terça-feira, 14 de julho de 2009

Quem é você, cristão?


Por Leonardo Gonçalves

Cada dia que passa fica mais difícil descrever o cristianismo. São tantas as agremiações, denominações e seitas pseudocristãs, que fica difícil dizer qual instituição representa melhor a "religião" de Cristo.

Tenho que confessar um pecado (ou seria virtude?): Tenho pouquíssima fé nas instituições religiosas. Acredito na igreja universal dos santos, no corpo de Cristo, a noiva do Cordeiro, mas dou pouco crédito à maioria das associações religiosas que conheço. Claro que há exceções; conheço igrejas locais que ainda representam bem o cristianismo, mas devo admitir que elas são bem poucas.

Outra coisa que é difícil descrever é o tal do cristão. O católico acha que é cristão. O evangélico também diz que é. Recentemente conheci um espírita seguidor de Kardec que jura que é cristão. Mas afinal, quem é o cristão, de fato?

Sem dúvida essa é uma das perguntas mais difíceis que já me fizeram, e eu poderia escrever toda uma enciclopédia sobre o tema, e nem assim extinguir o assunto. Cristianismo é um tema intenso, é uma gama de virtudes, de conceitos, de sentimentos, e até de defeitos. Porém, tentarei ser objetivo na minha explanação, e assim expressar um pouco daquilo que, no meu entender, são marcas de um verdadeiro cristão.

Em primeiro lugar, um cristão é alguém com uma convicção profunda acerca de quem ele é. Ele tem um enorme sentido de auto-conhecimento. Sabe avaliar a si mesmo, e o faz com certa freqüência. Na verdade, o Espírito de Deus operou na vida dele de uma maneira tão intensa que retirou aquela máscara que antes havia, levando-o a um encontro com ele mesmo (Jo 16.8). Um cristão sabe que é imperfeito, pecador, insuficiente, dependente. Cristãos verdadeiros não são ególatras, não vivem determinando bençãos, nem se consideram o centro do universo. Antes, são humildes e reconhecem que nada são, exceto Nele (At 17.28; Cl 1.16-17).

Um cristão é também uma pessoa que tem uma convicção profunda acerca de quem Deus é. Tal convicção não é apenas intelectual, mas volitiva e emocional. Ele crê em Deus com todo seu coração, com toda a sua alma e todo o seu intelecto (Mt 22.37), e é isso que lhe confere equilíbrio. Imagine quão terrível seria para um homem conhecer-se tal como é: pecador, injusto, desleal, lascivo, e não conhecer nem ser habitado por aquEle que contrasta todas as nossas vicissitudes com as Suas perfeições. Isso traria ao nosso coração uma profunda angústia. Aliás, essa é a razão porque tem tanta gente suicidando, gente insatisfeita consigo mesmo e com o resto do mundo. Saber que somos maus, e que vivemos em um mundo mau é frustrante. A menos que essa maldade seja contrabalançada pela bondade de Deus, nada mais fará sentido. Mas o cristão sabe que Deus existe, que ele é bom, e que demonstrou essa bondade ao enviar seu filho Jesus para morrer por nós. Deus é aquele que perdoa nossas maldades, e nos ama ainda que sejamos maus. Ele não espera até que sejamos santos para depois amar-nos: ele nos amou quando ainda estamos no pecado (Rm 5.8). E quando permitimos este amor nos envolver, somos transformados por este mesmo amor (2Co 5.17).

Finalmente, creio que um cristão é alguém que aprendeu a ver as pessoas como Deus as vê. Nós precisamos extirpar da nossa mente aquela idéia “religiosa” de que no mundo existem dois tipos de pessoas: As que são boas e as que são más. Nós gostamos das pessoas boas, mas nos afastamos daqueles que são maus. Alguns chamam isso de santidade. Deus chama isso de omissão. Não existem, ao menos aos olhos de Deus, pessoas boas nem pessoas más: existem apenas pessoas arrependidas e pessoas não arrependidas. Cristãos e ímpios não são definidos na esfera da bondade e da maldade. Todos os homens são maus (Rm 3.10). O que separa o cristão do não-cristão é o arrependimento. O cristão é um cara que sabe que é mau, e que fez muita maldade, e por isso precisa de um salvador (que é Jesus). Ele não é um cara bom, mas alguém normal, que luta contra os maus pensamentos, contra os desejos pecaminosos, e apesar de vencer muitas vezes estes desejos, algumas vezes fracassa.

