quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A pulserinha do sexo e o crime

Mais uma famigerada moda está as ruas. Uns dizem que é mentira, outros que não passa de mais uma "notícia de internet". Não é o que se vê pelas ruas.

Se um jovem usa a pulseira do sexo, está participando do perigoso jogo chamado “snap”. O que seria uma simples brincadeira de adolescente pode se transformar numa tragédia e pior, com o consentimento da própria vítima.

Um "pedófilo" ou uma "pedófila" seguirão também este sinal como senha de concessão à sua mente lasciva e perversa. Neste campo residem os estupradores, aliciadores e tudo quanto há de ruim na sociedade.

Usar as pulseiras na rua, dependendo do local e horário, é o mesmo que entrar em um rio cheio de piranhas com uma ferida no corpo.

O adolescente ou quem as usa está chamando para si um ato ou situação que pode ser gerada por alguém, muitas vezes mais forte ou ardiloso, que eles sequer conhecem com o mesmo direito por estar no jogo.

Isso tem que ser pensado uma vez que pode vir a ser um atenuante de conduta a qualquer ato de violência sofrido pelo jovem.

O uso da pulseira termina com a figura da negação, da contrariedade e gera a situação de permissibilidade.

A coisa está ali para ser arrebentada, vejam só, arrebentada. Arrebentar, destruir, cortar, faz parte do jogo e o prêmio somente será alcançado após esse ato. Cuidado jovem, você pode estar disparando sobre si uma violência.

Ao psicopata, a sua permissão, o seu sim, esta ligada pura e simplesmente ao romper da pulseira.

Lembre-se, a cor é a senha, o sinal para aquilo que você quer receber ou fazer.

Neste ponto, adentramos também no aspecto da obrigação de zelo dos pais que podem evitar uma super exposição ao perigo de sua prole.

Na eventualidade de uma tragédia, um pai ou mãe, tio ou tia, avô ou avó, qualquer amigo verdadeiro que não partiu para uma conscientização do jovem, será fatalmente condenado à culpa interior, ao tribunal da própria consciência.

Ao dever do estado, que poderia normatizar as escolas, dando condições de melhor atuação aos heróicos pedagogos e professores, nem vou adentrar neste assunto porque seria perda de tempo e isso, é o que nós não temos uma vez que as bruxas estão soltas e a vassoura é juventude.

Análise Calvinista de Versículos “Arminianos”: 1 Timóteo 2.4


Heitor Alves

1 Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens, 2 em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito. 3 Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador,
4 o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade.

Este é um dos textos preferidos pelos arminianos, pois, segundo eles, Deus deseja a salvação de todos os homens. Deus espera que todos se arrependam e creiam no evangelho e, desta forma, sejam salvos. Ainda segundo os arminianos, este texto revela que o livre-arbítrio do homem possui a capacidade de escolher a salvação, pois, como diz o texto, assim é do “desejo” de Deus.

A Palavra “Desejo” no Grego

Vamos começar analisar este texto à luz da compreensão calvinista começando pela palavra desejo. Nós temos duas palavras que, no grego, são traduzidas por “desejo”: a primeira é qelw (= thelõ), a segunda é boulomai (= boulomai). Apesar de terem a mesma tradução, “desejo”, elas se diferem quanto ao seu sentido. Vamos lá.

A palavra qelw(= thelõ) está mais para uma conotação de sentimento. Nas passagens em que esta palavra aparece, em todas elas dão a entender simplesmente um “querer” (de desejo), “querer ter”, “ter prazer em”, “gostar”. Esta palavra aparece em Mt 20.21; Mc 10.43; 12.38; Lc 20.46; Jo 9.27; Rm 1.13; Gl 4.20. Em todas estas passagens, e em tantas outras onde a palavra ocorre, a idéia que se tem é de um “desejo”, uma “vontade”, que pode acontecer ou não. No texto de Gl 4.20, Paulo expressa seu sentimento ao dizer para os gálatas: “pudera eu estar presente, agora, convosco e falar-vos em outro tom de voz; porque me vejo perplexo a vosso respeito”. A palavra destacada “pudera”, no grego, poderia ser traduzida sem nenhum problema como “desejava”, “desejaria”. Por mais que Paulo desejasse estar com os gálatas, ele sabia que isso não seria possível. Temos aí um exemplo de um desejo sentimental, algo que ele gostaria que acontecesse, mas que não será possível.

