segunda-feira, 26 de outubro de 2015

SEXO FORA DO CASAMENTO PARA CERTO BISPO "PODE".


Por Pr. Silas Figueira


Certo bispo escreveu em seu site a respeito do sexo fora do casamento. Para ser mais exato, entre jovens namorados ou noivos. Para ele não há problema algum, afinal de contas os tempos mudaram e creio que para ele a Bíblia também. Veja parte do texto que ele escreveu sobre o assunto: 

"O ideal é que fosse praticado entre pessoas comprometidas através do casamento. Eu disse: o ideal. Isso não me dá o direito de dizer que quem o pratica fora do casamento seja necessariamente um pervertido, um fornicário, um ser desprovido de moral.

As convenções sociais evoluem ao longo do tempo... Hoje em dia, ninguém em sã consciência planeja se casar cedo. Cada vez mais, moços e moças optam por terminar seus estudos, encontrar um bom emprego e só então pensar em constituir família. Quando isso ocorre, a maior parte já está lá pelos 24, 25 anos. Esperar todo este tempo para fazer sexo é um verdadeiro desafio. Quem consegue deveria ser considerado um herói. Obviamente, creio que a graça de Deus possa nos habilitar a isso. Porém, não me vejo em condição de tornar isso numa regra".

No entanto, essa ideias não é algo novo no "mercado gospel". O falecido Bispo Robson Cavalcante em seu livro Libertação e Sexualidade já falava a mesma coisa em 1990. 

Diz ele em seu livro quando trata de Matrimônio e Pré-Matrimônio em relação ao sexo entre noivos: "...O namoro ou noivado puros seriam os assexuados, reprimidos (para muitos cristãos). O noivado puro é o noivado maduro, comprometido, ajustado, sadio". E ele diz mais: "As relações pré-conjugais e pré-matrimoniais tendem a se tornar conduta legítima no Ocidente, representando uma revolução quanto ao mito histórico do hímen e da virgindade feminina (virgindade física vs. virgindade moral) e um desafio para deslocarmos nossa ênfase do casamento como instituição sócio-jurídica-eclesiástica para entendê-lo como um relacionamento interpessoal, desburocratizando-o, encarando-o de modo menos farisaico e mais humano e cristão. Um desafio, igualmente, para um repensar e uma revalorização do noivado livre e maduro". E conclui: "Que não se pode exigir da pessoas realmente comprometidas e que se amam, sob constrangedora tensão sexual, que simplesmente "deixem para depois", quando uma vez formados e com um bom carro, etc. Enquanto isso..."

O que mais temos visto hoje em muitos púlpitos são pregadores do Egito. São aqueles pregadores que se levantam no meio do povo de Deus e diz que eles deveriam voltar para o Egito, pois lá tem peixes de graça, pepinos, melões, alhos silvestres, cebolas... (Nm 11.4,5). São líderes que tem saudade do mundo e querem trazê-lo para dentro da igreja. São líderes que pregam um outro evangelho e não o Evangelho do Nosso Senhor Jesus Cristo. Evangelho esse que nos diz que devemos ter uma vida santa e irrepreensível. 

Em 1 Coríntios 7.2 claramente inclui o sexo antes do casamento na definição de imoralidade sexual, todos os versículos bíblicos que condenam a imoralidade sexual como sendo pecaminosa também condenam o sexo antes do casamento como pecado. O sexo antes do casamento faz parte da definição bíblica de imoralidade sexual. Existem inúmeras Escrituras que declaram o sexo antes do casamento como sendo um pecado (Atos 15.20, 1 Coríntios 5.1; 6:13, 18; 10.8, 2 Coríntios 12.21, Gálatas 5.19, Efésios 5.3 ; Colossenses 3.5, 1 Tessalonicenses 4.3; Judas 7). A Bíblia promove a abstinência completa antes do casamento. O sexo entre o marido e sua esposa é a única forma de relações sexuais que Deus aprova (Hebreus 13.4).

