segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Pastor ‘chuta o balde’: ‘Não quero mais ser evangélico’

Depois dos escândalos do mensalão, em Brasília, Pastor diz não ser mais evangélico

Não estou brincando! A indignação toma conta de meu ser, pois não dá mais. Evangélico no Brasil virou sinônimo de movimento financeiro religioso, algo meio sem ética – ou totalmente se preferir – em que se rouba e depois ora pedindo perdão a Deus. O “mensalão” de Brasília revela não apenas o que há de pior na política brasileira, mas algo cheira mal na fé evangélica também (ou plagiando o filme, “Fé de mais não cheira bem”). Como é possível alguém orar e dizer que o “financiador” é uma bênção para a cidade? A verdade é que hoje a cristandade está com a síndrome de Geazi, servo do profeta Eliseu (2Reis 5:20-27). Correndo atrás dos tesouros de Naamã, a cristandade gananciosa (2Reis 5:20) mente e camufla situações para justificar seus pecados (2Reis 5:22); pior, esconde o pecado (2Reis 5:24), mostrando a hipocrisia em que vivem (2Reis 5:25). Desta vez foi a gota d’água, ver um pastor, que é deputado distrital – o que já é incoerente, pois ou é pastor ou deputado – e o presidente da Câmara, orando e pedindo a Deus pelo gestor das fraudes, chamando-o de “instrumento de bênção para nossas vidas e para a cidade”. Para a cidade de Brasília eu não sei, mas parece que o gestor financeiro do mensalão foi uma “bênção” para outros.

Não é apenas isso (ou tudo isso), mas a Igreja Evangélica no Brasil virou um monstrengo, uma colcha de retalhos, que mistura “alhos com bugalhos”, Bíblia com água e óleo ungido. Os pastores deixaram de ser homens de reconhecida piedade para serem executivos da fé; jogaram no lixo a orientação de Paulo para serem ministros de Cristo, que se ocupassem da leitura da Escritura, “à exortação e ao ensino” (1Timóteo 4:12,13), para serem ministros de si mesmo, onde a “escritura” agora é auto-ajuda, e a exortação e o ensino viraram barganha de promessas. Não me escandalizo mais, pois o que sinto é uma revolta contra aqueles que “seguiram pelo caminho de Caim, e por causa do lucro se lançaram no erro de Balaão...” (Judas 11).

Por isso não me chamem de “evangélico”, pois este termo implicava numa atitude baseada no Evangelho de Cristo. Mas hoje isso virou um termo jocoso e maldoso. Não quero mais compactuar com pastores que vendem e compram igrejas (isso mesmo!) como se fossem propriedades privadas, investimentos financeiros lucrosos. Não quero mais saber deste evangelicalismo sem ética, sem doutrina e que está mandando milhares para o inferno. Chega deste evangelho de faz-de-conta, em que Jesus é apresentado como um “amigão”, mas nunca como Senhor. Chega deste “evangelho” sem cruz, sem vergonha e mentiroso. Com certeza, Pedro está certo quando afirma pelo Espírito Santo: “... Tais homens têm prazer na luxúria à luz do dia... enganam os inconstantes e têm o coração exercitado na ganância. São malditos. Eles se desviaram, deixando o caminho reto e seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça” (2Pedro 2:13-15).

E agora? Onde estão os apóstolos que pedem dinheiro e se envolvem com as maracutaias religiosas? Onde estão aqueles que oram pelo dinheiro sujo e pedem em nome de Deus que os abençoe? Onde estão aqueles que vendem igrejas com membros e tudo mais? Que pedem “trízimo” (não estou brincando), ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo? Onde estão os profetas com suas “profetadas” e palavras “ungidas”? Onde está a Igreja que diz proclamar em alta voz que o Brasil é do Senhor Jesus? Ouçamos Isaías: “Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem, mal; que transformam trevas em luz e luz em trevas, e ao amargo em doce, e o doce em amargo!... Por isso a ira do SENHOR acendeu-se contra o seu povo, e o SENHOR estendeu a mão contra ele e o feriu...” (Isaías 5:20,25a).

Aqui não é um julgamento. Que ninguém me venha com a falácia de “Não julgueis para não serdes julgados”, pois isso é um simplismo de que se aproveitam muitos daqueles que são desonestos e usam a Bíblia para justificar suas ações. Diante da injustiça não podemos nos calar, seja ela de um evangélico ou não. Não me chamem de evangélico, pois não quero este evangelho mercadológico. Quero apenas ser cristão, quero apenas seguir a Cristo e viver para Ele.

