segunda-feira, 25 de agosto de 2014
PERIGO!
Lágrimas Desconhecidas aqui!
Sou a favor da escravidão
Nascemos escravos do pecado. Crescemos escravos do pecado. No mundo, enxergamos a escravidão ao pecado como algo aceitável. Enquanto as correntes da transgressão prendem nossos pés, não questionamos essa situação. Vemos como algo natural a desobediência a Deus, afinal, a realidade que nos foi apresentada pela sociedade ao nosso redor é a da escravidão ao pecado – e a temos como normal. Até que, um dia, uma alternativa se descortina diante de nossos olhos: Jesus nos dá carta de alforria. Percebemos, então, que é viável uma vida que se desagrada do pecado. É impossível nos livrarmos totalmente das algemas que nos prendem à transgressão, mas o Espírito Santo nos mostra que podemos não nos conformar a ela. “Porque, se fomos unidos com ele [Jesus] na semelhança da sua morte, certamente, o seremos também na semelhança da sua ressurreição, sabendo isto: que foi crucificado com ele o nosso velho homem, para que o corpo do pecado seja destruído, e não sirvamos o pecado como escravos [...] Mas graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo, viestes a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregues; e, uma vez libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça” (Rm 6.5-6, 17-18).sexta-feira, 22 de agosto de 2014
QUERO TRAZER À MEMÓRIA O QUE ME PODE DAR ESPERANÇA
INTRODUÇÃO
O livro de
Lamentações retrata uma das páginas mais dolorosas da história do povo de Deus.
Nele encontramos Judá devastada após a invasão do Império Babilônico sob o
comando de Nabucodonosor. Jerusalém, outrora a cidade da paz, da adoração e da
presença manifesta de Deus, agora jazia em ruínas. O templo havia sido
destruído, os muros derrubados, o povo disperso e a terra transformada em
cenário de luto e desolação.
Não é por
acaso que, na Septuaginta, a antiga tradução grega do Antigo Testamento, o
livro recebe o título de Cânticos Fúnebres. Trata-se de uma coleção de
cinco poemas que expressam a profunda dor de uma nação que experimentou o peso
do juízo divino. Os quatro primeiros capítulos são acrósticos alfabéticos,
seguindo a sequência das vinte e duas letras do alfabeto hebraico. Essa
estrutura literária demonstra que a lamentação de Jeremias não era fruto de um
desespero descontrolado, mas de uma dor organizada diante de Deus.
Ao lermos
essas páginas, percebemos que a tristeza do profeta se assemelha à de alguém
que chora a morte de um amigo querido. Jerusalém não era apenas uma cidade; era
o lugar onde Deus havia escolhido fazer habitar o Seu nome. Ver aquela cidade
destruída era como contemplar a ruína de tudo aquilo que o povo considerava
seguro e permanente.
Entretanto,
Jeremias deixa claro que aquela tragédia não aconteceu por acaso. A destruição
de Jerusalém foi consequência direta dos séculos de rebeldia, idolatria e
endurecimento espiritual do povo. O Senhor havia advertido Judá repetidas
vezes, mas suas advertências foram desprezadas.
Durante
cerca de quarenta anos de ministério profético, Jeremias clamou pelo
arrependimento nacional. Contudo, os reis, sacerdotes e líderes preferiram
ouvir os falsos profetas que anunciavam paz quando não havia paz (Jr 6.14).
Antes dele, Isaías já havia advertido a nação mais de um século antes acerca
dos perigos do pecado e das consequências da desobediência. Deus demonstrou
extraordinária longanimidade, concedendo inúmeras oportunidades para que Seu
povo retornasse aos Seus caminhos.
Essa é uma
das grandes evidências da graça divina. Antes de exercer o juízo, Deus envia
Sua Palavra. Antes de disciplinar, Ele adverte. Antes de ferir, Ele chama ao
arrependimento. Contudo, Judá endureceu o coração e continuou se afastando do
Senhor.
Por essa
razão, chegou o dia da prestação de contas. A invasão babilônica não foi
simplesmente uma derrota militar; foi a manifestação do juízo de Deus contra
uma nação que havia quebrado Sua aliança e desprezado Sua correção.
As
deportações ocorreram em etapas. Em 605 a.C., muitos jovens nobres foram
levados para a Babilônia, entre eles Daniel e seus companheiros. Anos depois,
uma nova deportação atingiu a nação. Finalmente, em 586 a.C., Jerusalém foi
destruída, o templo incendiado e os muros derrubados, marcando o colapso
completo do reino de Judá.
Diante
desse cenário, surge uma pergunta inevitável: que lições podemos aprender com
um livro tão marcado pela dor, pelo sofrimento e pela disciplina divina?
