sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

TEOLOGIA INCLUSIVA



Pr. Cleber Montes Moreira

“Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.” (Romanos 1:25 – ACF)

Embora se afirme que a Teologia Inclusiva seja “um ramo da teologia tradicional”, ela é, na verdade, um rompimento com os valores cristãos como ensinados na Bíblia. Uma vez que está voltada para a “inclusão, prioritariamente, das categorias socialmente estigmatizadas como os negros, as mulheres e os homossexuais” (e outras) sem, todavia, anunciar-lhes o arrependimento e o novo nascimento como condição para a inclusão no Reino, contraria o ensino do próprio Cristo que iniciou seu ministério terreno com estas palavras: “Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus” (Mateus 4:17 - ACF).1

Ao considerarem a posição cristã conservadora sobre o tema da sexualidade como “imposição de dogmas infundados e opiniões particulares como regras universais”, e “imposição de um pensamento ético puritano e castrador”, em decorrência do que o tema homossexualidade seja supostamente relegado “aos porões do fazer teológico”, e ao acusarem os teólogos e expositores cristãos, em sua maioria, de fundamentarem suas interpretações em duas ou três passagens das Escrituras, os teólogos inclusivos agem de má fé e se arvoram detentores de uma hermenêutica acima de qualquer suspeita.2 Não é novidade que todo herege se considere dono da verdade.

O “amor” como única doutrina:

Frases como “Deus abençoa todas as formas de amor”, “Amor é amor e toda forma de amar é justa”, “Onde estiver o amor, ali Deus está” etc., são apenas algumas das afirmações que vemos circular pelas redes sociais e ambientes onde há propaganda inclusiva.

A Teologia Inclusiva, ainda que negue, proclama o “amor” como única doutrina. Foi exatamente o que ensinou um de seus exponentes num sermão em que chega a afirmar que se alguém é capaz de amar, mesmo que não tenha um relacionamento com Cristo, mesmo que não creia em Deus, está salvo: “Quem ama vive a realidade da fé, ainda que não confesse a fé.” Perceba que não é o arrependimento, não é a conversão, não é a santidade, mas o “amor” a doutrina elementar do “evangelho inclusivo”. A base bíblica para isso é “Deus é amor” (1 João 4:8b) – como sempre, o texto é pretexto! Daí pegam uma frase de Agostinho, descolam de seu contexto, e com ela propagam seu pilar: “Ama e faz o que quiseres.”3

O “amor” que ensina a Teologia Inclusiva não vem de Deus, não é o amor ensinado nas Escrituras, mas é um amor hedonista, que procura conciliar vida religiosa com prazeres, interesses e pecados. Para suprir esta demanda é que surgem as chamadas “Igrejas Inclusivas” onde todos são aceitos como são e estão, sem convite ao arrependimento, onde se ensina que “pecado é não amar”.

A ressignificação das Escrituras:

Para se impor como verdadeira, a Teologia Inclusiva trata de ressignificar textos bíblicos que contrariam seus (des)valores, principalmente os que condenam práticas homoafetivas. É por isso que defende que as condenações encontradas no Velho Testamento referem-se às relações sexuais ligadas aos cultos pagãos, e que por se encontrarem ao lado de outras proibições como comer sangue ou carne de porco, já perderam a validade e não necessitam ser guardadas pelos cristãos.4

Pecado é pecado, a Verdade não pode ser relativizada:

John Stott afirmou: “A tolerância em relação ao mal não é uma virtude. Deus continua dizendo a seu povo para se santificar.” Sim, Deus continua dizendo ao seu povo que pecado é pecado, e que todo salvo deve afastar-se do pecado e buscar crescer em santidade. Deus não muda, sua Palavra também não, por isso que os valores de seu reino são eternos.

