sábado, 30 de setembro de 2017

A ORAÇÃO DO PAI NOSSO: UM MODELO DE ORAÇÃO E NÃO UMA REZA


Por Pr. Silas Figueira

Texto base: Mateus 6.9-15

INTRODUÇÃO

Após Jesus ensinar aos seus discípulos como eles deveriam orar, agora Ele lhes dá um modelo de oração. Essa oração conhecida como “Pai Nosso”, foi dada aos discípulos, não para ser memorizada ou recitada determinadas vezes. Pelo contrário, Jesus lhes deu essa oração para evitar que eles usassem de vãs repetições como os pagãos o faziam. Jesus não disse para eles orarem usando aquelas palavras, mas como uma oração modelo. Em outras palavras o Senhor estava dizendo assim: “orem dessa forma” e não “orem com essas palavras”.

Ainda a nível de introdução devemos entender porque existe uma diferença entre a oração do “Pai Nosso” aqui em Mateus com a ensinada em Lucas (11.1-4). Primeiro, a oração ensinada por Jesus em Mateus é anterior a de Lucas. A de Mateus foi ensinada antes dele escolher os seus apóstolos, já a de Lucas ela é proferida depois que Ele escolhe os apóstolos. Ela ocorre depois da volta dos setenta que Ele havia enviado a ir por todas as aldeias pregar o Evangelho do Reino (Lc 10.1-12, 17-20). Segundo, a de Mateus é ensinada no chamado “Sermão do Monte”, já em Lucas ela é ensinada depois que Jesus havia acabado de orar e os seus discípulos então lhe pedem para os ensinarem a orar também, assim como João havia ensinado aos seus discípulos. E há uma terceira razão, todo ensinamento é uma repetição, ainda que não seja com as mesmas palavras a oração ensinada em Lucas, mas a essência a mesma.

Há um outro detalhe a ser observado antes de analisarmos o texto. Há seis petições que nos foram apresentadas. As três primeiras – “santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” – dizem respeito a Deus e à Sua glória. E as demais petições referem-se a nós mesmos. Pode-se notar que essas três primeiras petições giram em torno das palavras “teu” ou “tua” e todas se referem a Deus [1].

Quais as lições que o Senhor quer nos ensinar através dessa bendita oração?

A PRIMEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE O SENHOR TEM A PRIMAZIA NA ORAÇÃO (MT 6.9). “Pai nosso que estás nos céus”.

Antes de nós começarmos a pensar em nós mesmos e em nossas próprias necessidades, antes de nossa preocupação com o próximo, devemos começar engrandecendo aquele que tem todo poder e autoridade. Devemos exaltar ao Senhor que é o criador de todas as coisas. Devemos começar honrando ao Senhor em primeiro lugar.  

Entenda uma coisa, não importa quais sejam as condições e circunstâncias, não importa qual é o nosso trabalho; não importa de maneira alguma, quais sejam os nossos desejos, o fato é que jamais devemos começar pensando e nós mesmos, nunca devemos começar apresentando as petições que nos dizem respeito [2].

Além de desrespeito é falta de educação. Perante um juiz ou outra autoridade qualquer não nos portamos assim; por que fazê-lo perante o Senhor nosso Deus?

Quando nos apresentarmos perante o Senhor em oração o Senhor Jesus nos dá três orientações básicas:

1º - Antes de reconhecemos a deidade de Deus, devemos reconhecer a Sua paternidade. Por que isso? Porque eu devo vê-lo como na verdade ele é, um Pai Amoroso. Jesus começa mostrando para os seus discípulos que há um Pai que nos ouve, ainda que este esteja no céu. Como disse John Stott, ele não é um bicho-papão que nos deixa aterrorizados com sua crueldade hedionda [...], mas ele preenche o ideal da paternidade em seu cuidado amoroso por seus filhos [3].

No entanto, muitas pessoas têm dificuldade de se relacionar com Deus como Pai, pois tem como referencial um pai terreno que é ou foi, totalmente diferente do Pai que o Senhor Jesus nos apresenta na Bíblia. Infelizmente, muitas pessoas conhecem somente pais severos, cruéis, rudes, egocêntricos, cuidando muito pouco do bem-estar dos filhos. Quem sabe ele fosse negligente, um bêbado, um toxicômano ou algum outro tipo de pessoa corrompida que destruiu sua personalidade.

