quinta-feira, 9 de junho de 2011

Julgar ou Não Julgar?


Por Helder Nozima

“Não julguem, para que vocês não sejam julgados” (Mateus 7.1).

“Vocês não sabem que os santos hão de julgar o mundo? Se vocês hão de julgar o mundo, acaso não são capazes de julgar as causas de menor importância?” (1 Coríntios 6.2)

Afinal: crente pode ou não julgar? Para algumas pessoas, o verdadeiro cristão é alguém que não julga. Ele sabe o que é o pecado, consegue reconhecê-lo quando ele acontece, mas ele nunca chamará outra pessoa de pecadora. Na verdade, ele sempre se mostrará compreensivo com o pecador, chegando a abrir mão da disciplina eclesiástica, pois, “quem sou eu para julgar o meu irmão?” Outros adotam uma postura mais agressiva: medem a espiritualidade das pessoas por meio de suas obras, não raro chegando ao ponto de criar uma escala espiritual dos crentes, aonde uns são santos e consagrados, e outros são mundanos e depravados. Os mais exagerados chegam até mesmo ao ponto de declarar que algumas pessoas são salvas, e outras não.

Por trás deste debate, está uma questão que é mal interpretada e compreendida nos círculos evangélicos. Afinal, o crente pode julgar? Se sim, quando e como deve ser este julgamento?

1) SIM, O CRENTE PODE JULGAR

Como protestante conservador, entendo que não existe uma parte da Bíblia mais inspirada do que outra. Não acho que os Evangelhos sejam mais inspirados do que as epístolas, ou que a teologia paulina é superior à teologia de Marcos. Ler a Bíblia com este pressuposto significa entender que um ensino dos Evangelhos é tão autoritativo como um ensino contido em uma epístola. Os que dão preferência a uma porção da Bíblia em detrimento de outra acabam com uma teologia parcial e incompleta, além de quebrarem a unidade e harmonia das Escrituras.

Inicialmente, gostaria de dizer que, em algumas circunstâncias, o cristão pode fazer julgamentos. Embora Jesus Cristo tivesse dito que Ele não julgava as pessoas (João 8.15) ou que nós não deveríamos julgar (Mateus 7.1), podemos ver vários momentos em que o Senhor Jesus emitiu juízos:

“Ai de vocês, mestres da Lei e fariseus, hipócritas! Vocês fecham o Reino dos céus diante dos homens! Vocês mesmos não entram, nem deixam entrar aqueles que gostariam de fazê-lo”. (Mateus 23.13).

“Guias cegos! Vocês coam um mosquito e engolem um camelo”. (Mateus 23.24).

“Uma geração perversa e adúltera pede um sinal miraculoso! Mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas” (Mateus 12.39).

“Bem profetizou Isaías acerca de vocês, hipócritas; ...” (Marcos 7.6).

“Respondeu Jesus: Ó geração incrédula, até quando estarei com vocês? Até quando terei que suportá-los? Tragam-me o menino” (Marcos 9.19).

“Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão” (Mateus 7.6).

Estes versículos são apenas uma amostra de vários juízos proferidos por Jesus. Além destes, podemos achar outros, como os ais pronunciados contra Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Lc 10.13-15), a declaração de Cristo a vários judeus que haviam crido nele, dizendo que eles eram filhos do Diabo (Jo 8.44) e várias passagens aonde Cristo diz que quem não crê nele, já está condenado (Jo 3.17-18, 36, etc).

À luz destas passagens, revela-se falso o argumento de que, baseado no ensino dos Evangelhos e no modelo de vida de Jesus, o cristão não pode julgar a ninguém. Cristo julgou a vários grupos de pessoas. Ao contrário de nossa visão suavizada acerca do Senhor, vemos que Ele, em sua ira e verdade, chamou os fariseus de “hipócritas”, disse que não deveríamos jogar pérolas a “porcos” ou dar o que é santo aos “cães”, além de considerar a sua geração como sendo “perversa”, “adúltera” e “incrédula”. Em todos estes momentos, Jesus mediu estas pessoas, achou-as em falta e emitiu um comentário ou juízo sobre eles.

No entanto, alguém pode argumentar dizendo que Jesus, devido a sua condição única de Deus-Homem, tinha o direito de julgar aos outros. Afinal, de acordo com João 5.22:

“Além disso, o Pai a ninguém julga, mas confiou todo julgamento ao Filho”.

Em outras palavras, Jesus pode julgar as pessoas porque Ele é Deus. Ele nunca faria um julgamento incorreto ou impreciso, além de ter todas as qualificações morais necessárias para ser um Juiz. Nós não teríamos esta capacidade.

Mas, apesar de nossas limitações e finitude humanas, o ensino dos apóstolos nos diz claramente que devemos emitir juízos em algumas situações:

“Apesar de eu não estar presente fisicamente, estou com vocês em espírito. E já condenei aquele que fez isso, como se estivesse presente (...) entreguem este homem a Satanás, para que o corpo seja destruído, e seu espírito seja salvo no dia do Senhor” (1 Coríntios 5.3-5).

“Mas agora estou lhes escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer” (1 Coríntios 5.11).

“Pois tais homens são falsos apóstolos, obreiros enganosos, fingindo- se apóstolos de Cristo” (2 Coríntios 11.13).

“Mas eles difamam o que desconhecem e são como criaturas irracionais, guiadas pelo instinto, nascidas para serem capturadas e destruídas; serão corrompidos pela sua própria corrupção! Eles receberão retribuição pela injustiça que causaram. Consideram prazer entregar-se à devassidão em plena luz do dia. São nódoas e manchas, regalando-se em seus prazeres, quando participam das festas de vocês” (2 Pedro 2.12-13).

“De fato, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em corpo. Tal é o enganador e o anticristo. Tenham cuidado, para que vocês não destruam o fruto do nosso trabalho, antes sejam recompensados plenamente. Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas vai além dele, não tem Deus, quem permanece no ensino tem o Pai e também o Filho. Se alguém chegar a vocês e não trouxer esse ensino, não o recebam em casa nem o saúdem. Pois quem o saúda torna-se participante das suas obras malignas” (2 João 7-11).

Vemos portanto que três apóstolos, Paulo, Pedro e João julgaram a pessoas em seu tempo. Na verdade, é impossível cumprir alguns mandamentos sem que se avaliem as pessoas. Paulo disse que não devemos nos associar a quem diz que é cristão, mas é imoral, avarento, idólatra, entre outros. Para que eu obedeça a este mandamento, preciso olhar para a vida do cristão e ver se ele incorre em algum destes erros. João diz que não devemos nem saudar aqueles que negam a encarnação de Jesus e os hereges que vão além do ensino de Cristo. De igual modo, para que eu obedeça à instrução de João, devo julgar a meus semelhantes cristãos.

O bom senso também nos mostra que fazemos julgamentos o tempo todo. Na hora de escolher um pastor, presbítero ou diácono, nós devemos julgar o caráter do candidato à luz das exigências bíblicas (Tt 1 e 1 Tm 3) e ver se ele é aprovado para a liderança da Igreja. Quando convidamos alguém para pregar, também examinamos a vida e o ensino do pregador, pois, caso ele seja um herege, entregar-lhe o púlpito significa causar transtornos à Igreja de Cristo.