Quando os teólogos da Teologia Inclusiva relativizam a Bíblia e negam o ensino tradicional sobre o pecado, eles desafiam o Eterno e Imutável Deus e, por suas heresias, mudam a verdade em mentira, e criam um “evangelho” centrado na criatura e não no Criador, que contempla a carne e seus prazeres ao invés do “andar no espírito” (Gálatas 5:16). Os textos que seguem são bem explicativos, e ressignificá-los ou relativizá-los é no mínimo desonesto: “Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:10); “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; abominação é” (Levítico 18:22); “Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6:18); “A vontade de Deus é que vocês sejam santificados: abstenham-se da imoralidade sexual. Cada um saiba controlar o próprio corpo de maneira santa e honrosa, não com a paixão de desejo desenfreado, como os pagãos que desconhecem a Deus” (1 Tessalonicenses 4:3-5); “Fora ficam os cães, os que praticam feitiçaria, os que cometem imoralidades sexuais, os assassinos, os idólatras e todos os que amam e praticam a mentira” (Apocalipse 22:15). OBS.: Bíblia NVI, grifos do autor. Não apenas a homossexualidade, não apenas os pecados sexuais, mas a pratica de todo e qualquer pecado, se não houver arrependimento verdadeiro, leva à condenação eterna: “Pois o salário do pecado é a morte...” (Romanos 6:23) – ocultar este ensino é artimanha maligna para encher o inferno. Cuidado, os operários do engano trabalham sem descanso!

Reflita:

Deus não inclui em seu reino pecadores sem arrependimento, sem novo nascimento e, portanto, sem natureza transformada, seja ele branco, negro, índio, pardo, judeu, não judeu, hétero ou homossexual. O quesito para a salvação ainda é o mesmo, “necessário vos é nascer de novo” (João 3:7), e todo aquele que passa pela experiência da salvação deve abster-se das práticas pecaminosas e buscar a santificação: “Nós, que estamos mortos para o pecado, como viveremos ainda nele?” (Romanos 6:2 – ACF). Não há mensagem mais inclusiva que a do verdadeiro evangelho, que anuncia a todos os homens, em todos os lugares, que se arrependam.

O discurso de amor da “Teologia Inclusiva” tem feito surgir muitos “bons samaritanos”, porém não tem colaborado no desenvolvimento de um caráter verdadeiramente cristão naqueles que dizem crer. Esta teologia falha tentando imprimir nas pessoas a imagem de um cristo preocupado com as demandas sociais, porém frouxo quanto aos valores eternos da Palavra e do Reino; um cristo universalista, incapaz de julgar o mundo por sua Palavra. Se este fosse o Cristo da Bíblia, ele teria falhado naquilo que ele mesmo ensinou. Mas, o Cristo jamais falha. Então, quem tem falhado? Aqueles que criaram uma bíblia, uma teologia, um cristo e uma igreja ao gosto do freguês.

Alguém poderá perguntar: “A Igreja do Senhor não é inclusiva?” Uma igreja verdadeiramente inclusiva é aquela que sai ao mundo em busca de pecadores, sem qualquer distinção, independente de quem e como estão, levando-lhes a mensagem do arrependimento, e não aquela que crê que eles podem vir a Cristo e continuar como estão.

Notas:

2http://teologiainclusiva.blogspot.com (acessado em 04 de julho de 2018)
3https://www.youtube.com/watch?v=7e-Rm3Kq2C4 (acessado em 04 de julho de 2018)

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Por que às vezes achamos que Deus não está sendo muito justo?


Por Josemar Bessa

Faça um esforço de imaginação e tente visualizar isso: Moisés, de pé no topo de uma montanha, um lindo panorama se estende diante dele. Ele está olhando para a Terra Prometida. Depois de 40 anos sem rumo vagando pelo deserto, parece maravilhoso demais para ser verdade. Ele está esperando este dia há muito, muitos anos. É uma terra que flui leite e mel, uma terra que já vem pronta - já é cultivada e domada. Não é uma terra selvagem. E Deus está preparado para entregá-la ao Seu povo em uma bandeja de ouro.

Se alguém no mundo mereceu este belo capítulo de prosperidade que se aproxima, esse alguém é Moisés. Ele tem sido alvo de tanta reclamação, rebeldia e acusação dos israelitas por tantos anos... toda essa beleza e sonho próximo é o suficiente para levar o homem mais humilde do mundo à vagar em sua imaginação. É o suficiente, na verdade, para desencadear um ataque de alegria desmedida - o tipo de situação em que você grita e grita e bate nas coisas. Mas Moisés era um cara equilibrado. Nas situações mais difíceis Moisés manteve a calma por mais de 40 anos, mesmo conduzindo um povo extremamente difícil, orando por seu povo maltrapilho, guiando-os em obediência e até mesmo intercedendo em favor deles quando Deus ia eliminá-los da face da terra.