Quando Deus olha para as pessoas, por mais pecadoras e perdidas que elas sejam, ele não as rejeita por causa dos seus pecados: ele as ama, e o faz incondicionalmente. Deus olha para o mundo e vê gente que precisa de carinho, de consolo, de salvação. O cristão é assim também: ele olha para uma pessoa e vê além dos defeitos. Ele vê alguém que precisa ser amado, consolado, que precisa de Deus.

Jesus nos ensina isso. Certa vez, Jesus vinha de percorrer as cidades, sinagogas e povoados, e viu uma grande multidão. No meio daquelas pessoas, tinha gente de toda espécie: adúlteros, ladrões, prostitutas, bêbados... Enfim, todo tipo de gente. Uma multidão de judeus seguindo o rabi. E quem era aquela multidão?

Para Roma, eram um monte de vassalos, filhos de uma nação tributária, um povo escravizado, pequeno e sem muito valor.

Para os discípulos, uma gente azucrinante, que vivia espremendo o mestre em busca de um milagre. Eles eram uma grande dor de cabeça para eles, apenas isso.

Porém Jesus, ao olhar para aquela multidão, viu “ovelhas sem pastor” (Mt 9.36).

Caro amigo,

Como você se vê? Quem é aquela pessoa que você olha todos os dias no espelho? A auto-suficiencia é um engodo pós-moderno que nada tem com o cristianismo. O ímpio pensa que é; o crente verdadeiro sabe que nada é, exceto em Deus.

Quem é Deus para você? Um personagem que preenchia as histórias da infância, ou o Pai amoroso com quem você se relaciona todos os dias? Deus é um conceito mais no seu vocabulário, um mero substantivo, ou é o Deus-homem que morreu na cruz a dois milênios para perdoar os teus pecados?

E quem são os outros, na sua opinião? Vizinhos importunos, pessoas sem importância, ou gente que precisa da sua solidariedade, gente que você deve amar com toda sua força, pois são a imagem de Deus?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

A homossexualidade e atitude cristã


Por Sérgio R. Ferreira

Em 1869 o escritor e jornalista austro-húngaro Kertbeny cunhou o termo homossexual, que deriva do grego homos, que quer dizer "semelhante", "igual", significando um ser que sente atração fisica, sexual, emocional por outro do mesmo sexo. Um ano depois, Westphal lança "As Sensações Sexuais Contrárias" definindo a homossexualidade em termos psiquiátricos como um desvio sexual, uma inversão do masculino e do feminino. Deu-se, portanto, desde o início, uma idéia totalmente negativa à homossexualidade, sem haver nenhuma preocupação com o fato de que tal pessoa tinha uma alma e era alguém que precisava ser aceito e ajudado, alguém que também precisava ser transformado pelo poder do evangelho de Cristo. Não se trata apenas de escolha ou opção, mas também de condicionantes de ordem pessoal, familiar, cultural, econômico-político-social e mesmo espiritual, e como servos de Deus temos que ajudá-los com a palavra de Deus. São pecadores tais como nós e carecem da glória de Deus (Rm 3:23).

Tem sido detectado tal disturbio da sexualidade também em animais, mas não se pode comparar com o problema em seres humanos, uma vez que o binômio homem versus animal não pode ser usado em termos de comparação, tendo em vista a existência no ser humano de consciência e volição. Significa dizer que enquanto o animal age por instinto, o homem tem consciência das suas ações e tem domínio sobre a vontade, podendo assim ser responsabilizado pelos seus atos.

Atribui-se a vários fatores a existência do homossexualismo, tais como: A educação recebida no lar, a pressão da sociedade, o apelo pós-moderno para que o homem expresse sua sexualidade sem barreiras, distúrbios físicos e hormonais, a opção sexual de cada um, entre outros. Mas em suma podemos afirmar que é prova incontestável da degeneração da raça humana, ocasionada pela entrada do pecado no mundo. Índices apontam para a adolescência como a fase mais propícia para a “descoberta” da homossexualidade.

