quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

JESUS AINDA CURA HOJE



Por Pr. Silas Figueira

Texto base: Mateus 15.29-31

INTRODUÇÃO

Jesus está região de Tiro e Sidom e expulsa o demônio da filha da mulher grega de origem siro fenícia (Mc 7.24-30), depois Jesus deixou Tiro e Sidom e se dirigiu à região de Decápolis – dez cidades predominantemente gentílicas que constituíam uma confederação com autorização dos romanos. Chegando lá, Jesus cura um homem que era surdo e gago (Mc 7.31-37), e o Senhor lhe proíbe de falar o que Ele lhe havia feito (Mc 7.35, 36), no entanto, o homem não obedeceu. Ao que parece, a notícia se espalhou e uma grande multidão se reuniu para ser curada também.

Muitas pessoas perguntam: por que Jesus não cura hoje como curou no passado, assim como foi no tempo dos apóstolos? Para responder a essa pergunta creio que seja melhor nós olharmos para aqueles dias e observar que muitos dos milagres foram realizados porque a ciência não estava tão avançada como nos dias de hoje; muitas doenças que antes gerava paralisia ou até mesmo a morte foram erradicadas, como por exemplo a paralisia infantil.

Não estou querendo com isso dizer que o Senhor não cure hoje, estou dizendo que o que antes era necessário uma intervenção através de um milagre, hoje, pelo avanço da ciência, muitos desses males já não existem mais, ou estão sob controle. Mas quando há necessidade do milagre o Senhor, pela misericórdia e graça, intervém na vida de muitos.

Esse texto nos mostra como que aquelas multidões receberam do Senhor o milagre que tanto necessitavam. E o método não mudou de lá pra cá, pois onde há a necessidade da intervenção divina o Senhor age pela sua misericórdia.

Mas por que o milagre ocorreu?

EM PRIMEIRO LUGAR, ELES FORAM ATÉ ONDE JESUS ESTAVA (Mt 15.29, 30a).

Observe que as multidões foram até onde Jesus estava em busca do milagre que tanto desejavam. Eles tinham uma necessidade e devido a isso romperam as barreiras da distância, do tempo, do cansaço, para encontrar em Jesus o refrigério que tanto necessitavam.

Agora, observe alguns detalhes:

a) Jesus nem sempre está nos lugares que queremos que Ele esteja. Há muitas pessoas hoje querendo o milagre, no entanto, estão indo aos lugares dos mais diversos, menos onde Jesus está. Jesus não está nos lugares que queremos que ele esteja, Ele está onde muitas pessoas não querem estar, ou seja, Jesus se revela no Evangelho e através da Sua Igreja.

Há muitas pessoas iguais a Zaqueu, querem ver Jesus subindo em árvore. Fazem os mais estranhos sacrifícios para ver Jesus, fazem trabalhos em encruzilhadas, andam quilômetros a pé, levam objetos consagrados para casa. Mas o necessário não fazem, ir onde Jesus está.

b) O texto nos diz que Jesus subiu a um monte (Mt 15.29). Ele não estava no nível do mar, Ele estava acima dele. Nós não vamos encontrar Jesus no nosso nível de entendimento, Ele sempre estará acima dele. Veja o que o Senhor nos fala em Isaías 55:8, 9:

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”.

Esse é outro problema que enfrentamos, pensar que Jesus está dentro do nosso raciocínio humano e caído, dentro da nossa lógica. O agir de Deus vai muito além, como lemos em Jeremias 29.11:

Porque eu bem sei os pensamentos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que esperais”.

Agora como conciliar isso na hora da crise? Como conciliar as promessas do Pai e as adversidades que enfrentamos? Pela fé. Esse é o único meio de enfrentarmos as crises que vem sobre nós. É exatamente isso que o autor de Hebreus nos diz:

Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11.6).

c) Jesus está assentado em lugares altos. Isso quer dizer que Ele está acima das nossas crises, dos nossos problemas, acima daquilo que nos sufoca a alma. Ele vê as nossas dores, as nossas aflições porque Ele está acima delas.

Isaías quando entra no templo no ano da morte do rei Uzias, ele pensou que com a morte do rei o povo estivesse desamparado, mas o Senhor lhe revela que aquele que reina pelos séculos dos séculos estava reinando em Judá e em sua história. Aquilo que para Isaías era o fim, o Senhor lhe mostra que era apenas o começo.

No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e a cauda do seu manto enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam. E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória” (Isaías 6.1-3).

O Senhor está no controle da história universal, mas também está no controle da nossa história. Nada acontece em nossa vida sem que o Senhor não saiba e não intervenha.

Há situações nas quais Deus intervém e realiza o que chamamos de milagre.

Há situações nas quais Deus não intervém ou aparentemente não intervém.

Talvez nos ajude superar a dificuldade ao considerar o sentido de “vontade de Deus” que nos é revelado no Novo Testamento:

A VONTADE DETERMINATIVA

Existe a vontade determinativa (ou decisória) de Deus e pode ser traduzida também como “plano de Deus” ou “decisão”, como em Atos 2.23 (“A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos”), Atos 4.28 (“Para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho tinham anteriormente determinado que se havia de fazer”) e em Tiago 1.18 (“Por Sua decisão Ele nos gerou pela palavra da verdade, a fim de sermos como que os primeiros frutos de tudo o que Ele criou”), entre outros.

VONTADE DIRETIVA – Essa vontade determinativa é, por vezes, diretiva, através da qual Deus guia as nossas vidas. Ele lança mão de nós para que Sua vontade determinativa se cumpra. Foi Sua vontade determinativa, por exemplo, salvar o Eunuco etíope. Para realizar esta vontade, Ele enviou o evangelista Filipe ao seu encontro (Atos 8.26).

VONTADE IMPLÍCITA – Ela se dá nas leis naturais. Deus decidiu que o mundo (logo, as nossas vidas) seria governado por leis, leis morais (sei que não posso matar ou mentir, certo que matar ou mentir tem consequências para a minha vida e as vidas dos outros) e leis naturais, conhecidas pelas ciências. Podemos dizer que essas leis põem em prática a vontade determinativa de Deus – graça comum.

VONTADE PRESCRITIVA (BULA MÉDICA)

Trata-se do desejo de Deus para o ser humano, como na oração do “Pai nosso”: Seja feita a tua vontade (Mateus 6.10). É da vontade de Deus que todos vivamos de modo justo. Por isto Ele deixa Suas instruções na Bíblia. Nela Ele nos lega o que é justo e certo para a vida individual e coletiva. Somos chamados a viver segundo estas regras.

A VONTADE PERMISSIVA

Para os que creem, uma das soluções teológicas para enfrentar o dificílimo problema do mal, vivenciado como sofrimento, é a chamada “vontade permissiva” de Deus.