Embora
Lamentações tenha sido escrito há mais de dois mil e quinhentos anos, suas
mensagens continuam extremamente atuais. Ele nos ensina sobre a gravidade do
pecado, a justiça de Deus, os perigos da rebeldia, a necessidade do
arrependimento e, acima de tudo, sobre a esperança que permanece mesmo em meio
às mais profundas tragédias.
I – A PRIMEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE O
PECADO É ALGO ABOMINÁVEL AOS OLHOS DE DEUS (Lm 1.5,8,9; 4.6,13)
A primeira
grande lição que emerge das páginas de Lamentações é a terrível realidade do
pecado. O livro inteiro é uma demonstração das consequências produzidas quando
um povo abandona os caminhos do Senhor.
Vivemos em
uma geração que frequentemente trata o pecado com superficialidade. Muitos o
consideram apenas um erro, uma fraqueza ou uma escolha pessoal. No entanto, a
Bíblia o apresenta como uma afronta à santidade de Deus. O pecado não é apenas
uma falha moral; é uma rebelião contra o Criador.
Por essa
razão, Jeremias não atribui a destruição de Jerusalém à força militar da
Babilônia, mas ao pecado persistente da própria nação. Os babilônios foram
apenas o instrumento utilizado por Deus para executar Seu juízo.
O profeta
declara:
“Jerusalém
gravemente pecou; por isso, se fez repugnante” (Lm 1.8).
O pecado
sempre produz consequências. Nem sempre elas atingem apenas quem o pratica;
muitas vezes alcançam famílias inteiras e até gerações futuras. Em Lamentações
5.7 lemos:
“Nossos
pais pecaram e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas
iniquidades.”
Esse texto
não ensina que Deus condena filhos inocentes pelos pecados dos pais. O que
Jeremias está mostrando é que as consequências do pecado podem atravessar
gerações quando os descendentes continuam andando pelos mesmos caminhos de
rebeldia.
Foi
exatamente o que aconteceu em Judá. Os filhos seguiram os pecados dos pais.
Herdaram não apenas suas tradições, mas também sua idolatria, sua dureza de
coração e sua resistência à Palavra de Deus.
Isso nos
leva a uma pergunta importante:
Que legado
estamos deixando para nossos filhos?
Estamos
transmitindo uma herança de fé, santidade e obediência, ou apenas reproduzindo
os mesmos erros e pecados que recebemos?
O Senhor
não deixou Seu povo sem advertência. Séculos antes da queda de Jerusalém, Ele
já denunciava o pecado da nação por meio dos profetas.
Isaías
declarou:
“Lavai-vos,
purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai
de fazer o mal” (Is 1.16).
Mais tarde,
Jeremias repetiria o mesmo chamado ao arrependimento. Em Jeremias 8.11, ele
denuncia os falsos profetas que tratavam superficialmente a enfermidade
espiritual do povo, dizendo:
“Paz, paz;
quando não há paz.”
A grande
tragédia de Judá não foi a falta de informação. O povo sabia o que Deus exigia.
O problema foi a recusa em obedecer.
O mesmo
acontece em nossos dias.
Deus
continua falando por meio de Sua Palavra. Ele continua chamando homens e
mulheres ao arrependimento. Continua denunciando o pecado e apontando o caminho
da salvação em Cristo. O problema não está na falta de luz, mas na rejeição da
luz.
O apóstolo
Paulo resume essa realidade ao afirmar:
“Pois todos
pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3.23).
E
acrescenta:
“Porque o
salário do pecado é a morte” (Rm 6.23).
Essas
palavras nos lembram que o pecado continua sendo tão grave hoje quanto era nos
dias de Jeremias. Deus não mudou Seu padrão de santidade.
Ao
contrário do que muitos imaginam, a graça de Deus não diminui a seriedade do
pecado. Ela não nos dá licença para viver de qualquer maneira. A graça nos
conduz à santidade.
Por isso
Paulo escreve:
“Andai no
Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl 5.16).
Logo em
seguida, o apóstolo apresenta uma extensa lista das obras da carne:
prostituição, impureza, idolatria, inimizades, ciúmes, iras, dissensões,
invejas e tantas outras práticas que continuam presentes em nossa sociedade e,
infelizmente, às vezes também dentro das igrejas.
Paulo
conclui com uma advertência solene:
“Os que
tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus” (Gl 5.21).
Diante
disso, Lamentações nos leva a uma conclusão inevitável: o pecado continua sendo
algo extremamente sério aos olhos de Deus.
A
destruição de Jerusalém é um monumento erguido pela história para lembrar a
cada geração que Deus é santo, que Sua Palavra é verdadeira e que ninguém pode
desprezar Seus mandamentos sem sofrer as consequências.