Vemos também, à luz destes versículos, que a disciplina eclesiástica também é uma ordenança divina. O próprio Senhor Jesus nos dá base para a exclusão de membros em Mateus 18.17:

“Se ele se recusar a ouvi-los, conte à igreja; e se ele se recusar a ouvir também a igreja, trate-o como pagão ou publicano”.

2) COMO JULGAR E COMO NÃO JULGAR AS PESSOAS

Esclarecido, pois, este primeiro ponto, precisamos analisar agora como as pessoas devem ser julgadas.

Olhando para o exemplo de Jesus, vemos que os religiosos que não vivem aquilo que pregam são dignos de julgamento. Os fariseus foram criticados por Jesus por serem hipócritas. Eles, por exemplo, davam o dízimo de temperos, mas negligenciavam a justiça, a misericórdia e a fidelidade (Mt 23.23). Jesus também condenou os fariseus por sua doutrina distorcida (Mt 23). Olhando para os evangelhos, também vemos que os fariseus eram pessoas que impediam o acesso de outros pecadores ao caminho da salvação (Mt 23.13), orgulhosas acerca de sua fé (Lc 18.9-14) e resistentes ao ensino de Jesus, chegando até mesmo a atribuir as obras de Jesus ao próprio Satanás (Lc 11.14-15).

Jesus também julgou a sua geração por querer tentar a Deus, pedindo um sinal. Na verdade, a multidão não queria acreditar em Jesus, eles não tinham fé. Pela mesma razão, Jesus teve vários embates com a multidão ao longo do Evangelho de João. Jesus apontava o pecado da incredulidade para aqueles que se recusavam a admitir suas falhas. O Senhor também julgou os "cães" que rejeitam o seu Evangelho, chegando a dizer que não deveríamos lhes atirar as nossas pérolas (o Evangelho).

Os pecadores resistentes, aqueles que se recusam a admitir o seu pecado (como Ananias e Safira ou os fariseus), os hereges que não aceitam correção (como os falsos apóstolos descritos por Paulo), os que se fazem passar por irmãos, mas não o são (os fariseus e os homens com os quais não devemos nos associar), os imorais que não se arrependem de seu erro e continuam a praticá-lo (o caso de disciplina mostrado em 1 Coríntios 5), todos estes são exemplos de pessoas que são passíveis de julgamento.

Mas não devemos condenar os pecadores que reconhecem seu erro e se arrependem. A adúltera apresentada a Jesus (Jo 8.1-11), o publicano Zaqueu (Lc 19.1-9) e a pecadora que ungiu os pés de Jesus (Lc 7.36- 50) são exemplos de pessoas que foram julgadas pelas pessoas que os cercavam, mas que não foram julgadas por Jesus. Tratavam-se de pecadores que estavam buscando o arrependimento, corações que tinham sede de Jesus e que não foram resistentes ao Evangelho. O pecador que sabe a gravidade de seu pecado e que está lutando para abandoná- lo e se aproximar de Deus, deve ser acolhido.

Jesus também não julgou os pecadores que ainda não tiveram a oportunidade de aceitá-Lo ou rejeitá-Lo. Ele andava com os publicanos e pecadores (Mt 9.10), provavelmente evangelizando-os. O pecador que não participa da Igreja e que não rejeitou definitivamente o Evangelho deve ser evangelizado, e não condenado. Sobre isso, vale a pena ler 1 Coríntios 5.12, que dá a entender que não devemos julgar aqueles que estão fora da Igreja:

“Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro?”

Isso não quer dizer que não devemos falar para os incrédulos sobre os seus pecados. Ao contrário, toda evangelização séria mostrará, com clareza, que todos somos pecadores e merecedores de uma condenação eterna. Mas isso não nos dá o direito de condená-los, a nossa primeira preocupação deverá ser a de evangelizá-los, e, caso eles não aceitem o Evangelho, deixá-los e pregar o Evangelho a outros incrédulos (Mt 10.11-16).

Aquele que julga também deve ser uma pessoa de moral. Caso contrário, ela estará desqualificada para fazer qualquer julgamento:

“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, e não se dá conta da viga que está em seu próprio olho? Como você pode dizer ao seu irmão: Deixe-me tirar o cisco de seu olho, quando há uma viga no seu? Hipócrita, tire primeiro a viga do seu olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão” (Mt 7.3-5).

“Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas” (Rm 2.1).

Um adúltero não pode disciplinar outro, um ladrão não pode disciplinar outro ladrão, e por aí vai. Antes de alguém querer julgar a seu semelhante, convém recordar Mateus 7.2, que diz que:

“Pois da mesma forma que julgarem, vocês serão julgados; e a medida que usarem, também será usada para medir vocês”.

Uma última palavra deve ser dita. Condenar a alguém não significa tripudiar sobre a pessoa, nem caluniá-la ou ficar fofocando sobre o pecado alheio. Em Mateus 12.20, lemos que Jesus “não quebrará o caniço rachado e não apagará o pavio fumegante”. Jesus não foi enviado para condenar o mundo, mas sim para salvá-lo (Jo 3.17), e nem mesmo o arcanjo Miguel fez acusações injuriosas contra Satanás (Jd 9). A disciplina eclesiástica ou a condenação de alguém são eventos que devem despertar em nós tristeza e pesar, e não fofocas ou prazer. Se vemos que alguém está se desviando do Evangelho ou pregando heresias, o nosso objetivo principal deve ser conduzir o pecador ao arrependimento e a restauração. Caso a disciplina seja indispensável, ela deve ser feita com seriedade, amor e tristeza, sempre objetivando o arrependimento, e não a condenação eterna do pecador. E com muito temor também, afinal, não somos pessoas perfeitas e ninguém deve ser julgado ou condenado injustamente.

Espero que este estudo possa nos ajudar a entender melhor a questão da disciplina e possa nos dar uma visão bíblica e equilibrada sobre esta delicada questão que é a de julgar os outros.

Fonte: Monergismo

Nossa Depravação


Por J. I. Packer

A Bíblia é enfática ao dizer que o estado de pecado é absolutamente universal. É natural e inevitável que cada pessoa peque. "Pois não há homem que não peque" (1 Rs 8.46). "Todos, tanto judeus como gregos, estão debaixo do pecado... todos se extraviaram... não há quem faça o bem, não há nem um sequer... pois todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Rm 3.9, 12, 23). "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós" (1 Jo 1.8). A Bíblia explica essa pecaminosidade universal em termos de solidariedade dos homens com Adão (cf. 1 Co 15.22; Rm 5.12 ss.). Adão, ao transgredir, tornou-se pecador por natureza. E os descendentes de Adão já nascem pecadores, e, assim, pecam por natureza. O nome tradicional daquela disposição inerente de antipatia contra Deus e contra a sua lei, que temos herdado de Adão, é pecado original — nome esse que, embora não figure na Bíblia, é muito apropriado, quer consideremos que essa disposição é herdada por nós do primeiro homem, quer pensemos que ela encontra-se em nós desde nossa concepção, ou quer achemos que todos os nossos atos de pecado se originam dela. A Bíblia intitula essa disposição de "a carne", ou "o pendor da carne" (Rm 8.7), ou simplesmente "o pecado que habita em mim" (Rm 7.20; examine os vv. 8-13). Essa atitude controla e determina a conduta de cada homem que não está em Cristo. Onde o Senhor não governa, o pecado o faz.