Mas em vez de prosseguir para o sonho. Em vez de prosseguir para a Terra Prometida, Deus tem algo completamente diferente planejado para Moisés.

Morte, para ser claro. “Você irá morrer!”

Você já ficou completamente espantado quando está lendo um texto na Bíblia? Eu já fiquei muitas vezes. Essa é uma daquelas histórias que parece nos incomodar quando lemos. Parecia tão “injusto”. Eu diria que Moisés tinha um espírito de mãe, tal a paciência com a qual ele conduziu aquele povo. Deus o colocou no comando de um grupo das crianças mais chorosas que já existiu. E Moisés não estava exatamente pedindo uma oportunidade para ser um líder. Na verdade, ele estava cuidando de seus próprios negócios, cuidando de ovelhas em uma montanha distante, quando Deus lhe deu uma designação que viraria seu mundo de cabeça para baixo.

Agora, vamos voltar para o topo da montanha onde deixamos Moisés olhando para a Terra Prometida extasiado. Deus lhe deu um vislumbre da terra em que estavam prestes a entrar, mas não permitiu que Moisés a desfrutasse. Por quê? Aqui está o que Deus disse a Moisés:

"Depois de vê-la, você também morrerá como seu irmão Arão, pois, quando a comunidade se rebelou nas águas do deserto de Zim, vocês dois desobedeceram à minha ordem de honrar minha santidade perante eles". Isso aconteceu nas águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim... "verás a terra diante de ti, mas tu não irás para a terra que eu dou ao povo de Israel.”

Agora, para entender isso, precisamos voltar, mais uma vez, a outro dia na vida de Moisés, muitos anos antes. Deus estava guiando o Seu povo pelo deserto, cuidando fielmente de todas as suas necessidades, mostrando a Si mesmo a eles uma e outra vez. Mas o povo de Israel ficou com sede em um lugar chamado Meribá. Eles não tinham água, então vieram a Moisés e disseram que desejavam estar mortos. Eu não estou brincando com você.

Moisés tinha acabado de perder sua irmã Miriam e, apesar das aparências externas, logo abaixo da superfície, ele estava fervendo. E quem poderia culpá-lo por isso?

Moisés foi a Deus e caiu prostrado diante dele, e o Senhor disse a Moisés que pegasse seu cajado e fosse à frente do povo e dissesse a uma rocha para produzir água. Então ele pegou seu cajado e reuniu o povo diante desta rocha, como Deus lhe dissera para fazer. Mas então, Moisés perdeu o controle da situação. Ele abriu a boca e eis o que saiu:

''Escutem, rebeldes, será que nós teremos que tirar água desta rocha para lhes dar? " Então Moisés ergueu o braço e bateu na rocha duas vezes com a vara. Jorrou água, e a comunidade e os rebanhos beberam.” - Números 20.10,11

E foi isso. Esse é o pequeno ataque que fez com que Moisés fosse excluído da entrada na Terra Prometida. Pareceu um pouco injusto para mim quando li pela primeira vez há muitos anos. Afinal, Moisés acabara de perder sua irmã. Ele estava de luto. E esses israelitas estavam além do absurdo e ridículo. Eu não sei como alguém poderia aguentar isso. O próprio Deus ficou muito bravo com eles. Moisés estava apenas demonstrando uma pequena indignação justa, certo? E essas pessoas não estavam apenas pecando contra Moisés, mas contra o próprio Deus.

Mas um dia eu estava lendo essa história quando as escamas caíram dos meus olhos. O peso do meu próprio pecado me atingiu com força total quando vi, pela primeira vez, a maldade das ações de Moisés. Você vê, Moisés não estava apenas cansado e com raiva. Ele não apenas atingiu a rocha. Ele não apenas os chamou de rebeldes, uma palavra que certamente se justificava nas circunstâncias. Aqui está o que ele disse:

"Nós devemos…"
Ou: ''Escutem, rebeldes, será que nós teremos que tirar água desta rocha para lhes dar?