A palavra boulomai (= boulomai) tem a ver com a idéia de deliberação ou planejamento. É um “desejo” que vai ser realizado pois este “desejo” foi planejado, deliberado. Quando esta palavra aparece, temos uma idéia de “plano”, “propósito”, “resolução”, “decisão”, “motivo”, “estar disposto”, “disposição”, “ordenar”. Ela aparece em Mt 1.19; 11.27; Lc 22.42; At 5.28; 1 Co 12.11; Ef 1.11; Hb 6.17 e outros. Esta palavra expressa não um simples “desejo”, mas um “desejo” tal que foi planejado, foi ordenado acontecer ou não. Em Lc 22.45 vemos Cristo pedindo para que Deus afastasse o cálice. Ele diz: “Pai, se queres, passa de mim este cálice...”. Não temos aqui um caso onde, talvez, Deus desejasse livrar o seu filho do cálice, mas temos um caso onde Deus havia planejado não livrar seu filho daquela situação, pois foi Ele mesmo que, deliberadamente, colocou o Seu filho nesta situação. Em Ef 1.11 vemos uma predestinação feita sob a “ordenação” de Deus, algo que Ele deliberadamente planejou e que, por isso, é dado como certa a realização da Sua vontade.

Imagino que a essa altura, o leitor já esteja curioso em saber qual das palavras aparece em 1 Tm 2.4. Bem, temos a palavra qelw. Em 1 Tm 2.4, encontramos Paulo afirmando que Deus gostaria que todos os homens fossem salvos, mesmo que Ele mesmo não planejasse tal coisa. Ou seja, isso não significa que Deus deseja soberanamente que todo ser humano seja salvo (que Deus salva cada um).

Vontade de Propósito e Vontade de Prazer

Acredito que a dificuldade reside numa compreensão equivocada na doutrina da vontade de Deus. Vou procurar ser o mais breve possível aqui. Há uma distinção na vontade de Deus. Porém não são duas vontades. É apenas uma vontade.

Temos a vontade de propósito e a vontade de prazer em Deus. A vontade de propósito certamente acontecerá, pois está ligada a um decreto de Deus. A vontade de propósito de Deus infalivelmente se realizará, pois é Ele mesmo quem opera imediata ou mediatamente, ou seja, Ele opera diretamente ou usa meios (indiretamente) ou causas secundárias para a execução da sua vontade (2 Cr 22.7; Sl 103.20,21; Is 46.9-11; Is 53.10; Dn 4.35; Mt 6.10; Mt 26.42; Jo 4.34; Jo 6.38,39; At 21.11-14; Rm 1.9,10; At 16.6,7; Rm 9,19; Fp 2.13; 1Pe 3.17).

A vontade de prazer indica o que Deus gostaria que acontecesse, mas que não depende de uma obediência do homem para acontecer. É a vontade de Deus em coisas que Ele gostaria que acontecessem na vida dos homens, mas que nem sempre acontecem. É um desejo que expressa a natureza constitucional de Deus (Lc 13.34). No texto de Lucas temos a palavra “quis” (Gr. hqelhsa, do verbo qelw, “querer”, “desejar”)

É um desejo natural e espontâneo de Deus para com todos os homens (Ez 18.23; 33.11). Os versos de Ezequiel expressam uma vontade constitucional em Deus. Deus não tem prazer na morte do perverso, mas tem prazer na conversão do ímpio. Mas, por razões desconhecidas de nós, Deus determina não satisfazer ou realizar seu próprio desejo. Todos os ímpios são criaturas de Deus, isso explica por que Ele não tem prazer na condenação deles (lembrem-se que o inferno, originalmente, foi feito para o diabo e seus anjos, e não para os homens, Mt 25.41). Deus aplica-lhes a condenação porque Ele é justo, e não porque se alegra na condenação deles.

Podemos, sem muito esforço, deduzir que a passagem de 1 Tm 2.4 está relacionada com a vontade de prazer de Deus, uma vontade natural, espontânea e constitucional. Esse argumento da “vontade de prazer” em 1 Tm 2.4 é apoiado, como vimos, pela palavra grega “vontade” significando apenas um desejo prazeroso, sentimental de Deus, e não um desejo de propósito.