A descrição bíblica sobre o estado de pecado inclui estes pontos:

1. É um estado de condenação. Isso nos mostra a relação do pecador para com Deus como Juiz, bem como para com os requisitos penais de sua lei, a qual declara: "A alma que pecar, essa morrerá" (Ez 18.20). "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Rm 8.1) — à parte de Cristo, todos os homens estão sob sentença de morte, tanto devido às suas delinqüências pessoais (cf. Rm 1.32; 2.8, 9), como por causa de sua solidariedade com Adão. Assim como os crentes são justificados por causa de Cristo, por ter-lhes sido imputada a retidão dEle, assim também aqueles que não têm a Cristo são con¬denados por causa de Adão, por lhes ser imputada a transgressão dele. Isso não significa, entretanto, que eles sejam tidos como se tivessem praticado pessoalmente o pecado de Adão, e, sim, que Adão pecou representativamente, em sua capacidade pública de cabeça da raça humana, e que todos os homens estão envolvidos nas conseqüências penais de seu ato pecaminoso. A obrigação penal que nos cabe, em virtude de nossa ligação com Adão, com freqüência tem sido chamada culpa original, estando essa culpa incluída na definição do pecado original.

Em Romanos 5.12 e 15.19, Paulo desdobrou essa noção da culpa original — a idéia é que, quando um pecou, "todos pecaram", e, em razão desse ato, "tornaram-se pecadores".

2. É um estado de contaminação. Isso nos mostra a relação entre o pecador e o Deus santo. Nos dias do Antigo Testamento, Deus muito ensinou, através de vários tabus e rituais de pureza, sobre questões de higiene e de hábitos alimentares, que há coisas que tornam o homem incapaz de ter comunhão com Ele, pois contaminam o homem, tornando-o sujo e, em conseqüência, repelente e inaceitável aos olhos de Deus. Nosso Senhor eliminou e cancelou esses preceitos simbólicos, tendo dito en-faticamente que aquilo que contamina o homem não são os alimentos, mas o pecado. "Assim vós também não entendeis? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar...? E assim considerou ele puros todos os alimentos. E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura" (Mc 7.18 ss.). Isaías aprendera a lição há séculos. Quando ouviu os serafins proclamarem no templo a santidade de Deus, foi compelido a exclamar: "Ai de mim!... porque sou homem de lábios impuros". Ele foi forçado a reconhecer-se incapaz de ter comunhão com Deus, e, de fato, "perdido" — condenado — face a reação adversa que o Deus santo certamente demonstraria para com a sua imundícia (Is 6.3-5).

3. É um estado de depravação. Isso nos mostra a relação entre o atual estado do pecador e a imagem de Deus, na qual ele foi criado. Em essência, essa imagem era a retidão (cf. Ec 7.29). Conforme fora criado por Deus, o homem possuía uma mente conhecedora da vontade de Deus e um coração que se regozijava nessa vontade, amando-a e praticando-a. Fazia parte da natureza do homem, então, ser santo, como Deus é santo. No entanto, não é assim agora. A mente humana está entenebrecida no tocante às realidades espirituais, a sua vontade se alienou da vontade de Deus, a sua consciência é insensível à voz de Deus (cf. Ef 4.18, 19). O homem tornou-se não apenas fraco, mas tam¬bém mau aos olhos de Deus; e agora é inegavelmente perverso e ímpio (Rm 5.6). Moral e espiritualmente, o caráter do homem estampa a ima¬gem de Satanás, e não a de Deus. Ora, é precisamente isso o que a Bíblia quer dizer quando fala sobre o homem caído no pecado como "filho do diabo" (Jo 8.44; Mt 13.38; At 13.10 e 1 Jo 3.8).

Essa depravação, essa distorção da imagem de Deus, é comumente e corretamente tida como total: não no sentido que no homem tudo é tão mau quanto possa ser, mas no sentido que no homem coisa alguma é tão boa quanto deveria ser. Nada do que o homem faz é bom, nem o exercício de quaisquer de suas faculdades tem qualificação aos olhos de Deus. Até mesmo quando certos homens de moralidade "procedem por natureza de conformidade com a lei" (o que ocorre com certa fre¬qüência — Rm 2.14; cf. Mt 7.11), seus corações mostram-se errados. Cada ação deles é viciada, voltada de alguma maneira para seus próprios interesses, pois o motivo do pecador sempre é algo mais (e, portanto, sempre algo menos) do que o puro amor a Deus, a pura consideração para com a vontade de Deus e ó puro desejo por sua glória. Em cada ato humano, em algum ponto, manifesta-se sempre a corrupção. Deus, que lê o coração, vê tudo isso, mesmo quando o homem nada percebe. "Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum" (Rm 7.18).

4. É um estado de incapacidade. Isso nos mostra a relação entre o pecador e Deus na qualidade de Legislador, e os preceitos de sua lei. Deus não alterou a sua santa lei, desde a Queda (e como poderia Ele fazê-lo?). Ele continua exigindo de nós um perfeito amor a Si e ao nosso próximo. Seu direito de ordenar e a retidão daquilo que Ele ordena não é afetado pela depravação de nossa natureza. O que foi afetada foi a nossa capacidade de obedecer aos seus mandamentos. Antes de cair no pecado, Adão tinha em si esta capacidade de obedecer a Deus, mas nós não a temos. Como podemos amar a Deus, se o impulso que vem do mais profundo de nosso ser é inimizade contra Ele? Para nós, isso é simplesmente impossível. "O pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar. Portanto, os que estão na carne não podem agradar a Deus" (Rm 8.7, 8). E quando Deus ordena àqueles que estão na carne que se arrependam (At 17.30) e confiem em seu Filho (Jo 6.28, 29), eles não podem atender enquanto seus corações não forem renovados (cf. Jo 3.5; 6.44; 1 Co 2.14).

Em vista disso, nossa vontade é livre? A resposta mais simples e direta é que nossa vontade é livre, mas nós mesmos não somos. Nossa vontade é livre no sentido que temos a capacidade de fazer aquilo que queremos, no campo das ações morais; mas nós mesmos, como descendentes de Adão, somos escravos do pecado (Jo 8.34; Rm 3.9; 6.16-23). Isto significa que, de fato, jamais haveremos de querer, com todo o nosso coração, fazer a vontade Deus. Portanto, em seu estado pecaminoso, o homem jamais pode agradar a Deus. A tragédia do homem jaz precisamente no fato que a sua vontade é livre e que ele tem o poder de fazer aquilo que quer e escolhe fazer; mas, aquilo que ele quer e escolhe é sempre, de alguma forma, para a autoglorificação, e, portanto, é pecaminoso e ímpio, resultando que tudo quanto o homem faz serve para aumentar a sua condenação.