Casos assim, infelizmente, são mais comuns que pensamos. E não estamos falando de pais somente ímpios, mas de lares de pais crentes. Devido a isso, o nome pai, em vez de apresentar uma riqueza de calor humano e recordações felizes, é frequentemente associado com temor e repulsa, cólera e hostilidade e, às vezes, até ódio e desprezo [4].

No entanto, não devemos fazer essa associação com um pai terreno e falho, mas com o Pai criador que nos ama, e que nunca nos deixará, ainda que muitas vezes nos parece que estar distante de nós.

Isaías 49.15 nos mostra como é grande amor de Deus por nós:

“Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti”.

A opinião que Jesus tinha de Deus como seu Pai não estava condicionada pelo seu relacionamento com José, o carpinteiro de Nazaré, mas pela sua identidade pessoal com Deus Pai, desde as eras da eternidade. Por isso, para que você seja curado dessa má impressão que este termo pai traz ao seu coração, peça que o Senhor se revele a você como Ele é, um Deus amoroso que enche o nosso coração de paz.

 2º - Devemos entender que Ele é pessoal – Pai nosso. Há, no entanto, um problema. Conforme João explica, somente aqueles que recebem Jesus e creem em seu nome, têm o direito de se referir a Ele como “Pai nosso” (Jo 1.12). Na verdade, Jesus deixou claro que havia apenas dois tipos de pessoas no mundo: aqueles que se referiam a Satanás como “nosso pai”, e aqueles que chamavam a Deus de “Pai nosso” (Jo 8.44-47). Não há outras opções [5].

3º - Em terceiro lugar devemos reconhecer a sua grandeza. Ele não é somente bom, Ele também é grande. As palavras “nos céus” indicam não tanto o lugar de sua habitação como a autoridade e o poder que tem na qualidade de criador e governador de todas as coisas. Assim ele combina amor paternal com poder celestial; e o que o seu amor ordena, o seu poder é capaz de realizar [6].

A SEGUNDA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE AS TRÊS PRIMEIRAS PETIÇÕES DIZEM RESPEITO A DEUS E A SUA GLÓRIA (Mt 6.9,10).

“Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”.

Como já falamos, o Senhor sempre terá a primazia na vida do cristão. Os que são servos sempre se preocupam em glorificar ao Senhor em todo tempo, principalmente na oração. Antes de lhe apresentarmos os nossos pedidos lhe glorificamos o nome.

O propósito da oração é em primeiro lugar glorificar o nome do nosso Deus. Se tal coisa não ocorre, nós estamos orando errado e estamos glorificando o nosso nome. Se a primazia não for o Senhor estamos sendo idólatras. Em outras palavras, devemos buscar em primeiro lugar as coisas espirituais e depois as coisas materiais.

Vejamos as três petições em relação a Deus.

1º - Santificado seja o teu nome. Santificado quer dizer venerado ou honrado, considerado santo. Está em foco a honra de Deus entre os homens e entre os seres angelicais. Veja por exemplo Isaías 6.1-5.

Na presença de Deus Todo-Poderoso, Isaías ficou completamente cônscio das suas imperfeiçoes. A pessoa, o poder e a pureza do Santo o tornaram inteiramente ciente da sua própria corrupção. É na pureza intensa e brilhante da pessoa de Deus que as nossas fraquezas e imperfeições aparecem da pior maneira possível. Quanto mais nos aproximamos dele, tanto mais claramente sentimos os nossos próprios pecados. E é somente assim que descobriremos quanto necessitamos de nos purificar das nossas imperfeições [7].

O Nome significa tudo quanto está envolvido na Pessoa de Deus, tudo quanto nos foi revelado a Seu respeito.

Por isso que o Senhor se revelou aos filhos de Israel sob diversos nomes. Ele usou certos vocábulos para indicar a sua pessoa (El ou Elohim), que apontam para o seu poder, para sua força.

