desfaçatez de políticos e empresários que domesticaram os poderes constituídos, para assaltarem a nação e sonegarem ao povo o direito de viver dignamente. O profeta Miquéias, já no seu tempo, identificou esse conluio do crime, quando escreveu: “As suas mãos estão sobre o mal e o fazem diligentemente; o príncipe exige condenação, o juiz aceita suborno, o grande fala dos maus desejos de sua alma, e, assim, todos eles juntamente urdem a trama” (Mq 7.3). A corrupção chegou ao palácio, ao parlamento, às cortes e em setores importantes do empresariado. Um terremoto devastador atingiu as instituições, abalou a economia e enfraqueceu a indústria e o comércio. A carranca da crise é vista na desesperança dos mais de quatorze milhões de desempregados em nosso país. A morte se apressa para aqueles que não têm direito a uma assistência digna nos hospitais, sempre lotados e desprovidos de recursos. Os acidentes trágicos se multiplicam porque nossas estradas estão sucateadas. A educação se enfraquece porque as escolas públicas, em muitos lugares, estão entregues ao descaso. Líderes com muito poder e apequenado caráter, favorecem os poderosos e tiram o pão da boca dos famintos, fazendo amargar a vida de um povo já combalido pela pobreza e desesperança.

​Nesse cenário cinzento, muitas igrejas, por terem se afastado da sã doutrina e por terem tergiversado com a ética, perderam a capacidade de exercer voz profética. Não confrontam os pecados da nação, como consciência do Estado, porque primeiro precisam embocar a trombeta para dentro de seus próprios muros. Há um silêncio gelado, um conformismo covarde, um torpor anestésico. Há igrejas cheias de pessoas vazias de Deus. Há igrejas onde os púlpitos já baniram a pregação fiel da palavra de Deus. Há igrejas onde o antropocentrismo idolátrico substituiu a centralidade de Cristo. Há igrejas mornas, apáticas, amando o mundo, sendo amigas do mundo e conformando-se com o mundo. Há igrejas que parecem um vale de ossos secos. Perdeu-se a vitalidade. Perdeu-se o vigor. Falta um sopro de vida!

​É nesse momento de prognósticos sombrios, que devemos nos humilhar sob a poderosa mão de Deus. É imperativo converter-nos dos nossos maus caminhos e orarmos, buscando a face do Senhor, a fim de que ele perdoe nossos pecados, restaure a nossa sorte e sare a nossa terra. O avivamento começa com a igreja e partir dela reverbera para o mundo. O avivamento é uma obra soberana do Espírito Santo que vem, como torrentes do céu, sobre a terra seca. A água é derramada sobre o sedento e as torrentes sobre a terra seca. O Espírito Santo é derramado sobre um povo que anseia por Deus mais do que pelas bênçãos de Deus. É quando decretamos nossa falência, nos convertemos dos nossos maus caminhos e nos prostramos diante de Deus, para desejarmos ardentemente sua presença manifesta, é que ele traz sobre nós o seu renovo. Então, a igreja florescerá como salgueiros junto às correntes das águas. Então, os crentes se levantarão para dizer: “Eu sou do Senhor”. Então, não haverá mais abismo entre o que se prega e o que se vive, porque os crentes escreverão na própria mão: “Eu sou do Senhor”. Oh, que Deus levante sua igreja e restaure a nossa nação! Oh, que nesse tempo de crise e sequidão caia sobre nós as torrentes abundantes do Espírito Santo!

Fonte: Palavra da Verdade

sábado, 20 de maio de 2017

JEROBOÃO E O ALTAR DA IDOLATRIA


Por Pr. Silas Figueira

Texto Base: 1 Reis 13.1-10

INTRODUÇÃO

A história de Jeroboão é um exemplo de como uma pessoa que tem as promessas de Deus para sua vida, mas devido à falta de fé e por medo, entra por caminhos errados e se afasta completamente de Deus. É a história de um homem que tinha tudo para dar certo, mas fracassou em todas as áreas de sua vida. Assim como Davi entrou para a história como um modelo de integridade para com Deus, Jeroboão era o modelo do monarca ímpio. Essa lembrança constante de seu pecado indica a maneira como o Senhor tratou a idolatria durante a história de Israel (1Rs 16.26; 2Rs 14.24).

Este homem era servo de Salomão. Era um homem que exercia entre o povo uma grande liderança. Ele era da tribo de Efraim. Salomão o colocou como supervisor de todo o trabalho forçado.

Salomão, o terceiro rei de Judá, pecou tanto contra Deus que o Senhor decidiu tirar a maior parte do reino das mãos dos descendentes dele. Após a morte deste filho de Davi, o reino se dividiu em duas partes. A parte do sul, conhecida como Judá, ficou sob o domínio dos descendentes de Davi. A maior parte, composta das dez tribos do norte, foi dada por Deus a Jeroboão, filho de Nebate, um efraimita já provado como administrador hábil. Por ser um excelente líder e por estar o reino de Salomão em declínio por causa da sua idolatria (1Rs 11.9-13); o Senhor levantou contra Salomão vários inimigos, dentre eles o próprio Jeroboão (1Rs 11.26).

O profeta Aías procurou Jeroboão com um recado do Senhor lhe dizendo que o reino de Israel seria divido após a morte de Salomão e que ele seria rei de dez tribos e que ele seria bem sucedido, mas para isso teria que seguir ao Senhor (1Rs 11.29-40).

Quando Salomão morre e seu filho Roboão passa a reinar, Jeroboão retorna do Egito e vê se cumprir a profecia que o Senhor lhe havia falado (1Rs 12.16-20), pois Roboão, em sua arrogância, não deu ouvidos ao conselho dos mais velhos, mas seguiu o conselho dos jovens. E o conselho deles era para que se tornasse pior que seu pai.

Quando o profeta Aías transmitiu a Jeroboão a mensagem de Deus garantindo-lhe o reino de Israel (1Rs 11.28-39), o profeta deixou claro que a divisão política não dava espaço a um afastamento religioso. O lugar de culto a Deus continuaria sendo em Jerusalém. No entanto, por não confiar nas promessas de Deus, ele estabeleceu o seu próprio culto e sacerdotes para evitar que o povo que estava sob sua liderança fosse adorar em Jerusalém (1Rs 12.25-33).

Jeroboão conduziu o povo a uma falsa religião. Essa religião que inventou era confortável, conveniente e barata, mas não era autorizada pelo Senhor. Ia contra a vontade de Deus revelada nas Escrituras e tinha como propósito a unificação do reino de Jeroboão e não a salvação do povo e a glória de Deus. Era uma religião feita por mãos humanas, e Deus a rejeitou inteiramente.