Por isso,
antes de olharmos para os pecados de Judá, devemos examinar nosso próprio
coração. O maior propósito deste livro não é apenas mostrar o fracasso de uma
nação antiga, mas levar cada um de nós a reconhecer nossa necessidade de
arrependimento, santidade e dependência da graça de Deus.
O pecado
continua sendo abominável aos olhos do Senhor, mas a Sua graça continua sendo
suficiente para perdoar todo aquele que se volta para Ele com sincero
arrependimento.
II – A SEGUNDA LIÇÃO QUE APRENDO AQUI É A
TRÁGICA CONSEQUÊNCIA DO PECADO
Se a
primeira lição de Lamentações nos mostra a gravidade do pecado, a segunda nos
revela seus efeitos devastadores. O pecado nunca permanece isolado. Ele produz
consequências espirituais, morais, familiares e até sociais. Jerusalém
tornou-se uma demonstração visível daquilo que acontece quando um povo abandona
os caminhos do Senhor.
Ao longo do
livro, Jeremias descreve com riqueza de detalhes a calamidade que se abateu
sobre Judá. Cada cena registrada pelo profeta é um testemunho da seriedade do
juízo divino e um alerta para todas as gerações.
1. Em primeiro lugar, ele fala da escravidão do
povo (Lm 1.1)
Jerusalém,
que antes era uma cidade cheia de habitantes, tornou-se solitária. A cidade que
exercia influência entre as nações agora se encontrava reduzida à condição de
serva.
A
escravidão sempre foi uma das consequências mais dolorosas da desobediência. O
povo que fora libertado do Egito pela poderosa mão de Deus agora experimentava
novamente o jugo da servidão.
O pecado
possui exatamente essa característica. Ele promete liberdade, mas produz
escravidão. Jesus declarou:
“Todo o que
comete pecado é escravo do pecado” (Jo 8.34).
Aquilo que
começa como uma escolha muitas vezes termina como uma prisão.
2. Em segundo lugar, ele fala do exílio
(Lm 1.3,6,18)
A terra
prometida era um dos maiores símbolos da aliança entre Deus e Israel. Ser
expulso dela significava experimentar a disciplina do Senhor de forma profunda.
Jeremias
contempla a nação espalhada entre povos estrangeiros. Os que antes desfrutavam
das promessas divinas agora viviam longe de sua pátria.
O exílio
não representava apenas uma mudança geográfica; simbolizava a ruptura da
comunhão provocada pelo pecado.
Desde o
Éden, o pecado produz afastamento. Adão e Eva foram expulsos do jardim. Israel
foi levado para a Babilônia. E o pecador permanece distante de Deus enquanto
não se arrepende.
3. Em terceiro lugar, ele fala da humilhação dos
líderes e da violência sofrida pelo povo (Lm 4.16; 5.11-12)
Os
sacerdotes foram desprezados. Os anciãos perderam sua honra. As mulheres foram
violentadas. Os jovens sofreram humilhações.
A sociedade
que rejeita a Deus inevitavelmente caminha para a degradação moral.
Quando a
presença do Senhor é desprezada, os valores se corrompem, a justiça enfraquece
e a dignidade humana é atacada.
Jerusalém
tornou-se um retrato doloroso de uma sociedade colhendo os frutos de sua
própria rebelião.
4. Em quarto lugar, ele fala da profanação do
Templo (Lm 1.10)
Os
utensílios consagrados ao culto foram saqueados pelos babilônios.
Aquilo que
havia sido separado para o serviço de Deus foi tratado como despojo de guerra.
O Templo
representava a presença do Senhor entre Seu povo. Ver seus objetos sagrados nas
mãos de pagãos era um golpe profundo para a identidade espiritual de Israel.
Quando o
pecado domina uma nação, até mesmo aquilo que deveria ser santo perde sua
importância.
5. Em quinto lugar, ele fala da destruição do
Templo e dos muros da cidade (Lm 2.6-9)
O lugar
onde gerações haviam adorado ao Senhor foi reduzido a escombros.
Os muros,
símbolo de proteção e segurança, foram derrubados.
A
destruição de Jerusalém demonstrava que nenhuma estrutura humana é capaz de
permanecer de pé quando Deus remove Sua mão disciplinadora.
O salmista
declarou:
“Se o
SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não
guardar a cidade, em vão vigia a sentinela” (Sl 127.1).
Toda
segurança que não está fundamentada em Deus é ilusória.
6. Em sexto lugar, ele fala das inúmeras mortes
ocorridas (Lm 2.21-22)
Velhos e
jovens tombaram pelas ruas da cidade.
A guerra
não fez distinção de idade, posição social ou importância política.
A cena
descrita por Jeremias é devastadora. Jerusalém transformou-se em um grande
campo de sofrimento.