O Nome – o nome de Deus – significa o título, a pessoa, o poder, a autoridade, o caráter e a própria reputação de Deus. Entenda uma coisa, tão grande era o respeito do antigo povo hebreu pelo nome de Deus que nem mesmo ousavam pronunciá-lo nem tentavam pô-lo em língua humana. Era representado pelas letras Y H W H. Mais tarde, foram aumentadas para YAWEH, que em nossas traduções é SENHOR.

O nome YAWEH quer dizer “Auto Existente”. No Antigo Testamento, o Senhor se descreveu a Si mesmo através do seu nome: Yahweh-jireh – o Senhor proverá; Yahweh-rapha – o Senhor cura; Yahweh-nissi – o Senhor é a nossa bandeira; Yahweh-shalom – o Senhor é a nossa paz; Yahweh-ra-ah – o Senhor é o nosso pastor; Yahweh-tsidkenu – o Senhor é a nossa justiça; e ainda Yahweh-shammah – o Senhor está presente. Ao lermos a antigo Testamento no original, vemos que todos esses nomes de Deus foram usados com certa frequência [8].

O Nome do Senhor deve ser honrado em todo tempo, mas infelizmente, este tem sido tripudiado em muitos lugares, inclusive dentro de lugares que Seu Nome deveria ser honrado – dentro de muitas igrejas.

Por isso que o Senhor Jesus disse que nós deveríamos brilhar neste mundo de tal maneira que o Nome do Pai seria glorificado através de nosso testemunho. Veja:

“Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus” (Mt 5.16).

2º - Venha o teu reino. Foi exatamente o Reino de Deus que o Senhor Jesus veio implantar na terra, não de forma literal, mas no coração dos seus discípulos. A Igreja Católica a interpreta fazendo da Igreja Romana um reino particular. Jesus em momento algum veio para inaugurar uma instituição religiosa. Longe disso.

Veja o que o Senhor Jesus falou para os fariseus sobre a vinda do Reino de Deus:

“Interrogado pelos fariseus sobre quando viria o reino de Deus, Jesus lhes respondeu: Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós” (Lc 17.20,21 – ARA).

Quando o Jesus veio a este mundo Ele veio para inaugurar este Reino, que é o Evangelho sendo amplamente espalhado em toda a terra. É este Reino sendo instalado dentro dos corações das pessoas; gente que antes era serva de Satanás, mas agora convertidas ao Senhor. Como disse Paulo aos Colossenses 1.13,14:

“Ele nos libertou do império das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados”.

E podemos ir um pouco além. Quando eu oro “venha o teu Reino”, estou desejoso de renunciar ao governo da minha própria vontade, abstenho-me de tomar as minhas próprias decisões, a fim de permitir que o Senhor, pelo Seu Espírito decida o que eu deva fazer.

É o Senhor reinando de forma plena no meio da Sua Igreja.

3º - Faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu. Quando eu oro dizendo para Deus que seja feita a Sua vontade tanto na terra quanto no céu, eu estou abrindo mão da minha vontade em detrimento da dEle. Ou seja, a minha vontade não prevalece, mas a do Pai, e esta é, pura, perfeita e agradável (Rm12.2).

E temos como exemplo o próprio Senhor Jesus que disse que veio ao mundo não para fazer a Sua vontade, mas a vontade do Pai (Jo 6.38):

“Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou”.

Mas sozinhos não conseguimos colocar em prática o que o Senhor deseja de nós. Não podemos viver um Evangelho só de palavras, mas, acima de tudo, de ação. Por isso que no final do Sermão do Monte o Senhor Jesus disse para os seus discípulos:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21 – ARA).

Por isso que o apóstolo Paulo em Filipenses 2.13:

“Porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade”.

Como disse John Stott: “Na contracultura cristã nossa prioridade máxima não está no nosso nome, no nosso reino ou na nossa vontade, mas em Deus” [9].

A TERCEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE AS ÚLTIMAS TRÊS PETIÇÕES SE REFEREM A NÓS MESMOS (Mt 6.11-13).

