domingo, 13 de dezembro de 2020

CHAMANDO PECADORES AO ARREPENDIMENTO - A VOCAÇÃO DE MATEUS

Por Por Silas Figueira

Texto base: Lucas 5.27-32

INTROODUÇÃO

O chamado de Mateus ocorre nos três evangelhos sinóticos, Mateus, Marcos e Lucas. No evangelho que leva o seu nome, ele se apresenta como Mateus (Mt 9.9), em Marcos (Mc 2.14) e em Lucas (Lc 5.27) ele é chamado de Levi. Naquela época, era comum os judeus terem dois ou até três nomes. “Levi” relaciona-se ao nome do terceiro filho de Jacó (Gn 29.34), enquanto “Mateus” deriva do aramaico para “Presente de Deus”. Marcos 2.14 acrescenta que ele era filho de Alfeu, o qual aparentemente não era o mesmo pai de Tiago, o menor (veja Tiago, filho de Alfeu). Mateus é mencionado nas quatro listas dos doze apóstolos (Mt 10.2-4; Mc 3.18; Lc 6.15; At 1.13), sempre colocado junto com Tomé ou Bartolomeu [1].

Assim como Mateus e Marcos, Lucas acrescenta diretamente à narrativa da cura maravilhosa do paralítico a história da vocação de Mateus (Levi). Enquanto Jesus saía da casa (talvez de Pedro) passando pelo lago de Genezaré (Mc 2.13), ele viu um coletor de impostos sentado na coletoria. Enquanto que ao paralítico curado Jesus disse: “vai para tua casa”, para Mateus ele diz: “Segue-me”.

Como disse Wiersbe: “Não tardou a ficar claro que Jesus se relacionava deliberadamente com os párias da sociedade judaica. Chegou até a chamar um coletor de impostos para ser um de seus discípulos! Não sabemos se Levi era um homem desonesto, apesar de a maioria dos coletores de impostos ser corrupta, mas o simples fato de trabalhar para Herodes Antipas e para os romanos já era suficiente para acabar com a reputação dele entre os judeus mais zelosos” [2].

Sobre esse chamado de Mateus que quero pensar com você e quais as lições que podemos tirar para as nossas vidas.

1 – JESUS NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS (Lc 5.27,29,30).

Para entendermos bem isso, devemos definir de forma clara como eram vistos os publicanos e os pecadores com quem Jesus se relacionava, e porque esse relacionamento causava tanto escândalo aos fariseus e aos doutores da lei.

1º - Quem eram os publicanos – Os publicanos eram judeus que trabalhavam para o governo romano. Eles eram cobradores de impostos. De todas as pessoas na Palestina os cobradores de impostos eram os mais odiados. Neste momento a Palestina era um país sob a soberania dos romanos. Os cobradores de impostos estavam a serviço do governo romano; e portanto, eram vistos traidores e renegados.

Os cobradores eram considerados ladrões, assaltantes e assassinos por definição. Não lhes era permitido entrar na sinagoga. Era permitido enganá-los e perjurar perante eles. Doações de caridade da parte deles eram recusadas. Eles não podiam comparecer no tribunal como testemunhas, cargos importantes lhes eram vedados. Suas famílias, que participavam da riqueza roubada, também eram marginalizadas. Um fariseu que se tornasse coletor era expulso, e sua esposa podia divorciar-se dele.

Eles não se impressionava nem com problemas de consciência nem com os preceitos de Deus. Disto resultava o oposto exato do fariseu, o judeu rigoroso na Torá (cf. Lc 18.9-14).

Os publicanos são símbolo da desonestidade, da arbitrariedade, do egoísmo e da ânsia de vingança. Eram pessoas que, para enriquecerem rapidamente, estavam a serviço dos inimigos da pátria. Eram pessoas que renegam seu povo, sua pátria e a fé.

Quem queria tornar-se publicano tinha de saber que:

• Estará separando-se conscientemente de Deus, do povo, da pátria;

• Cometerá consciente e continuamente pecados graves contra Deus, o povo e a pátria;

• Terá de suportar o desprezo de todas as pessoas decentes;

• Será castigado eternamente no inferno, segundo a concepção judaica.