Deus Age com Justiça, Não com Sentimentos

O que encontramos em 1 Tm 2.4 é nada mais do que um sentimentalismo de Deus em ver todos os homens conhecedores da verdade e, enfim, salvos. É a benevolência geral de Deus de não ter prazer na morte do ímpio. Isso não significa que Deus terá seu desejo frustrado em ver os homens indo para a perdição. Por quê?

Ao longo das Sagradas Escrituras, vemos Deus inteiramente preocupado em glorificar a sua justiça. Deus deseja ser glorificado em tudo, inclusive no exercício de sua justiça e de seus juízos. Deus não coloca, de maneira nenhuma, o seu sentimentalismo acima da sua justiça. Se tiver que executar a sua justiça, Ele certamente o fará (Rm 1.18; 2.5; 3.5).

Deus não pode ignorar a sua justiça simplesmente salvando aquele que não crer no nome do unigênito Filho de Deus (Jo 3.18). Deus precisa mostrar a sua ira contra todos aqueles que se mantém rebelde contra sua palavra (Jo 3.36).

O Desejo de Deus não Depende do Livre-Arbítrio

Talvez algum arminiano queira retrucar: “Se o desejo de Deus em 1 Tm 2.4 é apenas sentimental, então isso abre as portas para um livre-arbítrio humano. O homem deve possuir um livre-arbítrio para realizar o desejo de Deus ou não. Ora, Deus jamais desejaria algo que jamais aconteceria a um homem sem livre-arbítrio, né?”.

Nós calvinistas reformados não podemos ignorar este argumento arminiano. É um argumento lógico, porém errado e antibíblico. Apesar do texto dizer que Deus deseja a salvação de todos os homens, nem todos os homens serão salvos simplesmente pela vontade de propósito do próprio Deus!

Essa é para os arminianos: como pode Deus esperar ter o seu desejo satisfeito pelo livre-arbítrio do homem, se há evidências de Deus não salvando pessoas que Ele saberia que se arrependeriam? É correto imaginar Deus se recusando salvar os homens? O que você me diria se Deus soubesse que uma determinada tribo indígena se converteria ao evangelho, caso fosse pregado entre eles, e, mesmo assim, Deus proibiria a pregação entre eles? Foi exatamente isso o que aconteceu em Mateus 11.20-24.

Deus sabia que algumas nações se arrependeriam e se converteriam ao evangelho com a pregação da palavra, mas, por motivos não revelados a nós, Deus simplesmente se recusou em levar as boas novas a eles. Mais uma pergunta para os arminianos: Se Deus deseja a salvação de todos os homens, então porque Ele mesmo impede que o evangelho chegue aos ouvidos e aos corações de alguns? (Is 6.9-13).

Conclusão

Em 1 Tm 2.4 mostra o desejo constitucional de Deus, que é a vontade de prazer ou do seu deleite. Contudo, Deus mesmo afirma claramente em Romanos 9.18 que Ele “tem misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz”.

Podemos também deduzir que “todos os homens” do verso 4 signifique todos os homens de todas as classes, não se referindo a cada homem. Isso está perfeitamente evidente dentro do contexto de 1 Tm 2.1-6, visto que aparece a expressão “todos os homens” (v. 1, v. 4) e “todos” (v. 6). Deus deseja e salva todos os tipos de pessoas, ou seja, Deus não escolhe seus eleitos de um único grupo apenas.

A verdade é que o texto de 1 Tm 2.4 não apóia a salvação universal (nem gramaticalmente e nem teologicamente), como querem os arminianos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Será mesmo que Deus ama e deseja a salvação de todos?


Heitor Alves

Se fizermos esta pergunta para todos o evangélicos, a maioria esmagadora responderiam afirmativamente. São vários os motivos para se responder positivamente a pergunta. Existe um sentimento de que o homem é bom e que não merece ser castigado. O interessante é que querem que Deus sinta este mesmo sentimento quando o assunto é condenação. Deus não pode condenar o homem e nem quer fazer isso. O homem tem valor. Ele é bom, não é tão mau a ponto de merecer o inferno.

Este sentimento tem penetrado nas igrejas evangélicas, distorcendo a teologia bíblica. A teologia predominante nos púlpitos é uma teologia humanista, uma teologia agradável ao homem. Se ouve, domingo após domingo, assuntos relacionados ao existencialismo, onde colocam Deus como um super-herói preparado para enfrentar as dificuldades que o homem venha a sofrer. Se Deus procura "evitar" que o homem sofra nesta vida, muito mais Ele fará na alma do homem. Por isso, vemos aquela doutrina satânica de que Deus deseja e quer a salvação de todos os homens!