Devido a isso, o Senhor envia a Betel um profeta para profetizar contra Jeroboão e seu altar idólatra. Por isso, eu quero pensar com você sobre a vida de Jeroboão e o seu altar e quais as lições que podemos aprender com isto.

Em primeiro lugar, quando levantamos nossos próprios altares deixamos Deus de lado e criamos os nossos próprios deuses para adorar (1Rs 12.28-30).

Em Êxodo 1-6 nos diz:

“Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o SENHOR, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o SENHOR, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos”.

A adoração verdadeira envolvia a arca da aliança, o altar dos holocaustos, o templo em Jerusalém, mas não havia imagem de Deus, pois como disse o Senhor Jesus a mulher samaritana em João 4.24: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. A religião inovadora de Jeroboão tinha outros deuses – bezerros de ouro e altares em Dã e Betel. Ele tinha um certo apoio histórico, pois o primeiro sumo sacerdote de Israel (Arão) havia feito um bezerro de ouro (Êxodo 32.1-29). Precedente histórico, sem a aprovação divina, não serve para guiar o nosso caminho.

a) Vivemos hoje numa era em que a “religião inventada” é popular, aprovada e aceita.

b) Os líderes cegos que conduzem outros cegos asseveram que vivemos em uma “sociedade pluralista” e que ninguém tem o direito de afirmar que apenas uma revelação é verdadeira e que apenas um caminho para salvação é correto.

Esse tipo de mensagem agrada ao ouvido de muitos, mas não é a verdadeira mensagem. A Verdade é imutável. A Bíblia é a nossa regra de fé e prática, por isso não podemos relativá-la como muitos tem feito. Se negligenciarmos o que a Palavra de Deus nos fala, então não precisamos dela. 

A sociedade pode ser pluralista, mas a Palavra de Deus não. A sociedade pode pensar o que quiser, mas nós somos guiados pela Bíblia e nela que encontramos a orientação de como deve ser a nossa adoração. Se a negligenciarmos deixaremos o caminho trassado pelo Senhor e passamos a andar por atalhos que nos afastarão cada vez mais da sua presença. Como nos fala o autor de Hebreus:

"Portanto, convém-nos atentar com mais diligência para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda a transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição, como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram" (Hb 2.1-3).

Em segundo lugar, quando levantamos os nossos próprios altares criamos as nossas próprias regras, nossas próprias leis espirituais e nossos próprios sacerdotes (1Rs 12.31)

A lei dada por meio de Moisés foi clara. Os sacerdotes de Israel seriam levitas. Jeroboão não respeitou esta limitação e ordenou pessoas de outras tribos como sacerdotes. Quem tivesse dinheiro para fazer os sacrifícios que o rei pediu poderia ser sacerdote (2Cr 13.9).

“Não lançastes fora os sacerdotes do SENHOR, os filhos de Arão e os levitas, e não fizestes para vós outros sacerdotes, como as gentes das outras terras? Qualquer que vem a consagrar-se com um novilho e sete carneiros logo se faz sacerdote daqueles que não são deuses”.

Quando Deus dá qualificações para posições de serviço no reino dEle, devemos respeitar todas as condições por Ele impostas. Apesar de tais orientações na Palavra, quantos homens hoje continuam agindo como pastores, mesmo não tendo todas as qualificações que Deus exige deles? Quem tiver dinheiro para pagar mensalidades de algum curso de teologia se torna pastor, ignorando e desrespeitando as qualificações bíblicas (1 Timóteo 3.1-7 e Tito 1.5-9).

Pastores e “profetas” autodesignados criam a própria teologia e a passam adiante, como se fosse a verdade. Não se interessam nem um pouco no que as Escrituras têm a dizer; antes, colocam as suas “palavras fictícias” no lugar da Palavra imutável e inspirada por Deus, levando muita gente crédula a ser condenada (2Pe 2.1-3):

"E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade. E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita".

Esses falsos líderes abandonaram as Escrituras e inventaram seus próprios manuais de regras e condutas.

E a impressão que temos é que quanto mais longe das Escrituras mais o povo gosta. Quanto mais longe da verdade mais as pessoas se interessam. Só há um detalhe que essas pessoas não sabem: "A Verdade liberta". 

A Verdade traz o entendimento que nos leva a compreender a mensagem da cruz e, através desse entendimento, alcançamos a salvação de nossas almas.   

Em terceiro lugar, quando levantamos nossos próprios altares fazemos o que bem entendemos, pois não temos a quem prestar contas (1Rs 13.1)

Jeroboão criou uma religião que lhe permitia ser rei e sacerdote, ou seja, ele fazia o que bem entendesse.

Jeremias e Ezequiel foram sacerdotes que foram chamados para serem profetas, mas a lei mosaica não permitia que reis servissem como sacerdotes. No livro de  2Cr 26.16-23, nos diz que o rei Uzias quis oferecer incenso sobre o altar e por causa desta transgressão ele ficou leproso.

Hoje temos vivido um cristianismo do “tudo pode”, “não tem nada a ver”, “qual o problema?”. Temos visto por aí um evangelho sem compromisso com Deus, um evangelho sem cruz, um evangelho sem Deus. Entenda uma coisa: “Só houve Pentecostes porque houve cruz. Sem cruz não há Pentecostes”.

Leia o que o Senhor nos diz em Lucas 14.25-33:

"Grandes multidões o acompanhavam, e ele, voltando-se, lhes disse: Se alguém vem a mim e não aborrece a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não tomar a sua cruz e vier após mim não pode ser meu discípulo. Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Para não suceder que, tendo lançado os alicerces e não a podendo acabar, todos os que a virem zombem dele, dizendo: Este homem começou a construir e não pôde acabar. Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? Caso contrário, estando o outro ainda longe, envia-lhe uma embaixada, pedindo condições de paz. Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo".

A. W. Tozer escreveu:

A cruz é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens. A cruz dos tempos romanos não sabia o que era fazer acordos; nunca fez concessões. Ela vencia todas as suas discussões matando seu oponente e silenciando-o para sempre. Não poupou a Cristo, mas assassinou-o violentamente como fez aos demais. Ele estava vivo quando o penduraram naquela cruz e completamente morto quando o retiraram dali, seis horas depois. [...] Com perfeito conhecimento de tudo isso, Cristo disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me”. Então, a cruz não somente trouxe um fim à vida de Cristo, mas também à primeira vida, a vida velha, de cada um de seus verdadeiros seguidores. A cruz destrói o padrão antigo, o padrão de Adão, na vida do crente e o traz a um fim. Então, Deus que ressuscitou Cristo dentre os mortos ressuscita o crente, e uma nova vida começa.

Isso, e nada menos, é o verdadeiro cristianismo.

Devemos fazer algo em relação à cruz. E só podemos fazer um de duas coisas – fugir da cruz ou morrer nela.