O autor, Gilson Souto Maior Junior, é pastor sênior da Igreja Batista do Estoril e professor de Antigo Testamento e Hebraico da Faculdade Teológica Batista de Bauru - Fateo

Fonte: O Galileo

sábado, 19 de dezembro de 2009

Como Deus Faz História

Como Deus Faz História

Quando Jesus nasceu, cumpriram-se literalmente inúmeras profecias feitas séculos antes. O Antigo Testamento está repleto de indicações da primeira vinda de Cristo. Com o Seu nascimento, as promessas da Palavra de Deus se fizeram História. O mais admirável, entretanto, é a maneira como Deus faz Sua Palavra tornar-se real e Suas profecias transformarem-se eventos históricos: muitas vezes Ele usa as atitudes profanas das pessoas e as circunstâncias políticas da época para concretizar Seus planos. A Bíblia nos traz muitos exemplos nesse sentido. Destacaremos três, salientando lugares relacionados com o nascimento e a infância de Jesus.

Belém.

1. Jesus deveria nascer em Belém

Por volta de 700 anos antes de Cristo viveu o profeta judeu Miquéias, que predisse acerca do aparecimento do Messias de Israel: “E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

Aquele que tem origens eternas, e que age desde sempre, viria a nascer em um lugar pré-definido e específico, que era Belém, pequeno e insignificante lugarejo na Judéia. Caso a anunciação do nascimento do Rei de Israel se referisse a Jerusalém nada haveria de extraordinário, uma vez que os reis normalmente nascem na capital do reino. Porém, com muitos séculos de antecipação, um lugar sem representatividade foi destacado entre os milhares de Judá para ser o local do nascimento do Rei que viria, o que era algo muito especial. Praticamente todo cidadão de Israel conhecia essa passagem das Escrituras que afirmava que um dia o Messias viria de Belém. Por isso, quando Herodes perguntou onde nasceria o rei dos judeus, os entendidos na Lei puderam lhe fornecer imediatamente o nome do lugar onde deveria nascer o Prometido segundo as profecias: “Então, convocando [Herodes] todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: [em Miquéias 5.2] E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel” (Mt 2.4-6).

Entretanto, em relação a essa profecia havia um problema, e este não era pequeno: Maria e José não viviam em Belém, mas em Nazaré (Lc 1.26), e aparentemente não planejavam se mudar para Belém. Deus não enviou um anjo para lhes dizer: “Querido José, querida Maria, vocês não sabem que o Messias deve nascer em Belém? Vocês não sabem que a Palavra de Deus precisa se cumprir e Seu Filho não pode nascer em Nazaré? Levantem! Ponham-se a caminho para que se cumpra a palavra do Senhor falada através do profeta Miquéias!”

Não foi o que aconteceu. O imperador César Augusto tomou uma decisão política em Roma, bem longe de Israel e sem ter a mínima noção das profecias bíblicas – decretando um recenseamento do povo. Essa decisão política obrigou José, juntamente com Maria, que estava no final da gravidez, a irem até Belém para se registrarem no censo populacional. Em Lucas 2.4 lemos que José era “da casa e família de Davi”. Portanto, era em Belém (a “cidade de Davi”) que ele tinha de se registrar. Chegando lá, Maria logo deu à luz ao Filho de Deus. É o que podemos chamar de “tempo de Deus”! O Senhor, em Sua onisciência e onipotência, usou a política secular e um de seus líderes para fazer cumprir Suas profecias e para concretizar as previsões de Sua Palavra.

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito.

2. Jesus viria do Egito

A Bíblia não apenas profetiza que Cristo nasceria em Belém mas também diz que Ele viria do Egito. No oitavo século antes de Cristo, outro profeta anunciava em Israel a respeito do vindouro Messias: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho” (Os 11.1). Os comentaristas judeus aplicavam essa profecia a Israel e ao Messias, o que se torna bem evidente conhecendo o contexto do Novo Testamento. Mas como ela se cumpriu, como foi que Jesus, ainda menino, veio do Egito? A maioria de nós conhece a história da matança dos meninos judeus em Belém ordenada pelo infanticida rei Herodes, que via seu trono ameaçado pelo nascimento de Jesus. A Bíblia diz a esse respeito: “Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta [em Os 11.1]: Do Egito chamei o meu Filho” (Mt 2.13-15).