O pecado
produz morte. Essa é uma verdade que atravessa toda a Escritura.
Desde o
jardim do Éden até o Apocalipse, a Bíblia mostra que a morte entrou no mundo
por causa do pecado (Rm 5.12).
7. Em sétimo lugar, ele fala da terrível fome que
assolou a cidade (Lm 1.11; 2.11-12; 4.4,9-10)
O cerco
babilônico produziu uma das maiores tragédias da história de Jerusalém.
A fome
tornou-se tão severa que mães chegaram ao ponto de comer os próprios filhos
para sobreviver.
É difícil
imaginar um cenário mais desesperador.
Aquilo que
Deus havia advertido em Sua Lei agora se cumpria diante dos olhos da nação (Dt
28.52-57).
O pecado
sempre leva mais longe do que imaginamos e cobra um preço maior do que estamos
dispostos a pagar.
8. Em oitavo lugar, ele fala dos falsos profetas
que enganaram o povo (Lm 2.14)
Jeremias
denuncia aqueles que deveriam ter proclamado a verdade, mas preferiram
alimentar ilusões.
Eles
anunciavam prosperidade quando o juízo estava às portas.
Prometiam
segurança quando a destruição já se aproximava.
Diz o
profeta:
“Os teus
profetas viram para ti visões falsas e enganosas.”
Essa
realidade continua extremamente atual.
Muitas
pessoas ainda preferem ouvir mensagens agradáveis em vez da verdade
transformadora da Palavra de Deus. A verdade confronta. A verdade exige
arrependimento. A verdade chama à mudança. Por isso, muitos rejeitam a verdade
e abraçam a mentira.
Como
afirmou Jesus:
“O
julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas
do que a luz; porque as suas obras eram más” (Jo 3.19).
A tragédia
de Jerusalém não começou quando Nabucodonosor chegou às suas portas. Ela
começou quando o povo deixou de ouvir a voz de Deus. A destruição física foi
apenas a consequência de uma ruína espiritual que já existia há muito tempo.
O PROFETA DESCREVE SUA PRÓPRIA DOR
Ao
contemplar toda essa devastação, Jeremias não permanece indiferente.
Ele não
fala como um observador distante, mas como alguém profundamente ferido pela
tragédia de sua nação.
Por isso
declara:
“Eu sou o
homem que viu a aflição pela vara do furor de Deus” (Lm 3.1).
Nos
versículos seguintes (Lm 3.1-18), o profeta descreve sua angústia, seu
sofrimento e sua aparente falta de esperança.
A dor é tão
intensa que ele chega a dizer:
“Já pereceu
a minha glória, como também a minha esperança no Senhor” (Lm 3.18).
Contudo, a
história não termina aí.
Quando tudo
parece perdido, quando as ruínas são maiores do que as forças humanas conseguem
suportar, Jeremias faz uma das mais extraordinárias declarações de fé de toda a
Bíblia:
“Quero
trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21).
III – A TERCEIRA LIÇÃO QUE APRENDO AQUI É QUE
O PROFETA JEREMIAS NÃO QUER SER CONSUMIDO PELA TRAGÉDIA (Lm 3.21)
Depois de
descrever a devastação de Jerusalém, a humilhação do povo, a destruição do
Templo e a profunda dor que tomou conta de sua alma, Jeremias chega a um dos
pontos mais extraordinários de toda a Escritura.
Até este
momento, o profeta havia falado sobre lágrimas, sofrimento, disciplina e
aflição. Entretanto, quando tudo parecia perdido, ele faz uma declaração que
muda completamente o rumo de seu pensamento:
“Quero
trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21).
Essa frase
marca uma mudança decisiva. Jeremias não nega a realidade da tragédia. Ele não
tenta minimizar a dor nem fingir que tudo está bem. Pelo contrário, ele
reconhece plenamente o sofrimento. Contudo, ele se recusa a permitir que a dor
tenha a última palavra.
O escritor
Eugene Peterson observou que muitas vezes é mais fácil entregar-se ao desespero
do que viver pela esperança. O desespero nos paralisa, enquanto a esperança nos
desafia a continuar caminhando. O desespero exige apenas rendição; a esperança
exige fé.
Jeremias
poderia ter se tornado um homem amargurado. Poderia ter permitido que as ruínas
de Jerusalém produzissem ruínas em sua alma. Poderia ter sucumbido à
desesperança. Mas ele toma uma decisão consciente: dirigir seus pensamentos
para as verdades eternas acerca de Deus.
Essa é uma
das maiores lições espirituais do livro de Lamentações.
As
circunstâncias nem sempre estão sob nosso controle, mas aquilo que alimenta
nossa mente e nosso coração é uma escolha que fazemos diariamente.