Com uma pequena palavra, nós, Moisés, invertemos a situação. Ele se colocou no mesmo nível de Deus e agiu como se o pecado do povo fosse uma afronta pessoal a ele. Ele agia como se estivesse fornecendo água para eles de uma rocha. “Nós vamos ter que tirar água para vocês desta rocha?” Quando Moisés disse “nós” não está claro se ele estava se referindo a si mesmo e a Arão, ou a si mesmo e a Deus. Mas de qualquer forma, ele está fazendo tudo sobre si mesmo. Nas palavras de Moisés, o pecado do povo é contra ele. E a água vem dele também.

Mas aqui está o que Deus disse a Moisés depois que ele pecou:

"Por que você não honrou minha santidade perante eles?”

E novamente bem antes da morte de Moisés na montanha,

“...Assim será porque vocês dois foram infiéis para comigo na presença dos israelitas, junto às águas de Meribá, em Cades, no deserto de Zim, e porque vocês não sustentaram a minha santidade no meio dos israelitas. Portanto, você verá a terra somente à distância, mas não entrará na terra que estou dando ao povo de Israel". - Deuteronômio 32.51,52

Quando finalmente entendi a natureza do pecado de Moisés, me vi chorando. E aqui está o porquê:

Eu nunca quis ver a natureza do pecado de Moisés porque sou tão culpado desse mesmo pecado. Até onde sabemos, Moisés cometeu esse pecado uma vez. E, no entanto, eu já o cometi tantas vezes.

Quando meus filhos choramingavam quando pequenos e se queixavam ou se rebelavam, eu fazia tudo ser sobre mim. Quando penso que estou exibindo justa indignação, estou realmente me elevando a um nível com Deus. Como Moisés, eu sinto que o lamento deles é a palha final que quebrou as costas do camelo. A gota de água que fez transbordar o copo. Como Moisés, eu penso:

“Depois de tudo que fiz por você, é assim que você me trata? Aqui vamos nós novamente…"

E isso é só um pequeno problema entre outros maiores. Muitas vezes fazemos da luta pela Verdade, pelo Evangelho, pela Sã Doutrina, pela igreja... como se fosse algo sobre nós.

Facilmente eu me justifico por perder a paciência por fazer tudo a minha volta a ser sobre mim. Eu desculpo a mim mesmo e aponto para circunstâncias atenuantes. Eu catalogo todos os pecados dos meus filhos, da igreja, dos irmãos, das pessoas no trabalho, do motorista a minha frente no trânsito... que me trouxeram a este ponto de ruptura. Pior ainda, como Moisés, sou culpado do pecado da incredulidade. Deus me deu instruções sobre como orientar e instruir e viver como seu filho no mundo. Mas eu não creio que Deus irá trabalhar no coração das pessoas, da igreja, dos irmãos, dos meus filhos... e cumprir as promessas que Ele deu sobre eles - que Ele irá suavizar seus corações duros à obediência, que Ele trará água de uma rocha.

Como Moisés, eu tenho a responsabilidade de pastorear as almas de uma multidão heterogênea de pessoas que são frequentemente rebeldes, muitas vezes reclamando... Eu atravesso os movimentos de disciplina e discipulado porque é isso que Deus me mandou fazer. Mas eu não trato Deus como santo no meio do Seu povo quando faço tudo isso ser algo a meu respeito.

Isto não é algum pequeno pecado, algum pequeno lapso de julgamento, alguma fraqueza momentânea. Este é meu orgulho, minha ingratidão, minha rebelião. Isso é uma violação do primeiro mandamento e o terceiro também. Se esse pecado excluiu Moisés da entrada na Terra Prometida, então o que o meu pecado merece?

Quando Deus abre meus olhos para a profundidade da minha culpa, é quando entendo melhor a Sua santidade. Essa é a graça de Deus para mim, para reconhecer e lamentar o meu pecado. Não tememos a Deus como devíamos.