Os planos cruéis, egoístas e assassinos de um político mundano acabaram contribuindo para que a Palavra se cumprisse. Herodes pensava que aniquilaria os planos divinos, mas sua maldade apenas contribuiu para que as profecias se cumprissem literalmente.

O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12).

3. Jesus, o Nazareno

Segundo minha contagem, Jesus é chamado de “Nazareno” pelo menos 18 vezes no Novo Testamento. Ele era conhecido como “Jesus de Nazaré”, pois tinha vivido ali por muitos anos. Quando morreu na cruz, sobre Sua cabeça estava afixada uma placa que dizia: “Este é Jesus de Nazaré, o Rei dos judeus”. O nome “Nazaré” origina-se da raiz hebraica “nezer”, que significa “broto”, “renovo” ou “ramo”. O profeta Zacarias anunciou o seguinte, 520 anos antes de Cristo, acerca do Messias de Israel: “E dize-lhe: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; ele brotará do seu lugar e edificará o templo do Senhor” (Zc 6.12). “Ouve, pois, Josué, sumo sacerdote, tu e os teus companheiros que se assentam diante de ti, porque são homens de presságio; eis que eu farei vir o meu servo, o Renovo” (Zc 3.8). Jeremias proclamou o mesmo 80 anos antes de Zacarias: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, a agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23.5).

Quando Jesus veio, Ele foi o “Nazareno”, o “Renovo” do qual falavam as profecias. Mas como Jesus não apenas nasceu em Belém sem que seus pais residissem ali, veio do Egito por razões inacreditáveis e ainda pode ser chamado de Nazareno? Porque mais tarde Ele morou em Nazaré, confirmando uma vez mais as profecias, mostrando que elas se cumprem por razões às vezes bastante profanas. Herodes havia morrido, e José ainda vivia com Maria e o menino no Egito quando, através de um anjo, recebeu ordens de retornar à terra de Israel. Era óbvio que José desejava retornar à sua terra com sua família, mas quando ficou sabendo que Arquelau reinava no lugar de seu pai, ficou com medo. Arquelau era um dominador de triste fama e muito cruel, que os romanos suportaram por apenas dois anos e depois o depuseram. Na realidade, quem deveria assumir o trono de Herodes na Judéia era outro de seus filhos, mas por um capricho pessoal, Herodes mudou seu testamento pouco antes de morrer e colocou Arquelau no poder. Para não se submeter ao seu domínio, José foi viver na Galiléia, na cidade de Nazaré, que estava subordinada a outro governante: “Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mt 2.19-23).

Vista de Nazaré.

Esses três exemplos mostram muito claramente que nada nem ninguém pode impedir ou barrar os planos de Deus. Não há falha humana, manobra política, crueldade, capricho ou força da natureza que impossibilitem Deus de concretizar Seus propósitos. Nada impedirá que Jesus volte cumprindo Suas promessas a Israel. Os acontecimentos proféticos, cujo desenrolar vemos em nossos dias, culminarão na volta de Cristo e mostram que ela está se aproximando. Todos os fatos que acontecem no mundo são dirigidos por Deus de tal forma que acabarão servindo para que os Seus desígnios se realizem e para que Jesus venha a este mundo como o Rei e Messias. Jesus voltará cumprindo muitas profecias que ainda não se realizaram, pois muitas delas dizem respeito diretamente a Sua volta em poder e glória e à restauração de Israel, predita tantas vezes e por tanto tempo! Israel já retornou à sua própria terra depois de um longo tempo de dispersão (Diáspora), quando havia judeus espalhados pelo mundo todo. Até o terrível Holocausto acabou servindo à causa judaica, pois acelerou a fundação do Estado de Israel e permitiu que mais judeus voltassem à sua pátria. Quase todas as nações votaram em favor de Israel nessa ocasião, pois estavam chocadas com o que havia acontecido aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial nas mãos dos nazistas. Apenas três anos depois do final da guerra, os judeus já possuíam seu próprio Estado. No entanto, a luta, atual e futura, dos inimigos contra Israel e contra Jerusalém é predita nas profecias, e precisa acontecer. A Bíblia fala de uma unidade mundial política, religiosa e econômica que acabará se opondo a Israel. Hoje vemos que todos os esforços políticos acontecem em função desse desejo de globalização. A Palavra de Deus se cumpre sempre. Alegremo-nos por isso!