Para não nos prolongarmos mais nesse assunto vou lhes dá o exemplo da criação, quando Deus dá orientações ao primeiro casal, que acabara de formar: “Por isso, deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.” (Gênesis 2.24). Esse texto já nos traz uma ideia bem clara sobre a vontade de Deus no relacionamento de um casal! Homem e mulher tornam-se “uma só carne” – expressão usada para a relação sexual – após assumirem um compromisso um com outro e perante a sociedade (deixa o homem pai e mãe e se une à sua mulher). É evidente que o texto fala do sexo dentro de uma união de casamento! Por mais que alguns “moderninhos” tentem defender o sexo fora do casamento como correto, não dá para enquadrá-lo dentro da orientação de Gênesis 2.24! Palavras essas repetidas por Jesus quando questionado a respeito do casamento (Mt 19.5).

O Senhor disse para Caim que o pecado jazia a porta de seu coração, mas cabia a ele dominá-lo (Gn 4.7). Nós não estamos aqui para condenar quem fez sexo fora do casamento, mas estamos tentando mostrar que isso não é certo, mas condenado pela Bíblia e quem fala ao contrário do que está escrito está mentindo. 

E há uma leva de pregadores do Egito hoje em muitas igreja e na internet. Tome cuidado e fique com a Palavra de Deus e não de ouvidos a tais falsos profetas do inferno.

Pense nisso!

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Livre arbítrio x livre agência


Por Pr. Mauro Rehder Meira

Livre agência significa que somos seres morais e que tomamos sim, decisões, entretanto sabemos que essas decisões estão escoradas em quem nós somos. Eu não sou o que minhas escolhas determinam, minhas escolhas são determinadas por quem sou. E o que sou, é determinado por uma série de fatores tais como, minha história de vida, minhas influências, a genética, o fenótipo, sociedade, o convívio familiar, traumas emocionais, etc. Sou um ser moral, social e potencialmente influenciável. Não sou um ser isolado, estou suscetível a toda sorte de influências. Tudo nos influencia e acaba, querendo nós ou não, nos norteando em nossas preferências que por fim vão nos levar a escolher o que estamos escolhendo. Portanto temos sim, liberdade de agir e de escolher mas sabemos que estamos propensos a escolher o que escolhemos por determinados fatores externos e internos.

Ter livre arbítrio significa que:

Você é um ser livre. Seu arbítrio é livre, é puro e não sofreu influência de nada nem de ninguém. É imparcial. Não teve o seu senso de julgamento influenciado nem para o bem, nem para o mal. Ter livre arbítrio significa que você tem liberdade NA escolha e não apenas liberdade de escolha.

Deus disse que o homem tinha liberdade de escolha mas não Na escolha. Ele disse escolha entre a vida e a morte, entre a bênção e a maldição. O pecado jaz à porta, cumpre a ti dominá-lo.

Desde Adão, até Cristo vencer a morte, nos tornar livres da condenação do pecado, habitar em nós e a nos guiar pelo seu Espírito; quando foi que o homem foi capaz de fazer uma escolha totalmente livre e certa?

Nunca, pois estávamos sob a influência do pecado. E sempre erramos.

Se houve alguém que possivelmente teve o arbítrio livre, incontaminado e por pouco tempo, foram Adão e Eva. Digo possivelmente pois a serpente já estava influenciando o arbítrio deles. Portanto quando eles pecaram seu arbítrio estava no mínimo prejudicado pela mentira de Satanás.

Repare que eles não tomaram a decisão de maneira totalmente livre, eles foram influenciados pela serpente.

A única vez que o homem pôde tentar usar seu arbítrio de maneira livre, não conseguiu ter êxito por duas razões.

Primeira porque a serpente os influenciou para o mal e ela teve êxito.

Segunda porque suponhamos que o homem tenha decidido pecar mesmo, a serpente falou mas já era o que o homem ia fazer, ele tomou a pior decisão que poderia ter tomado.

Ter liberdade NA escolha é diferente de ter liberdade de escolha. Liberdade de escolha todos temos. Liberdade NA escolha, depois do pecado de Adão ninguém tem mais. Para o homem poder continuar com o seu arbítrio livre, intocado, teria que continuar só, para o resto da vida.

Só assim, essa escolha seria livre de influência, neutra, e imparcial. Não sofreria internamente nem externamente de influência alguma. Você, livremente decidiria escolher e escolheria o que escolheria porque quis sem recebe influência.