Por isso os publicanos são equiparáveis a usurários, ladrões, assassinos, saqueadores, assaltantes e prostitutas. São pessoas das quais se afirma: “São amaldiçoadas!” (Jo 7.49) [3]. Eles representavam a escória da sociedade judaica.

O próprio Jesus mostrou que tais pessoas eram más e incorrigíveis. Veja o que Jesus nos fala sobre contenda na igreja que como devemos agir em Mateus 18.15-17:

“Ora, se teu irmão pecar contra ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; mas, se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano.

Jesus nos mostra nesse texto que tais pessoas eram más e irreconciliáveis. Sem nenhum temor a Deus. A Bíblia nos mostra somente dois publicanos que foram salvos, Mateus e Zaqueu. Pode ser que muitos outros tenham sido alcançados, mas a Bíblia não registra.

2º - O pecadores“Pecadores” era usado como termo geral abarcando pessoas que não tinham permissão para agir como juízes ou testemunhas em virtude de sua falta de confiabilidade moral [4]. No entanto, foi com essas pessoas que o Senhor Jesus se identificou. Eram essas pessoas que foram acolhidas por Ele. Foi também por pessoas que o Senhor veio ao mundo dar a vida. Como nos fala Paulo em 2 Coríntios 5.21:

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus”.

E em 1 Coríntios 1.27-29:

“Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; para que nenhuma carne se glorie perante ele”.

Sinceramente, você também não ficaria escandalizado com Jesus? Por muito menos temos visto cristãos fazendo acepção de pessoas. Jesus veio chamar pecadores e não os santos. Ele veio curar os enfermos e não os sãos. Por isso ele chamou a mim e a você.  

2 – O CHAMADO DE JESUS É UM CHAMADO EFICAZ (Lc 5.27,28).

A Bíblia nos fala que “muitos são chamados, mas poucos escolhidos” (Mt 22.14). Isso quer dizer que existem dois chamados, um “externo” e outro “interno”. O “externo” vem da pregação e exposição da Palavra de Deus, dada a todas as pessoas que entram em contato com o Evangelho. E também há um chamado “interior” (ou vocação interna e eficaz) é dado pelo Espírito de Deus, o qual opera o novo nascimento. É exatamente este chamado “interna” que chamamos de “Chamado Eficaz”.

Foi esse chamado que operou no coração de Mateus no momento em que foi chamado por Jesus.

1º - O chamado de Jesus é mediante sua a graça (Lc 5.27). Jesus olha não para um homem qualquer, aquele que estava assentado na alfândega não era alguém pagando impostos, era o publicano. Observe que o texto nos diz que Jesus “viu um publicano, chamado Levi”. Mateus era um pessoa que para muitas outras pessoas não deveria ser salva. Para muitos ele não era merecedor da graça de Deus.

No entanto, o Senhor olha para ele com misericórdia, diferentemente de qualquer outra pessoa o olharia. Jesus não vê um publicano, Jesus vê uma pessoa. Onde todos olhavam e viam um ladrão, um assassino, uma pessoa repugnante, um traidor da pátria, Jesus viu gente. Um ser humano, a Sua imagem e Sua semelhança.

Foi esse mesmo olhar que Jesus teve com a mulher pega em adultério (João 8.1-11). Todos viam uma adúltera, Jesus viu uma mulher que merecia perdeu e uma segunda chance.

Como nos fala o apóstolo Paulo em Efésios 2.1-8:

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”.

Foi assim que o Senhor olhou para Mateus, para você e para mim. Entenda, não éramos diferentes de Mateus. Éramos pecadores carentes da graça do Senhor. Estávamos tão perdidos quanto ele, no entanto o Senhor olhou para nós com misericórdia e graça e nos salvou. Estávamos mortos e Ele nos deu vida, a Sua vida!

