segunda-feira, 4 de junho de 2012

Fronte obstinada e de duro coração


Por C. H. Spurgeon
 
Não há exceções? Não nenhuma. “Toda a casa de Israel é de fronte obstinada e de duro coração” (Ez 3.7). Mesmo a raça favorecida é descrita como um povo de fronte obstinada e duro coração. Considere a sua participação nessa acusação universal e disponha-se a reconhecer a sua culpa. A primeira acusação é a fronte obstinada. Isto se refere a uma dureza de rosto, uma falta de vergonha santa ou uma ousadia na prática do mal.

Antes de minha conversão, eu podia pecar e não sentir qualquer remorso; podia ouvir a minha culpa e não me humilhar; podia até confessar a minha iniqüidade e não experimentar nenhuma tristeza em meu íntimo, por causa da iniqüidade. Um pecador que vai a casa de Deus e finge orar e dirigir-lhe louvores demonstra uma hipocrisia descarada do pior tipo! Todavia, desde o dia do meu novo nascimento, tenho duvidado de meu Senhor, em sua face, murmurando insolenemente em sua presença, adorado-O com desmazelo e pecado, sem arrependimento sincero. Se a minha fronte não fosse tão inflexível, eu teria mais temor santo e mais contrição de espírito.

A segunda acusação é a dureza de coração. Também não posso dizer que sou inocente dessa acusação. Antes eu não tinha nada, exceto um coração de pedra. Mesmo que, pela graça de Deus, agora eu tenha um coração novo, um coração de carne, ainda permanece em mim muito de minha teimosia. Não sou tão afetado pela morte de Jesus como eu deveria ser. Também não sou tão comovido pela perdição de meu próximo, pela impiedade de minha época, pela disciplina de meu Pai celestial e pelas minhas próprias faltas como eu deveria ser. Oh! Que meu coração seja amolecido tão-somente pela emoção dos sofrimentos e da morte de meu Salvador! O precioso sangue de meu Salvador é o solvente universal. Este sangue me amolecerá, até que meu coração se derreta como a cera diante do fogo.
 

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