Veja que não estou dizendo que o homem não tem liberdade de escolher, que não tem capacidade de escolher, estou dizendo que essa capacidade de escolher está afetada pelo pecado e portanto o arbítrio do homem não é mais livre, mas tendencioso para o mal.

Nunca escolherei o que quero, pois na realidade não sou livre, sou escravo da carne, estou morto e influenciado pelo pecado na minha escolha. Na realidade eu escolho o que não quero. Nunca escolherei o que quero porque o que quero não é o que quero mas o que o pecado que habita em mim quer.

Pensar que temos livre arbítrio, ou seja, o arbítrio livre, é negar nossa natureza adâmica.

E após ter sido convertido a Cristo também não tenho livre arbítrio, na realidade esse arbítrio agora é influenciado e governado por Cristo. Graças a Deus que o meu arbítrio que era influenciado pelo pecado agora é controlado pelo Espírito, portanto o meu arbítrio continua sem ser livre, hoje, pela graça e soberana vontade de Deus ele é escravo de Cristo.

Pensar que temos livre arbítrio, ou seja, o arbítrio livre, é negar a soberania de Deus em nossa vida e negar o fato de que que Cristo vive em mim. Se quisermos ter livre arbítrio devemos pedir que Cristo saia.

Para o arbítrio ser seu, para a decisão ser sua, ela precisa ser espontânea, precisa ser livre de influência, livre de convencimento, livre de agentes externos. Assim sendo, negamos a necessidade do próprio Espírito Santo influenciar o nosso arbítrio nos convencendo do pecado.

Se o Espírito me convence, onde está o meu livre arbítrio?

Deu lugar a glória e soberania de Deus na salvação.

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

O processo da fé


Por Flávio Santos


Essa narrativa é significativa, pois marca a única vez que Jesus sai do território de Israel. Jesus está em Tiro e Sidom. Região dos fenícios. Flávio Josefo diz que dos Fenícios, os de Tiro são os que mais têm os piores sentimentos contra os judeus.

Estando fora dos limites palestinos, uma mulher siro-fenícia vem ao Seu encontro buscando a libertação da sua filha que estava endemoninhada. Jesus entende que a mulher tem um problema grave. Os discípulos também entendem, e pedem a Jesus que libere uma palavra sobre ela, cure a sua filha e livre-se da importunação.

Porém, a missão de Jesus é para as ovelhas perdidas da casa de Israel. Então, Jesus, no processo, decide despertar uma fé verdadeira nela. Que fosse para além de fronteiras e tradições.

Jesus gerou fé por meio do silêncio. A Mulher apresenta a sua situação: uma filha terrivelmente endominhada. Jesus não responde nada. Fica em silêncio. Um falta de resposta constrangedora. O silêncio de Jesus poderia ter gerado incredulidade, paralisação ou afastamento, mas, ao contrário gerou fé verdadeira.

C.S. Lewis, em seu livro a Anatomia de uma dor, escrito após ter perdido sua esposa para o câncer diz: Volte-se para Ele, quando estiver em grande necessidade, quando toda forma de amparo for inútil, e o que você encontrará? Uma porta fechada na sua cara, ao som do ferrolho sendo passado duas vezes do lado de dentro. Depois disso, silêncio. Bem que você poderia dar as costas e ir embora. Quanto mais espera, mais enfático o silêncio se torna. Não há luzes nas janelas. Talvez seja uma casa vazia. Será que, algum dia, chegou a ser habitada?

Dói perceber Jesus em silêncio. Porém o silêncio não pode nos fazer perder a visão de Deus. O silêncio fez a mulher aproximar-se de Jesus. Existem momentos na vida que estamos gritando a um Jesus distante. Que não conhecemos de perto. Que não olhamos nos olhos. Que não percebemos a sua presença. O silêncio de Jesus é pedagógico: quer nos ensinar a aproximação. Transforma grito em palavra. Silêncio, no evangelho, é aproximação.