Fonte: beth-shalom

Natal: presentes para o Rei


Os magos vieram do Oriente para adorar o Rei Jesus e trazer-lhe presentes. Que presentes trouxeram? Quais as implicações têm esses presentes colocados aos pés de Jesus?

Compreendermos essa mensagem é fundamental para resgatarmos a centralidade do Natal.

Infelizmente o Natal tem sido esvaziado do seu verdadeiro conteúdo. O Natal virou símbolo do comércio, da figura bojuda do Papai Noel. Este se tornou o grande astro que tem roubado a cena do Natal. Ele está presente no altar do consumismo, induzindo as pessoas a se desviarem do verdadeiro sentido do Natal. Natal não é troca de presentes, nem mesmo mesas gastronômicas. Natal é o presente de Deus a nós. Natal é Jesus, o Messias prometido.

Os magos trouxeram a Jesus ouro, incenso e mirra (Mt 2.11). Que tributo eles estavam prestando a Jesus com esses presentes?

1. Eles reconheceram que Jesus é o Rei dos reis (Mt 2.11)

O ouro é o presente dedicado ao Rei.
Na antiguidade, quando havia as grandes celebrações ao Rei, era de comum acordo, os nobres levaram ao rei, grandes somas de ouro. A humilde criança que ali estava enfaixada em panos, que precisou fugir do Egito a fim de livrar-se da morte, Aquele que havia se despojado de sua riqueza, da sua glória, e agora não têm onde reclinar a cabeça, era o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores. Você prestou atenção à pergunta dos magos: “Onde está aquele que é nascido rei dos judeus”? Amados, temos que dar atenção aos detalhes da Bíblia. Você conhece alguém que já nasceu rei?

Jesus, é rei desde seu nascimento!
Louvado seja o nome Dele para sempre!
A Bíblia nos mostra Ele como Rei, pelo menos de 5 formas diferentes:

1) Ele é Rei da Glória – Sl 24.8,

2) Ele é Rei Eterno – Sl 146.10

3) Ele é Rei de Justiça: Is. 32.1

4) Ele é Rei dos judeus: Mt 2.2

5) Ele é Rei dos Reis: Ap 19.16


Os magos reconheceram que Jesus é o Rei dos reis, a suprema autoridade no céu e na terra. Ele é aquele que está no trono do universo, que dirige as nações, que levanta reis e destrona reis, que faz todas as coisas conforme o conselho de sua vontade.

2. Eles reconheceram que Jesus é o Sumo Sacerdote (Mt 2.11)

O incenso é o presente para um sacerdote. Até o tempo de Jesus, os sacerdotes ofereciam sacrifícios por si mesmos e pelo povo. Esses sacrifícios precisavam ser repetidos, pois eram imperfeitos, oferecidos por homens imperfeitos. Cristo veio ao mundo como o supremo sacerdote, o sacerdote perfeito, sem pecado, para oferecer um sacrifício perfeito, a sua própria vida. Jesus é o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, mas também é o sumo sacerdote que na cruz fez um único e cabal sacrifício. Jesus é o único mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5), aquele que abriu para nós um novo e vivo caminho para Deus, por cuja morte o véu do templo foi rasgado, dando-nos livre acesso à presença do Pai. Jesus, o presente do Natal, é o caminho para Deus; Ele é a porta do céu. Pense nisso!

3. Eles reconheceram que Jesus é o Maior Profeta (Mt 2.11)

A mirra é o presente dado a um profeta. Deus falou muitas vezes, de muitas maneiras aos pais pelos profetas. Mas, agora, nos fala pelo seu Filho (Hb 1.1,2). Até Jesus, os profetas falavam em nome de Deus. Mas Jesus é o próprio Deus. Os profetas diziam: “Assim diz o Senhor”, mas Jesus diz: “Eu porém, vos digo”. Ele é o mensageiro e a mensagem. Ele é o próprio conteúdo da mensagem que proclama. Não temos outra mensagem a proclamar, a não ser Jesus.
O seu nascimento nos trouxe novas de grande alegria. Sua morte nos trouxe a redenção. Sua ressurreição nos dá poder para viver vitoriosamente. Sua ascensão garante que a obra que Ele realizou foi completa e vitoriosa.