Deus permite que vivamos como queremos viver, dentro ou fora das instruções que nos deixou. Deus permite que exploremos a terra como queremos, em lugar de cuidar dela. Deus permite que as consequências de nossas ações nos alcancem, a nós e a outros. Deus não deseja que o mal aconteça, mas permite que ele se dê. A vontade permissiva de Deus é, portanto, uma vontade indireta (Brumadinho e Mariana).

Leríamos melhor a Bíblia se não confundíssemos as coisas. O fato de um mal ter ocorrido e estar narrado na Bíblia não quer dizer que Deus o aprove. De igual modo, viveríamos melhor se prestássemos mais atenção à palavra de Deus para obedecê-la. É mais cômodo agir irresponsavelmente e pôr na conta da vontade permissiva de Deus do que assumirmos as nossas responsabilidades. A graça de Deus não pode ser uma avenida larga e longa para a prática dos nossos pecados. Temos que assumir as nossas responsabilidades.

EM SEGUNDO LUGAR, ELES TRAZIAM OS SEUS PROBLEMAS E LANÇAVAM AOS PÉS DE JESUS (Mt 15.30).

Podemos ter um problema, isso é o que mais ocorre, mas o que eu faço com ele é uma decisão minha. Há muitas pessoas que se acostumam com os seus problemas e ainda dizem que é a cruz que devem carregar, outros utilizam dos seus problemas para se beneficiarem – há pessoas que não querem ser curadas se não serão cortadas do INSS. Tem louco pra tudo!

No entanto, há pessoas que querem se desvencilhar dos seus problemas. Querem a todo custo se livrar deles, é o caso dessas multidões que foram até onde Jesus estava.

a) Para receber o milagre de Jesus tem que se admitir que temos um problema. Essa é a grande questão que muitos têm dificuldade – o problema é sempre do outro. O aleijado é o outro, o cego é o outro, o manco é o outro, e assim por diante. O outro, sempre o outro!

Tem gente que se vê mais perfeita que Jesus!

Para sermos curados devemos olhar para dentro de nós e admitirmos que estamos precisando da intervenção divina. Devemos fazer como fez a mulher que tinha um fluxo de sangue, ela sabia que tinha uma enfermidade e se prontificou a buscar em Jesus a solução do seu problema (Mc 5.25-29).

A cura começa quando nos vemos dependentes da intervenção divina para os nossos problemas.

Devemos agir como a mulher que perdeu a sua dracma e a procurou diligentemente:

Ou qual a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma dracma, não acende a candeia, e varre a casa, e busca com diligência até a achar?” (Lucas 15.8)

b) Para que o milagre aconteça devemos deixar tudo aos pés de Jesus (Mt 15.30). Talvez esse seja a maior dificuldade que enfrentamos. Deixar para Deus tratar o problema: “Toma, é teu, faça-se como Tu queres!”. Quem em sã consciência está disposto a tomar uma atitude assim?

Deixar significa que não vamos mais tomar conta, vigiar, cobrar do outro. Deixar aos pés de Jesus é descansar no cuidado dele e na hora dele. É não ficar cobrando do outro o milagre que estamos esperando em Jesus. Afinal de contas nós entregamos para Deus ou não entregamos?

Imagine se as pessoas que foram até Jesus levando os seus doentes voltassem para casa carregando-os de volta antes de Jesus os curar? E se Jesus não cura e resolve matar a pessoa? É isso que passa na mente de muitas pessoas, principalmente pais que têm seus filhos doentes. Muitos têm medo que o Senhor leve seus filhos e não os cure. Por isso que quando oram não os entregam para Deus, não deixam aos pés de Jesus, até levam, mas os trazem de volta antes do milagre.

c) Para que o milagre aconteça devemos aproveitar as oportunidades. Jesus estava em um dos montes em Decápolis, as pessoas souberam que Jesus estava lá, e correram para receber dele a cura. Muitas pessoas deixam de receber o milagre porque deixam a oportunidade passar. E sempre dão uma desculpa dizendo: Jesus está longe, tem que subir até o monte, ele não podia ficar no pé do monte? Com Deus não há facilidade! Como na vida também não.

A Bíblia nos deixa isso de forma muito clara: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós” (Tiago 48).

Muitas pessoas oram querendo o milagre, mas não fazem a sua parte. Tem muita gente que quer um emprego público, mas não estudam para as provas, ou, muitas vezes, não tem formação acadêmica para exercer aquela função que desejam. Há empregos que exige nível superior, e outros um outro idioma.

Muitas vezes o milagre que queremos virá através de uma cirurgia, de uma quimioterapia, de um remédio.

Bartimeu é um excelente exemplo de uma pessoa que aproveitou a oportunidade para ser curado de sua cegueira (Mc 10.46-52). Aquela era a última vez que Jesus passaria em Jericó. Dali Jesus estava indo para Jerusalém e iria ser morto na cruz.

EM TERCEIRO LUGAR, O QUE OCORRE QUANDO JESUS INTERVÉM (Mt 15.31).

Observe que as multidões se maravilharam com o que viram. Essas pessoas eram gentias, não eram judias. É impressionante ver o contraste entre os gentios e os líderes judeus que conheciam as Escrituras do Antigo Testamento. Os gentios glorificaram ao Deus de Israel, mas os líderes judeus disseram que Jesus estava operando em conjunto com Satanás (Mt 12.22-24). Os milagres de Jesus não levaram as cidades de Israel ao arrependimento (Mt 11.20-24), mas os gentios creram nele. Os milagres de Jesus deveriam ter convencido os judeus de que ele era o Messias (Is 29.18, 19, 35.4-6; Mt 11.1-6). Ele se admirou com a fé do soldado gentio e da mulher cananeia, e também se espantou com a incredulidade do seu povo (Mc 6.6).

Mas o que aconteceu com aquelas multidões o Senhor quer realizar hoje em nossas vidas. Ele não mudou, como nos fala o autor de Hebreus: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente” (Hb 13.8).

Quando deixamos aos pés do Senhor os nossos problemas veja o que acontece, observe o versículo 31:

De tal sorte, que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificava o Deus de Israel”.

a) Os mudos a falar – Uma pessoa muda é alguém que não escuta, ou que tem dificuldade na sua audição. Se há algo que o Senhor restaura primeiro é a audição, do contrário, a pessoa continuará sem falar. O Senhor Jesus ainda hoje cura os surdos. Eu trabalhei em uma congregação em Parada Modelo onde havia uma criança surda, a medida que a criança frequentava com os pais os cultos ela passou a ouvir e a falar normalmente.