5. E um estado de ira. Esse termo nos mostra a relação entre o pecador e Deus na qualidade de Rei e, como tal, Juiz (pois nos tempos bíblicos os reis eram juízes, assim como, antes da monarquia, os juízes de Israel na verdade eram reis). No Antigo Testamento, o Rei divino é um guerreiro que batalha contra seus inimigos, impulsionado pela ira, a fim de levá-los à ruína. No Novo Testamento, os pecadores são os inimigos do Rei divino (Rm 5.10) e estão sob a sua ira (Rm 1.18 ss.). O Senhor de todas as coisas, que é o Juiz de toda a terra (Gn 18.25), está agora contra eles. Ora, se Deus está contra os pecadores, segue-se que todas as coisas também lhes são contrárias. Deus governa o seu mundo, mas não para o bem dos pecadores (Rm 1.18-2.16; 1 Ts 2.14-16; Ap 6.15-17).

6. É um estado de morte. Na Bíblia, a morte e a vida não são conceitos primariamente fisiológicos. Antes, são conceitos espirituais e teológicos. A vida significa comunhão com Deus, na experiência de seu amor; a morte significa estar sem esse privilégio. Os pecadores estão num estado de morte (Ef 2.1) e não têm qualquer outra expectativa, senão a de continuarem nesse mesmo estado (Rm 6.23).

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Entrevista com Rosania Rocha, a esposa ou esposo, de Lanna Holder


A unica coisa que ainda me impressiona é o esforço que essas pessoas fazem para que tudo pareça tão normal. É como se existissem dois "deuses" e dois "cristos". Um desaprova com veemência a conduta homossexual, o outro tolera, aceita, acolhe. É como se em um mesmo universo coisas tão antagônicas pudessem coexistir no mesmo espaço. O "jesus paz e amor", ele não fala em justiça, para ele não existe pecado, o céu é um lugar lindo, maravilhoso e certamente todos irão para lá. O que importa é o amor?! francamente...

...Agora ela também se apresenta como pastora

Pr Anselmo Melo

Blog Ex Hetero: Muito obrigado por aceitar nosso convite e nos dar o privilégio de conversar com você. Onde você está morando atualmente? Já voltou pro Brasil e agora pra ficar? Você está solteira ou casada?

Rosania Rocha: Eu que agradeço.. :) Moro no Brasil agora, divido minha vida aqui e nos Estados Unidos, meu filho esta lá estudando... entao, meu coração também continua lá. :)

Blog Ex Hetero: Seus dois últimos trabalhos foram pentecostais, mas parece que agora você está trabalhando em um CD Pop Rock. Decidiu mudar de estilo? Será um CD gospel?

Rosania Rocha: Sim é verdade, meus trabalhos sempre foram pentencostais, mas porque eu sou petencostal mesmo! O que eu não sou é de acreditar que pentecoste se baseia em simplesmente um jeito de cantar ou um tipo de levada musical em relação a cantar mesmo... acredito de verdade , que o pentecoste vem ate mesmo em uma brisa , em uma palavra, em uma musica a capela... eu sempre tive uma levada mais pop/rock, soul... misturadinho srsrs na verdade eu me vejo muito evoluída em tudo na área do meu jeito de adorar, mas ainda não tive oportunidade de mostrar , nem antes também , mas com certeza meu louvor sempre será do SENHOR, para ELE E POR ELE, talvez eu trilhe caminhos diversificados, dos de antes, mas a minha direção será sempre meu MESTRE! Acredito, também que o artista canta o que vive quando é genuíno... eu vivo Cristo! E fui chamada para uma grande obra e não poderei descer daqui!!!

Blog Ex Hetero: Como foi que sua família e amigos reagiram quando souberam de sua sexualidade? Como eles te tratam hoje? Você precisou de apoio psicológico nesse processo?

Rosania Rocha: Os que eram meus amigos mesmo ficaram do meu lado (risos), quanto a minha família, sempre respeitamos uns aos outros, nunca fomos de muito grude (risos) sempre fomos diretos no que pensamos e ninguém entra na vida do outro... cada um reagiu como lhe devia. Me tratam normalmente, e estamos juntos sempre que podemos. Quanto a apoio psicológico, eu sempre tive pé no chão , eu sempre me achei muito pronta para ser verdadeira não só neste assunto mas em tudo que me rodeia... tipo assim, fui lidando com tudo naturalmente sem culpar ninguém, nem a mim mesma... sabia que não era por ai.

Blog Ex Hetero: Como foi enfrentar a comunidade evangélica após o escândalo que envolveu você e uma grande pregadora do meio gospel. Houve ajuda ou rejeição? Alguém te estendeu apoio? Quem?

Rosania Rocha: Isto sim foi difícil, porque eu amava aquele ministério do qual eu era membra a dez anos... construi junto aquela história e amava aquelas pessoas todas... fui rejeitada sim , claro é de praxe né? O ser humano se acha no direito de julgar e achar que sabe tudo! Mas recebi de pessoas que nunca imaginava , nem conhecia, apoio e isto foi o suficiente naquela época! Mas apoio mesmo, tive do meu irmão mais velho, ele foi naquele momento o único que lutou por mim, no sentindo de que eu me encontrava totalmente sem chão, ele foi meu amigo meu pai, meu irmão. E comprou minha briga que na época não foi pequena , mas isto é outra história! :)

Blog Ex Hetero: Você chegou a se submeter a algum tratamento de reversão sexual? Em algum desses movimentos de “libertação para gays” como aExodus Internacional, que é bastante popular nos EUA, ou algum similar? Se sim, como foi essa experiência e como passou por ela?

Rosania Rocha: Sim, (risos) eu tentei de tudo para sentir aceitação e paz novamente e por isso busquei os tratamentos que me “curassem” ou me “libertassem” seja qual fosse a suposta solução! Queria que me olhassem como antes, pois na minha mente eu era a Rosania de sempre, lutadora, verdadeira, amiga, falha, todavia eu mesma! Tentei a cura interior, regressão, quebra de maldição, desligamento de alma, quebra de vínculo e o que podia me ser oferecido como solução, afinal eu fiquei a mercê de tudo, uma vez que me vi sozinha e não entedia nada sobre isto mas queria ser o que esperavam de mim. O que fez a diferença naquele momento foi eu sempre ter muita intimidade com Deus, o que me era indispensável desde pequena. E foi na lembrança do que havia vivido que naquele momento em meio a tudo aquilo eu me permitir ser conduzida por Ele, por entender que somente Deus tem o poder de efetuar em minha sua vontade. Assim fui aprendendo, crendo que se Ele quisesse o faria, principalmente ao enxergar em mim o anseio de agradá-Lo.

Blog Ex Hetero: Como e quando você ampliou sua visão espiritual para a teologia inclusiva? Foi difícil esse processo? Precisou quebrar seus próprios tabus e preconceitos?