O profeta
não olha para dentro de si mesmo em busca de força. Ele não procura esperança
nas circunstâncias. Ele não a encontra nos líderes de Judá, nem nos exércitos,
nem nos recursos humanos. Sua esperança está inteiramente fundamentada no
caráter de Deus.
Por isso,
ele passa a recordar algumas verdades que sustentam sua alma.
1. A primeira coisa que ele traz à memória é que o
Senhor é misericordioso (Lm 3.22-23a)
Jeremias
declara:
“As
misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos, porque as suas
misericórdias não têm fim; renovam-se cada manhã.”
Essas
palavras brilham como um raio de luz em meio às trevas do sofrimento.
Observe que
Jeremias não diz que Judá não havia pecado. Ele reconhece plenamente a culpa da
nação. Também não afirma que o castigo era injusto. Pelo contrário, ele sabe
que a disciplina recebida era consequência da desobediência do povo.
Mas há algo
maior que o pecado de Judá: a misericórdia de Deus.
Se
Jerusalém ainda existia, ainda que em ruínas, era porque a misericórdia divina
continuava operando. Se havia um remanescente sobrevivente, era porque Deus não
havia abandonado completamente Seu povo.
A
misericórdia é a disposição divina de não nos tratar segundo aquilo que nossos
pecados merecem.
Davi
compreendeu essa verdade quando escreveu:
“Não nos
trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui consoante as nossas
iniquidades” (Sl 103.10).
Mesmo na
disciplina, Deus continua sendo misericordioso. O próprio profeta Habacuque
reconheceu isso quando declarou:
“Ó SENHOR,
para executar juízo, puseste aquele povo; tu, ó Rocha, o fundaste para servir
de disciplina” (Hc 1.12).
A
disciplina divina não é expressão de rejeição, mas de amor.
Por isso
Salomão escreveu:
“Porque o
SENHOR repreende a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Pv
3.12).
O autor de
Hebreus retoma essa mesma verdade ao afirmar:
“Porque o
Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe” (Hb 12.6).
A maior
demonstração da misericórdia divina, porém, não foi preservada para Jerusalém,
mas revelada em Cristo.
Na cruz do
Calvário, Deus manifestou Seu amor de forma definitiva.
Paulo
escreve:
“Mas Deus
prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós,
sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).
A cruz é a
prova eterna de que as misericórdias do Senhor não têm fim. Todos nós merecíamos condenação, mas
recebemos graça. Todos nós merecíamos juízo, mas recebemos perdão. Todos nós
merecíamos morte, mas recebemos vida em Cristo.
Por isso
Jeremias encontra forças para continuar.
As
circunstâncias permaneciam difíceis, mas a misericórdia de Deus continuava
presente.
ILUSTRAÇÃO
Conta-se
que Napoleão Bonaparte certa vez condenou à morte um soldado que havia sido
encontrado dormindo durante seu turno de guarda.
A mãe do
jovem implorou misericórdia ao imperador.
Napoleão
respondeu que o rapaz merecia morrer, pois havia colocado todo o exército em
risco.
A mulher
concordou:
— Eu sei
que meu filho merece a morte. Se ele não merecesse, eu estaria pedindo justiça.
Mas estou pedindo misericórdia.
Diante
daquela resposta, Napoleão decidiu perdoar o jovem.
Essa
história ilustra uma verdade espiritual profunda.
Nenhum de
nós pode reivindicar salvação com base em méritos próprios. Nossa única
esperança está na misericórdia de Deus revelada em Jesus Cristo.
Por isso
Jeremias afirma:
“As
misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos.”
E essa
continua sendo a esperança do povo de Deus ainda hoje.
2. A segunda coisa que ele traz à memória é que o
Senhor é fiel (Lm 3.23b)
Após
exaltar a misericórdia divina, Jeremias acrescenta:
“Grande é a
tua fidelidade.”
Essas
palavras tornaram-se um dos maiores cânticos de esperança da Igreja ao longo
dos séculos.
O Deus da
Bíblia é um Deus fiel. Ele é fiel às Suas promessas. É fiel à Sua Palavra. É
fiel ao Seu caráter. É fiel à Sua aliança. Mesmo quando o povo falha, Deus
permanece imutável.
É
exatamente isso que sustentava Jeremias.
Apesar da
infidelidade de Judá, Deus não havia abandonado a aliança feita com Abraão,
Isaque e Jacó.
A
disciplina era real, mas as promessas continuavam de pé.
Paulo
expressa essa mesma verdade quando escreve:
“Se somos
infiéis, ele permanece fiel, pois de maneira nenhuma pode negar-se a si mesmo”
(2Tm 2.13).