Na crise de identidade, tão comum na adolescência, surgem as incertezas sobre a sexualidade, uma vez que as transformações de ordem biológica não acontecem com todos os adolescentes na mesma velocidade e intensidade. De modo geral, ao perceberem as mudanças em seu corpo, eles começam a fazer comparações, e nem sempre um entende porque aquilo que já aconteceu com o outro não aconteceu ainda em seu próprio corpo. Nessa ocasião, surgem as dúvidas sobre a sexualidade, pois os adolescentes começam a questionar suas reações, suas características e suas preferências, comparando com o perfil daqueles a quem ele admira no grupo. Por isso, é importante orientá-los nesta fase, mostrando o propósito de Deus para a sexualidade humana. Entre os meninos é comum as brincadeiras com o adolescente que ainda não têm barba, e que fala fino, ou que não teve experiências com as meninas ainda. Da mesma forma, um jovem “educado demais” pode ser confundido pelos amigos como sendo efeminado. Entre as meninas, estranha-se aquela que é forte, apegada demais e gosta de jogar futebol, ou que prefere estar com os meninos. É preciso entender que as pessoas não são iguais e tal comportamento não revela obrigatoria e necessariamente sinais de homossexualidade, embora eles sejam pressionados a acreditar nisto diariamente.

A prática homossexual é vista pela Bíblia como um distúrbio abominável ao Senhor, e em Romanos a prática do lesbianismo é denominada “paixões infames” Rm 1:26, e genericamente é explicada pelo apóstolo Paulo como sendo fruto de uma disposição mental reprovável, ou sentimento perverso (Rm 1:28). O texto trata da devassidão própria dos que abandonam a Deus e se inflamam em sua sensualidade, cometendo torpezas, homens com homens e mulheres com mulheres. Diante da visão bíblica a respeito, não podemos aceitar a “prática” homossexual como algo simples e comum, mas devemos interpretá-la como um comportamento próprio do pecador, por isso, ao ter um encontro com Cristo pela fé, um homoafetivo (termo preferido por psiquiatras e especialistas) se tornará uma nova criatura, e independentemente dos seus sentimentos e desejos carnais, ele, como todos nós, haverá de mortificar a carne e viver para Deus. Vale lembrar que ainda que haja uma conversão verdadeira, em alguns casos, a deformação do corpo que porventura possa ter ocorrido não desaparecerá automaticamente, cobrando de nós tolerância e aceitação, levando-se em conta, obviamente, a transformação de comportamento, o testemunho de novidade de vida e o abandono do pecado, que inevitavelmente acontecerá nos salvos.

Depreende-se então que não podemos ser coniventes com o pecado da prática homossexual, entretanto, discriminá-los, como se fossem o pior tipo de pecadores não é nem sábio, nem espiritual. Os que adotam a prática do homossexualismo não são mais pecadores do que os adúlteros, ou os roubadores, e tanto estes como aqueles precisam ser amados como pecadores que podem chegar ao conhecimento da verdade, e arrependendo-se verdadeiramente e abandonando as paixões carnais, podem viver vidas que glorificam a Deus. Sendo assim, excluí-los não irá ajudar em nada, pois tal atitude não pode revelar a eles a graça salvadora manifestada a “todos” os homens (Tito 2:11). Mas compete-nos afirmar que aceitá-los como pecadores carentes, e apresentar-lhes a Cristo, não é para qualquer um, pois é preciso ter tanto coragem de enfrentar o preconceito, quanto amor pelo próximo, como ordena as Escrituras. Quem ama, comunica o evangelho!

Finalmente, lembremos que devemos pregar o evangelho a “toda criatura”, e que Deus não faz acepção de pessoas (Mc 16:15; Rm 2:11), e quando o fazemos, pecamos contra Ele (Tiago 2:9). Acharmos repugnante a prática do homossexualismo é uma atitude correta, pois devemos julgar abominável todo pecado, rejeitando a sua idéia e a conduta dos que vivem nessa prática, entretanto, temos uma responsabilidade evangelística para com todo homem, e esta nos será cobrada. Que Deus nos abençoe a enxergar em cada pessoa uma alma e em cada pecador uma oportunidade.