Moisés não conseguiu entrar na Terra Prometida naquele dia. Ele morreu no topo da montanha e foi enterrado lá pelo próprio Deus. Moisés, porém, foi tirado da prova e aperfeiçoado na terra da luz, e não por seu próprio mérito. Se ele não merecia a entrada na Terra Prometida, quanto mais a Terra Prometida final - a Cidade de Deus. E, no entanto, Moisés também foi redimido pelo sangue do Cordeiro, perdoado por seu pecado. Naquele mesmo dia ele se tornou um cidadão do céu.

Graças a Deus que estamos vestidos na justiça de Cristo. Não podemos nos justificar, mas Deus nos justifica. Somos cidadãos indignos do Céu, apesar de nossa incredulidade. Apesar da nossa raiva absurda muitas vezes. Apesar do nosso fracasso em seguir as instruções claras de Deus. Que possamos ter aprendido com Moisés. Não é sobre nós... nunca é. É sempre sobre santificar o nome de Deus em todas as situações. E Deus foi claro, como com Moisés, como devemos fazer.

“Graças a Deus por Jesus Cristo... nosso Senhor!”

Fonte: Josemar Bessa

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

OS IGREJADOS E SEUS PASTORES CIBERNÉTICOS


Por Pr. Silas Figueira

Nesse tempo de tecnologia temos visto o uso da internet para muitas coisas. Desde enviar uma simples mensagem, fazer compras a transações financeiras. Isso não é um mal em si, mas as vezes, por mau uso dela pode causar muitos danos e, alguns, irreparáveis. Nós temos visto como pessoas mal intencionadas têm se utilizado dela nesses nossos dias. Poderíamos citar centenas de casos tanto bons quanto maus, mas eu não quero perder tempo com devaneios e ir direto ao assunto.

Eu quero pensar com você sobre a questão de pastores que usam a internet para pregar o evangelho. Isso é muito bom, sem sombra de dúvidas. A mensagem do Evangelho tem chegado a todas partes do mundo. Eu mesmo faço uso desta ferramenta. Mas o que eu quero pensar com você não é sobre os pastores que usam a internet para ministrar a Palavra, mas de algumas pessoas que assistem ou acompanham esses muitos pastores. O que eu tenho observado é que muitos membros de igrejas locais estão sendo mais pastoreados pelos pastores da internet do que pelos pastores de suas próprias igrejas. Aí que eu vejo o problema!

Eu não tenho nada contra alguém ouvir e aprender com pastores que usam a internet. O que eu questiono é que muitas pessoas ouvem determinados pastores e estão sendo “pastoreadas” por eles, mas são membros de uma igreja local. Ou seja, o pastor local fala uma coisa e o pastor da internet fala outra, aí eles, geralmente, ficam com o que o pastor da internet falou e estão questionando os seus pastores, ou seja, estão sofrendo mais influência do pastor “cibernético” do que do pastor local.

Eu tenho visto isto acontecer de forma alarmante nesses dias. É claro que há pastores que estão na internet e que são pessoas de uma firmeza teológica ímpar. Poderíamos citar alguns que eu particularmente também assisto: o Reverendo Hernandes Dias Lopes, Augustus Nicodemus, Alan Capriles, Paulo Junior, e outros na mesma linha. E as vezes o pastor local está teologicamente fora da Bíblia e por isso está sendo questionado.

É aí que eu quero chegar. Se o seu pastor não tem condições de te pastorear, então saia desta igreja. Vá procurar outra que tenha um pastor que seja bíblico. Mas, as vezes ocorre ao contrário, o pastor é bíblico, tem uma firmeza teológica muito grande, mas a pessoa fica ouvindo certos pastores e acha que eles é que estão certos. Pastores que pregam ou ensinam doutrinas antibíblicas e a pessoa pensa que eles é que têm razão. Que o errado é o seu pastor.

Mas para as duas pessoas eu quero dar alguns conselhos:

1) Quando você precisar de um conselho pastoral ligue para o pastor da internet, já que seu pastor não tem condições de te pastorear.

2) Quando estiver passando por alguma crise, seja familiar ou mesmo pessoal, ligue para o pastor da internet para lhe aconselhar.

3) Quando estiver precisando de uma visita pastoral no hospital, ligue para o pastor da internet para fazer esta visita.