A
fidelidade de Deus não depende da estabilidade das circunstâncias. Ela depende
do Seu próprio caráter. Por isso Jeremias consegue enxergar além das ruínas. Ele
sabe que o mesmo Deus que disciplinou Seu povo também o restauraria.
Essa
certeza o impede de afundar no desespero.
A esperança
cristã não está fundamentada naquilo que vemos, mas na fidelidade daquele que
prometeu.
3. A terceira coisa que ele traz à memória é que o
Senhor era a sua verdadeira herança e a sua única esperança na terra dos
viventes (Lm 3.24)
Jeremias
declara:
“A minha
porção é o SENHOR, diz a minha alma; portanto, esperarei nele.”
A palavra
“porção” possui um significado profundo no Antigo Testamento. Ela era usada
para indicar a herança recebida por uma pessoa. Quando a terra de Canaã foi
dividida entre as tribos de Israel, cada uma recebeu sua porção. Entretanto,
aos levitas foi dito algo diferente:
“Eu sou a
tua porção e a tua herança no meio dos filhos de Israel” (Nm 18.20).
Ao afirmar
que o Senhor era a sua porção, Jeremias está dizendo que, mesmo tendo perdido
quase tudo, ainda possuía aquilo que realmente importava.
Jerusalém
havia sido destruída. O templo havia sido queimado. Os muros haviam sido
derrubados. A nação estava no exílio. Mas Deus permanecia o mesmo.
Essa é uma
verdade que sustenta o cristão em qualquer circunstância. Os bens materiais
podem desaparecer. A saúde pode enfraquecer. Pessoas queridas podem partir.
Sonhos podem ser interrompidos. Entretanto, aquele que possui o Senhor jamais
ficará sem sua verdadeira riqueza.
O salmista
expressou essa mesma convicção quando escreveu:
“Quem mais
tenho eu no céu? Não há outro em quem eu me compraza na terra. Ainda que a
minha carne e o meu coração desfaleçam, Deus é a fortaleza do meu coração e a
minha herança para sempre” (Sl 73.25,26).
Foi essa
certeza que sustentou Jeremias.
Sua
esperança não estava nas circunstâncias, mas no Deus que governa as
circunstâncias.
Martinho
Lutero expressou essa verdade em seu famoso hino Castelo Forte:
“Se temos de perder
Os filhos, bens, mulher,
Embora a vida vá,
Por nós Jesus está,
E dar-nos-á seu Reino.”
Diante
disso, somos levados a refletir:
Quem tem
sido a nossa herança?
Estamos
depositando nossa segurança nas coisas passageiras deste mundo ou no Deus
eterno que nunca muda?
4. A quarta coisa que ele traz à memória é que o
Senhor é bom para os que nele esperam (Lm 3.25)
Jeremias
prossegue:
“Bom é o
SENHOR para os que esperam por ele, para a alma que o busca.”
A esperança
bíblica não é um simples desejo de que algo aconteça. Esperar em Deus significa
confiar em Seu caráter, descansar em Sua soberania e permanecer firme mesmo
quando não compreendemos Seus caminhos.
Judá havia
depositado sua confiança em alianças políticas, em exércitos estrangeiros e em
estratégias humanas. Contudo, tudo isso falhou.
Deus,
porém, nunca falha.
A Bíblia
está repleta de exemplos de pessoas que aprenderam essa verdade.
Abraão
esperou décadas pelo filho prometido. José aguardou anos até que os sonhos de
Deus se cumprissem. Davi passou por longos períodos de perseguição antes de
assumir o trono. Os discípulos enfrentaram tempestades antes de verem o poder
de Cristo manifestado. O Senhor nunca chega atrasado.
No
Evangelho de João encontramos uma cena que ilustra essa verdade. Os discípulos
estavam atravessando o mar durante a noite e enfrentando uma forte tempestade.
O texto
diz:
“Já se
fazia escuro, e Jesus ainda não viera ter com eles” (Jo 6.17).
Essa
pequena palavra — ainda — é carregada de esperança.
O texto não
diz que Jesus não viria.
Diz apenas
que Ele ainda não havia chegado.
Muitas
vezes nos encontramos em situações semelhantes. Oramos e parece que nada
acontece. Clamamos e o céu parece silencioso. Esperamos e não vemos mudanças.
Mas o
Senhor continua vindo ao encontro dos Seus. Ele nunca abandona aqueles que
esperam n’Ele.
Como
declarou Isaías:
“Mas os que
esperam no SENHOR renovam as suas forças” (Is 40.31).
Jeremias
sabia disso. Por isso continuava esperando.
5. A quinta coisa que ele traz à memória é que o
Senhor é o seu Salvador (Lm 3.26)
O profeta
declara:
“Bom é
aguardar a salvação do SENHOR, e isso, em silêncio.”
A palavra
salvação aqui aponta para o livramento que vem exclusivamente de Deus.