Nesta segunda metade da oração do Pai-Nosso, o adjetivo possessivo passa de “teu” para “nosso”, quando passamos das coisas divinas para as nossas próprias. Tendo expressado nossa ardente preocupação com a Sua glória, expressamos agora nossa humilde dependência da sua graça [10].

Vejamos as três petições em relação a nós:

1º - Primeiro, o Senhor aborda uma necessidade presente - O pão nosso de cada dia dá-nos hoje (Mt 6.11). Nosso Senhor passa agora a considerar as nossas necessidades, e, como é evidente, a primeira coisa que se faz mister é que sejamos capazes de continuar a nossa existência física neste mundo.

Agora, devemos pedir que o Senhor supra as nossas necessidades diárias e não a nossa ganância insaciável [11]. E o que mais tem ocorrido hoje é que as pessoas vão para as igrejas não para pedirem o pão diário, mas para que os seus caprichos sejam saciados. Que as suas ganâncias sejam supridas e que as suas vontades prevaleçam.

Muitas pessoas vão para determinadas igrejas pedirem, pois esse é o ensinamento de tais igrejas também, que a vontade delas seja feita na terra dando ordens aos céus.

Quando Jesus falou do pão diário, provavelmente estava em sua mente o maná que descia todos os dias no deserto para suprir a fome do povo. Em outras palavras, tudo quando devemos pedir é aquilo que é o suficiente ou necessário para cada dia. Essa é uma oração que alude às nossas necessidades. O pão é o sustento da vida; mas não devemos limitar essa petição somente às questões alimentares. Ela tem o propósito de abarcar todas as nossas necessidades materiais, tudo quanto se faz mister para a vida do ser humano neste mundo [12].

Mas entenda uma coisa, o pão diário procede de Deus para as nossas vidas, mas ele vem do fruto do nosso trabalho. Tanto que o apóstolo Paulo escrevendo aos Tessalonicenses diz que “se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2Ts 3.10).

No Salmo 128.2 nos diz: “Do trabalho de tuas mãos comerás”.

Repetindo: “O pão é o sustento da vida; mas não devemos limitar essa petição somente às questões alimentares. Ela tem o propósito de abarcar todas as nossas necessidades materiais, tudo quanto se faz mister para a vida do ser humano neste mundo”.

2º - Segundo, o Senhor aborda um pecado passado - e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores (Mt 6.12,14,15). O perdão é tão indispensável à vida e à saúde da alma como o alimento para o corpo. O pecado é comparado a uma “dívida”, porque merece castigo. Mas quando Deus perdoa o pecado, Ele cancela a penalidade e anula a acusação que há contra nós. No entanto, o Senhor perdoa somente o arrependido, e uma das principais evidências do verdadeiro arrependimento é um espírito perdoador. Quando nossos olhos são abertos para vermos a enormidade de nossa ofensa cometida contra Deus, as injúrias dos outros contra nós parecem, comparativamente, muitíssimo insignificantes. Se, por outro lado, temos uma visão exagerada das ofensas dos outros, é uma prova de que diminuímos muito a nossa própria [13].

Veja por exemplo a parábola do credor incompassivo em Mateus 18.23-35.

Apenas para colocar as coisas em perspectiva e entendermos o que Jesus estava querendo dizer: O valor total de impostos que o império Romano esperava arrecadar todos os anos de Herodes era de 900 talentos. Isto incluía os impostos coletados nas províncias da Judéia, Samaria, Idumeia, Galileia, Peréia, Batanéia, Traconites e Auranitis.

Dez mil talentos equivalem a 350.000 quilos de prata. O que o Senhor quer dizer é que: essa dívida seria impossível de ser paga. No entanto ela foi perdoada, mas esse credor perdoado não perdoou uma pequena dívida que alguém tinha para com ele. Ou seja, ele era uma pessoa ingrata e que não alcançou o que o Rei fez por ele. Há muitas pessoas assim hoje em nossas igrejas.

Sem perdão não há como manter o relacionamento nem com Deus e nem com as pessoas ao nosso redor. 