Em quarto lugar, quando levantamos os nossos próprios altares e oferecemos nele os nossos próprios sacrifícios o Senhor não se dirige mais a nós (1Rs 13.2)

O profeta não se dirige a Jeroboão, mas ao altar onde ele está sacrificando, pois o coração desse ímpio rei estava cheio de si e ocupado com seus próprios planos e não tinha tempo de ouvir Deus.

Observe que sua mão secou quando ameaçou o profeta e depois foi restaurada. Ele vivenciou o milagre, mas não se voltou para Deus. O coração de Jeroboão estava completamente fechado para Deus. 

O altar de Jeroboão era uma profanação ao altar do templo em Jerusalém. No altar desse rei o que era oferecido não era aceito por Deus, era feito para engrandecimento e fortalecimento do reinado e não para Deus. Não era um lugar de quebrantamento pelo pecado, mas um lugar de engrandecimento de si mesmo.

Há muitos altares em nossas igrejas hoje parecidos com o altar de Jeroboão. Vivemos um tempo secularizado em que os altares das igrejas se parecem mais com palcos de shows do que lugar de adoração. Devido a esta preocupação, precisamos entender qual é o propósito do altar que temos em nossos templos.

Por isso eu pergunto: “O que é um altar?”

1- O Altar é um LUGAR: Malaquias 1.17 “Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto, que pensais: A mesa do SENHOR é desprezível”.

O profeta Malaquias questiona porque o povo profanava o altar oferecendo pão imundo, ou seja, entregando ofertas indesejáveis ao Senhor e desprezando o lugar santo. Isso ainda acontece quando as pessoas fazem do altar um lugar comum onde se apresentam não a Deus, mas a um público.

O altar é um local, contudo deve ser um lugar santificado e “ungirás também o altar do holocausto e todos os seus utensílios e consagrarás o altar; e o altar se tornará santíssimo” (Êxodo 40.10). Não podemos usar um lugar consagrado a Deus para dar glória aos homens (João 5.41). No Antigo Testamento, para subir ao altar era preciso reverência com vestes apropriadas “nem subirás por degrau ao meu altar, para que a tua nudez não seja ali exposta” (Êxodo 20.26). Hoje estamos no tempo da Graça e dispensação do Espírito Santo, mas não podemos deixar de respeitar o lugar de adoração.
                               
2- O Altar é uma POSIÇÃO: Malaquias 1.10 “Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta”.

Malaquias também lamenta que estavam oferecendo fogo em vão no altar do Senhor e deseja que as portas fossem fechadas para que isso não acontecesse mais. Afirma que o Senhor Deus não tem alegria em receber sacrifícios falsos e não aceita um culto religioso apenas sem sentido espiritual.
O altar, além de ser um lugar de adoração é uma posição, ou seja, uma postura que precisa ser tomada pelo adorador. Para estar no lugar de adoração é preciso ser um adorador.
Estar diante do Altar da igreja exige muito respeito e temor porque “o nosso Deus é fogo consumidor” (Hebreus 12.29) e “tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (I Coríntios 14.40). Embora hoje estejamos no tempo da graça e temos alegria e liberdade pelo Espírito Santo, não podemos negligenciar a seriedade do altar do Senhor.

3- O altar é a VIDA: Malaquias 2.13 “Ainda fazeis isto: cobris o altar do SENHOR de lágrimas, de choro e de gemidos, de sorte que ele já não olha para a oferta, nem a aceita com prazer da vossa mão”.

Malaquias repreende o povo porque ofereciam ofertas no altar e não tinham prazer ao entregar seu sacrifício. A tristeza do povo não era de arrependimento dos seus pecados.

O Altar é a vida de cada cristão porque “o corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós” (I Coríntios 6.19). Então a pessoa que confessa a Jesus deve viver uma vida diante do Altar do Senhor em seu coração.

Spurgeon aconselhava seus alunos no seminário a nunca se descuidarem da prática da oração como parte integrante na vida do Ministro da Palavra. Declarou que o pregador precisa se distinguir acima de todas as demais pessoas como um homem de oração. "Ele ora como um cristão comum, ou de outra forma seria um hipócrita. Ora mais que os cristãos comuns ou de outra forma estaria desqualificado para o cargo que assumiu".

CONCLUSÃO

Essa realidade espiritual que ocorreu na vida de Jeroboão é uma triste realidade que temos visto em nossos dias. Temos que estar atentos para não cairmos no erro de Jeroboão, que duvidou da Palavra de Deus e se enredou por outro caminho, criando o seu próprio sistema de culto, sua própria religião.

Cada crente deve ter consciência de viver no Altar do Senhor, colocando-se em oração constante diante de Deus (I Tessalonicenses 5.17) sabendo que Jesus morreu pelos seus pecados e que o Espírito Santo intercede por nós.

Nossas vidas devem ser oferecidas a Deus “como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus que o vosso culto racional” (Romanos 12.1) ao negar-se a si mesmo e tomar sua cruz como Jesus ordenou (Lucas 9.23).  Em Apocalipse o altar é o lugar onde repousam as almas dos mártires (Apocalipse 6.9) que se sacrificaram por amor a Deus.


O altar da adoração é o coração do adorador. 

Pense Nisso!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Existe abuso espiritual? Pastor diz que sim e mostra sete formas usadas por líderes cristãos


Por Leiliane Roberta Lopes

Ronald M. Enroth, pastor americano, resolveu acompanhar algumas pessoas que se desligaram da Jesus People USA, um grupo religioso dos Estados Unidos, e coletou informações sobre como os pastores faziam pressão psicológica para impedir que o povo deixasse sua congregação.

As atitudes usadas por eles foram marcadas como “abuso espiritual” e foram relatadas em um livro assinado por Ronald que também é sociólogo de religião. Apesar de ser uma pesquisa realizada nos Estados Unidos percebe-se que muitas dessas atitudes são aplicadas nas igrejas brasileiras para impedir que os membros se desliguem e partam para outros ministérios.

O pastor Enrolth listou no livro “Churches That Abuse”, lançado em 1991, sete formas de abuso espiritual praticadas por igrejas evangélicas. Entre elas a distorção da Palavra, a criação de uma liderança autocrática, o sentimento de superioridade em relação ao outros grupos religiosos e o elitismo espiritual.

O pastor Serol, da Igreja Batista da Palavra Viva resumiu As Sete Regas do Abuso Espiritual em seu blog.

Confira:

Distorção da Escritura

Para defender os abusos usam de doutrinas do tipo “cobertura espiritual”, distorcem o sentido bíblico da autoridade e submissão, etc. Encontram justificativas para qualquer coisa. Estes grupos geralmente são fundamentalistas e superficiais em seu conhecimento bíblico. O que o líder ensina é aceito sem muito questionamento e nem é verificado nas Escrituras se as coisas são mesmo assim, ao contrario do bom exemplo dos bereanos que examinavam tudo o que Paulo lhes dizia.