2º - O chamado de Jesus é pessoal (Lc 5.27). James R. Edwards diz que a palavra “viu” (gr. theasthai) usado por Lucas, é um tanto inesperado, pois a palavra significa “olhar com intenção e propósito”, indicando que Jesus olhou para uma pessoa real – até mesmo no interior desta – que tinha um nome, Levi [5]. Não foi um olhar ao acaso, foi intencional. Jesus olhou procurando por ele. Assim como o Senhor olhou para Pedro quando estava sendo julgado pelo sinédrio. O Senhor voltou-se e olhou diretamente para Pedro. Então Pedro se lembrou da palavra que o Senhor lhe tinha dito: Antes que o galo cante hoje, você me negará três vezes” (Lc 22.61).

Creio que haviam muitas pessoas na alfândega naquela dia, mas o chamado de Jesus foi dirigido somente a Mateus. No Evangelho de Mateus nos é dito: “Porque muitos são chamados, e poucos escolhidos” (Mt 22.14). Observe que é esse chamado eficaz que se referia o apóstolo Paulo, quando disse: “E aos que chamou, a estes também justificou” (Rm 8.30). Esse é um chamado pessoal, particular, que nos faz cristãos.

3º – O chamado de Jesus é irresistível. A palavra “siga” (gr. akolouthein) é usada nos evangelhos só para os discípulos de Jesus, nunca para aqueles que se opõem a ele. “Seguir” é um ato que envolve risco e custo; é algo que alguém faz, não apenas algo que pensa e crê [6]. 

Quando Deus chama um homem por Sua graça, ele não pode fazer outra coisa senão vir. Você pode resistir ao chamado do ministro, mas não o chamado do Espírito. Quando Deus chamou Paulo, ele atendeu ao chamado. Como ele mesmo disse: “Não fui desobediente à visão celestial” (Atos 26.19). Deus cavalga triunfante na carruagem do Seu Evangelho; Ele faz os olhos cegos enxergarem, o coração de pedra sangrar. Se Deus decide chamar um homem, nada pode ficar no caminho para impedir; as dificuldades se dissipam, os poderes do inferno se dispersam. “Quem jamais resistiu à sua vontade?” (Rm 9.19). Deus arromba as portas de bronze e quebra as trancas de ferro (Sl 107.16) [7].

4º – O chamado de Jesus é soberano. Jesus chamou um homem execrado publicamente e não deu nenhuma explicação a ele nem ao povo. Jesus tem autoridade para chamar quem Ele quer para a salvação e para o serviço. Sem o divino chamado ninguém pode ser salvo, pois jamais nos tornaremos para Deus a menos que Ele nos chame por sua graça, diz John Charles Ryle. Na verdade Jesus não fez um convite, Ele deu uma ordem. Ele chama a quem quer e isso, soberanamente. Não somos nós quem escolhemos a Cristo, foi Ele quem nos escolheu (Jo 15.16). Não fomos nós quem o achamos, mas foi Ele quem nos buscou (Lc 19.10). Nós o amamos, porque Ele nos amou primeiro [8].

5º – O chamado de Jesus é total. Ele vale para a vida toda. Jesus prende a si o discípulo com toda a sua existência. Desligado de Jesus, a existência de discípulo acaba. A vocação por Jesus, porém, não é apenas exigência, mas “dádiva e exigência” ao mesmo tempo. Somente o chamado de Jesus tem o poder de soltar uma pessoa de sua existência natural e de suas amarras [9]. O chamado de Jesus não tem prazo de validade, é para a vida toda e terá continuidade no céu. É para a vida toda e por toda a eternidade.

3 – MATEUS SE ALEGRA COM O CHAMDO DE JESUS (Lc 5.29-32).

Mateus agiu de forma semelhante a Eliseu que quando foi chamado pelo profeta Elias tomou a junta de bois que ele trabalhava e os matou e com os aparelhos dos bois cozeu as carnes, e as deu ao povo e passou a seguir o profeta Elias (1Rs 19.19-21).

Ele rompeu com suas atividades seculares para ser discípulo do profeta Elias e, posteriormente, se tornou profeta em seu lugar. Mateus quando recebeu o chamado de Jesus para ser seu discípulo rompeu com tudo fazendo uma grande festa também. E posteriormente se tornou apóstolo e escreveu o Evangelho que leva o seu nome.