Os magos vieram de longe e adoraram a Jesus, reconhecendo que Ele é o Rei, o Sacerdote e o Profeta. É Jesus o Rei da sua vida? Você já foi salvo pela sua morte vicária na cruz? É Jesus o centro das comemorações do seu Natal?

Pense, reflita e tome sua decisão!

Nele, o Maior e Melhor presente de Natal

Pr Marcelo

Bibliografia: Wiersbe, Warren. Comentário Expositivo. Ed. Geográfica

Lopes, Hernandes Dias. Mensagens Selecionadas. Ed.
Hagnos
.

Humildade arrogante


Por C. S. Lewis

Há um vício do qual nenhum ser humano está isento, que todos detestam quando identificam nos outros, e do qual quase ninguém se diz culpado. As pessoas admitem que têm mau gênio, ou que perdem a cabeça por mulheres ou bebida, ou até que são covardes, mas poucos são os que acusam a si próprios deste vício.

Refiro-me ao orgulho, à presunção. Foi pelo orgulho que o demônio se tornou demônio. O orgulho leva a todos os outros vícios; ele é o perfeito estado de espírito anti-religioso.

Se quisermos saber o quanto somos orgulhosos, perguntemos a nós próprios: “Até que ponto me desgosta que outras pessoas me humilhem, recusem-se a reparar em mim, me tratem com ar de superioridade ou procurem exibir-se?”. O fato é que o orgulho de cada um está em competição direta com o orgulho dos outros. O orgulho é essencialmente competitivo, ao passo que os outros vícios são apenas acidentalmente competitivos, por assim dizer.

O orgulho não vê prazer em se possuir algo, mas em possuir esse algo em maior quantidade do que o próximo. Dizemos que as pessoas se orgulham de ser ricas, inteligentes ou bonitas, mas não é bem assim. Elas se orgulham se der mais ricas, mais inteligentes, ou mais bonitas do que as outras. É a comparação que nos torna orgulhosos – o prazer de estar acima dos demais. Quase todos os males que se atribuem à cobiça ou ao egoísmo são, na realidade, muito mais o resultado do orgulho. [...]

Não imaginem que se encontrarem um homem realmente humilde, ele será o que a maioria das pessoas chamam de “humilde” hoje em dia. Em resumo, ele não será a espécie de pessoa que está sempre dizendo que, evidentemente, não é ninguém. Provavelmente só pensaremos que ele parece um indivíduo inteligente e bem disposto, e que tem um verdadeiro interesse pelo que nós dizemos a ele. Se não gostarmos dele, será porque sentimos uma certa inveja de alguém que parece apreciar a vida com facilidade. Ele não estará pensando em humildade. Ele não estará de modo algum pensando em si próprio.

Se alguém quiser compreender a humildade, acho que posso lhe dizer que passo dar. O primeiro passo é compreender que se é orgulhoso. É um grande passo. Nada mais pode ser feito antes disso. Pois quando alguém pensa que não é presunçoso, isso por si só denota uma grande presunção.

***
Citado em “O Homem em Três Tempos”, do Tácito da Gama Leite Filho, Ed. CPAD, 2ª Edição, pág 247. Extraído da revista Seleções, de Reader’s Digest. Título Original: O grande pecado.

Uri Geller e o Evangelho Torto


Por Hélio

Eu estava ouvindo uma pregação televisiva de Silas Malafaia esta manhã, o que faço eventualmente por obrigação, e não por prazer, e me bastou uma frase para entender a mensagem: algo como “não adianta uma pregação cheia do Espírito na igreja se ela não for aplicada lá fora e ver se funciona”. Resumindo, a grande questão implícita era: “a pregação funciona?”. Para quem não está familiarizado com a filosofia dominante na atualidade, o utilitarismo, é exatamente esta a pergunta que os utilitários fazem a respeito de todas as situações da vida: “funciona?”, ou seja, “produz resultados visíveis, palpáveis?”, “maximiza o lucro e minimiza as perdas?”, “os fins justificam os meios?”. Tudo, obviamente, preocupado com os resultados materiais que possam ser mensurados (e capitalizados) aqui e agora.

O fato de eu assistir alguma coisa do Malafaia na TV se deve à necessidade que todos nós temos, como corpo de Cristo nesta terra, de acompanhar e (o mais difícil) tentar entender em que estágio (e estado) está a igreja evangélica no Brasil. A conversão paulatina e radical de Silas Malafaia ao utilitarismo (também chamado de “teologia da prosperidade”), mostra que esta ideologia (não só filosofia, portanto) se instalou definitivamente na igreja brasileira. Afinal, não podemos nos esquecer de que não faz muito tempo o próprio Malafaia criticava a teologia da prosperidade, à qual se converteu com gosto, ao que tudo indica.