Sexo com nome de fruta


Na TV, no rádio, no jornal, na internet e nas revistas, lá estão elas, as mulheres melão, melancia, morango, maçã, jaca e outras tantas mais, expondo seus corpos nus a uma sociedade que se alimenta de pecado e promiscuidade.

Infelizmente o povo brasileiro tem projetado através da mídia um desejo cada vez maior pelo corpo. Segundo esta concepção, a mulher, para conquistar espaço, precisa ser desejável, e para tanto, torna-se indispensável, criar no imaginário da população estereótipos que despertem a erotização.

Em nossa cultura é absolutamente perceptível a existência do culto ao erotismo. As propagandas vinculadas em rede de TV na maioria das vezes apelam para o inconsciente coletivo incutindo na mente do adolescente e jovem a busca por uma sexualidade esdrúxula e pervertida. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, desde 1980, o número de adolescentes entre 15 e 19 anos grávidas aumentou 15%. Só para se ter idéia do que isso representa, são cerca de 700 mil meninas se tornando mães a cada ano no Brasil. Desse total, 1,3% são partos realizados em garotas de 10 a 14 anos. A Organização Mundial de Saúde afirma que de quatro milhões de abortos praticados por ano no Brasil, um milhão ocorrem entre adolescentes.

Noticias como estas nos mostram que o Brasil e o mundo estão passando por um período tenebroso na história da humanidade, onde nitidamente se percebe total inversão nos valores da sociedade. Como já dizia o profeta Isaías, o bem é considerado mal e o mal bem; a luz é vista como escuridão, e a escuridão como luz. Infelizmente, a cada novo dia, o que era certo parece tornar-se errado e o errado parece tornar-se certo.

Quanto a nós, discípulos de Cristo, cabe um posicionamento audacioso diante da promiscuidade que tomou conta do nosso país, como também refutar veementemente a comercialização do corpo da mulher. Tenho plena convicção de que como cristãos, não devemos nos curvar diante da imoralidade que tem destruído parte da sociedade brasileira. Como evangélicos, temos por missão anunciar a esta geração, Cristo, o qual é único capaz de satisfazer o vazio da alma, transformando gemidos em esperança, escravidão em liberdade, morte em vida.

Pense nisso!

Renato Vargens

domingo, 12 de julho de 2009

Música para o diabo


Por Renato Vargens

“A murmuração é música para o Diabo”.Thomas Watson

O que fez com que o povo de Israel, a priori não herdasse a terra prometida, dentre outras coisas, foi o espírito de murmuração existente no arraial, no período em que eles peregrinavam pelo deserto.

A geração do deserto fora uma geração de insatisfeitos. Nada os satisfazia, reclamavam de tudo e por tudo. Queixavam-se pela falta de carne, dizendo que no Egito comiam com fartura, reclamavam do Maná que caía diariamente dos céus, blasfemavam contra o Senhor afirmando ser aquilo um vil pão. Não foram poucas as vezes que eles resmungaram da escassez de água, da jornada cansativa, do calor do deserto, das dificuldades do caminho etc. Você já se deu conta de que existe gente que nunca está satisfeita com nada?

Veja bem, uma das coisas que mais entristecem Deus é insatisfação promovida pela murmuração. Isto porque, quando murmuramos, afirmamos categoricamente que não acreditamos na soberania de Deus em nossas vidas.

Lembremos-nos do episódio ocorrido com Paulo e Silas na cidade de Filipos. Lá estavam eles, pregando o evangelho com intrepidez, libertando os cativos do diabo com autoridade e recebendo como pagamento afrontas, açoites e flagelos no corpo. Entretanto, em vez de reclamarem de Deus, ou chiarem por causa do sofrimento imposto, diz a Bíblia que tanto Paulo como Silas, evidenciaram com maturidade uma espiritualidade saudável, mediante às atitudes de oração e louvor. Ora, diz o texto que por volta da meia-noite eles oravam e cantavam louvores a Deus.