Podemos tirar lições importantes aqui para nós:

1º – Os chamados devem chamar outros. Levi deu um grande banquete a Jesus e convidou numerosos publicanos e pecadores para estarem com Ele em sua casa (Lc 5.29,30). O que se torna tão grandioso em Mateus (Levi) é que a rendição de tudo o converteu em “o homem mais feliz do mundo”. Estava tão cheio de um profundo deleite interior que imediatamente ordenou uma festa em honra daquele a quem considerava seu Benfeitor! [10].

Ele abriu não só o coração para Jesus, mas também sua casa. Levi, ao mesmo tempo em que celebra a festa da sua salvação, abre sua casa para que seus pares conheçam também a Jesus e sejam salvos. Ele transformou seu lar num grande instrumento de evangelização. Ele queria que os seus colegas de profissão e os pecadores também se tornassem seguidores do Senhor Jesus [11]. É um dever cristão compartilhar a bênção que encontramos.

2º – Esteja pronto para receber críticas (Lc 5.30). Os fariseus e os escribas questionaram os discípulos do Senhor por não terem escrúpulos de comer e beber com essa sociedade decaída. Embora esse ataque visasse Jesus, era dirigido aos discípulos. Por isso o Senhor fez uso da palavra e defendeu sua conduta com as palavras: “Os que estão saudáveis não precisam de um médico, mas os que têm doença”.

Dificilmente alguém se alegrará com a sua alegria. Muitos até choram com sua dor, mas raramente se alegram com você pelas bênçãos recebidas. Mateus estava feliz por ter sido alcançado pela graça de Jesus, mas os fariseus e os escribas não conseguiam se alegrar com a alegria de Mateus. Por isso que Jesus os comparou ao irmão mais velho na parábola do filho pródigo (Lc 15).

4 – JESUS O MÉDICO DOS MÉDICOS (Lc 5.31,32).

A religião legalista não cura, adoece. Uma fé adoecida pelo legalismo gera doença na alma. O farisaísmo é algo tão doentio que o apóstolo Paulo encontrou muitas dificuldades com eles. A Bíblia nos fala que muitos fariseus haviam se infiltrado na igreja na época dos apóstolos e estavam dificultando o trabalho de evangelização dos gentios. Eles passaram a ser conhecidos como os judaizantes. Veja o que nos diz Atos 15.1,5:

“Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se não vos circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos. Alguns, porém, da seita dos fariseus, que tinham crido, se levantaram, dizendo que era mister circuncidá-los e mandar-lhes que guardassem a lei de Moisés”.

A carta aos Gálatas foi para resolver essa questão.

Os amigos de Mateus eram pacientes que precisavam de médico, e Jesus era esse Médico. O pecado pode ser comparado a uma doença, e que o perdão é a restauração à saúde. Jesus já havia deixado claro que tinha vindo ao mundo para converter os pecadores, não para elogiar os que se consideravam justos. Agora lhes dizia que viera para trazer alegria, não tristeza. Graças ao legalismo imposto pelos escribas e fariseus, a religião judaica havia se tornado um fardo pesado demais. O povo estava sobrecarregado com tantas regras e normas impossíveis de obedecer (Mt 23.4). “A vida não deve ser um funeral!” [12].

Por isso Jesus lhes diz: “Não necessitam de médico os que estão sãos, mas, sim, os que estão enfermos; eu não vim chamar os justos, mas, sim, os pecadores, ao arrependimento”.

Essa palavra utilizada pelo Senhor possui um duplo sentido. Ele dirigiu-a aos mestres e conselheiros espirituais de Israel, para que por meio dela estes fossem envergonhados como maus médicos, porque na verdade eram convocados para fortalecer os fracos e curar os enfermos (Ez 34.4). No entanto, eles estavam agindo com egoísmo e sem amor. Evitavam os enfermos, para não serem contagiados. A forma singular médico é concretamente impactante nos lábios do médico que a pronunciou.