Veja o que nos fala Marcos 7.31-35:

E ele, tornando a sair dos termos de Tiro e de Sidom, foi até ao mar da Galileia, pelos confins de Decápolis. E trouxeram-lhe um surdo, que falava dificilmente; e rogaram-lhe que pusesse a mão sobre ele. E, tirando-o à parte, de entre a multidão, pôs-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe na língua. E, levantando os olhos ao céu, suspirou, e disse: Efatá; isto é, Abre-te. E logo se abriram os seus ouvidos, e a prisão da língua se desfez, e falava perfeitamente”.

Num relacionamento interpessoal se alguém não escuta, automaticamente não falará. Essa é uma das dificuldades em muitos casamentos hoje. As pessoas não escutam umas as outras. Falam e falam, mas ninguém se escuta.

Na família os pais falam e os filhos não ouvem. Na igreja o pastor fala, mas muitos membros não dão atenção ao que está sendo dito. Já nos fala um ditado antigo: “Quem não houve conselho ouve: Ah coitado!”.

Jesus quer curar exatamente essa surdez interpessoal para que possamos ouvir uns aos outros. No entanto, mais que curar a surdez interpessoal, o Senhor precisa curar a nossa surdez espiritual; só assim poderemos ouvir o que o Senhor tem a nos falar e poderemos falar das suas maravilhas e sermos restaurados da nossa surdez espiritual e interpessoal também.

O jovem Samuel estava dormindo quando ouviu o Senhor lhe chamando, mas ele não identificou a voz pensando que era o sacerdote Eli que o chamava. Há muitas pessoas assim em nossas igrejas hoje, estão na Casa de Deus, mas não conseguem identificar a voz de Deus e a voz dos homens.

Então veio o Senhor, e pôs-se ali, e chamou como das outras vezes: Samuel, Samuel. E disse Samuel: Fala, porque o teu servo ouve” (1 Samuel 3.10).

Provavelmente Samuel estava em tordo dos seus 12 anos quando o Senhor o chama.

Quem não ouve a voz de Deus e a discerne é levado por por todo vento de doutrinas.

b) Os aleijados sãos – Os aleijados são pessoas que têm alguma deficiência em seus corpos, sejam elas visíveis aos nossos olhos ou não. E, geralmente, tentamos esconder o nosso aleijo. Não queremos ser alvo dos olhares de curiosos e muito menos sermos zombados.

O homem da mão mirrada tinha a sua mão direita defeituosa (Lc 6.1), Jesus o chama para ficar no meio da sinagoga, pede que ele estenda a mão e ela ficou restaurada.

Para que o Senhor nos cure de nosso aleijo devemos nos expôr diante do Senhor. Não é escondendo a deficiência que enganaremos ao nosso Deus, podemos enganar os homens.

Assim como existem deficiências físicas, existem também deficiências emocionais. Assim como o Senhor curou as físicas e consequentemente as emocionais, pois uma estava ligada a outra, da mesma forma o Senhor quer curar os nossos aleijos emocionais hoje também.
Todos nós temos as nossas deficiências. Umas mais aparentes, outras nem tanto. Mas todas elas nós tentamos mascarar para que ninguém as perceba, e se perceberem, que não seja tão feia aos olhos dos outros.

Há em nossas igrejas muitas pessoas traumatizadas, doentes emocionalmente, aleijadas da alma. Gente que tem tatuagem na alma. Tatuagem da dor do abandono, das suas fobias, dos traumas da infância, dos abusos sofridos. Gente que precisa vir para o meio e permitir que o Senhor trate dos seus traumas, dos seus medos, dos seus aleijos. Tudo isso deve ser colocado diante do Senhor!

c) Os coxos a andar – Coxo é alguém que coxeia (manca) temporária ou permanentemente, que apresenta uma extremidade mais curta que a outra ou a que falta uma perna ou pé.

Diante dessa descrição podemos entender que o Senhor curou os coxos que mancavam, que não andavam, mas também pessoas que não tinham nem perna e nem pé. O milagre vai além do nosso entendimento. O texto diz que Jesus curou a todos!

O Senhor hoje, assim como curou esses coxos, pode curar o nosso andar vacilante, nos ajudar a deixarmos as nossas mancadas que prejudicam os outros e a nossa vida com Deus. Ele pode fazer crescer aquilo que nos falta. Naquilo que estamos amputados.

Para andarmos direito na presença de Deus e dos homens temos que ter uma intervenção divina. É impossível para o homem natural andar assim.

O Senhor faz crescer dentro de nós o amor, a alegria, a paz de espírito, o prazer de estarmos na companhia dEle e dos nossos familiares. O Senhor traz equilíbrio em nossos caminhos.

d) Os cegos a ver – Não saber por onde vai e nem poder identificar o lugar que se encontra creio que seja extremante difícil. Identificar as pessoas somente pela voz, ou quem sabe, pelo tato.

Como vemos em Gênesis, Rebeca e Jacó enganando Isaque: Gênesis 27.21-23.

Tudo isso é muito difícil de explicar devido ao fato de enxergarmos. Mas quantas pessoas vivem em total escuridão. Uma coisa é nascer cego, outra é perder a visão, que particularmente, eu creio que seja muito pior.

Mas pior que a cegueira dos olhos físicos, a pior cegueira é a espiritual. Há muitas pessoas que veem a luz natural, mas estão enxergando a glória de Deus. Outros veem extremamente bem, mas estão cegos espiritualmente.

Em 2 Co 4.4 o apóstolo Paulo nos fala que o deus deste século segou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.

Satanás vai fazer de tudo para que os homens continuem cegos. Ele fará de tudo para manter os seres humanos na total escuridão espiritual, para que a glória de Cristo que resplandece no evangelho não abra o entendimento espiritual das pessoas. Ou então que fiquem satisfeitos em ver de forma embaçada.

Observe esse episódio que Marcos registra:

E chegou a Betsaida; e trouxeram-lhe um cego, e rogaram-lhe que o tocasse. E, tomando o cego pela mão, levou-o para fora da aldeia; e, cuspindo-lhe nos olhos, e impondo-lhe as mãos, perguntou-lhe se via alguma coisa. E, levantando ele os olhos, disse: Vejo os homens; pois os vejo como árvores que andam. Depois disto, tornou a pôr-lhe as mãos sobre os olhos, e o fez olhar para cima: e ele ficou restaurado, e viu a todos claramente” (Marcos 8.22-25).

Há muitas pessoas dentro de nossas igrejas assim, veem, mas não conseguem identificar as pessoas. São crentes que não vê o irmão como irmão, mas como árvores que andam. Tem o olhar preconceituoso. Veem o “negro bom”, no sentido comportamental como se este tivesse uma alma branca, como se alma tivesse cor.