“Por volta da meia-noite Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas; soltaram-se as cadeias de todos”.(Atos 16:25-26)

Humanamente falando, Paulo e Silas poderiam ter reclamado com Deus dizendo: Puxa Senhor, nós não merecíamos isso! Estávamos fazendo a sua obra! Isto não é justo! Temos andado corretamente em seus caminhos, temos sido fiéis em todo tempo, por que o Senhor permitiu isto? Pelo contrário, eles não entorpecerem a alma com amarguras e azedumes, mas oraram e cantaram louvores a Deus, demonstrando assim, uma absoluta confiança no Senhor.

Em casos como este, podemos afirmar convictamente que quem canta os seus males espanta!

Assim como o apóstolo Paulo, Abraão foi um excepcional homem de Deus. Em nenhum momento, a Bíblia nos mostra ele reclamando da vida, da demora de Deus, ou das circunstâncias adversas. As Escrituras só nos trazem elogios quanto a sua postura diante das dificuldades. Nos 25 anos em que Deus retardou o cumprimento da promessa, em nenhum momento vemos Abraão embriagado pelo espírito da murmuração.

Lembre-se de que as murmurações de Israel diante das dificuldades fizeram com que uma geração inteira não pudesse experimentar os frutos da terra prometida.

Tenho notado a existência de pessoas que preferem permanecer em uma “aparente situação de tranqüilidade” a ter que atravessar o deserto árido. Este tipo de pessoa se contenta com o pouco que tem preferindo o comodismo medíocre da situação a ter que enfrentar o calor escaldante do deserto. Ora, ninguém gosta de passar por privações na vida, entretanto, é importante que entendamos que sem a experiência do deserto, não nos é possível crescer no conhecimento de Deus, porque, é na aridez do deserto que nos deparamos com o cuidado do Senhor para conosco, suprindo sobrenaturalmente todas as nossas necessidades. E quando isto acontece, somos envolvidos pela certeza de que os seus caminhos são perfeitos. E de que ninguém é tão grande e poderoso como o nosso Deus.

“Não ponhamos o Senhor a prova, como alguns deles fizeram e pereceram pelas mordeduras da serpentes. Nem murmureis como alguns deles murmuram, e foram destruídos pelo murmurador”. I Coríntios 10:11

Pense nisso!

Nossos inimigos


Há uma lenda chinesa que serve para todas as pessoas que têm inimigos. Era uma vez uma jovem chamada Lin, que se casou e foi viver com o marido na casa da mãe dele. Depois de algum tempo, começou a ver que não se adaptava à convivência com a sogra.

Com o passar dos meses, as coisas foram piorando, a ponto de a vida se tornar insuportável. Mas Lin, não suportando por mais tempo a ideia de viver com a sogra, tomou a decisão de ir consultar um mestre, velho amigo do seu pai. Depois de ouvir a jovem, o mestre Huang pegou um ramalhete de ervas medicinais e disse-lhe: “Para te livrares da tua sogra, não as deves usar de uma só vez, pois isso poderia causar suspeitas.

Vai misturá-las com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela vai-se envenenando lentamente. Mas, para teres a certeza de que quando ela morrer ninguém suspeitará de ti, deverás ter muito cuidado em tratá-la sempre com muita amizade. Não discutas e ajuda-a a resolver os seus problemas.”

A jovem, então, começou a obedecer a sogra em tudo e a tratava como se fosse a sua própria mãe. Durante estes meses, não teve uma única discussão com a sogra, que também se mostrava muito mais amável e mais fácil de tratar com ela. As atitudes da sogra também mudaram e ambas passaram a tratar-se como mãe e filha. Certo dia, Lin foi procurar o mestre Huang para lhe pedir ajuda e disse-lhe: “ Mestre, por favor, ajude-me a evitar que o veneno venha a matar a minha sogra! É que ela transformou-se numa mulher agradável e gosto dela como se fosse a minha mãe.” O mestre Huang sorriu e abanou a cabeça: “Lin, não te preocupes. A tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu. As ervas que te dei são vitaminas para melhorar a saúde. O veneno estava nas tuas atitudes, mas foi sendo substituído pelo amor e carinho que começaste a dedicar à tua sogra.

Na China, há um provérbio que diz: "A pessoa que ama os outros, também será amada". E os árabes têm outro provérbio: "O nosso inimigo não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos".

sexta-feira, 10 de julho de 2009

QUANTO VOCÊ COBRA PARA PREGAR?