Jeremias
compreende que nenhuma solução humana seria capaz de restaurar Judá. A
verdadeira esperança estava no Senhor.
Essa
verdade alcança sua plenitude em Jesus Cristo.
A maior
necessidade do ser humano não é simplesmente ser livre das dificuldades
temporais, mas ser salvo do pecado e reconciliado com Deus. Muitas pessoas
enxergam a salvação apenas como uma garantia de entrada no céu. Embora isso
seja verdadeiro, a salvação é muito mais profunda.
Ser salvo
significa ser libertado do domínio do pecado. Significa ser transformado pela
graça. Significa encontrar prazer em Deus acima de todas as coisas. Significa
viver para Sua glória.
O salmista
declarou:
“Uns
confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, nos gloriaremos em o nome do
SENHOR, nosso Deus” (Sl 20.7).
Essa era a
confiança de Jeremias. Essa deve ser também a nossa confiança. Quando tudo
parece ruir, a salvação continua vindo do Senhor.
6. A sexta coisa que ele traz à memória é que o
Senhor atende aos humildes (Lm 3.29)
Jeremias
utiliza uma figura muito forte:
“Ponha a
boca no pó; talvez ainda haja esperança.”
Colocar a
boca no pó era um gesto de profunda humilhação diante de Deus.
Representava
arrependimento. Representava submissão. Representava reconhecimento da própria
fragilidade. Uma das razões da queda de Judá foi justamente o orgulho
espiritual.
O povo
acreditava que jamais seria disciplinado porque possuía o templo, os sacerdotes
e as tradições religiosas.
Mas Deus
resiste aos soberbos.
A Escritura
declara:
“Deus
resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça” (Tg 4.6).
O apóstolo
Paulo também exorta:
“Nada
façais por partidarismo ou vanglória, mas por humildade, considerando cada um
os outros superiores a si mesmo” (Fp 2.3).
O maior
exemplo de humildade é o próprio Senhor Jesus.
Ele
declarou:
“Aprendei
de mim, porque sou manso e humilde de coração” (Mt 11.29).
A
verdadeira grandeza não está em exaltar a si mesmo, mas em reconhecer a
absoluta dependência de Deus.
Um coração
quebrantado continua sendo terreno fértil para a ação da graça divina.
Por isso o
salmista afirmou:
“Coração
compungido e contrito não o desprezarás, ó Deus” (Sl 51.17).
7. A sétima coisa que ele traz à memória é que o
Senhor não se prolonga em sua ira (Lm 3.31-32)
Jeremias
conclui sua reflexão afirmando:
“Porque o
Senhor não rejeitará para sempre; pois, ainda que entristeça alguém, usará de
compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias.”
Essas
palavras revelam o propósito da disciplina divina.
O objetivo
de Deus nunca foi destruir Seu povo, mas restaurá-lo.
O cativeiro
babilônico foi severo, mas não foi definitivo.
Após
setenta anos, o Senhor trouxe o remanescente de volta à sua terra, conforme
havia prometido (Jr 25.11,12).
Mesmo
durante o exílio, Deus continuou cuidando do Seu povo.
Por
intermédio de Jeremias, enviou uma mensagem de esperança:
“Eu é que
sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e
não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jr 29.11).
O castigo
teve prazo determinado. A misericórdia, porém, permanece para sempre. Davi
compreendeu essa verdade quando escreveu:
“Porque não
passa de um momento a sua ira; o seu favor dura a vida inteira” (Sl 30.5).
O Senhor
nunca abandona os Seus filhos. Mesmo nas horas mais difíceis, Sua graça
continua operando.
O apóstolo
Paulo reforça essa verdade ao dizer:
“Também o
Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza” (Rm 8.26).
Quando não
conseguimos orar, o Espírito intercede. Quando nossas forças acabam, Ele nos
sustenta. Quando a esperança parece enfraquecer, Ele nos lembra das promessas
divinas.
Por isso
Jeremias não foi vencido pela tragédia.
As ruínas
estavam diante de seus olhos, mas as promessas de Deus estavam diante de sua
fé.
E é
exatamente essa esperança que deve sustentar o povo de Deus em todas as épocas.
As
circunstâncias mudam. Os sofrimentos vêm e passam. As lutas surgem e
desaparecem. Mas a misericórdia, a fidelidade e o amor do Senhor permanecem
para sempre.
CONCLUSÃO
O livro de
Lamentações nos conduz por um caminho de lágrimas, ruínas e sofrimento. Ao
longo de suas páginas contemplamos uma cidade destruída, um povo humilhado, uma
nação disciplinada e um profeta profundamente ferido pela dor. Contudo, a
mensagem central do livro não é a tragédia, mas a esperança que sobrevive à
tragédia.