Jesus gerou fé por meio de uma migalha. Parece estranho a mulher querer uma migalha. Mas quando estamos perto de Jesus, suas palavras fazem sentido. Ele diz que não era bom tirar o pão dos filhos e lançá-lo aos cachorrinhos. Isso gerou na mulher um desejo e uma fé que queria comer as migalhas da mesa de Jesus.

A palavra usada para se referir aos cachorrinhos é Kúnaria. Existiam três tipos de aplicações que poderiam ser feitas a esta palavra. Primeiro, às mulheres da vida. Segundo, aos cães vira-latas da rua. E, terceiro, aos cachorrinhos de colo, aqueles que comem da mesa de seus donos. Jesus usa essa última aplicação para sua expressão: tirar dos filhos e dar aos cachorrinhos.

Ela entendeu!

Jesus fala em tom de graça e não de exclusão. A mulher capta a mensagem e o tom, ela está diante da mesa, não de um homem rico, mas da mesa do Rei dos reis, e as migalhas são como pão da mesa. Então diz, no processo da fé, que até os cachorrinhos comem da mesa de seus donos. Jesus conseguiu o que queria. A mulher agora tem uma fé verdadeira que não fosse só para um instante de cura, mas para toda vida.

Algumas pessoas estão deixando de comer pão da mesa de Jesus porque não querem começar pelas migalhas. Jesus oferece migalhas para ensiná-la que melhor do que o que se come em Suas mãos, são as mãos que oferecem a comida.

Ela conseguiu tirar os olhos das mãos e colocar em Jesus. E, no final, come pão. Tem sua filha liberta. A mulher comeu pão porque quis migalha. A migalha que cai da mesa se torna pão quando nos contentamos com o que Jesus nos oferece e temos fé para receber o que quer que venha Dele.

Jesus gerou fé por meio do encontro com Ele. A fé da mulher nasceu e cresceu no processo. Ela começa chamando Jesus de Filho de Davi e termina chamando de Senhor. Ela conhecia Jesus como Filho de Davi. O messias político que veio libertar Israel da opressão Romana. Ela O conhecia como profeta poderoso em palavras e milagres. Mas depois do encontro, o chama de Senhor. Agora ela O conhece como Soberano sobre todas as coisas.

O encontro com Jesus transformou pedido em oração. Ela começa fazendo um pedido a um homem poderoso e termina orando ao Senhor Deus. A fé que Jesus instala em nós como bem, muda a maneira como nos relacionamos com Ele. A partir do encontro a relação com Jesus não é mais de palavras decoradas ou condicionadas por alguma coisa, mas oração livre e sincera.

No encontro, a visão da mulher sobre Jesus mudou. A fé a fez vê-Lo como realmente é. Senhor e soberano que pode ficar em silêncio e oferecer migalha para produzir fé.

E você! Quer entrar no processo de tornar-se uma pessoa de fé?

Fonte: NAPEC

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

DEUS PODE SE DECEPCIONAR COM VOCÊ?


Por Fabio Campos

Quem nunca teve a sensação, ao pecar, de ter decepcionado Deus? Creio que todos tiveram tal sentimento. Ainda que o nosso conhecimento a respeito de “justificação” seja vasto; ainda que entendamos bem a “graça e a misericórdia”; ainda que “clamamos pelo Espírito: “Aba”!, quando caímos em pecado, a primeira “seta” enviada a nossa mente, é que “Deus está decepcionado conosco”.

É importante salientar que o pecado muda o nosso humor (Sl 51.12), o que consequentemente nestas horas, nossa razão, por um instante, é subjugada pela emoção (Sl 116.11). Parece que Deus não quer “mais nada conosco”; diante de tantos acusadores, oramos (ainda que subjetivamente) o que orou Jó: “Trazes novas testemunhas contra mim e contra mim aumentas a tua ira” (Jó 10.17).

Mas a Escritura nos traz “boas-novas”. Deus não pode se decepcionar com você! Não há nada que você faça que Deus não soubesse que você faria. É isso mesmo! Deus não pode se decepcionar porque “Ele de antemão te conheceu” (Rm 8.29). Aquilo ainda que você não fez, mas vai fazer, Deus já sabe que você fará, e mesmo assim, de forma Soberana, te chamou (1 Pe 1.2). Quando Deus te comprou Ele sabia que os seus pecados estariam inclusos no pacote (Rm 5.8). Mesmo assim Ele comprou!