Por Pr. Silas Figueira

Alguns anos atrás, eu estava no gabinete da igreja quando o telefone tocou. Quando atendi o telefone, a pessoa do outro lado da linha disse querer falar com o pastor Silas e perguntou se ele estava. Eu lhe disse que era o pastor Silas quem estava falando. Então ele se apresentou e me disse ser de uma igreja batista de uma outra cidade e se haveria a possibilidade de pregar em sua igreja em um congresso de jovens, me explicando que já havia ligado para o Pr. Silmar Coelho, mas nessa data ele estaria nos Estados Unidos,, que havia ligado para a cantora Eyshila, mas ela também não poderia estar no congresso naquela data. Então eles se lembraram de mim e resolveram ligar para ver se haveria a possibilidade de eu estar pregando no congresso. Olhei a minha agenda e verifiquei que, na data que queriam, apesar de ser um feriado prolongado, eu estaria livre. Então veio a famosa pergunta:

— Quanto o senhor cobra para estar pregando em nosso congresso?

Então lhe falei que não cobrava nada. Ele, surpreso, me disse:

— Nada?!

— Nada. Respondi.

Então o rapaz me disse com muita empolgação:

— Pois quero lhe dizer que o senhor receberá uma boa oferta da igreja.

Confesso para vocês que fiquei surpreso, pois, alguns anos antes, eu havia pregado nessa igreja e ela não tinha paredes e eu nada cobrei e nem nada recebi. Voltei para pregar lá novamente, dessa vez já havia paredes e me deram uma oferta para cobrir as despesas da gasolina. Queridos, confesso para vocês uma coisa, não cobria a metade da gasolina que eu havia gasto, mas tudo bem.

Enquanto ele me falava, pensei comigo: Vou levar um grupo da igreja para esse congresso. Mas aí ele completou:

— Não só uma boa oferta, mas o senhor terá todas as despesas pagas e dormirá num hotel fazenda excelente que temos aqui na cidade.

Meus irmãos, na mesma hora desisti de levar comigo a igreja; só vou com a minha esposa e não vou nem levar as crianças, meus filhos nessa época ainda eram bem novos. Hotel fazenda, boa oferta e ainda todas as despesas pagas. Que mudança! Que bênção! Como estava mudada a igreja. Tão liberal e tão próspera.

Enquanto eu pensava nisso, o abençoado do outro lado da linha me disse assim:

— Pastor, o senhor é muito famoso aqui em nossa cidade.

Aí pensei: “Famoso?” Está certo que eu havia pregado lá duas vezes, e confesso que foi uma bênção, mas famoso? Foi quando perguntei:

— Eu? Famoso?

— É. O senhor é muito famoso aqui, afinal de contas, o senhor não é o pastor Silas Malafaia?

Então falei:

— Não, meu irmão, eu sou o pastor Silas Alves Figueira.

— Ué! Aí não é a Assembleia de Deus da Penha?

— Não, querido, aqui é uma igreja batista e fica em Teresópolis.

— Ah! Pastor, me desculpe pelo King Kong que eu paguei! Eu queria falar era com o pastor Silas Malafaia, o senhor não tem o telefone dele aí não?

— Não, meu irmão, eu não tenho.

Queridos, tudo bem que eu não sou o Malafaia, mas também não sou nenhuma “Mala Sem Alça”. Por qual motivo o Malafaia tem boa oferta, despesa paga e hotel fazenda e para o Malafeia não tem nada? Só porque ele é famoso? Por que será que para o Pastor Silmar Coelho e para a cantora Eyshila podia ter honras financeiras e para o Malavazia não podia ter nada? Será que só eles merecem não ter gastos financeiros?

Fico imaginando eu e a minha querida esposa chegando à cidade e dando de cara com os cartazes: “Hoje estará conosco o famoso pregador Silas Malafaia.” E chega ao congresso o não famoso Malavazia com a sua digníssima esposa, que não se chama Elizete, mas Cláudia. Graças a Deus que o abençoado falou que o outro era famoso e eu achando que era eu. Já parou para pensar que situação eu iria enfrentar e eles?