Julgam tudo pela aparência e não com o reto juízo. Gente se veem superiores as demais pessoas só porque tem mais recurso financeiro que os outros. Gente de nariz em pé. Gente que precisar olhar para cima para terem seus olhos espirituais totalmente restaurados.

Mas estes “cegos” estão como a igreja de Laodiceia:

Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas” (Apocalipse 3.17,18).

Esse conselho do Senhor é para você e para mim. Corremos o risco de perdermos a visão e não vermos de forma clara as coisas ao nosso redor, e por isso julgamos as coisas de forma errada e pensamos que somos melhores que os nossos irmãos.

CONCLUSÃO

Jesus ainda hoje cura, liberta e traz esperança para o coração aflito. Por isso, esse texto que acabamos de analisar é tão atual quanto foi em sua época. Não duvide do milagre, creia que o que é impossível para o nós sempre será possível para o nosso Deus.

O Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e eternamente! Amém?

Pense nisso!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

O CLAMOR DO AFLITO


Por Rev. Hernandes Dias Lopes

“Estou aflitíssimo; vivifica-me, Senhor, segundo a tua palavra” (Sl 119.107).

A aflição é inevitável. Chega para todos, sem exceção. A vida não se desenrola num parque de diversões. Aqui navegamos por mares revoltos e atravessamos desertos inóspitos. Pessoas e circunstâncias tiram nossa alegria. Preocupações e ansiedade roubam nossas forças. Pecados e transgressões estrangulam a nossa paz. Enfermidades e limitações financeiras roubam nosso sono. Muitas são as causas de nossas aflições. Variadas são as consequências delas. O texto em apreço apresenta-nos quatro lições oportunas:

Uma confissão. “Estou aflitíssimo…”. O Salmista coloca sua aflição em grau superlativo. Sua aflição chegou ao nível máximo. Essa aflição vaza por todos os seus poros. Sua mente é açoitada pelo chicote dessa dor indescritível. Seu corpo é surrado pelos efeitos dessa angústia. Sua alma é atormentada, sem pausa, por essa tristeza que o encurrala por todos os lados. Temores internos e ameaças externas agravam sua crise. As dores do passado e o medo do futuro lançam sombras sobre sua vida. O presente o deixa atordoado. Não encontra nos recursos dos homens nenhum lenitivo. Saúde, dinheiro e prazeres não podem aplacar a sua dor emocional. Aventuras e conquistas não podem serenar os vendavais de sua alma. Está muito aflito, aflitíssimo!

Uma súplica. “… vivifica-me…”. Em face de sua extrema aflição, o salmista clama por vivificação. A tristeza nos abate a ponto de secar nossa alma. A aflição profunda transforma os cenários verdejantes do nosso coração num deserto cheio de cactos. Onde havia júbilo, a aflição traz a sinfonia dos gemidos. Onde havia brados de vitória, a aflição chega com sua bagagem cheia de derrotas amargas. Onde havia os raios fúlgidos da esperança, a aflição traz as nuvens escuras do desespero. Nessas horas, precisamos clamar aos céus para que nossa sorte seja restaurada. Precisamos de renovo, de restauração, de vivificação.

Um consolador. “… Senhor….”. A aflição pode vir de diversas fontes, mas nossa vivificação só pode vir do Senhor. Só ele tem poder para enxugar nossas lágrimas, terapeutizar nosso coração e curar as feridas da nossa alma. Só ele tem poder para perdoar nossos pecados, quebrar os grilhões que nos oprimem e arrancar da nossa alma a dor que nos aflige. Só o Senhor pode curar o enfermo, dar paz ao aflito e salvar o perdido. Quando descemos às profundezas da nossa aflição, somente Deus pode estender-nos a mão e tirar-nos desse poço escuro. Ele é poderoso para transformar nossos desertos secos em mananciais, nossos vales escuros em horizontes ensolarados, nossos dramas pessoais e familiares em motivos sobejos de louvor. O Senhor é o nosso consolador. Para ele não tem causa perdida nem problema insolúvel. Dele vem a nossa cura. De suas mãos procedem a nossa restauração.

Um instrumento. “… segundo a tua palavra”. Deus opera maravilhas em nossa vida segundo a sua palavra. Ele chama-nos ao arrependimento pela voz poderosa da sua palavra. Ele transforma-nos pelo poder de sua palavra. Ele instrui-nos na verdade, segundo a sua palavra. Ele guia-nos pelas veredas da justiça, pela luz da sua palavra. É pela palavra que nascemos. É pela palavra que crescemos. É pela palavra que atingimos a maturidade. Pela palavra Deus nos salva e nos reveste de poder. Pela palavra Deus nos consola e faz de nós instrumentos de consolação. Pela palavra Deus enche nossa alma de gozo e vivifica o nosso coração.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Por Que A Arca Da Aliança Nunca Será Encontrada?


Por Michael S. Heiser

Eu ainda posso lembrar a emoção de ver Indiana Jones: Os Caçadores da Arca Perdida nos cinemas. Já no ensino médio, eu já tinha sido infectado com o “vírus da arqueologia”. Esse filme levou os meus interesses a um nível inteiramente novo. Seguindo o caminho da Providência, eu segui o caminho de Indiana Jones, ao menos academicamente. Eu ainda estou fascinado pela arca, mas eu não acredito mais que ela está perdida e precisa ser descoberta. E a culpa é de Jeremias.

A ideia de que a arca da aliança sobreviveu à invasão de Nabucodonosor a Judá se baseia na ausência de qualquer referência explícita à arca dentre os utensílios de ouro levados para a Babilônia (2Cr 36.5-8). Da mesma forma, a lista de itens levados de volta para Judá depois do fim do exílio não menciona a arca (Ed 1.5-11). A explicação mais simples é que a arca estava dentre os “utensílios de ouro no templo do Senhor” que Nabucodonosor deixou em pedaços (2Rs 24.13). Ninguém pagaria para ver um filme assim.

Desde tempos antigos até os dias de hoje, as pessoas têm resistido à ideia de que Deus permitira Nabucodonosor destruir o objeto mais sagrado de Israel. Testemunhando o poder dessa resistência, há quase uma dúzia de teorias que dizem como a arca sobreviveu.

Algumas dessas teorias são extraídas de eventos bíblicos. Talvez Ezequias deu a arca para Senaqueribe como parte dos tributos pagos (2Rs 18). Será que ela foi removida por sacerdotes fiéis quando Manassés colocou um ídolo no templo (2Rs 21.1-9)? Indiana Jones disse a milhões que o faraó Sisaque levou a arca para a cidade de Tanis no Egito quando ele invadiu Jerusalém (1Rs 14.25-28). Talvez a teoria mais intricada envolve Menelik I, o suposto filho de Salomão e a rainha de Sabá, levando a arca para a Etiópia. A crônica real etíope, a Kebra Nagast, apresenta essa ideia com tanta seriedade que os governantes da Etiópia até o século XX tinham de provar a sua descendência de Menelik I.