4) Quando estiver precisando comprar um remédio e está sem dinheiro, e a igreja que você frequenta costuma ajudar com o que nós chamamos de “caixa de beneficência”, ligue para o seu pastor da internet para lhe enviar o remédio.

5) Quando morrer alguém de sua família e você precisar que se faça o culto fúnebre e outras coisas mais, não pense duas vezes, ligue para o pastor da internet para fazer o culto fúnebre e consolar a família enlutada.

6) Quando precisar da Kombi da igreja, que ainda é o veículo que a maioria das igrejas ainda usam, peça ao pastor da internet que lhe empreste a Kombi.

7) Quando precisar que o pastor converse com seu filho adolescente que anda meio rebelde, chame o pastor da internet para conversar com ele.

8) Caso você não consiga entrar em contato com pastor da internet, então eu lhe dou dois conselhos: 1 – não chame o pastor local, pois já que ele não serve para te pastorear, para estas coisas também não serve e 2 – chame o Chapolin Colorado que ele provavelmente irá te socorrer.

Pense Nisso!

Pr. Silas A. Figueira – pastor local da Igreja Batista Bereia.

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

“AMANTES DE SI MESMOS”


Pr. Cleber Montes Moreira

“Porque haverá homens amantes de si mesmos...” (2 Timóteo 3:2a)

Não podemos cultivar a esperança ilusória de que este mundo melhorará, embora seja natural que assim desejemos e para isso nos esforcemos, pois “todo o mundo está no maligno” (1 João 5:19) e reservado para o juízo. Tanto o que está fora dos templos quanto o que está dentro deles tem experimentado a corrupção. Aliás, entre o mundo e as denominações religiosas, incluindo as evangélicas, de modo quase generalizado, já não há mais fronteiras. A globalização não está apenas na economia, na política, mas também nas religiões. O ecumenismo tornou os divergentes em parceiros de “fé comum”, gerou “comunidades”, e com discursos de amor, tolerância e justiça contribuiu para o surgimento de uma “onda inclusiva” abarcada por uma nova teologia firmada numa “hermenêutica popular”. Daí, para justificarem tais transformações, textos bíblicos foram ressignificados, passaram a fazer a “leitura popular da Bíblia”, e mesmo versões de “bíblias inclusivas” (prefiro com minúsculas!) foram lançadas no mercado, bem como literaturas de apoio. Hoje cantor gospel se apresenta e colabora com terreiro de candomblé, líderes espirituais pregam o universalismo, desprezam o casamento e o modelo bíblico de família, discursam em favor do aborto e outras “causas”, igrejas evangélicas colocam bloco no carnaval, aceitam membros LGBTs, e os pilares da fé cristã são substituídos por apenas uma doutrina: a do “amor”. “Amor” sem compromisso com a Verdade, que se presta para encher templos de pessoas que não suportam a sã doutrina, mas têm prazer nos afagos dos falsos mestres. Porém, o “amor” que alarga o caminho para o Céu é heresia; é estratégia do diabo para encher o inferno. Este falso amor tem se consolidado como o principal tema religioso destes “tempos trabalhosos”. Mas, o que este “amor” esconde, a sua verdadeira motivação, é denunciado aqui pelo apóstolo: “Porque haverá homens amantes de si mesmos...” O que sucede é uma lista de atitudes pecaminosas que derivam deste sentimento egoísta, e que culmina no que alguns chamam de “eulatria”. Quando o ego toma o lugar da divindade, todas as motivações e ações tornam-se adequadas para elevar o “homem mau” ao status de deus e satisfazer todos os seus interesses.

Você já pensou que o caos que enfrentamos na sociedade tem origem no amor próprio? Pessoas sem o temor de Deus, que cultuam a si mesmas, estão dispostas a qualquer coisa para fazerem prosperar os seus intentos. Tudo o que fazem é em função do seu prazer, da sua vaidade, da sua avareza, do seu orgulho…. Quanto aos falsos mestres, até o “evangelho” que pregam, ainda que regado de “amor”, é para a sua própria glória: “amantes de si mesmos” não podem amar e honrar a Deus. Pense nisso!