Esse é o resultado prático de um cristianismo que jogou no lixo as Sagradas Escrituras. Estão pisando na Palavra de Deus. Rasgando suas páginas e jogando-as nas fogueiras de uma "inquisição" construída para não abalar a credibilidade e não desvalorizar o homem. E de que modo é praticada esta moderna "inquisição"? Não é mais com fogueiras literais ou confisco de bens, ou até mesmo de perda da liberdade. Mas esta moderna forma de "inquisição" é praticada quando é negada a autoridade absoluta e suprema das Escrituras sobre a igreja, e se busca novas revelações extrabíblicas, tratando-as como suprema autoridade.

Por isso encontramos uma grande hostilidade quando vamos expor o que de fato as Escrituras afirmam sobre os assuntos abandonados pelos evangélicos atuais, dentre eles o assuntos sobre a expiação limitada.

Deixando de lado todas as emoções ou humanismo, vamos expor aquilo que a Bíblia fala a respeito do desejo de Deus com respeito a salvação do homem. Afinal de contas, Deus quer a salvação de toda a humanidade?

Todos os arminianos, sem exceção, ao começarem uma discussão a respeito do amor de Deus, lembram logo de João 3.16. “Deus amou o mundo”! Todos são alvos do amor de Deus! É injusto lembrarmos apenas do verso 16. Por que não citar até o verso 21?

16 Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.

17 Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.

18 Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.

19 O julgamento é este: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más.

20 Pois todo aquele que pratica o mal aborrece a luz e não se chega para a luz, a fim de não serem argüidas as suas obras.

21 Quem pratica a verdade aproxima-se da luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque feitas em Deus.

O texto não diz que Deus ama todos os homens. Jesus está dizendo que o amor de Deus não se estende apenas aos judeus de sua época, mas o seu amor alcança pessoas além dos limites da Judéia. O seu amor se estende também aos gentios. Interessante que os arminianos não conseguem enxergar que o alvo do amor de Deus são aqueles que crêem em Jesus Cristo, e somente eles. Veja que o verso 18 decreta a condenação daqueles que não crêem "porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus". Deus não pode amar aquele que se mantém rebelde contra Jesus. O amor de Deus não está nele, e sim a sua ira: "Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (Jo 3.36).

O curioso do ensinamento arminiano é que a teologia arminiana diz uma coisa e a bíblia diz outra. Por exemplo: se Deus ama a todos indiscriminadamente (como afirmam os arminianos) a lógica é Cristo orar e desejar a salvação de todos! Mas ele não deseja isso. Podemos notar isso na oração que ele faz em João 17. Cristo ora para que Deus conceda a vida eterna para um grupo seleto de pessoas: "Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra. Agora, eles reconhecem que todas as coisas que me tens dado provêm de ti; porque eu lhes tenho transmitido as palavras que me deste, e eles as receberam, e verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste" (Jo 17.6-8). Em seguida, Cristo fulmina os arminianos com as seguintes palavras: "É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus" (v.9). Por todo o capítulo 17, Cristo repete sempre as mesmas palavras "aqueles que tu me deste", "homens que me deste do mundo".

Eu não posso acreditar que há um desentendimento entre o Pai e o Filho. Não posso acreditar numa confusão na Trindade! Deus desejando salvar a todos, mas o Filho orando por alguns. O próprio Jesus afirmou que Ele veio fazer a vontade do Pai, esta é a sua comida (Jo 4.34). Deus não ama a todos e não quer a salvação de todos!

Para encerrar, tenho mais uma prova de que Deus não deseja a salvação de todos. A prova está em Mateus 11.20-24.

20 Passou, então, Jesus a increpar as cidades nas quais ele operara numerosos milagres, pelo fato de não se terem arrependido:

21 Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom se tivessem operado os milagres que em vós se fizeram, há muito que elas se teriam arrependido com pano de saco e cinza.

22 E, contudo, vos digo: no Dia do Juízo, haverá menos rigor para Tiro e Sidom do que para vós outras.

23 Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje.