3º - Terceiro, o Senhor aborda os pecados futuros - e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal (Mt 6.13). Uma pessoa que entende o que é o perdão recebido por Deus pede ao Senhor que o livre das tentações futuras.

O Senhor Jesus nos orienta a pedirmos proteção moral e espiritual, rogando ao Pai que nos livre das ciladas do diabo, do laço do passarinheiro e dos ardis da tentação do maligno. O cristão reconhece a sua fraqueza, sabedor da facilidade com que cede diante das tentações do mundo, da carne e do diabo. O cristão ora, portanto, para ser liberto de todas elas [14].

Assim como o tentador agiu com os nossos primeiros pais, devemos ter em mente que com cada um de nós não será diferente. Se ele teve a ousadia de tentar o nosso Senhor no deserto, quanto mais a cada um de nós.

Preste bem atenção no que nos diz Tiago a respeito da tentação:

“Bem-aventurado o homem que suporta, com perseverança, a provação; porque, depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam. Ninguém, ao ser tentado, diga: Sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele mesmo a ninguém tenta. Ao contrário, cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tg 1.12-15 – ARA).

A tentação é uma oportunidade de fazer algo bom de maneira errada, fora da vontade de Deus. Por isso precisamos pedir ao Senhor que nos ajude a vencer as tentações.

CONCLUSÃO

Como vimos, a oração do “Pai Nosso” não é uma reza, mas um modelo de como devemos orar todos os dias. Reconhecendo em primeiro lugar a soberania do nosso Deus e engrandecendo o Seu Nome. Reconhecendo que Ele é o nosso Pai, que a Sua vontade deve prevalecer e que a nossa deve estar atrelada a dEle. Só assim, poderemos colocar os nossos pedidos diante do Senhor, reconhecendo o Seu terno cuidado para com cada um de nós.

Mas não podemos nos esquecer de que devemos estar com o nosso coração perdoador, pois se não, fica inviável o Senhor nos ouvir. Como podemos pedir perdão, se nós mesmos não queremos lutar para perdoar os nossos devedores? Por isso eu entendo que orar é mais que falar com Deus, orar é se abrir para que o Senhor contemple o nosso coração e nos ajude a vencer os nossos desejos e pecados que nos afastam de sua presença.

Orar é saber que podemos entrar na sala do trono de Deus e sermos atendidos por Ele. É entrar em Sua presença e recebermos a devida orientação para vivermos de forma a glorificar o seu Nome em nossas vidas em todo o tempo. Por isso ore. Mas ore como o Senhor nos ensinou aqui.

Pense nisso!

Fonte:

1 – Lloyd-Jones, D. Martyn. Estudos no Sermão do Monte. Editora Fiel, São Paulo, SP, 1984: p. 343.
2 – Ibid, p: 344.
3 – Sttot, John. A Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU, São Paulo, SP; 1986: p. 149.
4 – Keller, W. Phillip. Orando Diariamente o Pai-Nosso. Editora Vida, São Paulo, SP; p. 14.
5 – Hanegraaff, Hank. A Oração de Jesus. Editora CPAD, Rio de Janeiro, RJ, 2002; p: 42.
6 – Sttot, John. A Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU, São Paulo, SP, 1986: p. 149.
7 – Keller, W. Phillip. Orando Diariamente o Pai-Nosso. Editora Vida, São Paulo, SP; p. 67.
8 – Lloyd-Jones, D. Martyn. Estudos no Sermão do Monte. Editora Fiel, São Paulo, SP, 1984: p. 345. 
9 – Sttot, John. A Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU, São Paulo, SP, 1986: p. 152.
10 – Ibid, p. 152.
11 – Lopes, Hernandes Dias. Lucas, Jesus o homem perfeito. Editora Hagnos, São Paulo, SP, 2017; p. 355.
12 – Lloyd-Jones, D. Martyn. Estudos no Sermão do Monte. Editora Fiel, São Paulo, SP, 1984: p. 355.
13 – Sttot, John. A Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU, São Paulo, SP, 1986: p. 155. 
14 – Morris, Leon L. Lucas, Introdução e Comentário. Edições Vida Nova e Ed. Mundo Cristão, São Paulo, SP, 1986: p. 184.

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