Outras teorias cresceram a partir de passagens específicas em textos antigos. Segundo Maccabeus 2.5 relata Jeremias escondendo a arca numa caverna antes da invasão de Nabucodonosor. Segundo Baruque 6.1-9 descreve a arca sendo sobrenaturalmente engolida pela terra antes da invasão, ficando escondida ali até a hora da restauração de Israel.

Jeremias 3.16-17 torna todas essas hipóteses difíceis de se acreditar:

“Sucederá que, quando vos multiplicardes e vos tornardes fecundos na terra, então, diz o Senhor, nunca mais se exclamará: A arca da Aliança do Senhor! Ela não lhes virá à mente, não se lembrarão dela nem dela sentirão falta; e não se fará outra. Naquele tempo, chamarão a Jerusalém de Trono do Senhor; nela se reunirão todas as nações em nome do Senhor…”

A passagem mostra claramente que a arca deveria estar ausente por causa do exílio. Jeremias 3.16 também insiste que “não se fará outra”, um palavreado que sugere fortemente que a arca seria destruída no desastre iminente; se a arca não foi destinada para a destruição, falar em reconstruí-la não faria sentido. Jeremias 3.17 reforça esse ponto: a arca era o trono de Deus. Ele se sentava “entre os querubins” no suporte conhecido como o “propiciatório” (Ex 25.18-22; Nm 7.89). Mas a passagem fala de um dia em que a própria Jerusalém seria chamada de trono de Deus. Lemos sobre isso em Apocalipse 21.2-3: “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo. Então, ouvi grande voz vinda do trono, dizendo: Eis o tabernáculo de Deus com os homens. Deus habitará com eles. Eles serão povos de Deus, e Deus mesmo estará com eles”. Uma arca da aliança recuperada não se encaixa nesse cenário, ela seria decepcionante demais.

Dr. Michael S. Heiser é um acadêmico contratado pela Faithlife, os criadores do Logos Bible Software. Ele é o autor do livro The Unseen Realm: Recovering the Supernatural Worldview of the Bible. Este artigo é um excerto do livro I Dare You Not to Bore Me with the Bible. Original aqui.

Traduzido por Guilherme Cordeiro.

Fonte: Monergismo 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

EVANGÉLICOS SEM O EVANGELHO


Pr. Cleber Montes Moreira

“Assim, eu lhes digo, e no Senhor insisto, que não vivam mais como os gentios, que vivem na futilidade dos seus pensamentos. Eles estão obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento dos seus corações.” (Efésios 4:17,18 – NVI).

Um cantor gospel participa de um evento num terreiro de candomblé. Uma famosa estação de rádio, dita evangélica, toca uma música cuja letra menciona Maria como medianeira. Um pastor evangélico participa com um padre, numa igreja católica, como oficializante numa celebração de casamento (para a Igreja Romana, um sacramento1). Um evangélico aceita ser padrinho2 de batismo de duas crianças numa cerimônia católica. Um pastor de jovens posta em redes sociais textos deapologia à Ideologia de Gênero. Outro pastor, de uma comunidade evangélica, convida um transexual para pregar em sua igreja. Diante destes e outros fatos, pergunto: O que há com os evangélicos de hoje? Abandonaram a Bíblia? Se esqueceram de seus princípios? Estão seguindo um “outro evangelho”? Se renderam ao ecumenismo que antes reprovavam? Ou, porque se conformaram ao mundo, adotaram o “politicamente correto”? Talvez por isso há quem diga: “Já não se fazem evangélicos como antigamente.” Eu concordo.

Houve um tempo em que ser evangélico era crer no evangelho e praticá-lo. Esta fé capacitava o crente para reagir contra as heresias, para identificar os falsos profetas e resisti-los na Palavra. Hoje, infelizmente, nem conhecem a Palavra de Deus, pois abandonaram-na, ou substituíram-na por alguma outra “verdade” humana, agradável, sem a exigência de compromisso, “inclusiva”, regada de “amor” (segundo o entendimento vigente na sociedade), e passaram a dialogar com outras correntes de fé (segundo um amigo meu “fezes”) antagônicas aos ensinos de Cristo. Estes “novos diálogos” abrem conversas que promovem o relativismo das Escrituras, sua “ressignificação”, sua “reimaginação” e consequente “reinterpretação”, a partir de perspectivas humanas, dos valores fundamentais da fé cristã. Esta degradação, num nível ainda mais baixo, acata debates sobre temas para os quais os evangélicos tinham opinião formada e embasada, tais como a inspiração, inerrância e autoridade da Bíblia, suficiência e exclusividade da Obra de Cristo, ecumenismo, aborto, uniões homo afetivas etc. O subproduto deste sincretismo religioso (e também social e político) é o que chamo de ‘evangélicos sem o evangelho’. Não é sem motivo que o crescimento vertiginoso dos evangélicos não tem causado os impactos esperados na sociedade que prossegue em franca derrocada.

‘Evangélicos sem o evangelho’, ainda que cultivem algum orgulho religioso, são pessoas perdidas, desprovidas da experiência de salvação e esperança real em Cristo. Porque não deram lugar ao Espírito Santo, ainda não conhecem a virtude do “poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê” (Romanos 1:16). Sem Cristo, e sem o evangelho, permanecem (porque são “gentios”) “obscurecidos no entendimento e separados da vida de Deus por causa da ignorância em que estão, devido ao endurecimento dos seus corações” (Efésios 4:18 – NVI).

1 Casamentos e batismos são, para a Igreja Católica, sacramentos.
2 Homem que apresenta alguém (ger. criança) para o batismo ou crisma, com o compromisso implícito de provê-la do necessário na falta dos pais; dindo, dindinho.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

TEOLOGIA INCLUSIVA



Pr. Cleber Montes Moreira

“Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Romanos 1:25 – ACF)

Embora se afirme que a Teologia Inclusiva seja “um ramo da teologia tradicional”, ela é, na verdade, um rompimento com os valores cristãos como ensinados na Bíblia. Uma vez que está voltada para a “inclusão, prioritariamente, das categorias socialmente estigmatizadas como os negros, as mulheres e os homossexuais” (e outras) sem, todavia, anunciar-lhes o arrependimento e o novo nascimento como condição para a inclusão no Reino, contraria o ensino do próprio Cristo que iniciou seu ministério terreno com estas palavras: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mateus 4:17 - ACF).1

Ao considerarem a posição cristã conservadora sobre o tema da sexualidade como “imposição de dogmas infundados e opiniões particulares como regras universais”, e “imposição de um pensamento ético puritano e castrador”, em decorrência do que o tema homossexualidade seja supostamente relegado “aos porões do fazer teológico”, e ao acusarem os teólogos e expositores cristãos, em sua maioria, de fundamentarem suas interpretações em duas ou três passagens das Escrituras, os teólogos inclusivos agem de má fé e se arvoram detentores de uma hermenêutica acima de qualquer suspeita.2 Não é novidade que todo herege se considere dono da verdade.