24 Digo-vos, porém, que menos rigor haverá, no Dia do Juízo, para com a terra de Sodoma do que para contigo.

Cristo passa a condenar as cidades que tiveram a oportunidade de presenciar a pregação do evangelho (que naquela época era acompanhada da operação de milagres que testificavam da pregação). Corazim, Betsaida e Cafarnaum foram as cidades onde Cristo pregou o evangelho e mesmo assim estas cidades não se converteram. A partir daí, Cristo nos revela algo que nos incomoda: ele começa a “passar na cara” destas cidades que se ele tivesse pregado (e operado milagres) nas cidades de Tiro, Sidom e Sodoma, elas teriam se arrependido “com pano de saco e cinza” e permanecido “até ao dia de hoje”.

Se Cristo sabia que essas cidades iriam se arrepender com sua pregação, então, porque ele não foi até elas? Porque Cristo abriu mão dessas cidades, sabendo que os seus habitantes seriam convertidos e ingressados no reino dos céus? Deus não ama a todos? Então porque Deus deixou de fora dos céus os homens, as mulheres, os idosos, as crianças, os jovens e os adolescentes de Tiro, Sidom e Sodoma? Não foi o próprio Jesus quem afirmou: “Eu vos afirmo que, de igual modo, há júbilo diante dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende” (Lucas 15:10)? Porque Deus evitaria causar uma grande festa no céu por ocasião de três cidades arrependidas? Deus não ama a todos?

Isso me faz lembrar um outro texto: Isaías 6.9-13:

9 Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais.

10 Torna insensível o coração deste povo, endurece-lhe os ouvidos e fecha-lhe os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo.

11 Então, disse eu: até quando, Senhor? Ele respondeu: Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem habitantes, as casas fiquem sem moradores, e a terra seja de todo assolada,

12 e o SENHOR afaste dela os homens, e no meio da terra seja grande o desamparo.

13 Mas, se ainda ficar a décima parte dela, tornará a ser destruída. Como terebinto e como carvalho, dos quais, depois de derribados, ainda fica o toco, assim a santa semente é o seu toco.

Deus envia Isaías para pregar a um povo que não se arrependerá. Não se arrependerá porque Deus tornará insensível o coração desse povo. Não se arrependerá porque Deus endurecerá os ouvidos. Não se arrependerá porque fechará os olhos, para que não venha ele a ver com os olhos, a ouvir com os ouvidos e a entender com o coração, e se converta, e seja salvo”.

Somente os eleitos de Deus são os alvos do amor salvífico de Deus. Somente os seus eleitos experimentarão a graça de serem participantes do seu reino.

Não cabe a nós imaginarmos quem é o alvo do amor de Deus e quem não é. Não temos esse poder. Não podemos deixar de pregar o evangelho a alguém achando que esse alguém não faça parte dos eleitos. Resta-nos pregar o evangelho ao máximo de pessoas possíveis, sem fazer distinção. Precisamos olhar para as pessoas como um “eleito” em potencial. Todos os homens são passíveis de receberem a Cristo de bom grado e de coração. Por isso precisamos pregar o evangelho a toda criatura. A pregação do evangelho a todos não garante salvação. Precisamos ser o agricultor que joga as sementes em vários tipos de solos; mas isso não garante que todos os solos receberão as sementes e se transformarão em belas plantas e árvores. Deus mesmo fará com que as sementes da Sua palavra caia em corações que Ele mesmo preparou para recebê-las.

Devemos cumprir com nossa obrigação de pregar o evangelho a todos. Inclusive aos nossos parentes. Não sabemos o que Deus planejou para a vida de cada um deles. Não sei o destino eterno da minha esposa, do meu filho, do meu marido, do meu irmão, do meu pai, da minha mãe... Não cabe a mim fazer conjecturas. Cabe a mim pregar o evangelho e orar a Deus e entregar a alma do meu parente nas mãos de Deus.

O próprio Espírito de Deus acalmará nossa ansiedade, acalmará nosso espírito, se estivermos com dúvidas a respeito daquele parente que faleceu. Por mais que seja triste e dolorosa a partida de um ente querido que morreu sem Cristo, Deus mesmo nos dará o consolo necessário e suficiente para nossa dor. A nossa postura diante de Deus deve ser uma postura de honra, louvor, adoração, de submissão, de entrega total de nossas vidas a Ele, reconhecendo que Ele pode fazer o que bem entender com suas criaturas.