Rosania Rocha: Foi um processo diário que gradativamente ampliou-se através de cada experiência diária e continua. Não vejo diferença no cristão, o CRENTE EM JESUS é crente e pronto! E no mais a mais, no que eu acredito não mudou nada ,continua sendo o mesmo JESUS que salva , liberta e leva para o céu sem fazer acepção de pessoas, acolhe a todos que vem ate Ele e eu tenho sua GRACA que é abundante sobre mim! Sem dúvidas o processo foi dia a dia, mesmo porque nunca fui preconceituosa, mas quanto a tabus, sim aqueles que vc nem entende direito, mas esta lá só porque todo mundo vê, sabe como? Porém no momento de reagir, eu soube em Deus encontrar o caminho sem desesperar e isso eu sei é uma jornada constante!Somos todos inacabados e sempre no processo de aprendizado e crescimento.
Blog Ex Hetero: Você já fez teologia ou algum curso ministerial? Nosso blog teve acesso a uma informação que você assumirá um posto ministerial em breve, é verdade? Você se sente preparada para assumir uma função de tamanha responsabilidade?

Rosania Rocha: Fui consagrada a pastora há muitos anos atrás e sempre desenvolvi o meu chamado na igreja trabalhando para o Senhor em tempo integral então aprendia muito, estudava muito, investindo no meu ministério como cantora também, dando meu talento e minha vida em prol da obra do Senhor naquele país (USA). Não me vejo longe do trabalho do Senhor, e sempre coloquei tudo a disposição Dele, não será diferente agora; o que tenho a dizer? Bom, fico com a certeza de que Aquele que chama, também capacita e com certeza envia, respaldando em todo o tempo, suprindo em glória. Por isso tenho crido que Aquele que começou a boa obra em minha vida a aperfeiçoará! Estou nas mãos Dele! :)

Blog Ex Hetero: O preconceito, principalmente por parte das igrejas evangélicas é muito grande. Como você tem se preparado para enfrentar a fúria de pastores como o Silas Malafaia e Marco Feliciano?

Rosania Rocha: Eu sou uma cristã queiram eles ou não, a opinião deles é direito deles. Por outro lado eu nunca simpatizei com o jeito colérico do pastor Silas, desde a quando nos visitava por lá, porque acho que vai contra o que deveríamos realmente salientar: O AMOR, a mansidão, afinal isso é tão bonito, uma pessoa mansa, tranquila... Agora o pastor Feliciano, é um antigo colega, foi meu amigo quando precisei. Eu o admirei sempre, porque sempre o vi na postura de ficar na dele neste sentindo, como eu nao tenho acompanhado as coisas aqui no brasil diretamente , nao tenho nada a pensar a este respeito se nao a impressao que sempre tive dele antes! Vamos ver, espero que ele continue a mesma benção de sempre se importando diretamente com as almas!

Blog Ex Hetero: Como citei, acima o preconceito por parte das igrejas evangélicas à comunidade homossexual é muito grande. Falando do Pr. Ouriel de Jesus e sua família, que tiveram uma participação tão fraterna no início da sua vida ministerial, como você pretende lidar com a possível repressão que possa vir de um “amigo” e pastor de tamanha visibilidade no meio gospel?

Rosania Rocha: Ele foi sim junto com sua família participantes da minha vida durante os meus dez primeiros anos nos Estados Unidos, anos estes seguidos de muita busca e conquistas para todos nós naquele lugar! Eles eram como pais e irmãos para mim, afinal tudo era tão novo e ao mesmo tempo assustador naquele país. Nesse ínterim eles me ajudaram, e também me deixaram colaborar e participar com o talento que Deus tinha me dado, e essa era minha maior alegria: servir ao Senhor. Eu sei que foi Deus foi quem quis me honrar naquele lugar... por isso a repreensão daqueles que se ausentaram nos momentos mais decisivos e difíceis, não valeria agora... muito menos alguém que não participou dos momentos mais agonizantes e terríveis quando mais precisei... não é ser cruel, é ser realista... eu só ouviria a repressão de quem esteve perto de mim e estes são os que mais importam para mim, realmente! Agora ao fato de visibilidade, afff, não me intimida nem um pouco esta posição de quem quer que seja! Respeito a todos,mas não temo ao homem!

Blog Ex Hetero: O nosso blog começou uma campanha chamada#CristoesPelaPLC122. Qual sua opinião sobre o projeto de lei que pretende criminalizar a homofobia no Brasil e que alguns grupos religiosos tem chamado de mordaça gay?

Rosania Rocha: Eu estou angustiada com o tratamento humano aqui no Brasil , não só homofóbicos mas de tudo! Os cristãos ao invés de pregar a paz, incitam a guerra, a dor! É bíblico! Quer saber de uma coisa? A esperança é Cristo e se nós sendo cristãos agimos assim, hostilizando, jogando fora os que o Senhor quer trazer, menosprezando misturando aos que não sabem amar, quem nós somos? Para mim não conhecem a Cristo aqueles que tal coisa fazem, e eu não apoiaria tal ato! Sob nenhuma situação nem agora nem nunca! Então esta acontecendo aquilo que Deus quer, caminhos abertos, igrejas que acolhem, leis que protegem, isto e Deus purinho! Só não vê quem não quer! Deus não vai perder para o inimigo! Ele trará sim as almas, almas estas que ELE conhece e acompanha nas caladas da noite quando ninguém os vê gritando por socorro, por misericórdia e amor! Deus não vai deixar eles morrerem! Se o povo “cristão” não quer, não quis, e não sabem lidar, então Deus está levantando , preparando, quem quer e sabe entender a situação através da ótica do Pai amoroso que é o nosso Deus, e acolher a certeza de que SOMENTE O PAI PODE JULGAR OU DEFINIR O SENTIMENTO DE UM SER HUMANO! Prestem atenção, DEUS NUNCA PERDE!

Blog Ex Hetero: Temos visto um grande assédio por parte da mídia com relação a Igreja Cristã Contemporânea dos pastores Fábio Inácio e Márcio Gladstone, que frequentemente aparecem em programas de TV, radio, jornais, revistas e sites. E com relação a essa curiosidade da mídia? Como pretende lidar com esse assédio?

Rosania Rocha: Eu vivi muito tempo fora do país e acabei de chegar, então, não estou por dentro de tudo, mas a gente sempre ouve algumas coisas aqui e ali... A mídia é sempre curiosa e sempre fazem o seu trabalho e um pouco mais não importa como! Quanto a eu lidar não sei ainda... Eu vivo muito seriamente tudo que eu abraço e isto torna as coisas mais simplificadas para mim em todos os ângulos... Sei que terei muito chão para andar, mas sempre fui destemida, agora não será diferente!

Blog Ex Hetero: O que você diria aos jovens cristãos que estão desiludidos por não conseguirem se libertar e encontrar uma cura para homossexualidade?