O “amor” como única doutrina:

Frases como “Deus abençoa todas as formas de amor”, “Amor é amor e toda forma de amar é justa”, “Onde estiver o amor, ali Deus está” etc., são apenas algumas das afirmações que vemos circular pelas redes sociais e ambientes onde há propaganda inclusiva.

A Teologia Inclusiva, ainda que negue, proclama o “amor” como única doutrina. Foi exatamente o que ensinou um de seus exponentes num sermão em que chega a afirmar que se alguém é capaz de amar, mesmo que não tenha um relacionamento com Cristo, mesmo que não creia em Deus, está salvo: “Quem ama vive a realidade da fé, ainda que não confesse a fé.” Perceba que não é o arrependimento, não é a conversão, não é a santidade, mas o “amor” a doutrina elementar do “evangelho inclusivo”. A base bíblica para isso é “Deus é amor” (1 João 4:8b) – como sempre, o texto é pretexto! Daí pegam uma frase de Agostinho, descolam de seu contexto, e com ela propagam seu pilar: “Ama e faz o que quiseres.”3

O “amor” que ensina a Teologia Inclusiva não vem de Deus, não é o amor ensinado nas Escrituras, mas é um amor hedonista, que procura conciliar vida religiosa com prazeres, interesses e pecados. Para suprir esta demanda é que surgem as chamadas “Igrejas Inclusivas” onde todos são aceitos como são e estão, sem convite ao arrependimento, onde se ensina que “pecado é não amar”.

A ressignificação das Escrituras:

Para se impor como verdadeira, a Teologia Inclusiva trata de ressignificar textos bíblicos que contrariam seus (des)valores, principalmente os que condenam práticas homoafetivas. É por isso que defende que as condenações encontradas no Velho Testamento referem-se às relações sexuais ligadas aos cultos pagãos, e que por se encontrarem ao lado de outras proibições como comer sangue ou carne de porco, já perderam a validade e não necessitam ser guardadas pelos cristãos.4

Pecado é pecado, a Verdade não pode ser relativizada:

John Stott afirmou: “A tolerância em relação ao mal não é uma virtude. Deus continua dizendo a seu povo para se santificar.” Sim, Deus continua dizendo ao seu povo que pecado é pecado, e que todo salvo deve afastar-se do pecado e buscar crescer em santidade. Deus não muda, sua Palavra também não, por isso que os valores de seu reino são eternos.

Quando os teólogos da Teologia Inclusiva relativizam a Bíblia e negam o ensino tradicional sobre o pecado, eles desafiam o Eterno e Imutável Deus e, por suas heresias, mudam a verdade em mentira, e criam um “evangelho” centrado na criatura e não no Criador, que contempla a carne e seus prazeres ao invés do “andar no espírito” (Gálatas 5:16). Os textos que seguem são bem explicativos, e ressignificá-los ou relativizá-los é no mínimo desonesto: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:10); “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Levítico 18:22); “Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6:18); “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus” (1 Tessalonicenses 4:3-5); “Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira” (Apocalipse 22:15). OBS.: Bíblia NVI, grifos do autor. Não apenas a homossexualidade, não apenas os pecados sexuais, mas a pratica de todo e qualquer pecado, se não houver arrependimento verdadeiro, leva à condenação eterna: “Pois o salário do pecado é a morte...” (Romanos 6:23) – ocultar este ensino é artimanha maligna para encher o inferno. Cuidado, os operários do engano trabalham sem descanso!

Reflita:

Deus não inclui em seu reino pecadores sem arrependimento, sem novo nascimento e, portanto, sem natureza transformada, seja ele branco, negro, índio, pardo, judeu, não judeu, hétero ou homossexual. O quesito para a salvação ainda é o mesmo, “necessário vos é nascer de novo” (João 3:7), e todo aquele que passa pela experiência da salvação deve abster-se das práticas pecaminosas e buscar a santificação: “Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Romanos 6:2 – ACF). Não há mensagem mais inclusiva que a do verdadeiro evangelho, que anuncia a todos os homens, em todos os lugares, que se arrependam.

O discurso de amor da “Teologia Inclusiva” tem feito surgir muitos “bons samaritanos”, porém não tem colaborado no desenvolvimento de um caráter verdadeiramente cristão naqueles que dizem crer. Esta teologia falha tentando imprimir nas pessoas a imagem de um cristo preocupado com as demandas sociais, porém frouxo quanto aos valores eternos da Palavra e do Reino; um cristo universalista, incapaz de julgar o mundo por sua Palavra. Se este fosse o Cristo da Bíblia, ele teria falhado naquilo que ele mesmo ensinou. Mas, o Cristo jamais falha. Então, quem tem falhado? Aqueles que criaram uma bíblia, uma teologia, um cristo e uma igreja ao gosto do freguês.

Alguém poderá perguntar: “A Igreja do Senhor não é inclusiva?” Uma igreja verdadeiramente inclusiva é aquela que sai ao mundo em busca de pecadores, sem qualquer distinção, independente de quem e como estão, levando-lhes a mensagem do arrependimento, e não aquela que crê que eles podem vir a Cristo e continuar como estão.

Notas:

2http://teologiainclusiva.blogspot.com (acessado em 04 de julho de 2018)
3https://www.youtube.com/watch?v=7e-Rm3Kq2C4 (acessado em 04 de julho de 2018)

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Por que às vezes achamos que Deus não está sendo muito justo?


Por Josemar Bessa

Faça um esforço de imaginação e tente visualizar isso: Moisés, de pé no topo de uma montanha, um lindo panorama se estende diante dele. Ele está olhando para a Terra Prometida. Depois de 40 anos sem rumo vagando pelo deserto, parece maravilhoso demais para ser verdade. Ele está esperando este dia há muito, muitos anos. É uma terra que flui leite e mel, uma terra que já vem pronta - já é cultivada e domada. Não é uma terra selvagem. E Deus está preparado para entregá-la ao Seu povo em uma bandeja de ouro.

Se alguém no mundo mereceu este belo capítulo de prosperidade que se aproxima, esse alguém é Moisés. Ele tem sido alvo de tanta reclamação, rebeldia e acusação dos israelitas por tantos anos... toda essa beleza e sonho próximo é o suficiente para levar o homem mais humilde do mundo à vagar em sua imaginação. É o suficiente, na verdade, para desencadear um ataque de alegria desmedida - o tipo de situação em que você grita e grita e bate nas coisas. Mas Moisés era um cara equilibrado. Nas situações mais difíceis Moisés manteve a calma por mais de 40 anos, mesmo conduzindo um povo extremamente difícil, orando por seu povo maltrapilho, guiando-os em obediência e até mesmo intercedendo em favor deles quando Deus ia eliminá-los da face da terra.