Quem são, pois, os saudáveis, que não carecem do médico? O contexto revela que o Senhor na realidade não conhece “saudáveis” e “justos” na terra – eles é que se consideram saudáveis e justos. Diante de Jesus, o médico que visa curar o pecado, todas as pessoas são apenas enfermas e pecadoras [13]. Veja como o Senhor Jesus falou com Nicodemos: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3).

Diante de Deus todos nós somos pacientes. Porém, há três tipos de “pacientes” que Jesus não pode curar da doença do pecado: (1) aqueles que não o conhecem; (2) aqueles que o conhecem, mas se recusam a crer nele; e (3) aqueles que não admitem que precisam dele. Os escribas e fariseus se encaixavam nessa última categoria, como também todos os pecadores hoje que se consideram melhores do que as demais pessoas [14].

Mateus quando recebeu o chamado de Jesus deixou tudo para seguir o Médico dos médicos. Mateus estava enfermo e foi curado, os escribas e fariseus estavam doentes e se viam sãos, e você como se encontra?

CONCLUSÃO

Só os que se reconhecem doentes e pecadores têm consciência da necessidade da salvação. Só uma pessoa doente procura o médico. Só uma pessoa consciente do seu pecado busca a salvação. Não há fé sem arrependimento nem salvação sem conversão.

Uma pessoa antes de vir a Cristo, precisa primeiro sentir-se carente da graça de Deus. A salvação não é para aqueles que se consideram dignos, mas para os indignos que estão em situação desesperadora. Jesus veio para salvar os pecadores, perdidos, pobres, sofredores, famintos e sedentos (Mt 5.6; 11.28-30; 22.9,10; Lc 14.21-23; 19.10; Jo 7.37,38). Jesus não veio ao mundo apenas para ser um legislador, um mestre ou rei. Ele veio como o médico da nossa alma e como nosso redentor. Ele nos conhece, ama, cura, perdoa e salva. Mateus reconheceu que precisava de salvação deixando tudo para seguir o Mestre e você já foi alcançado pelo Senhor e o serve com alegria?

Pense nisso!

Bibliografia

1 – Gardner, Paul. Quem é Quem na Bíblia, Ed. Vida, 2009, p. 691.

2 – Wiersbe, Warren W. Marcos, Novo Testamento 1, Comentário Bíblico Expositivo, Ed. Geográfica, 2012, p. 150.

3 – Rienecker, Fritz. O Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Ed. Evangélica Esperança, 1998, p. 59.

4 – Bruce, F. F. Organizador. Comentário bíblico NVI, Antigo e Novo Testamentos, Ed. Vida, 1ª reimpressão, 2009, p. 1567.

5 – Edwards, James R. O Comentário de Lucas, Santo Amaro, SP, Ed. Sheed, 2019, p. 235.

6 – Edwards, James R. O Comentário de Marcos, Santo Amaro, SP, Ed. Sheed, 2018, p. 117.

7 – Watson, Thomas. Acessado em 11/12/2020. https://voltemosaoevangelho.com/blog/2013/02/thomas-watson-chamado-eficaz-23/

8 – Lopes, Hernandes Dias. Marcos, O Evangelho dos Milagres, São Paulo, Editora Hagnos, 2006, p. 140.

9 – Rienecker, Fritz. O Evangelho de Mateus, Comentário Esperança, Ed. Evangélica Esperança, 1998, p. 99.

10 – Hendriksen, William. Lucas, Vol. 1, São Paulo, SP, Ed. Cultura Cristã, 2003, p. 410.

11 – Lopes, Hernandes Dias. Marcos, O Evangelho dos Milagres, São Paulo, Editora Hagnos, 2006, p. 141.

12 – Wiersbe, Warren W. Marcos, Novo Testamento 1, Comentário Bíblico Expositivo, Ed. Geográfica, 2012, p. 152.

13 –Rienecker Fritz. O Evangelho de Lucas, Comentário Esperança, Ed. Evangélica Esperança, 2005. p. 92.

14 – Wiersbe, Warren W. Marcos, Novo Testamento 1, Comentário Bíblico Expositivo, Ed. Geográfica, 2012, p. 151.

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