Rosania Rocha: Eu digo: “Queridos, não se precipitem nas suas vidas, não se desesperem , busquem a Deus o dia todo! Todo tempo! Não se iludam em viver a vida que outros querem para você, porque se funcionasse não estaríamos tao afligidos agora! Não interfira na vida de um terceiro, colocando uma pessoa na sua vida para se esconder do que você não pode fugir! Não faça isto! O único direito que é seu é o de se encontrar em Deus e esperar nEle! Pelo amor do Pai, não entre em desespero seguindo caminhos errados por se sentirem só! Você não está só! Deus tem um projeto para sua vida, do jeito que você é , se aceite e deixe o resto nas mãos do Todo Poderoso! Ele não te abandonará nem te jogará fora, Ele te mostrará o caminho, e te ensinara seu papel neste mundo! Não se entregue, CONTUDO A UMA ESPERANCA! JESUS CRISTO é SUA BANDEIRA, ELE TE AMA! Ele não te fez para depois refazer... CONFIA NELE!

Fonte: Ex-hetero Via: A Pedra

terça-feira, 7 de junho de 2011

Lições das Selvas, de Mato e de Pedra.


Por Jáder Borges

Em geral as crianças daquela localização são ‘respondonas’ e seus pais precisam falar 3, 4 ou 5 vezes com ameaças e gritos antes de os filhos obedecerem. Nem sempre os gritos fazem efeito por muito tempo e nem sempre a obediência dos filhos, depois dessa ‘guerra de nervos’, se mantêm. É uma luta e os adultos e os mais idosos do lugar não sabem o que fazer.

Filhos chegam a bater em seus pais; andam soltos, fazendo o que querem; se não querem dormir, não dormem, e só fazem mesmo o que têm vontade. E vontade de obedecer eles definitivamente não tem. As crianças reinam, soberanas e logo cedo se metem em muitos vícios.

Não. Não estou me referindo a nenhuma cidade grande e nem tirei esta cena de uma casa, de um shopping, ou de um condomínio de luxo em São José dos Campos. Estou me referindo a crianças indígenas; a algumas crianças ianomâmis para ser mais exato, no mais distante interior da selva amazônica.

Uma região rude, formada por gente rude, com traços acentuados de desrespeito. E os missionários que presenciaram estas cenas pensaram: “a civilização chegou às aldeias indígenas!””Não. Não foi a civilização. Foi falta de educação, falta de ensino, falta de regras e de limites claros, falta de referencias, falta de adultos comprometidos com o bem-estar social e até mesmo a falta de amor de pais para com os filhos, pois, quem ama educa, põe limites e também corrige desde cedo.

Aquelas crianças ianomâmis não respeitam seus pais.

E as nossas? E os nossos filhos? Quais lições poderíamos tirar das informações acima? Muitas! Mas, por espaço, trabalharei com cinco delas:

1. O ser humano é pecador e mau desde o início – A cascavel que sai do ovo não é menos cascavel que outra, adulta. Só necessita de tempo. Pouco tempo para fazer o que a outra cascavel faz, e até com mais intensidade. Os nossos filhos nasceram em pecado: O Salmo 51.5 afirma que elas (nós!) nasceram em iniqüidade (veja, também, o Salmo 58.3). É o que nos diz a Palavra de Deus. Não sendo orientados poderão promover situações impressionantes. Não conhecendo a Graça de Deus poderão enveredar por terríveis caminhos. Nossos filhos precisam de Deus e da Sua Palavra logo cedo. No ensino e na prática da mesma, e isso urgentemente, a partir do lar. A Palavra de Deus restaura a alma (Sl 19,7). Só a Palavra do Deus Altíssimo tem esta capacidade, no poder do Espírito Santo.

2. Não é uma questão de Educação – Refiro-me ao conceito de Educação como o privilégio que alguém tenha ao acesso de informações, pois, vivemos na geração que mais recursos tem e que mais acessos à Educação dispõe. Contamos com Universidades, melhores colégios e recursos tecnológicos que os ianomâmis não têm, é verdade. Mas, tanto na selva como em muitos centros urbanos (Rio, São Paulo, Londres, Paris) as crianças destes locais também têm protagonizado as mesmas coisas: rebeldia e desrespeito. Não é uma questão de Educação, mas de vidas transformadas pelo Poder de Deus (Rm 1.16). E o evangelho é também para as crianças que, alcançadas pela maravilhosa Graça de Jesus, poderão e deverão aprender o caminho em que deverão andar (Pv 22.6). Não os caminhos de morte (PV 14.12), mas seguindo e amando Jesus Cristo, o Caminho (Jo 14.6).

3. Os pais precisam criar os seus filhos – Deus deu filhos a um homem e a uma mulher como uma bênção, a bênção do “crescer e multiplicar”. Gerar filhos é muito bom e eles são chamados também de “herança” na Bíblia (Sl 127.3). Mas, cuidado: eu já vi muita gente herdar fortunas e em pouco tempo perder tudo, transformando a herança em grande dívida. Tem muita gente neste mundo em dívida com a sociedade. Seus filhos passaram a ser procurados da Justiça.

Já vimos que Deus deu filhos aos homens, mas, você já parou para pensar por que Deus deu pais aos filhos? Por que Deus permitiu que você fosse pai? Qual sua importante função diante dos seus filhos? Criá-los na disciplina e na admoestação do Senhor (Ef 6.1;4). Filhos devem obedecer aos pais e os pais devem dar a atenção aos filhos em todos os aspectos, acompanhando-os bem e de perto, em amor. Isso é criar. Fugir do padrão de Deus e assumir outros ‘mais modernos’, é fingir que cria. E quem não cria certo, o erro logo domina. Deus deu pais aos filhos para que estes, antes de tudo, reconheçam que seus pais lhes são autoridades dadas pelo Criador sobre e para as suas vidas e os obedecem. Seus filhos lhes vêem assim? Ou vocês andam precisando gritar muito com eles? Os pais ianomâmis reconheceram que perderam. E vocês? O verbo CRIAR é mais sério e mais importante do que os outros verbos que muitos pais têm colocado na frente, tais como, CONTRATAR uma babá; PAGAR o melhor colégio; DAR tudo do bom e do melhor, MANDAR os filhos para a Disney, não como passeio, mas como pagamento de um resgate, tipo seqüestrador; como se o filho ou a filha tivesse dito (imposto): “só te dou um pouco de descanso se eu for para a Disney!”

4. Cuidado: pais crentes podem ver os seus filhos crescerem descrentes – Peço que vocês prestem atenção nestas palavras do pastor e meu amigo David Merk: “…Paulo identificou desobediência aos pais como uma das características dos últimos tempos (2 Tm 3:2). Parece que Satanás, sabendo que seu tempo é limitado, está fazendo de tudo para minar o alicerce de lares cristãos, especialmente no relacionamento pai-filho. Infelizmente, desobediência de filhos aos pais também caracteriza muitas famílias da igreja. Precisamos de um reavivamento verdadeiro. Conforme Efésios 5:18-6:4 isso começa no lar, com pessoas cheias (controladas) pelo Espírito de Deus, que usa a Palavra de Deus para nos transformar à imagem de Deus”. E eu diria: filhos aprendem a amar e a servir a Deus em casa. E a Igreja nos ajuda e a todos nos abastece, ensinando a Palavra. O Departamento Infantil (DI) é uma bênção e deve sempre procurar investir e melhorar nos seus serviços. Poderão os professores e as professoras do DI levar o seu filho a um encontro real e salvador com Jesus Cristo? Claro! Que ótimo! Mas nada que em casa não tenha sido já iniciado, ou que não seja ali mantido.