Meus irmãos, esse ocorrido me fez ver que quanto mais famoso você for, mais honras você recebe, como se a honra estivesse na fama e não na pessoa. Eu não tenho nada contra o pregador ou cantor receber uma oferta por ir a uma igreja para ministrar, o que eu não aceito é essa cobrança que se anda fazendo por aí. Pregadores e cantores cobrando para ministrar e cobrando alto, exigindo coisas que não têm lógica. Eu soube de um pregador que, após pregar, foi convidado a ir à casa de uma família da igreja para jantar. Quando ele viu que o jantar era sopa (pois estava muito frio naquela noite), ele disse para o dono da casa que por “aquilo” ele não dava graças, e foi jantar em outro lugar. Quanta arrogância entre os “famosos”, muitos vieram de lugares pobres, e muitos deles nem tinham o que comer direito, mas basta um pouquinho de fama e já começa o chilique, não como isso, não como aquilo. Onde isso vai parar, meu Deus? Se alguém souber a resposta, me diga, por favor.

Pr. Silas Alves Figueira, que não sabe o telefone do Malafaia.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Você não pode perder o R.U.I.M. Sua história mudará... de novo!


O maior e mais esperado evento gospel do ano! Para VOCÊ, que precisa de um milagre financeiro! A sua história mudará de novo, pois grandes apóstolos e levitas dessa geração de sonhadores apaixonados e adoradores extravagantes estarão profetizando vitória para VOCÊ!

Esse megashow profético, de sete noites de vitória
, reunirá o que há de melhor no mundo gospel. Não perca! Começa nessa segunda-feira, no Estádio do Maracanã. Imperdível! Haverá muita dança profética, atos proféticos, shows de vale-tudo, de street dance, e muita pirotecnia.

Confira a programação, que contará com as presenças de grandes apóstolos, bispos e levitas de nosso tempo:

Segunda-feira: abertura com Benny Ruim. Não convidem os paralíticos, pois a especialidade dele não é levantar pessoas, e sim derrubá-las. Antes de esse super-profeta subir ao palco, vários discípulos seus já estarão assoprando e jogando o paletó sobre o povo, para que caia o maior número possível de participantes.

Terça-feira: Pedir Maiscedo — o maior evangelista do século — estará explicando porque apoia o aborto e abençoará a todos os que trouxerem a sua “preciosa semente”. Com certeza, a sua história mudará... de novo (pelo menos até o dia seguinte).

Quarta-feira: Acerte Acerte Soares explicará porque o Senhor Jesus realizou a obra da redenção no Inferno (onde sofreu pelos pecados da humanidade) e “determinará” a vitória para todos os presentes, mudando a sua história outra vez!

Quinta-feira: Valníquel Milhões dará explicações sobre a sua profecia de que o Arrebatamento ocorreria em um sábado de 2007 e marcará uma nova data sabática para esse grandioso acontecimento, provavelmente para um sábado de 2014, durante a Copa do Mundo, no Brasil...

Sexta-feira: Ludibria Febre cantará e profetizará sobre os sonhos de Deus que jamais morrerão e contra a Ajuda do Alto, enfatizando que a autoajuda está cada vez mais em alta no meio gospel. Sua história terá de mudar outra vez!

Sábado: grande show dançante, com a presença de levitas e adoradores extravagantes, como Régis Daoudesce, Ludibria Febre, André Vaidosão e muitos outros astros do mundo gospel, que cantarão várias canções de sucesso, entre elas “Faz um Milagre Financeiro em Mim”, a qual será apresentada em vários estilos, como forró, pagode, funk e rap.

Domingo: apoteótico encerramento com o homem mais sábio do mundo, Marque Envelope, o qual estará convencendo todos os presentes a marcarem um envelope com um pedido especial, colocando nele R$ 1.000,00 para a compra de mais um avião para o apóstolo Revê Verba Nova viajar pelo mundo levando a
“semente da prosperidade”.

Não perca essa grande Reunião Universal dos Ilusionistas e Milagreiros, o R.U.I.M. Será um evento de muita prosperidade e milagre! Sua história mudará... de novo!

Ciro Sanches Zibordi

Fonte: ciro zibordi