Liderança autocrática

Discordar do líder é discordar de Deus. É pregado que devemos obedecer ao discipulador, mesmo que este esteja errado. Um dos “homens de Deus” de uma igreja diz que se jogaria na frente de um trem caso o “Líder” ordenasse, pois Deus faria um milagre para salvá-lo ou a hora dele tinha chegado. A hierarquia é em forma de pirâmide (às vezes citam o salmo 133 como base), e geralmente bastante rígida.

Em muitos casos não é permitido chamar alguém com cargo importante pelo nome, (seria uma desonra) mas sim pelo cargo que ocupa, como por exemplo “pastor Fulano”, “bispo X”, “apostolo Y”, etc. Alguns afirmam crer em “teocracia” e se inspiram nos líderes do Antigo Testamento. Dizem que democracia é do demônio, até no nome.

Isolacionismo

O grupo possui um sentimento de superioridade. Acredita que possui a melhor revelação de Deus, a melhor visão, a melhor estratégia. Eu percebi que a relação com outros ministérios se da com o objetivo de divulgar a marca (nome da denominação), para levar avivamento para os outros ou para arranjar publico para eventos. O relacionamento com outros ministérios é desencorajado quando não proibido. Em alguns grupos no louvor são tocadas apenas músicas do próprio ministério.

Elitismo espiritual

É passada a ideia de que quanto maior o nível que uma pessoa se encontra na hierarquia da denominação, mais esta pessoa é espiritual, tem maior intimidade com Deus, conhece mais a Bíblia, e até que possui mais poder espiritual (unção). Isso leva à busca por cargos. Quem esta em maior nível pode mandar nos que estão abaixo. Em algumas igrejas o número de discípulos ou de células é indicativo de espiritualidade. Em algumas igrejas existem camisetas para diferenciar aqueles que são discípulos do pastor. Quanto maior o serviço demonstrado à denominação, ou quanto maior a bajulação, mais rápida é a subida na hierarquia.

Controle da vida

Quando os líderes, especialmente em grupos com discipulado, se metem em áreas particulares da vida das pessoas. Controlam com quem podem namorar, se podem ou não ir para a praia, se devem ou não se mudar, roupas que podem vestir, etc. É controlada inclusive a presença nos cultos. Faltar em algum evento pro motivos profissionais ou familiares é um pecado grave. Um pastor, discípulo direto do líder de uma denominação, chegou a oferecer atestados médicos falsos para que as pessoas pudessem participar de um evento, e meu amigo perdeu o emprego por discordar dessa imoralidade.

Rejeição de discordâncias

Não existe espaço para o debate teológico. A interpretação seguida é a dos lideres. É praticamente a doutrina da infalibilidade papal. Qualquer critica é sinônimo de rebeldia, insubmissão, etc. Este é considerado um dos pecados mais graves. Outros pecados morais não recebem tal tratamento. Eu mesmo precisei ouvir xingamentos por mais de duas horas por discordar de posicionamentos políticos da denominação na qual congregava. Quem pensa diferente é convidado a se retirar. As denominações publicam as posições oficiais, que são consideradas, obviamente, as mais fiéis ao original. Os dogmas são sagrados.

Saída traumática

Quem se desliga de um grupo destes geralmente sofre com acusações de rebeldia, de falta de visão, egoismo, preguiça, comodismo, etc. Os que permanecem no grupo são instruídos a evitar influências dos rebeldes, que são desmoralizados.

Os desligamentos são tratados como uma limpeza que Deus fez, para provar quem é fiel ao sistema. Não compreendem como alguém pode decidir se desligar de algo que consideram ser visão de Deus. Assim, se desligar de um grupo destes é equivalente a se rebelar contra o chamado de Deus. Muitas vezes relacionamentos são cortados e até familias são prejudicadas apenas pelo fato de alguém não querer mais fazer parte do mesmo grupo ditatorial.

Fonte: Gospel Prime

terça-feira, 16 de maio de 2017

IRMÃOS, NÓS NÃO SOMOS PROFISSIONAIS


Por John Piper

Nós, pastores, estamos sendo massacrados pela profissionalização do ministério pastoral. A mentalidade do profissional não é a mentalidade do profeta. Não é a mentalidade do escravo de Cristo. O profissionalismo não tem nada que ver com a essência e o cerne do ministério cristão. Quanto mais profissionais desejamos ser, mais morte espiritual deixaremos em nosso rastro. Pois não existe a versão profissional do “tornar-se como criança” (Mt 18.3); não existe compassividade profissional (Ef 4.32); não existem anseios profissionais por Deus (Sl 42.1).

No entanto, nossa primeira atividade deve ser ansiar por Deus em oração. Nossa atividade é chorar por nossos pecados (Tg 4.9). Por acaso existe choro profissional? Nossa atividade é prosseguir para o alvo para ganhar a santidade de Cristo e o prêmio do chamado soberano de Deus (Fp 3.14); esmurrar o corpo e o reduzir à escravidão para não sermos desqualificados (1Co 9.27); negarmos a nós mesmos e tomarmos a cruz ensanguentada todos os dias (Lc 9.23). Como é possível carregar uma cruz de modo profissional? Nós fomos crucificados com Cristo e vivemos pela fé naquele que nos amou e a si mesmo se deu por nós (Gl 2.20). O que seria, então, a fé profissional?

Não devemos nos encher de vinho, mas do Espírito (Ef 5.18). Nós somos os inebriados de Deus, loucos por Cristo. Como é possível se embriagar com Jesus profissionalmente? Então, maravilha das maravilhas, foi-nos concedido transportar o tesouro do evangelho em vasos de barro para que a excelência do poder seja de Deus (2Co 4.7). Existe um modo de ser um vaso de barro profissional?

De todos os lados somos pressionados, mas não desanimados; ficamos perplexos, mas não desesperados; somos perseguidos, mas não abandonados; abatidos, mas não destruídos. Trazemos sempreem nosso corpo o morrer de Jesus (profissionalmente?), para que a vida de Jesus também seja revelada (de forma profissional?) em nosso corpo (2Co 4.8-11).

Porque me parece que Deus nos colocou a nós, pregadores, em último lugar no mundo. Somos loucos por causa de Cristo, mas os profissionais são sensatos; somos fracos, os profissionais, porém, são fortes. Eles são sempre honrados; mas ninguém nos respeita. Não tentamos garantir um estilo de vida profissional; antes, passamos fome, sede, nudez e falta de morada. Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, respondemos com amabilidade. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo (1Co 4.9-13). Temos mesmo?

Irmãos, nós não somos profissionais! Somos rejeitados. Somos estrangeiros e peregrinos no mundo (1Pe 2.11). A nossa cidadania está nos céus, de onde esperamos ansiosamente o Salvador (Fp 3.20). Não se pode profissionalizar o amor por seu aparecimento sem matá-lo. E isso significa morrer.