Necessário se faz uma breve análise do discurso de Malafaia, sintetizado na frase reproduzida acima, “não adianta uma pregação cheia do Espírito se ela não for aplicada lá fora e ver se funciona”. A primeira grande questão é definir quem é que julga se a pregação é cheia do Espírito Santo ou não. Afinal, existem critérios objetivos para se chegar a esta conclusão? Seriam eles línguas estranhas, sinais, curas, expulsões de demônios, etc.? Não seria isto limitar a ação do Espírito a uma espécie de check-list de maravilhas e fatos aparentemente inexplicáveis? Por outro lado, não passa esta análise também pelo julgamento subjetivo de quem ouve a tal pregação? Logo, não entram em jogo todos os dados pessoais, sociais, intelectuais e culturais do ouvinte, a influenciar a sua definição de “cheio do Espírito”? Parece-me que não há nenhum critério humano razoável para se definir uma pregação “cheia do Espírito”, o que deixa a tarefa para o testemunho do próprio Espírito Santo – individualmente – a cada ouvinte, e por isso mesmo restrito a ele, a não ser em situações extremamente especiais, em que a sua impressão deve ser proclamada aos quatro ventos, mas dada a raridade com que isso acontece, isto ficará muito claro no seu espírito, e não só no “senti no coração o desejo de...”, outro chavão evangélico que sintetiza um modo de ser que não pertence ao evangelho, já que “enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer? ” (Jeremias 17:9).

Quanto ao “funciona!”, me parece que igreja evangélica retrocedeu no tempo e voltou aos anos 70, período em que o israelense Uri Geller, autointitulado “paranormal”, viajava o mundo em espetáculos televisivos cuja grande atração eram os talheres entortados com a suposta força do pensamento, movida pela palavra mágica “funciona!”, que deveria ser repetida insistentemente enquanto a colher entortava. O evangelicalismo brasileiro absorveu Uri Geller, e hoje busca tudo na base do pensamento positivo, movido ao mantra do “funciona!”. A própria palavra “evangelicalismo” parece tristemente apropriada para descrever o movimento, já que une um arremedo de evangelho com os instintos mais primitivos do utilitarismo. Alguém poderia objetar, entretanto, que a pregação deve produzir frutos, esquecendo-se que os frutos não devem ser só produzidos, mas principalmente, devem permanecer (João 15:16) e que Jesus é a fonte de água não só para esta vida, mas principalmente para a vida eterna (João 4:14). Eternidade cujo anseio Deus colocou no coração do homem (Eclesiastes 3:11), e não um mero sentir instantâneo e despropositado.

Resumo da ópera: se o evangelicalismo brasileiro continuar seguindo o caminho do “funciona!”, a única coisa que vai conseguir entortar é o evangelho. Lamentavelmente.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

POR QUE IR NA IGREJA?


Se você estiver espiritualmente vivo, você vai amar esta mensagem!

Se você estiver espiritualmente morto, você não vai querer ler esta mensagem!

Mas se você está espiritualmente curioso, ainda existe esperança!

POR QUE IR NA IGREJA?

Um frequentador de Igreja escreveu para o editor de um jornal e reclamou que não faz sentido ir à Igreja todos os domingos. “Eu tenho ido à Igreja por 30 anos, ele escreveu, e durante este tempo eu ouvi uns 3.000 sermões. Mas por minha vida, eu não consigo lembrar nenhum sequer … Assim, eu penso que estou perdendo meu tempo e os Pastores estão desperdiçando o tempo deles pregando sermões!”

Esta carta iniciou uma grande controvérsia na coluna “Cartas ao Editor”, para prazer do Editor Chefe do jornal, que por semanas foi recebendo e publicando cartas do assunto, até que alguém escreveu este argumento:

“Eu estou casado já há 30 anos. Durante este tempo, minha espôsa deve ter cozinhado umas 32.000 refeições. Mas, por minha vida, eu não consigo me lembrar do cardápio de nenhuma destas 32.000 refeições. Mas de uma coisa eu sei, todas elas me nutriram e me deram a fôrça que eu precisava para fazer o meu trabalho. Se minha espôsa não tivesse me dado estas refeições, eu estaria hoje físicamente morto. Da mesma maneira, se eu não tivesse ido à Igreja para alimentar minha fome espíritual, eu estaria hoje morto espiritualmente.”