Soli Deo Gloria!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Marcas de uma Igreja Saudável - 2 Palavra


Por: Rubens Muzio

Dizem que o sangue de John Bunyan era biblino: se cortassem seu braço iriam escorrer versos bíblicos ao invés de sangue. Sua vida encharcada pela Palavra inspirou a escrita do Peregrino, o livro mais vendido depois da Bíblia, enquanto esteve prisioneiro por 12 anos. Precisamos de crentes desta estirpe: gente que conheça toda a Bíblia, que medite nos seus princípios, memorize vários dos seus capítulos chaves e aplique a Palavra do Senhor aos seus diversos pensamentos, sentimentos, relacionamentos de maneira que ela vivifique, forme e transforme. João Calvino, nas suas Institutas da Religião Cristã, ensina que a primeira marca da verdadeira igreja é a fidelidade à Palavra de Deus. Ele ensinava que "onde quer que encontremos a Palavra de Deus fielmente pregada e ouvida... ali, não se pode duvidar, está uma igreja de Deus" (Brown, 68-69). A Palavra é indispensável para o amadurecimento cristão. Ela nos dá o conhecimento de Deus e é a fonte da nossa direção que vem de Deus (Pv 3:5-6).

A Palavra define a conduta cristã. Com freqüência os cristãos tomam decisões nas suas famílias, casamentos ou profissões que vão contra o que está escrito na Bíblia. Por vezes, eles sabem o que a Bíblia diz. Por que não seguiram suas instruções? Eles dizem, eu senti que deveria fazer isso ou achei a ordem Bíblica muito rígida. E assim continuam buscando a vontade de Deus no coração, mas desprezando a vontade de Deus revelada nas Escrituras. Ou a Bíblia nos sentencia ou ela nos confirma. Porque a Palavra de Deus, como fielmente registrada nas Santas Escrituras, é normativa. Os Reformadores firmaram o seu credo: Sola Scriptura. Martinho Lutero desafiou Roma e os nobres germânicos por causa da Palavra.

O texto de 2 Tm 3:16,17 explica algo muito importante. A Palavra de Deus é "inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção e para a instrução na justiça, para que o homem de Deus seja apto e plenamente preparado para toda boa obra". Encontra-se nele que a Palavra de Deus foi dada com dois propósitos promordiais, a perfeição e a habilitação. As palavras perfeito e habilitado tem a ver com "saber" ou "ser e fazer". Ambas apontam não para o conteúdo, mas sim para a aplicação da Palavra à nossa vida. Ou seja: 1) Caráter: Quem ele é. Para que o cristão seja perfeito (artios) apto, completo, suficiente. 2) Comportamento: o que ele faz. Para que ele se torne habilitado (exertismenos) completamente trajado, provido, equipado para toda boa obra.

Pode-se aplica a Palavra de quatro maneiras diferentes a fim de produzir mudança: Com relação a crença: 1) Ensino (didaskalian) ensinar, instruir. Ocorre quando explicamos a Palavra (Rm 15:4); 2) Correção (epanorthosin) "tornar novamente reto", levantar aqueles que caíram, corrigir quem está no erro. Com relação ao comportamento: 3) Educação na justiça (paideian) criação da criança, guiar no caminho. Castigo e disciplina estão incluídos (Ef 6:4, Hb 12:5,8); 4) Repreensão (elegmos) convicção, punição, censura a um pecador. Orlando Costas nos lembra que esta passagem põe as Escrituras no centro da expansão missionária. Ela não só se destaca na comunicação da mensagem da salvação, como também no processo de maturação interna ("perfeito"), de reflexão (ensinar, redargüir, corrigir, instruir) e de encarnação profética ("na justiça para toda boa obra") (Costas, crescimento). Conforme D. L. Moody escreve: "A Bíblia não foi dada para nos dar informação, mas para operar transformação".

A importância da Escritura para o tema "conhecer a Cristo" nunca pode ser superestimada. Não é que simplesmente não tenhamos um conhecimento confiável de Cristo fora da Bíblia; a interpretação claramente cristã de Jesus Cristo – que é, no final das contas, o evangelho – é também mediada primariamente na Escritura e através dela (McGrath, ano, pág).

Como João Calvino coloca, "não temos que lidar com um Cristo despido, mas com um ‘Cristo que é vestido com o evangelho’. Temos que lidar tanto com a pessoa de Cristo quanto com a interpretação de Cristo que encontramos no Novo Testamento" (Calvino, ?). Vários reformadores representavam uma geração de líderes que valorizaram a Palavra de Deus acima de todos os outros livros. Para Calvino, tudo era exposição bíblica. Para se ter uma idéia, ele foi expulso pelo Concílio da cidade de Genebra no domingo de Páscoa, em 1538, após pregar um sermão no livro de Deuteronômio. Ele retornou três anos depois, em Setembro de 1541, e pregou seu primeiro sermão no versículo seguinte! Eu tenho a coleção dos sermões de João Calvino. Ele pregou 200 sermões no livro de Deuteronômio, 186 sermões em Coríntios, 43 sermões em Gálatas, 123 sermões em Isaías, 159 sermões em Jó, e assim por diante.

