quarta-feira, 29 de abril de 2009

Lições que aprendemos com a profecia sobre as eleições da CGADB


Tenho assistido, na chamada blogosfera cristã, a um verdadeiro “linchamento” do pastor assembleiano Rui Raiol (foto), de Belém do Pará, o qual antecipou “profeticamente” o resultado das eleições da CGADB. Disse ele que o pastor Samuel Câmara venceria o pleito e se tornaria o presidente da Mesa Diretora da CGADB.

Como o pastor José Wellington reelegeu-se, não são poucos os internautas que vêm criticando impiedosamente o pastor Rui (a quem respeito e com quem tenho comunhão), zombando dele ou até xingando-o. Ele, por sua vez, não assume a sua falácia e se defende, tentando explicar o inexplicável.

O que podemos aprender com esse lamentável episódio?

Primeiro: a despeito de não devermos desprezar as profecias, é preciso saber que elas podem ter três origens: divina, humana ou demoníaca (1 Ts 5.19,20; 1 Jo 4.1; 1 Tm 4.1).

Segundo: toda e qualquer profecia precisa ser julgada, examinada, provada, à luz da Palavra de Deus (1 Co 14.29; 1 Ts 5.21, ARA).

Terceiro: existem falsos profetas, que enganam continuamente o povo de Deus (Mt 7.15-23), mas há homens bons, que oram, que têm um bom testemunho, mas que falham, equivocam-se, por falta de vigilância, descuido, predileção por alguém, etc.

Quarto: quem transmite uma falsa profecia deve reconhecer o seu erro, e não ficar buscando justificativas. Nunca é fácil admitir um erro, mas fazer isso é honroso e correto diante de Deus.

Quinto: a profecia que tem origem em Deus se cumpre, haja o que houver (Ez 33.33). Por isso, é uma profecia. Caso contrário, seria apenas uma promessa condicional.

Sexto: há profecias que não provêm do Senhor. Elas são, na verdade, a exposição do desejo do coração. E, mesmo que esse desejo venha se concretizar, isso não significa que tenha sido uma profecia divina. A verdadeira profecia não é uma mera declaração de fé ou de sentimentos. É Deus falando. E, quando Ele realmente diz que algo acontecerá, não há necessidade de explicações por parte do profeta (cf. 1 Rs 22; Jr 37).

Sétimo: há previsões feitas por falsos profetas que até se cumprem, mas não são de Deus. Ele as permite para provar o seu povo, a fim de saber se este o ama com todo o seu coração e com toda a sua alma (Dt 13.1-4). Não foi o caso da profecia em apreço, mas que isso nos sirva de alerta. Afinal, quem ama o Senhor, de fato, guarda a sua Palavra (Jo 14.23).

Reitero que respeito o pastor Rui Raiol, a despeito de não ter dúvidas de que ele se equivocou. Por outro lado, o seu deslize não tira dele a credibilidade que possui, como pregador e escritor da CPAD. Por isso, peço aos irmãos que sejam misericordiosos, sabendo discernir entre os falsos profetas, rebeldes, incorrigíveis (que erram contínua e conscientemente), e os servos de Deus que podem se equivocar.

Respeitosamente,

Ciro Sanches Zibordi

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