Mas em vez de prosseguir para o sonho. Em vez de prosseguir para a Terra Prometida, Deus tem algo completamente diferente planejado para Moisés.

Morte, para ser claro. “Você irá morrer!”

Você já ficou completamente espantado quando está lendo um texto na Bíblia? Eu já fiquei muitas vezes. Essa é uma daquelas histórias que parece nos incomodar quando lemos. Parecia tão “injusto”. Eu diria que Moisés tinha um espírito de mãe, tal a paciência com a qual ele conduziu aquele povo. Deus o colocou no comando de um grupo das crianças mais chorosas que já existiu. E Moisés não estava exatamente pedindo uma oportunidade para ser um líder. Na verdade, ele estava cuidando de seus próprios negócios, cuidando de ovelhas em uma montanha distante, quando Deus lhe deu uma designação que viraria seu mundo de cabeça para baixo.

Agora, vamos voltar para o topo da montanha onde deixamos Moisés olhando para a Terra Prometida extasiado. Deus lhe deu um vislumbre da terra em que estavam prestes a entrar, mas não permitiu que Moisés a desfrutasse. Por quê? Aqui está o que Deus disse a Moisés:

"Depois de vê-la, você também morrerá como seu irmão Arão, pois, quando a comunidade se rebelou nas águas do deserto de Zim, vocês dois desobedeceram à minha ordem de honrar minha santidade perante eles". Isso aconteceu nas águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim... "verás a terra diante de ti, mas tu não irás para a terra que eu dou ao povo de Israel.”

Agora, para entender isso, precisamos voltar, mais uma vez, a outro dia na vida de Moisés, muitos anos antes. Deus estava guiando o Seu povo pelo deserto, cuidando fielmente de todas as suas necessidades, mostrando a Si mesmo a eles uma e outra vez. Mas o povo de Israel ficou com sede em um lugar chamado Meribá. Eles não tinham água, então vieram a Moisés e disseram que desejavam estar mortos. Eu não estou brincando com você.

Moisés tinha acabado de perder sua irmã Miriam e, apesar das aparências externas, logo abaixo da superfície, ele estava fervendo. E quem poderia culpá-lo por isso?

Moisés foi a Deus e caiu prostrado diante dele, e o Senhor disse a Moisés que pegasse seu cajado e fosse à frente do povo e dissesse a uma rocha para produzir água. Então ele pegou seu cajado e reuniu o povo diante desta rocha, como Deus lhe dissera para fazer. Mas então, Moisés perdeu o controle da situação. Ele abriu a boca e eis o que saiu:

''Escutem, rebeldes, será que nós teremos que tirar água desta rocha para lhes dar? " Então Moisés ergueu o braço e bateu na rocha duas vezes com a vara. Jorrou água, e a comunidade e os rebanhos beberam.” - Números 20.10,11

E foi isso. Esse é o pequeno ataque que fez com que Moisés fosse excluído da entrada na Terra Prometida. Pareceu um pouco injusto para mim quando li pela primeira vez há muitos anos. Afinal, Moisés acabara de perder sua irmã. Ele estava de luto. E esses israelitas estavam além do absurdo e ridículo. Eu não sei como alguém poderia aguentar isso. O próprio Deus ficou muito bravo com eles. Moisés estava apenas demonstrando uma pequena indignação justa, certo? E essas pessoas não estavam apenas pecando contra Moisés, mas contra o próprio Deus.

Mas um dia eu estava lendo essa história quando as escamas caíram dos meus olhos. O peso do meu próprio pecado me atingiu com força total quando vi, pela primeira vez, a maldade das ações de Moisés. Você vê, Moisés não estava apenas cansado e com raiva. Ele não apenas atingiu a rocha. Ele não apenas os chamou de rebeldes, uma palavra que certamente se justificava nas circunstâncias. Aqui está o que ele disse:

"Nós devemos…"
Ou: ''Escutem, rebeldes, será que nós teremos que tirar água desta rocha para lhes dar?

Com uma pequena palavra, nós, Moisés, invertemos a situação. Ele se colocou no mesmo nível de Deus e agiu como se o pecado do povo fosse uma afronta pessoal a ele. Ele agia como se estivesse fornecendo água para eles de uma rocha. “Nós vamos ter que tirar água para vocês desta rocha?” Quando Moisés disse “nós” não está claro se ele estava se referindo a si mesmo e a Arão, ou a si mesmo e a Deus. Mas de qualquer forma, ele está fazendo tudo sobre si mesmo. Nas palavras de Moisés, o pecado do povo é contra ele. E a água vem dele também.

Mas aqui está o que Deus disse a Moisés depois que ele pecou:

"Por que você não honrou minha santidade perante eles?”

E novamente bem antes da morte de Moisés na montanha,

“...Assim será porque vocês dois foram infiéis para comigo na presença dos israelitas, junto às águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim, e porque vocês não sustentaram a minha santidade no meio dos israelitas. Portanto, você verá a terra somente à distância, mas não entrará na terra que estou dando ao povo de Israel". - Deuteronômio 32.51,52

Quando finalmente entendi a natureza do pecado de Moisés, me vi chorando. E aqui está o porquê:

Eu nunca quis ver a natureza do pecado de Moisés porque sou tão culpado desse mesmo pecado. Até onde sabemos, Moisés cometeu esse pecado uma vez. E, no entanto, eu já o cometi tantas vezes.

Quando meus filhos choramingavam quando pequenos e se queixavam ou se rebelavam, eu fazia tudo ser sobre mim. Quando penso que estou exibindo justa indignação, estou realmente me elevando a um nível com Deus. Como Moisés, eu sinto que o lamento deles é a palha final que quebrou as costas do camelo. A gota de água que fez transbordar o copo. Como Moisés, eu penso:

“Depois de tudo que fiz por você, é assim que você me trata? Aqui vamos nós novamente…"

E isso é só um pequeno problema entre outros maiores. Muitas vezes fazemos da luta pela Verdade, pelo Evangelho, pela Sã Doutrina, pela igreja... como se fosse algo sobre nós.