Por mais que destaquemos a importância fundamental do estudo e meditação da Palavra para nossa vida cristã, ainda assim seria insuficiente. Como o registro fidedigno da revelação, a Bíblia tem um papel inquestionável no crescimento do povo de Deus. A vida cristã se nutre com a leitura e ensino das Escrituras. Um dos meus professores no Westminister Theological Seminary havia memorizado uma grande parte do Novo Testamento e vários capítulos do Velho Testamento (ele preferia não dizer o quanto para não provocar surpresas nos outros e o levassem a se envaidecer). Como ele fazia isso? Repetindo os versículos, durante as 2 horas no carro, saindo de casa para a igreja e de volta para casa, no trânsito congestionado da Filadélfia, Pensilvânia. George Miller, por exemplo, leu mais de 200 vezes a Bíblia, sendo que 100 dela depois dos seus 70 anos de idade, 4 vezes por ano, enquanto orava. Nós temos centenas de exemplos de santos e sábios na história da igreja que valorizaram o conhecimento, memorização, meditação, proclamação e aplicação da Palavra de Deus acima de tudo o mais na vida e realmente encontraram alegria, paz e prazer para viver.

Fonte: Sepal

eu sempre te amarei...



PARABÉNS, MEU MENGÃO CAMPEÃO!

Conselhos para sobreviver ao mundo gospel.


Ricardo Gondim.

O mundo gospel se torna cada dia mais patético; distante do protestantismo; em rota de colisão com o cristianismo apostólico; transformado numa gozação perigosa; adoecendo e enlouquecendo milhares que são moídos numa engrenagem que condena a um duplo inferno.

Não consigo responder a todas as mensagens que entopem minha caixa postal. Milhares pedem socorro. Eu precisaria ter uma equipe de especialistas, todos me ajudando a atender os que me perguntam: “ a maldição do pastor vai pegar mesmo?”; “é preciso aceitar as patadas que recebo do púlpito?”; “em nome da evangelização, devo aturar esses sermões ralos?”.

Realmente não dá mais. A grande mídia propaga o que há de pior entre os evangélicos com petição de dinheiro, venda de “Bíblias fantásticas”, milagres no atacado e simplismos hermenêuticos. As bobagens alcançaram níveis intoleráveis.

O que fazer? Tenho algumas idéias.

Aconselho que os crentes parem de consumir produtos evangélicos por um tempo. Não compre Cd de música ou de pregação - inclusive os meus. Deixe os livros evangélicos encalharem nas prateleiras - idem, para os meus. Depois que baixar a poeira do prejuízo, ficará notória a diferença entre os que fazem missão e os que só negociam.

Não vá a congressos - inclusive o que eu promovo. Passe ao largo dos "louvorzões". Não sintonize o rádio. Boicote todos os programas na televisão. Não comente, nem critique, a pregação de pastores, bispos, evangelistas e apóstolos. Afaste-se! Silencie! Desintoxique mente, alma e espírito da linguagem, pressupostos e lógicas da "teologia da prosperidade". Volte a ler a Bíblia sem nenhum comentário de rodapé. Alimente seu interior em pequenos grupos. Reúna-se com gente de bom senso.

Estanque seus dízimos e ofertas imediatamente. Repense com absoluta isenção onde vai dar dinheiro. Mas prepare-se; no instante em que diminuírem as entradas, os lobos vestidos de pastor subirão o tom das intimidações. Não tenha medo.

Faça essa simples auditoria antes de investir o seu suor em qualquer igreja ou ministério:

  • Quanto tempo é gasto no culto para pedir dinheiro?
    A hora do ofertório vem acompanhada de uma linguagem com “maldição, gafanhoto ou licença legal para ataques do diabo”?
    Prometem-se “prosperidade, colheita abundante, bênção, riqueza”, para os que forem fiéis?
    Existe alguma suspeita na administração dos recursos arrecadados? – Lembre-se que há dois níveis de integridade: o ético e o contábil. Não basta manter os livros em ordem; o dinheiro também só pode ser gasto no que foi arrecadado.