Ele não criou uma expectativa sobre nós. Sempre esteve ciente a despeito da nossa estrutura, pois sabe que somos pó, como disse Martinho Lutero: “Se a minha salvação fosse deixada ao meu encargo, eu não conseguiria enfrentar vitoriosamente todos os perigos, dificuldades e demônios contra os quais teria que lutar. Porém, mesmo que não houvesse inimigos a combater, eu jamais poderia ter a certeza do sucesso”.

Sabendo Deus que o “coração do homem é mau desde a mocidade e que isso duraria para sempre” (Gn 8.21,22), sendo impossível que o homem pudesse salvar a si próprio ou mesmo garantir a permanência da sua própria salvação, Deus fez do Filho Jesus a expiação pelo pecado qual condenava o homem, cumprindo todo o preceito que a lei demandava para que o homem pudesse ser justo no tribunal (Rm 8.3). Ele fez tudo por nós, e para nos assegurar para sempre, nos livrando do perigo, pelo Sangue de Jesus, nos declarou santo de forma irrevogável ainda que caiemos em pecado, como está escrito: “Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados! Como é feliz aquele a quem o Senhor não atribui culpa e em quem não há hipocrisia” (Sl 32. 1-2 NVI).

Você pode estar pensando: “então posso pecar deliberadamente que mesmo assim não vou perder a salvação”? Não!, não é que você vá perder a salvação. Na verdade você nunca foi salvo, como está escrito: “... aquele que vive pecando não o viu, nem o conheceu” (1 Jo 3.6). Sabemos quem de fato pertence a Deus quando o tal se “afasta da iniquidade” (2 Tm 2.19).

Não existe “pecador santo”; o que existe perante Deus é “santo pecador”. Somos pecadores em nós, mas santos em Cristo. Pecar, não tem jeito, vamos pecar!, todavia, ainda que você tenha caído em “grande pecado”, se houver a “tristeza segundo Deus qual produz arrependimento” (2 Co 7.10), saiba que Deus está lhe chamando novamente para a comunhão. Não importa quantas vezes Ele precisará fazer isto. Havendo arrependimento, ainda que no mesmo dia seja preciso te perdoar 70 x 7, Ele o fará e não te perderá.

Deus não pode se decepcionar com ninguém, nem mesmo com o ímpio, pois sobre os desobedientes não há “decepção”, mas “ira”. Antes que tivéssemos conhecidos a Deus, a Bíblia diz que “por Ele já éramos conhecidos” (Gl 4.9). As ovelhas conhecem o seu pastor e o pastor conhece as suas ovelhas (Jo 10.14). Se há temor em nós - ainda que pecadores – certamente não escutaremos naquele dia: “Nunca vos conheci” (Mt 7. 23).

A certeza disto é que “já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8.1). A justificação é imputada de uma única vez; o que está acontecendo agora conosco é o processo da santificação. A justificação nos tira do mundo; a santificação tira o mundo dentro da gente. Toda nossa segurança deve estar em Cristo, pois Ele nos “conheceu de antemão” (inclusive que você cometeria este pecado hoje); depois Ele nos fez “justos para sempre”. Todo aquele que Deus predestinou, no ato do chamado, passa a ser transformado conforme a imagem do Filho Jesus.

Ele nos glorificou! Ainda que este estágio esteja no por vir, veja que a Escritura trata-o como um fato consumado. No hebraico isso é chamado “tempo passado profético”, ou seja, é uma certeza absoluta. Por isso que Paulo continua Romanos 8 com ousadia expondo esta segurança, coroando a sua certeza, dizendo: “... nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.37 NVI).

Você e nem eu poderemos decepcionar Deus. Logo, então, apenas o sigamos em amor, buscado dEle em todos os dias a Sua graça e a Sua misericórdia andando no Seu Santo Temor. Certamente “o Sangue do Seu Filho Jesus nos purificará de toda injustiça” (1 Jo 1.7).

Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Notas: 
Nascido Escravo; LUTERO, Martinho; Ed. Fiel.

Fonte: Fabio Campos