Quando a gente está resumido a NADA… DEUS está POR CIMA DE TUDO!

Fé é ver o invisível, crer no incrível e receber o impossível! Graças a Deus por nossa nutrição física e espiritual!

Fonte: Amigo De Cristo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Renovando as relações de poder na Igreja



"Mas entre vós não é assim; pelo contrário, quem quiser tornar-se grande entre vós, seja esse o que vos sirva; e quem quiser ser o primeiro entre vós, será servo de todos. Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Marcos 10.43-45). Se, no mundo, as relações de poder estão intrinsecamente ligadas à dominação e ao auto-enriquecimento, na Igreja não é assim, disse Jesus.

Só posso entender o verbo é , neste caso, como uma declaração de propósitos, pois na prática eclesial é mais comum ver o contrário. Falando francamente, bispos, pastores e demais líderes eclesiásticos são muito mais parecidos com governantes humanos do que com Jesus Cristo, no que se refere ao exercício do poder. Eles têm títulos honoríficos, possuem status especial na Igreja e se assenhoreiam do rebanho e das instituições eclesiais. As relações dominadoras de poder na Igreja, legitimadas pelo conceito sacramental de ordenação, são o sintoma de que a Reforma ainda não foi completada – o sacerdócio universal ainda é teoria e esperança.

Não! Acalme-se. Não sou contra a ordenação ao sagrado ministério. Sou contra, e por razões bíblicas muito fortes, a vinculação entre ordenação ministerial e inserção na estrutura de poder denominacional ou eclesiástica. O problema do conceito "sacramental" de ordenação é que, ao invés de estabelecer uma ordem para o ministério enquanto serviço, estabelece uma ordem do ministério para exercer o poder eclesiástico. Já está mais do que na hora de reformarmos corajosamente a doutrina e a prática das relações de poder na Igreja, especialmente aquelas relacionadas ao ministério ordenado. Sei que isto é complicado, pois afeta a concepção de "governo" de Igreja, mas é possível começar a renovação sem entrar na discussão mais forte do sistema de governo eclesiástico – um passo que virá depois...

Por onde começar? Em primeiro lugar, retirando de nós, ministros ordenados, os privilégios da função que nos distinguem dos demais crentes (o que varia de instituição eclesiástica para instituição eclesiástica): por exemplo, sermos disciplinados apenas por nossos pares, sermos tratados com termos sacerdotais negados aos demais crentes, a vinculação direta do ofício ao exercício do poder institucional e, em vários casos, não sermos membros da igreja local. Ministro é quem serve, não quem é servido. Se queremos, de fato, seguir o exemplo de Jesus, precisamos estar colocados em outro lugar dentro das estruturas de poder eclesiástico: um lugar de serviço e não de domínio. Isto não quer dizer que pessoas ordenadas não possam exercer cargos institucionais, mas apenas que o seu acesso aos mesmos seja idêntico ao dos demais membros da igreja.

Em segundo lugar, abandonando o padrão hierárquico militarista na instituição, com a adoção de um padrão com participação ampla nos processos decisórios e com pequeno grau de assimetria nas relações de poder. A máxima, derivada da teologia bíblica e com a mediação de teorias políticas, seria: o máximo de co ordenação possível, com o mínimo de sub ordinação necessário. Ou seja, quanto menos hierarquia, melhor. Quanto mais acesso direto e pleno aos processos de planejamento, tomada de decisão e ação, melhor. Não basta aumentar o número de assembléias ou alegar que a assembléia é soberana na tomada de decisões. Assembleísmo não é o mesmo que democracia! O passo decisivo é a abertura do caminho para a participação direta no planejamento eclesial, na definição orçamentária, na avaliação continuada dos serviços da igreja. Pode-se até chamar de assembléias as reuniões que tratarem dessas questões, isso não importa. O que importa é descentralizar os processos decisórios e as cadeias de comando – tanto na igreja local como nas estruturas denominacionais.

É possível? Não só é possível como, a meu ver, biblicamente necessário. Teremos coragem para seguir o exemplo de Jesus?

Júlio Zabatiero / Vida Nova Via: Emeurgência
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