5. Crianças podem aprender o certo logo cedo. E podem amar e servir a Jesus! – Não escrevo para desanimar e nem para acusar ninguém, antes, escrevo para alertar. E quem tem ouvidos para ouvir, ouça enquanto é tempo e enquanto há tempo! Pais, amem de fato os seus filhos e quem ama educa, ensina, põe limites e acompanha. Eu nunca vi ninguém reclamar quando adulto, do acompanhamento e da boa criação que recebeu de seus pais quando criança. Pelo contrário: estes sempre lembram com louvor e até enfatizam: “isto eu aprendi com os meus pais!” Filhos que aprendem são filhos que se livram de muitas ciladas de Satanás. Estarão mais atentos às más companhias e as perceberão logo, com tempo hábil para o sadio afastamento; saberão dos efeitos prejudiciais do álcool e das demais drogas e eles mesmos decidirão que “ficar” não é uma boa e nem honra a Deus e nem à pessoa (seu próximo), saberão cuidar do próprio corpo e preencherão a mente com a Palavra de Deus! Quantos benefícios! E olha que eu só citei alguns! Então, por que não criar os filhos no temor do Senhor e começar já?! Pais, vocês ainda podem recuperar o tempo perdido. É mais fácil, mais rápido, mais eficiente e melhor do que tentar recuperar o filho perdido!

O Evangelho chegou às selvas!

Há muito tempo li uma reportagem na Revista Veja que mostrava o dia-a-dia de diversas aldeias indígenas nos interiores desta imensa pátria brasileira. Narrava a reportagem tantas coisas tristes; tantas expressões de desgraças de vida e de vidas desgraçadas pelos vícios, brigas, condições de higiene inexistentes, famílias arrebentadas… até que os repórteres chegaram em uma determinada aldeia e se impressionaram! Tudo ali estava muito limpo, organizado e com condições de vida exemplares em todos os aspectos e em plena selva! Mas aquilo só podia ser um milagre! E foi: o evangelho de Deus chegou àquela gente. Não tirou a real cultura indígena deles: viviam, caçavam, pescavam, conviviam como eram: índios, mas tudo o que antes transtornava as suas vidas fora removido pelo Poder do evangelho. O repórter chamou a atenção para a condição de vida das crianças na aldeia: saudáveis, tranqüilas e felizes. O evangelho havia chegado às suas vidas, à sua aldeia e à sua oca. Tinham paz e viviam em paz. Sim, o evangelho pode mudar qualquer oca, qualquer casa, qualquer apartamento, em qualquer lugar, pois muda vidas! Ele, chegando lá, pode fazer de qualquer local um lar onde habitam amor e justiça. Daí, o “longe de vós toda gritaria” (Ef 4.31) . O evangelho dá condições para se conversar, conviver, viver e crescer em paz.

Pensem nisso.

Fonte: Blog Fiel

A família sob ataque


Por Rev. Hernandes Dias Lopes

A família brasileira está encurralada por crises medonhas. Há uma orquestração perversa contra essa vetusta instituição divina, com o propósito de solapar seus alicerces e desconstruir seus valores. Abordaremos, aqui, quatro forças poderosas que se voltam contra a família nos dias presentâneo.

1. A mídia televisiva. A televisão é ainda o mais poderoso instrumento de comunicação de massa em nossa nação. É considerada o quarto poder. A televisão brasileira é conhecida em todo o mundo pela sua descompostura moral. As telenovelas brasileiras são as mais imorais do mundo. Talvez nunhum fenômeno exerça mais influência sobre a família brasileira do que as telenovelas da Rede Globo. O argumento usado para essa prática é que a televisão apenas retrata a realidade. Ledo engano. A televisão induz a opinião pública. Ela não informa, mas deforma. Não esclarece, mas deturpa. Agora, de forma desavergonhada a televisão brasileira abraçou a causa homossexual com o propósito de induzir a sociedade a aceitar como opção legítima a relação homoafetiva. Não se trata de um esclarecimento ao povo sobre o referido assunto, mas uma indução tendenciosa. Os programas que tratam da matéria são feitos com a intenção de escarnecer dos valores morais que sempre regeram a família e exaltar a prática homossexual, que a Escritura chama de um erro, uma torpeza, uma abominação, uma disposição mental reprovável, uma paixão infame, algo contrário à natureza (Rm 1.24-28).

2. A suprema corte. A suprema corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal, por unanimidade, legitimou os direitos da relação homoafetiva. A nação brasileira já colocou o pé na estrada do relativismo moral, da absolutização do erro, do desbarrancamento da virtude, da conspiração irremediável contra a família. Os juízes de escol da nossa nação reconheceram como legal e moral a relação de um homem com um homem e de uma mulher com uma mulher. Precisaremos, portanto, redefinir o verbete casamento e criar um novo conceito para família. Estamos colocando os valores morais de ponta cabeça. Estamos desmoronando o que Deus edificou. Estamos nos insurgindo não apenas contra a família, mas contra o próprio Deus que instituiu o casamento e estabeleceu a família. Desta forma, julgamo-nos sábios, tornamo-nos loucos, pois ninguém pode desfazer o que Deus faz e ninguém pode insurgir-se contra Deus e prevalecer.

3. O ministério da educação. Com os recursos suados dos trabalhadores brasileiros que, com dignidade lutam para o progresso da nação, o ministério da educação está lançando um kit gay, para ser distribuído nas escolas públicas, cuja finalidade, mais uma vez, não é esclarecer crianças e adolescentes sobre a sexualidade, mas induzi-los à prática homossexual. Querem tirar das famílias o privilégio de orientar seus filhos. Querem domesticar a consciência das nossas crianças, induzindo-as a essa prática que avilta o ser humano, escarnece da família e afronta ao criador. É preciso tocar a trombeta aos ouvidos da sociedade, para repudiar essa iniciativa infeliz do ministério da educação, que em vez de sair em defesa da família, e promover a educação, lança sobre ela seus dardos mais mortíferos. Em virtude da pressão da bancada evangélica e não por dever de consciência, nestes últimos dias, a presidente mandou suspender o referido kit.

4. O congresso nacional. Está na pauta do congresso nacional um projeto de lei que visa criminalizar aqueles que se manifestarem contra a prática homossexual, contrariando, assim, a constituição federal, que nos faculta a liberdade de consciência e de expressão. Contrariando, outrossim, os preceitos da Palavra de Deus que, considera a relação homossexual como algo contrário à natureza e uma abominação para Deus (Lv 18.22; Rm 1.24-28; 1Co 6.9-11). Essa lei visa não apenas legitimar o ilegítimo, tornar moral o imoral, mas também, punir com os rigores da lei, aqueles que, por dever de consciência, não podem se curvar ao erro. Povo de Deus, não podemos nos calar diante dessas ameaças!

O Diabo nos detalhes


Por R.C. Sproul Jr.