Facilmente eu me justifico por perder a paciência por fazer tudo a minha volta a ser sobre mim. Eu desculpo a mim mesmo e aponto para circunstâncias atenuantes. Eu catalogo todos os pecados dos meus filhos, da igreja, dos irmãos, das pessoas no trabalho, do motorista a minha frente no trânsito... que me trouxeram a este ponto de ruptura. Pior ainda, como Moisés, sou culpado do pecado da incredulidade. Deus me deu instruções sobre como orientar e instruir e viver como seu filho no mundo. Mas eu não creio que Deus irá trabalhar no coração das pessoas, da igreja, dos irmãos, dos meus filhos... e cumprir as promessas que Ele deu sobre eles - que Ele irá suavizar seus corações duros à obediência, que Ele trará água de uma rocha.

Como Moisés, eu tenho a responsabilidade de pastorear as almas de uma multidão heterogênea de pessoas que são frequentemente rebeldes, muitas vezes reclamando... Eu atravesso os movimentos de disciplina e discipulado porque é isso que Deus me mandou fazer. Mas eu não trato Deus como santo no meio do Seu povo quando faço tudo isso ser algo a meu respeito.

Isto não é algum pequeno pecado, algum pequeno lapso de julgamento, alguma fraqueza momentânea. Este é meu orgulho, minha ingratidão, minha rebelião. Isso é uma violação do primeiro mandamento e o terceiro também. Se esse pecado excluiu Moisés da entrada na Terra Prometida, então o que o meu pecado merece?

Quando Deus abre meus olhos para a profundidade da minha culpa, é quando entendo melhor a Sua santidade. Essa é a graça de Deus para mim, para reconhecer e lamentar o meu pecado. Não tememos a Deus como devíamos.

Moisés não conseguiu entrar na Terra Prometida naquele dia. Ele morreu no topo da montanha e foi enterrado lá pelo próprio Deus. Moisés, porém, foi tirado da prova e aperfeiçoado na terra da luz, e não por seu próprio mérito. Se ele não merecia a entrada na Terra Prometida, quanto mais a Terra Prometida final - a Cidade de Deus. E, no entanto, Moisés também foi redimido pelo sangue do Cordeiro, perdoado por seu pecado. Naquele mesmo dia ele se tornou um cidadão do céu.

Graças a Deus que estamos vestidos na justiça de Cristo. Não podemos nos justificar, mas Deus nos justifica. Somos cidadãos indignos do Céu, apesar de nossa incredulidade. Apesar da nossa raiva absurda muitas vezes. Apesar do nosso fracasso em seguir as instruções claras de Deus. Que possamos ter aprendido com Moisés. Não é sobre nós... nunca é. É sempre sobre santificar o nome de Deus em todas as situações. E Deus foi claro, como com Moisés, como devemos fazer.

“Graças a Deus por Jesus Cristo... nosso Senhor!”

Fonte: Josemar Bessa

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

OS IGREJADOS E SEUS PASTORES CIBERNÉTICOS


Por Pr. Silas Figueira

Nesse tempo de tecnologia temos visto o uso da internet para muitas coisas. Desde enviar uma simples mensagem, fazer compras a transações financeiras. Isso não é um mal em si, mas as vezes, por mau uso dela pode causar muitos danos e, alguns, irreparáveis. Nós temos visto como pessoas mal intencionadas têm se utilizado dela nesses nossos dias. Poderíamos citar centenas de casos tanto bons quanto maus, mas eu não quero perder tempo com devaneios e ir direto ao assunto.

Eu quero pensar com você sobre a questão de pastores que usam a internet para pregar o evangelho. Isso é muito bom, sem sombra de dúvidas. A mensagem do Evangelho tem chegado a todas partes do mundo. Eu mesmo faço uso desta ferramenta. Mas o que eu quero pensar com você não é sobre os pastores que usam a internet para ministrar a Palavra, mas de algumas pessoas que assistem ou acompanham esses muitos pastores. O que eu tenho observado é que muitos membros de igrejas locais estão sendo mais pastoreados pelos pastores da internet do que pelos pastores de suas próprias igrejas. Aí que eu vejo o problema!

Eu não tenho nada contra alguém ouvir e aprender com pastores que usam a internet. O que eu questiono é que muitas pessoas ouvem determinados pastores e estão sendo “pastoreadas” por eles, mas são membros de uma igreja local. Ou seja, o pastor local fala uma coisa e o pastor da internet fala outra, aí eles, geralmente, ficam com o que o pastor da internet falou e estão questionando os seus pastores, ou seja, estão sofrendo mais influência do pastor “cibernético” do que do pastor local.

Eu tenho visto isto acontecer de forma alarmante nesses dias. É claro que há pastores que estão na internet e que são pessoas de uma firmeza teológica ímpar. Poderíamos citar alguns que eu particularmente também assisto: o Reverendo Hernandes Dias Lopes, Augustus Nicodemus, Alan Capriles, Paulo Junior, e outros na mesma linha. E as vezes o pastor local está teologicamente fora da Bíblia e por isso está sendo questionado.

É aí que eu quero chegar. Se o seu pastor não tem condições de te pastorear, então saia desta igreja. Vá procurar outra que tenha um pastor que seja bíblico. Mas, as vezes ocorre ao contrário, o pastor é bíblico, tem uma firmeza teológica muito grande, mas a pessoa fica ouvindo certos pastores e acha que eles é que estão certos. Pastores que pregam ou ensinam doutrinas antibíblicas e a pessoa pensa que eles é que têm razão. Que o errado é o seu pastor.

Mas para as duas pessoas eu quero dar alguns conselhos:

1) Quando você precisar de um conselho pastoral ligue para o pastor da internet, já que seu pastor não tem condições de te pastorear.

2) Quando estiver passando por alguma crise, seja familiar ou mesmo pessoal, ligue para o pastor da internet para lhe aconselhar.

3) Quando estiver precisando de uma visita pastoral no hospital, ligue para o pastor da internet para fazer esta visita.

4) Quando estiver precisando comprar um remédio e está sem dinheiro, e a igreja que você frequenta costuma ajudar com o que nós chamamos de “caixa de beneficência”, ligue para o seu pastor da internet para lhe enviar o remédio.

5) Quando morrer alguém de sua família e você precisar que se faça o culto fúnebre e outras coisas mais, não pense duas vezes, ligue para o pastor da internet para fazer o culto fúnebre e consolar a família enlutada.

6) Quando precisar da Kombi da igreja, que ainda é o veículo que a maioria das igrejas ainda usam, peça ao pastor da internet que lhe empreste a Kombi.

7) Quando precisar que o pastor converse com seu filho adolescente que anda meio rebelde, chame o pastor da internet para conversar com ele.

8) Caso você não consiga entrar em contato com pastor da internet, então eu lhe dou dois conselhos: 1 – não chame o pastor local, pois já que ele não serve para te pastorear, para estas coisas também não serve e 2 – chame o Chapolin Colorado que ele provavelmente irá te socorrer.

Pense Nisso!

Pr. Silas A. Figueira – pastor local da Igreja Batista Bereia.