Jeremias
não ignorou o sofrimento. Ele não fingiu que a dor não existia. Ele chorou,
lamentou e expôs diante de Deus toda a angústia de sua alma. Entretanto,
recusou-se a permanecer prisioneiro do desespero. Quando tudo ao seu redor
parecia perdido, ele tomou uma decisão que mudou completamente sua perspectiva:
“Quero
trazer à memória o que me pode dar esperança” (Lm 3.21).
Essa
continua sendo uma das maiores necessidades do povo de Deus. Em tempos de
crise, nossa tendência natural é concentrar os pensamentos naquilo que
perdemos, nas portas que se fecharam, nos sonhos frustrados e nas
circunstâncias que não conseguimos controlar. Jeremias, porém, nos ensina a
levantar os olhos acima das ruínas e contemplar o caráter imutável de Deus.
Em vez de
permitir que a tragédia definisse sua visão da realidade, Jeremias escolheu
contemplar o caráter de Deus. Ele encontrou descanso na certeza de que as
misericórdias do Senhor nunca se esgotam, de que Sua fidelidade jamais falha e
de que nenhuma circunstância pode privar o crente de sua verdadeira herança,
que é o próprio Deus. Sua esperança foi renovada ao lembrar que o Senhor é bom
para os que nele esperam, que a salvação vem exclusivamente de Suas mãos e que
Ele acolhe os humildes com graça e compaixão. Acima de tudo, o profeta
compreendeu que o juízo é temporário, mas a misericórdia divina permanece para
sempre. Essas verdades não apenas sustentaram sua alma em meio às ruínas de
Jerusalém, mas continuam sustentando todos aqueles que confiam no Senhor em
meio às adversidades da vida.
Todos nós
enfrentaremos períodos difíceis ao longo da vida. Haverá momentos de perdas,
enfermidades, decepções, crises familiares, dificuldades financeiras e dores
que parecem difíceis de suportar. O próprio Senhor Jesus afirmou:
“No mundo,
passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo” (Jo 16.33).
A vida
cristã nunca foi uma promessa de ausência de sofrimento, mas uma promessa da
presença de Deus em meio ao sofrimento.
Por isso,
quando a angústia bater à porta do seu coração, lembre-se de que o Senhor
continua assentado no trono. Quando as lágrimas vierem, lembre-se de que Deus
continua sendo bom. Quando as forças faltarem, lembre-se de que Suas
misericórdias se renovam a cada manhã.
Isso não
significa que não sofreremos. Não significa que não haverá marcas deixadas
pelas lutas. Somos humanos, não máquinas. O próprio Senhor Jesus chorou diante
do túmulo de Lázaro (Jo 11.35). O sofrimento faz parte da experiência humana
neste mundo caído.
Entretanto,
existe uma grande diferença entre sofrer e ser vencido pelo sofrimento.
O cristão
pode chorar, mas não precisa perder a esperança.
Pode
atravessar o vale, mas não precisa permanecer nele.
Pode ser
abatido, mas não destruído.
Como
escreveu o apóstolo Paulo:
“Em tudo
somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados;
perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos” (2Co
4.8,9).
A esperança
cristã não está fundamentada na ausência de problemas, mas na presença
constante de Deus.
Por isso, o
salmista declarou:
“Este é o
dia que o SENHOR fez; regozijemo-nos e alegremo-nos nele” (Sl 118.24).
Mesmo em
meio às dificuldades, ainda temos razões para confiar, adorar e prosseguir.
Da mesma
forma, o apóstolo Paulo nos exorta:
“Finalmente,
irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo,
tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma
virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”
(Fp 4.8).
Jeremias
escolheu ocupar sua mente com as verdades de Deus e não apenas com as tragédias
da vida. Essa também deve ser a nossa escolha.
Quando tudo
parecer escuro, traga à memória as promessas do Senhor.
Quando o
medo tentar dominar seu coração, lembre-se de Sua fidelidade.
Quando a
dor parecer insuportável, lembre-se de Sua misericórdia.
Quando as
forças acabarem, lembre-se de Sua graça.
E quando a
esperança parecer distante, lembre-se de Cristo, a maior demonstração do amor
de Deus por nós.
A cruz nos
ensina que Deus transforma tragédias em triunfo, morte em vida, lágrimas em
consolo e desespero em esperança.
Por isso,
enquanto caminhamos neste mundo, façamos das palavras de Jeremias a nossa
oração diária:
“Quero
trazer à memória o que me pode dar esperança.”
Que o
Senhor nos ajude a olhar além das circunstâncias, a confiar em Sua soberania e
a descansar em Sua infinita misericórdia.
Pense
nisso.
Que o
Senhor o abençoe!