O cristão está envolvido em uma guerra de três frentes. A Bíblia, repleta de linguagem marcial, confirma isso. A grande trindade maligna contra a qual lutamos é formada pelo mundo, a carne e o Diabo. Em nossos dias, fizemos as pazes com o mundo e reduzimos nossa carne a meros aspectos psicológicos. Perdemos de vista esses dois campos de batalha porque, precisamente, temos perdido de vista o terceiro. Em outras palavras, esquecemos que estamos em guerra contra o mundo e nossa carne porque o Diabo nos derrotou em uma batalha – esquecemos que ele existe.

CS Lewis, no prefácio de sua grande obra The Screwtape Letters ["As Cartas do Inferno" ou "Cartas de um Diabo a seu Aprendiz" nas edições brasileiras - N.T.], apresenta um conselho: “Há dois erros iguais e opostos em que nossa raça pode incorrer quando se trata de demônios. Uma é desacreditar em sua existência. A outra é acreditar e sentir um interesse doentio por eles. Eles ficam de igual modo satisfeitos com ambos os erros e aclamam um materialista ou um mago com a mesma satisfação”. Sábio como Lewis e essa citação em particular podem ser, levanto uma contestação. Sem dúvida, o Diabo é capaz de realizar em grande mal entre aqueles que o veem como uma espécie de deus do mal, aqueles com um interesse mórbido nele e seus asseclas. Dito isso, eu sugeriria que ele é capaz de causar danos muito maiores entre aqueles que não lhe dão crédito. Ou seja, tanto o materialista e o mago são ruins, mas o materialista é pior.

Temos o mesmo problema na subcultura cristã, e pelas mesmas razões. De um lado do espectro está a ala extremista do movimento carismático. Essas pessoas afirmam ver um demônio por trás de cada arbusto. Eles não pegam resfriados; estão sob ataque do demônio da fungada. Eles não têm olhos cobiçosos, mas estão em guerra com o demônio da luxúria. Muitas vezes, os que estão neste campo procuram demônios por trás de cada arbusto, porque eles podem se revelar bem úteis para servir de desculpa para os nossos pecados – como Flip Wilson costumava dizer: “O diabo me fez fazer isso”.

Este não é o perigo que enfrentamos nos círculos reformados. Estamos do outro lado do espectro. Ao contrário dos materialistas, nós sim acreditamos no reino demoníaco. A Bíblia, afinal de contas, fala sobre essas coisas. Mas tendemos a acreditar que os demônios saíram da arena humana ao mesmo tempo em que os milagres cessaram. Demônios existem, estamos dispostos a confessar, mas estão sentados nas arquibancadas celestes desde a era apostólica. Temo que o que impulsiona isso não é um estudo exegético cuidadoso do assunto e sim uma abrangente visão de mundo modernista. Olhamos com inferioridade nossos irmãos que prestam atenção no reino espiritual, não porque pensamos ser antibíblico, mas porque não achamos sofisticado. Achamos que o hábito de Martinho Lutero de gritar com o Diabo, de atacá-lo com seus textos, é um sinal de que Martinho estava em um limite psicológico, quando talvez devêssemos concluir que ele demonstrou aqui a mesma sabedoria que o levou a declarar “Esta é a minha posição!”. É possível que Lutero tenha absorvido a verdade de que Deus é um castelo forte da mesma fonte de onde ele discerniu que esse mundo está cheio de demônios: a Bíblia.

O fato de raramente darmos crédito ao diabo, muito menos à sua função, deveria nos confirmar essa importante realidade espiritual – que o Diabo está sentado no nosso ombro, sussurrando tolices em nossos ouvidos. Ele está presente não só nos cantos obscuros da África, mas nos cantos obscuros de nossos corações e mentes. Se quisermos buscar primeiro o reino de Deus, vamos ter que enfrentar a realidade de que ele está tentando nos parar.

O diabo está presente não nos cantos obscuros da África, mas nos cantos obscuros de nossos corações e mentes.

As forças dele, também devemos lembrar, não estão apenas investidas nos campos de batalha político e cultural. Ele não tem a mão apenas no Partido Democrata, nem trabalha sua magia apenas em Hollywood. O negócio dele também é fazer crescer em nós o seu fruto diabólico. Ele está no comando quando estamos cheios de inveja, maldade, medo, egoísmo. Ele está em guerra quando nos encoraja a gastar as nossas energias não buscando o reino, mas perseguindo paz pessoal e prosperidade econômica. Ele está praticando sua magia negra quando ele nos encoraja a não defender a honra de Cristo, mas a nossa própria reputação e dignidade. Ele está no comando dos detalhes de nossas vidas, como falamos com nossos filhos, como ouvimos nosso cônjuge. E, infelizmente, ele está conquistando grandes vitórias.

A guerra entre a descendência da serpente e a semente da mulher não é exatamente a mesma coisa que a guerra cultural. Elas se cruzam, mas não são uma só. Em vez disso, a guerra entre a semente e a serpente é a mesma guerra que enfrentamos contra o mundo, a carne e o Diabo. Que Deus nos dê a graça de conquistar grandes vitórias nas batalhas que lutamos a cada dia. Que ele nos conceda visão para enxergar as batalhas épicas que ocorrem no decorrer de nossas vidas ordinárias.

Fonte: iPródigo

A diferença entre erro e pecado


Por Sóli Limberger


U
m dos segredos da vida é dar o nome certo às coisas.

Tenho notado uma tendência crescente entre as pessoas: Elas admitem erros em vez de pecados. Isso acontece em todos os níveis, se alguém furta algo, essa pessoa cometeu um erro. Mas o nome certo disso é roubo, pecado.

Quando as pessoas se referem a esse tipo de comportamento como um erro e não como um pecado, elas estão, consciente ou inconscientemente fugindo da responsabilidade.

Existe uma diferença fundamental entre os dois. Alguns acham que eles são sinônimos. Eles não são.

Um “ERRO” implica em fazer algo de maneira NÃO INTENCIONAL.

Os erros são legítimos. Eles acontecem porque ficamos distraídos ou negligentes. Erramos uma rua, erramos a digitação de uma palavra, erramos o dia do mês... Mas o pecado é mais do que um erro. É uma escolha deliberada de fazer algo que você sabe que está errado.

O “PECADO” implica deliberadamente em passar por uma fronteira que não deve ser ultrapassada mas escolhemos passar.

Ao contrário de um simples erro, o pecado nós escolhemos fazer, mesmo sabendo que não é correto fazê-lo.

Portanto, devemos aceitar a responsabilidade por ele e as consequências que se seguem. Esta é a medida de maturidade e marca a transição da adolescência para a vida adulta. É o alicerce de uma sociedade civilizada e madura.

Sim, todos nós cometemos erros. O mais importante no entanto, é que todos nós pecamos. Precisamos entender a diferença entre os dois e estar dispostos a chamá-lo do que ele realmente é. Até que tenhamos essa coragem, não poderemos reparar o que foi quebrado.

Ao ERRO cabe “desculpa”

Ao PECADO cabe “perdão”

Paz em todos