Os objetivos de nosso ministério são eternos e espirituais. Eles não são compartilhados por nenhuma profissão. E é precisamente pela inabilidade de percebê-los que estamos morrendo.

O pregador que concede vida é um homem de Deus, cujo coração está sempre sedento de Deus, cuja alma está sempre seguindo com afinco a Deus; cujos olhos estão fixos em Deus e em quem, pelo poder do Espírito de Deus, a carne e o mundo têm sido crucificados e seu ministério se apresenta como a corrente abundante de um rio doador de vida.1

Decididamente, não fazemos parte de um grupo social com os mesmos objetivos dos outros profissionais. Os nossos alvos são um escândalo, são loucura (1Co 1.23). A profissionalização do ministério é uma constante ameaça à ofensa do evangelho. É uma ameaça à natureza profundamente espiritual do nosso trabalho. E tenho visto com frequência: que o amor do profissionalismo (em paridade com os profissionais do mundo) mata a crença do homem de ter sido enviado por Deus para salvar as pessoas do inferno e para torná-las glorificadores de Cristo, estrangeiros espirituais no mundo.

O mundo estabelece a agenda do homem profissional; Deus estabelece a agenda do homem espiritual. O vinho forte de Jesus Cristo rompe o odre do profissionalismo. Existe uma diferença infinita entre o pastor cujo coração se dedica a ser profissional e o pastor cujo coração deseja ser o aroma de Cristo, o cheiro de morte para uns e a fragrância de vida eterna para outros (2Co 2.15,16).

Ó Deus, livra-nos dos profissionalizantes! Livra-nos da mente pequena, controladora, idealizadora e do caráter manipulador em nosso meio.2 Deus, dá-nos lágrimas por nossos pecados. Perdoanos por sermos tão superficiais na oração, tão vagos na compreensão das verdades sagradas, tão insensíveis diante dos vizinhos que perecem, tão desprovidos de paixão e seriedade em nossas conversas. Restaura-nos a alegria infantil pela nossa salvação. Dá-nos temor por meio do poder e da santidade assombrosos daquele que tem o poder de lançar corpo e alma no inferno (Mt 10.28). Ensina-nos a carregar a cruz com temor e tremor como a nossa árvore da vida cheia de esperança e ofensa. Não nos concedas nada, absolutamente nada, do que importa aos olhos do mundo. Que Cristo seja tudo em todos (Cl 3.11).

Elimina o profissionalismo de nosso meio, ó Deus, e em seu lugar dá-nos uma oração apaixonada, pobreza de espírito, fome de ti, estudo rigoroso das coisas sagradas, devoção fervorosa a Jesus Cristo, extrema indiferença diante de todo lucro material e o labor incessante para resgatar os que estão perecendo, aperfeiçoar os santos e glorificar nosso soberano Senhor.

Humilha-nos, ó Deus, sob tuas mãos poderosas, e levanta-nos não como profissionais, mas como testemunhas e participantes dos sofrimentos de Cristo. No maravilhoso nome dele. Amém.

NOTAS

1 - John Piper e Wayne Grudem: Recovering Biblical Manhood and Womanhood: A Response to Evangelical Feminism. Wheaton, IlI.: Crossway Books, 1991, p.16.
2 - Richard Cecil citado em E. M. Bounds, Power through Prayer. Grand Rapids, Mich.: Baker Book House, 1972, p.59.

Fonte: 

Piper, John. Irmãos, Nós Não Somos Profissionais. Shedd Publicações, Santo Amarto, SP, 3ª Reimpressão 2014: p. 15-18. 

quinta-feira, 11 de maio de 2017

RISPA: UMA MÃE QUE VELOU OS FILHOS MORTOS


Por Pr. Silas Figueira

Texto base: 2 Samuel 21.1-14

INTRODUÇÃO 

Este texto nos conduz a uma reflexão profunda sobre uma aliança quebrada e suas severas consequências. Ao mesmo tempo, ele nos apresenta o retrato marcante de uma mãe que se recusa a abandonar seus filhos, mesmo depois da morte, empenhando-se em honrá-los até o fim. Trata-se de um cenário duro, perturbador, que naturalmente desperta em nós questionamentos: por que algo tão trágico aconteceu? Por que Deus permitiu tal situação?

Ainda que essas perguntas sejam legítimas, o texto nos leva a uma realidade espiritual incontornável: alianças feitas diante do Senhor não são descartáveis. Mesmo quando firmadas por gerações anteriores, elas permanecem válidas diante de Deus. A quebra de uma aliança não anula sua responsabilidade; ao contrário, ativa suas consequências. Por isso, toda palavra empenhada diante do Senhor deve ser tratada com seriedade, pois o descaso pode produzir efeitos devastadores. 

A narrativa bíblica relata que houve três anos consecutivos de fome em Israel — um período de grande sofrimento nacional. Diante dessa crise, o rei Davi buscou ao Senhor, e a resposta divina foi clara:

“Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas” (v.1b).

Violar um voto era considerado uma transgressão grave (Nm 30.1-2). Davi, então, discerniu que aquela calamidade não era meramente natural, mas uma disciplina divina decorrente do pecado cometido por Saul.

Aqui encontramos um princípio que ainda se manifesta em nossos dias: o pecado raramente se limita ao indivíduo que o pratica. Saul havia morrido há anos, mas as consequências de seus atos recaíram sobre toda a nação. Como está escrito em Lamentações 5.7:

“Nossos pais pecaram e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas iniquidades”.

À primeira vista, isso pode parecer injusto. Contudo, é uma realidade recorrente. Basta observar o mundo atual. Decisões irresponsáveis de uma geração — como a exploração desordenada da natureza, a degradação ambiental e a desconstrução de valores morais — impactam diretamente as gerações futuras.

Da mesma forma, quando a sociedade redefine padrões familiares contrários aos princípios bíblicos, o resultado inevitável é o colapso moral das próximas gerações. O sucesso de uma sociedade está intrinsecamente ligado à saúde da família. Israel estava, naquele momento, colhendo aquilo que Saul havia plantado.

Davi, então, procura os gibeonitas e pergunta como poderia reparar aquela injustiça. A resposta foi direta e severa: não queriam compensação financeira, mas justiça. Exigiram a entrega de sete descendentes de Saul para execução (v.3-6).

Embora as Escrituras não detalhem quando Saul cometeu tal massacre, sabemos que ele violou a aliança feita por Josué com os gibeonitas (Js 9). Mesmo tendo sido firmada sem consulta ao Senhor, aquela aliança permanecia válida. Saul, ao quebrá-la, trouxe culpa sobre sua casa.