Se a resposta para alguma dessas perguntas for sim, ninguém deve se sentir culpado quando não der oferta.

So haverá arrependimento no dia em que os auditórios se esvaziarem junto com uma crise financeira - o monumental ufanismo evangélico precisa deflacionar.

Concordo, ninguém agüenta o jeito como as coisas estão.

Soli Deo Gloria.

Profecia Para os Pregadores da América (e do Brasil).


Cindy deVille

Tradução: João A. de Souza Filho


O juízo de Deus está chegando aos púlpitos da América.


O Senhor diz:


O zelo da minha casa me consome, diz o Espírito de Deus! O amor por meu povo toma conta de todo meu ser. Portanto, começarei; sim, começarei, diz o Espírito, a limpar a minha casa. Vou trazer juízo. Vou subir nos púlpitos da América! Meu temor atingirá a todos os que se dizem possuidores dos cinco ministérios, e muitos se envergonharão do que farei com eles.


Os apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres sentirão o meu juízo. Os que falam em meu nome e têm pecados escondidos, verão o que farei por eles, repentinamente. Os que pensam que podem continuar a viver em pecado, em serem meus porta-vozes, pisando nos lugares santos, usando a máscara do engano, verão o meu juízo! Agirei como um terremoto, e sacudirei a todos!


Não tolerarei mais o pecado. Chega, chega! Diz o Espírito do Senhor. Porque entrarei no meu templo com grande ruído. Minha casa voltará a sentir o temor e o tremor, porque confrontarei e removerei os pecados dos que usam os púlpitos para pregar. Alguns servirão de exemplos para os demais, como o foram Ananias e Safira. Tudo o que pode ser sacudido, tremerá! Porque terei uma nação santa, um povo separado. Terei uma igreja gloriosa, e afastarei tudo e todos os que se interporem em meu caminho. Este é um novo tempo.


Você clama e diz: Misericórdia, misericórdia, graça e graça, pensando que eu perdoarei o seu pecado oculto para que você continue a viver em rebelião! Não mais terei misericórdia! Suas lindas palavras não têm valor algum diante de mim; porque estou vendo suas obras!


Vocês têm pisoteado a minha graça, zombam de minha misericórdia, ensinam essas coisas ao povo e este vem envergonhando o meu nome. Agora, o meu povo acha que não faz mal pecar. Vocês abriram a porta de meu santuário e o infectaram de pecado. Fizeram de minha casa, a igreja, uma desgraça. O pecado está destruindo meu povo, minha igreja e destruindo sua nação.


Estou cheio de vocês! Não os agüento mais! Agora, é sem misericórdia e sem graça, porque vocês se achegam à minha presença com seus lábios, mas seus corações estão longe de mim. Não percebem que eu vejo tudo? Vocês não podem me enganar como enganam o meu povo, porque sou o Senhor e vou tratar com vocês.


Santo eu sou e meu santuário é santo, e terei um povo santo que carregará sobre ele minha glória. Serão povo santo para mim, portanto removerei tudo o que é impuro. Eu levanto e eu derrubo. Removerei o apóstolo, o profeta, o pastor, o mestre e o evangelista do meu púlpito, porque esses que se dizem ter os cinco ministérios estão violentando minha casa, a igreja.


Chega! Diz o Senhor. Meu juízo virá sobre os púlpitos da América. Julgarei, purificarei e limparei. O que eu vejo vocês fazerem em segredo, revelarei em público. Exporei ao povo os seus pecados.
Vocês enganam o meu povo, mas não a mim, diz o Espírito de Deus, porque vejo todas as coisas. Tenho visto o que vocês fazem a portas fechadas, e lhes digo: Chega! Porque o juízo está às portas. Já chegou!

Essas não são meras palavras. Fiquem atentos ao que lhes digo. Minha palavra se cumprirá e vocês passarão a me temer novamente. Estou chegando para tratar com os pecados da América; estou chegando para tratar com todos vocês.


Portanto, advirto: Não subam no púlpito com pecados ocultos, porque vocês poderão não viver no dia seguinte. Farei do meu jeito, diz o Espírito de Graça. Isto não é um jogo! Toda a terra conhecerá o meu nome!


Extraído de www.revivalschool.com
Via: João Antonio de Souza Filho