Davi, portanto, enfrenta um dilema doloroso: de um lado, a necessidade de restaurar a bênção sobre Israel; de outro, a dor de sacrificar membros da própria família de seu sogro.

Essa narrativa nos alerta sobre decisões precipitadas. Muitas pessoas firmam alianças — no casamento, nos negócios ou na vida espiritual — sem reflexão e sem buscar a direção de Deus. Depois, enfrentam consequências difíceis de reverter. A Escritura é clara: compromissos assumidos diante do Senhor não devem ser tratados levianamente (Sl 15.4).

A exigência dos gibeonitas baseava-se no princípio de justiça descrito em Números 35.31-33: vida por vida. Não se tratava de sacrifício humano para apaziguar Deus, mas de aplicação de justiça diante de um homicídio. A expressão “casa sanguinária” sugere que os descendentes de Saul participaram do crime.

Um detalhe importante: mais de trinta anos haviam se passado desde a morte de Saul. Ainda assim, Deus não ignorou o pecado. Sua justiça pode tardar, mas não falha.

Sete homens foram entregues e mortos. Entre eles, estavam os dois filhos de Rispa. Seus corpos foram deixados expostos, contrariando a Lei (Dt 21.22-23), até que viesse a chuva, sinal da restauração do favor divino.

É nesse cenário que surge a figura extraordinária de Rispa.

Ela tomou pano de saco, colocou sobre uma rocha e permaneceu ali, dia e noite, protegendo os corpos de seus filhos contra aves e animais (v.10). Sua vigília durou cerca de seis meses [1].

Seu nome significa “pedra quente” — uma descrição perfeita de sua firmeza. O pano de saco simbolizava dor, arrependimento e humilhação diante de Deus. Sua atitude foi silenciosa, mas profundamente eloquente.

ILUSTRAÇÃO 

Certo homem, ao ver a destruição de uma cidade, disse: “Ah, se eu fosse Deus!”

Seu filho perguntou: “O senhor impediria isso?”

Ele respondeu: “Não... eu compreenderia.”

Nem sempre compreendemos os caminhos de Deus, mas podemos confiar que Ele sabe o que faz.

QUAIS LIÇÕES PODEMOS APRENDER?

1. O AMOR DE MÃE É INCONDICIONAL (2Sm 21.8-10)

Rispa não deixou de amar seus filhos, apesar de seus erros. Esse amor encontra eco na realidade atual. Basta observar as filas em presídios: mães permanecem ali, fiéis, constantes, amorosas.

Um ditado popular diz: “Filho feio não tem pai.” Mas sempre tem mãe.

O amor materno não é baseado em mérito, mas em vínculo.

1º – Mães velam filhos espiritualmente mortos

Assim como Rispa velou corpos, muitas mães hoje velam filhos espiritualmente mortos. Jovens que cresceram na fé, mas se afastaram e se perderam em caminhos destrutivos. 

Ainda assim, essas mães permanecem em oração. Colocam, por assim dizer, “pano de saco sobre a Rocha” — firmadas nas promessas da Palavra — e intercedem sem cessar.

Elas creem na restauração. Creem que Deus pode trazer vida onde há morte espiritual.

Esse amor reflete, ainda que de forma limitada, o amor de Deus revelado em João 3.16 e plenamente demonstrado na cruz. Como Paulo escreveu (Rm 5.6-8), Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores.

2º – Mães lutam batalhas espirituais

Rispa enfrentava aves de dia e feras à noite. Era uma vigilância contínua.

Hoje, muitas mães enfrentam batalhas espirituais intensas. Elas discernem que certos conflitos não são apenas naturais, mas espirituais (Ef 6.12).

E, mesmo cansadas, permanecem firmes. Oram, lutam, resistem. Sabem que a vitória vem do Senhor.

2. A ATITUDE DE RISPA PRODUZIU CONSEQUÊNCIAS (2Sm 21.11-14)

A perseverança de Rispa não foi em vão. Sua atitude gerou impacto.

1º – Sua atitude chegou ao rei 

O que Rispa fazia em silêncio chegou aos ouvidos de Davi. Da mesma forma, orações sinceras chegam ao trono de Deus.

Nenhuma intercessão é ignorada.

2º – Ela alcançou favor

Davi providenciou sepultamento digno. Houve restauração de honra. 

Quando Deus age, Ele não abençoa parcialmente — Sua bênção alcança muitos.

3º – Ela moveu a ação do rei e trouxe restauração

Após o sepultamento, a Bíblia declara:

“Deus se tornou favorável para com a terra” (v.14).

A chuva voltou. A fome cessou.

Uma atitude perseverante abriu caminho para a restauração nacional.

CONCLUSÃO

A história de Rispa nos confronta com perguntas profundas:

Como reagiríamos em seu lugar?

Temos amado com perseverança?

Temos intercedido com intensidade? 

Talvez você não tenha filhos, mas há pessoas ao seu redor que estão espiritualmente mortas. Você pode interceder por elas.

Você tem se humilhado diante do Senhor? Tem vigiado espiritualmente por aqueles que ama?

O amor verdadeiro exige entrega, perseverança e fé.

ILUSTRAÇÃO FINAL

Conta-se que, no Japão antigo, idosos eram abandonados na floresta. Um filho, ao levar sua mãe, percebeu que ela marcava o caminho com galhos.

Ao repreendê-la, ouviu:

“Estou marcando o caminho para que você não se perca na volta.”

Impactado, ele desistiu de abandoná-la.

Esse é o amor de mãe: sacrificial, constante, incondicional.

Pense nisso.

Que Deus nos abençoe.

Fonte:

[1] Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo, vol. 2. Editora Geográfica, 2012, p. 365.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

O SACERDÓCIO DO HOMEM NO LAR


Por Pr. Silas Figueira

INTRODUÇÃO

Deus colocou a responsabilidade sobre o homem de ser o líder espiritual do lar: o sacerdote. O sacerdote é aquele que interpõe entre sua família e Deus. O sacerdote intercede, clama e suplica a favor de sua família.

Jó era m homem que tinha consciência do seu papel como sacerdote. “Seus filhos iam às casas uns dos outros e faziam banquetes, cada um por sua vez, e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles. Decorrido o turno de dias de seus banquetes, chamava Jó a seus filhos e os santificava; levantava-se de madrugada e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles, pois dizia: Talvez tenham pecado os meus filhos e blasfemado contra Deus em seu coração. Assim o fazia Jó continuamente” (Jó 1.4,5).

Deus outorga esse privilégio ao homem. Mas é o Senhor mesmo quem exige prestação de contas quanto ao que está acontecendo espiritualmente com sua esposa e filhos.

Quando no jardim do Éden, Deus ordenou que Adão e Eva não comessem do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, Adão não foi enganado pela serpente, mas Eva foi enganada (1Tm 2.14). E Deus chamou a Adão para acerto de contas do que tinha acontecido ali. Deus não chamou Eva:

“E chamou o SENHOR Deus ao homem e lhe perguntou: Onde estás? Ele respondeu: Ouvi a tua voz no jardim, e, porque estava nu, tive medo, e me escondi. Perguntou-lhe Deus: Quem te fez saber que estavas nu? Comeste da árvore de que te ordenei que não comesses?” (Gn 3.9-11).

Essa é nossa responsabilidade e não de nossa esposa, mas o que mais vemos hoje são homens renegando a sua responsabilidade e jogando para cima de suas esposas o papel sacerdotal. Observe que na Bíblia que o Senhor não chamou a mulher para ser sacerdotisa, mas o homem para exercer esse papel. Sacerdotisa você encontra nas religiões pagãs. 

Diante da sociedade, o homem é que tem a responsabilidade de representar o lar. É o que se observa quando se muda o sobrenome da esposa passando a usar o nome da família do marido. Ele assume o papel de representá-la, de cuidar e proteger a sua esposa e filhos. Mas para isso ele deve estabelecer prioridades como sacerdote do lar:

1º Deus antes de tudo e de todos.
2º A família antes da profissão.
- A esposa antes dos filhos.
- Os filhos antes dos amigos.
4º A profissão antes da igreja.
5º A igreja. 

O HOMEM COMO SACERDOTE DO LAR EXERCE LIDERANÇA SOBRE OS FILHOS

O homem como sacerdote de sua casa tem responsabilidade pela educação e disciplina dos filhos. Nenhum sucesso profissional ou ministerial justificará o fracasso na criação dos filhos (1Tm 3.4,5). O pastor é o padrão a ser seguido e não só como exemplo a ser observado e muitas vezes criticado. Essa exigência é exigida do pastor, mas todos os homens devem ser assim.

a) O homem como sacerdote no lar se empenha para doutrinar seus filhos nos princípios de Deus através da comunicação e do entendimento (Dt 6.7,8; Ef 6.4).

1. Seja claro nas ordens.

2. Não dê ordens absurdas.

3. Admoestar significa advertir, avisar, lembrar, convencer pela argumentação consistente e sábia.

b) O homem como sacerdote no lar disciplina seus filhos com sabedoria e amor usando a vara da correção (Pv 13.24, 22.15).

1. O uso da vara deve ser adequado à idade cronológica e à idade mental da criança.

Aconselha-se a partir dos sete anos o exercício sistemático do diálogo e o castigo como forma de perder certos privilégios, como não ir a um passeio, festa de aniversário etc.

2. Não use a vara quando estiver irado. Dê um tempo suficiente para acalmar-se, mas não deixe de corrigir.

3. Não use a vara como meio de descarregar mágoas e feridas não curadas na sua formação.

4. Na hora da correção não se esqueça de afirmar para o seu filho que você o ama e está corrigindo-o em obediência a Deus.

5. Preserve a dignidade do seu filho. Não o corrija em público. Leve-o a local um reservado.

6. Complete a correção levando seu filho a pedir perdão às pessoas que tenha ofendido ou desrespeitado.

c) O homem como sacerdote no seu lar se empenha na formação de um caráter sadio em seus filhos.

1. Sendo exemplo em todas as áreas (1Co 11.1).

2. As palavras têm um grande valor para a construção do caráter. Faça uso constante de encorajamento (Pv 15.4).

3. Dedique tempo com qualidade (Pv 4.3-5).

4. Demonstre de maneira prática que você ama seu filho: abraços e carinho podem valer mais que mil palavras.

5. Tenha atitudes que provam que você valoriza seu filho – ajude-o a arrumar a bicicleta, ajude-o a construir uma pipa, aprecie suas tarefas e acompanhe-o no futebol.

O PRINCÍPIO DA FAMÍLIA

O sucesso de uma sociedade depende do sucesso da família. A forma como a sociedade define moralmente a família estabelece os padrões de conformação da personalidade da futura geração. Dessa forma podemos prever o caos ou a organização da sociedade.

Estamos vivendo um período extremamente difícil para a família. Os marcos antigos estão sendo tirados e estão banalizando os ensinamentos da Palavra de Deus (Pv 22.28). Muitos caminhos ou veredas precisam ser restaurados. Muitos não só perderam a chave de casa, como também o rumo de casa. Estão afastados e perdidos em relação à vida. A família tem sido arruinada e s seus fundamentos destruídos. Esse vem sendo um quadro crônico que tem subjugado geração após geração.

Sabemos que o principal canal pela qual Deus nos abençoa são os nossos pais. É importante esclarecer que os filhos levam a consequência, e não a culpa dos pecados dos pais. Muitas vezes serão os filhos que, de alguma forma, sofrerão devido o pecado dos pais (Lm 5.7).

Até aqui nós mostramos que o homem como sacerdote no seu lar deve agir da forma descrita acima, mas o que acontece quando esse homem não observa esses princípios? Bem sabemos que o que o homem planta ele colhe (Gl 6.7), e se ele planta o que foi falado até aqui, com certeza, ele irá colher frutos abençoados em sua casa, ou pelo menos terá sua consciência tranquila de que fez de tudo para que isso ocorresse. Ele deixou um legado de bênção e não um legado de maldição.

O PRINCÍPIO BALIZADOR DA FAMÍLIA

O principal componente para que tenhamos uma família bem estruturada é através do amor. Amor não é apenas afeição – sentimento amoroso –, como muitos romantizam. É também limites, bem como a justa medida de afeição. Os limites produzem disciplina, orientação e segurança moral (A árvore do conhecimento do bem e do mal no meio do jardim do Éden). A afeição produz compaixão, solidariedade e fortalecimento emocional. E o equilíbrio entre limites e afeição vai definir a verdadeira liberdade. Um verdadeiro padrão de liberdade no relacionamento vai produzir respeito, maturidade e convivência.

A verdadeira liberdade que caracteriza o amor se baseia na aplicação de limites e de afeição dosadamente. A dose pode estabelecer a diferença entre a cura e o veneno. A dose certa cura; a dose errada pode matar. Amor sem limites é libertinagem; amor sem afeição é legalismo. O verdadeiro amor é o somatório de afeição, limites e liberdade.

Muitos vêm de um relacionamento nulo ou crítico com os pais. Elas nem sabem o que perderam em relação aos pais, porque nunca os tiveram. Vamos analisar qual é a função de um pai no seio da família.

1 – PRINCÍPIO OU FUNÇÃO DO PAI

Noção de missão e liderança

O relacionamento com nosso pai é uma preparação para um relacionamento livre com a paternidade divina. O modelo de autoridade paterna é responsável em relação aos filhos pelos elementos que fundamentam a capacidade de liderança: direção, limites e segurança.

1. Direção.

O perfil do referencial do pai produz nos filhos o senso de orientação e propósito na vida – uma facilidade ou dificuldade de discernir e estabelecer as prioridades certas: a capacidade ou incapacidade de desfrutar da identidade, discernir a vocação, saber o que é e o que não é, saber o que quer e o que não quer na vida.

Pessoas que tiveram um pai presente têm uma facilidade natural e sobrenatural de entender o propósito para qual elas existem. Facilmente, cedo na vida, elas já sabem o que serão no futuro.

O relacionamento íntimo com a figura paterna estabelece um referencial de orientação. Em contrapartida, pessoas que tiveram um pai ausente se sentem frequentemente perdidas e desorientadas em relação às coisas mais importantes da vida. Invariavelmente fazem uma série de tentativas vocacionais frustradas.

A vida emocional é desestabilizada por uma carência crônica. Lutam por alcançar a direção certa, mas sentem-se sempre deslocadas de alguma forma. Um pastor estava pregando em uma faculdade quando mencionou com toda convicção de que os alunos universitários queriam que seus pais os beijassem e abraçassem. Para surpresa dele, a plateia o aclamou seu comentário.

2. Limites.

Dos limites vem nosso quadro interno de valores. Limites estabelecem a noção de santidade moral. Uma presença sadia dos limites certos vai assegurar que faremos as escolhas corretas na vida. Este é o aspecto fundamental da formação do caráter. O caráter é o somatório das nossas escolhas. E nossas escolhas estão relacionadas com a forma pela qual assimilamos os conceitos de lei e de autoridade. Nossos conceitos de lei e autoridade têm como referencial principal o modelo de paternidade.

Os limites estabelecidos pelo estilo de vida do pai vão determinar o nível de proteção ou desproteção moral e espiritual dos filhos. O pai vai afirmar a consciência moral dos filhos. O homossexualismo ou lesbianismo são disfunções ligadas à figura paterna. Um dos principais motivos de lesbianismo, por exemplo, é quando o pai sonhou com um filho homem e veio uma menina. Ele trata essa menina como “o seu garoto”. Ao invés de afirmar sua feminilidade, acaba incentivando a masculinidade.

Não são poucos os jovens que lutam com questões de identidade sexual, até mesmo desejos homossexuais. Qual é o denominador comum desses jovens? Anseiam por um pai. O dano sofrido pelas crianças criadas num lar cujo pai é ausente, cruel ou indiferente é uma ferida aberta na vida dessas pessoas. Quando isso ocorre a mãe assume a função que seria do pai e isso gera perdição, perversão sexual e insegurança no lar.

Homossexualismo (vínculos sem limites)

A ausência de valores e princípios morais por parte do pai e a superproteção da mãe geram vínculos sem limites. Praticamente todos homossexuais têm uma hiperidentificação com a mãe e uma carência do pai. Ele tenta suprir esse déficit do pai com outros homens, mas o que encontra é perversão e imoralidade.

É importante compreendermos que o homossexualismo é uma construção que envolve a combinação de uma série de fatores associados à desfuncionalização familiar e a outros fatores que o tempo não nos permite abordarmos aqui – rejeição do sexo da criança por pais, abuso ou molestação homossexual na infância, relacionamentos incestuosos entre irmãos, consagração espiritual, forte rejeição do pai. Esses são alguns exemplos. 

Isso é o que acontece quando o marido se anula. O primeiro efeito colateral que ocorre é na esposa.  E isso gera nela insegurança e essa insegurança a empurra para tentar ocupar o espaço do marido. Quanto mais o marido se abdica da sua autoridade, tentando amenizar os conflitos com a esposa, tudo o que ele consegue é injetar cada vez mais insegurança nela em relação a ele.

Essa insegurança, por sua vez, leva a mulher a desrespeitar o marido. Tudo o que ela queria é que o marido fosse firme com ela, e não um “banana”, desculpe a expressão. No casamento, o ponto fraco da mulher é não se sentir segura e o ponto fraco do homem é não se sentir respeitado. A insegurança da mulher produz falta de respeito em relação ao marido, que tende a se anular ou reagir agressivamente, subtraindo ainda mais o senso de segurança da mulher.

Esse processo é cíclico e produz a inversão de papéis no casamento. O culpado nesse tipo de esquema “Jezabel” não é a mulher, como muitos supõem. É comum ouvirmos comentários como este: “Aquela mulher é terrível, é uma Jezabel que domina todas as coisas e manda no marido”. Porém, só existe uma “Jezabel” onde existe um “Acabe”.

O principal responsável pela situação é o marido que se ausentou e não teve força moral de sustentar sua autoridade e manter-se na sua posição de liderança. Sem liderança os relacionamentos no lar são corrompidos. A postura do pai equilibra ou desequilibra todos os relacionamentos no lar
         
Ao tentar suprir o que o marido deveria suprir, a mulher se torna frustrada e amargurada. É o conflito do pai gerando uma crise existencial na mãe, e os primeiros a sentirem os duros efeitos colaterais são os filhos.  

3. Proteção.

O senso de proteção e confiança que constrói a autoestima vem pelo perfil do pai. O posicionamento, o espírito de presença, a iniciativa e provisão comunicam segurança e descanso.

A maneira como o pai desempenha a sua função no lar pode comunicar descanso e segurança aos filhos, ou produzir uma ansiedade compulsiva que estressa a alma e provoca distúrbios emocionais. O perfil do pai vai determinar o nível de segurança ou de insegurança na personalidade dos filhos.

CONCLUSÃO

O assunto é extremamente vasto e não seria em uma pequena abordagem que conseguiríamos responder todas as dúvidas a respeito desse assunto. Mas o que queremos deixar bem claro aqui é que a ausência do pai – a figura paterna – é um dos fatores principais de disfunção familiar. Claro que a mãe tem o seu papel fundamental também, longe de desmerecer a figura materna. No entanto, nós estamos tentando mostrar o quanto à figura do pai como pessoa presente no lar. Como sacerdote e como figura presente no cuidado dos seus, faz uma gigantesca diferença na vida da esposa e dos filhos.

Por isso fica esta palavra para você homem, pai e marido: não fuja das suas responsabilidades, assuma o seu papel que Deus estabeleceu para que seu lar seja um lugar agradável de viver e para que se cumpram nele as promessas do Senhor.


Pense nisso!

Livros consultados:

1 - Gomes, Dervy. Homens de Sucesso com Deus. Direitos reservados ao autor.
2 - Borges, Marcos de Souza. O Avivamento do Odre Novo. Editora Jocum, Almirante Tamandaré, PR, sétima edição, 2011.
3 - Grudem, Wayne. Rainey, Dennis. Famílias Fortes, Igrejas Fortes. Editora Vida, São Paulo, SP, segunda reimpressão 2013.