quinta-feira, 11 de maio de 2017

RISPA, UMA MÃE QUE VELOU OS FILHOS MORTOS


Por Pr. Silas Figueira

Texto base: 2 Samuel 21.1-14

INTRODUÇÃO

Esse texto nos fala de uma aliança quebrada e as suas consequências, mas também nos fala de uma mãe que não desistiu de guardar seus filhos e de procurar honrá-los mesmo depois de mortos. Esse é um quadro horrendo. Algo que gera em nós uma interrogação do porque que algo tão terrível teve que acontecer, ou melhor, porque Deus permitiu que acontecesse.

No entanto, esse é um daqueles textos que nos leva a reavaliar as consequências de uma aliança quebrada feita diante do Senhor, ainda que tenha sido feita por nossos antepassados ela não cai por terra. Quando empenhamos a nossa palavra diante de Deus devemos procurar cumpri-la, pois as consequências são desastrosas. 

A Bíblia nos relata que houve três anos de fome em Israel. Foi um tempo difícil e com grandes perdas para o povo e a nação. O rei Davi então consultou ao Senhor e veio a resposta divina: “Há culpa de sangue sobre Saul e sobre a sua casa, porque ele matou os gibeonitas” (v.1b.) Violar um voto era uma transgressão grave contra a Lei de Deus (Nm 30.1,2). Davi reconheceu que a fome era uma disciplina enviada por Deus devido ao pecado que Saul havia cometido.

Quem pecou foi Saul, mas o peso do pecado e as suas consequências acabaram caindo sobre a nação de Israel após a sua morte. Isso até hoje é algo que ocorre. Os pais pecam e acabam deixando de herança as suas consequências para sua próxima geração. Leia o que nos fala Jeremias em Lamentações 5.7:
“Nossos pais pecaram e já não existem; nós é que levamos o castigo das suas iniquidades”.

Talvez você diga: “Isso não é justo!”. Não é, mas é o que mais acontece. Veja por exemplo como isso ocorre hoje. Os homens estão destruindo a natureza sem pensar no amanhã. Os homens estão levando prédios e mais prédios, aumentando as cidades de forma desproporcional. Com isso os rios estão morrendo, os mares estão cada vez mais poluídos. Estão desmatando as florestas, com isso causando um desequilíbrio ambiental. Quem irá sofrer com tudo isso? A próxima geração. Outro exemplo. A sociedade está ditando as normas de como devemos educar os nossos filhos, e o que estão passando para nós é totalmente contrário aos ensinamentos bíblicos. E há uma leva de gente aplicando esses ensinamentos; como será a próxima geração? O sucesso de uma sociedade depende do sucesso da família. A forma como a sociedade define moralmente a família estabelece os padrões de conformação da personalidade da futura geração. Dessa forma podemos prever o caos ou a organização da sociedade. Foi o caso de Israel colhendo os frutos que Saul havia plantado.

Davi chamou os gibeonitas e lhes perguntou: “O que quereis que eu vos faça? E que resgate vos darei, para que abençoeis a herança do Senhor?” E a sua resposta foi: “Não é por prata nem ouro que temos questão com Saul e com sua casa; nem tampouco pretendemos matar pessoa alguma em Israel [...] Quanto ao homem que nos destruiu e procurou que fôssemos assolados, sem que pudéssemos subsistir em limite algum de Israel, de seus filhos se nos deem sete homens, para que os enforquemos ao Senhor, em Gibeá de Saul, o eleito do Senhor…” (v.3-6).

Em parte alguma das Escrituras é explicada quando ou por que Saul matou os gibeonitas, rompendo, assim a aliança que Israel havia feito com esse povo no tempo de Josué (Js 9).  
Saul não respeitara a aliança feita por Josué aos gibeonitas (Js 9.15, 20-21). Quando Canaã fora conquistada pelo exército de Israel, os moradores de Gibeom vieram a Josué e, fingindo vir de uma terra muito distante (fora dos limites da “Terra Prometida”), pediram-lhe que fizesse aliança com eles: que lhes conservariam a vida e seria um povo amigo. O líder Josué não consultou ao Senhor nessa questão (Js 9.14), talvez por julgá-la de pouca importância; e concedeu-lhes paz e firmou aliança de proteção. Foi então que descobriu que eles eram moradores de Canaã e estavam na lista de Deus como povos para serem destruídos; mas era tarde demais, a aliança tinha sido firmada e não poderia voltar atrás. Devido a isso, Gibeão tornou-se uma cidade levítica (Js 21.17) e, durante algum tempo, abrigou o tabernáculo (1Rs 3.4,5).

Davi estava diante de uma dura situação: de um lado o povo de Israel, sofrendo com a seca, consequência da desobediência de Saul e de outro lado a dor de mandar enforcar homens da sua própria família, pois Davi era genro de Saul.

Muitas pessoas firmam, impensadamente, alianças muito sérias em suas vidas: alianças de casamentos, de sociedades, alianças espirituais, e depois é que vão refletir sobre o que fizeram. Então é tarde demais. As alianças são registradas diante do Senhor. Elas têm um peso de responsabilidade e compromisso. Não podem ser desfeitas de maneira leviana (Sl 15.4). Por isso, pense muito antes de se casar. Pense muito antes de romper um casamento. Pense muito antes de fazer uma sociedade com alguém. Não somente pense, mas ore ao Senhor a respeito dessas decisões. Ouça a Sua voz e não caia em armadilhas, para que, mais tarde, você não venha a se arrepender.

Para que o Senhor viesse novamente abençoar a nação foi exigida a morte de sete homens da descendência de Saul. Entenda uma coisa, a ira de Deus não se aplaca com sacrifício humano – com a morte de alguém – mas os gibeonitas exigiram justiça de acordo com os princípios de Nm 35.31-33, uma vida em troca de outra em caso de homicídio. Na versão Almeida Corrigida Fiel nos diz assim o versículo primeiro: “... É por causa de Saul e da sua casa sanguinária, porque matou os gibeonitas”. Essa expressão: “casa sanguinária” – dá a entender que os filhos de Saul participaram da matança dos gibeonitas. Por isso que o v. 14c nos diz que “Deus se tornou favorável para com a terra”, ou, “Deus se aplacou para com a terra”, depois da morte desses homens.  Nos casos em que os filhos não estavam envolvidos nos pecados do pai, não se devia ser castigados (Dt 24.16).

Um detalhe interessante: fazia mais de trinta anos que Saul havia morrido, e o Senhor esperou pacientemente para tratar o pecado dele, mas não deixou de tratar.

Então Davi teve de escolher sete homens da família de Saul para serem enforcados, para que a chuva pudesse novamente cair sobre a terra de Israel. Davi escolheu os cinco filhos de Merabe, netos de Saul, e os dois filhos de Rispa, sua concubina. A Bíblia diz que foram mortos nos primeiros dias da ceifa da cevada. Seus corpos foram esquecidos pelos seus executores; foram deixados no madeiro, ao relento. Então Rispa, a mãe de Armoni e Mefibosete, “tomou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma penha, desde o princípio da ceifa, até que sobre eles caiu água do céu” (v.10). Rispa assistiu ao milagre da chuva caindo, após a execução do castigo consequente da ira irrefletida de Saul e de seu “zelo” pelo Senhor, levado a efeito fora da sua suprema vontade. Rispa pôde ver o valor de uma aliança feita diante de Deus e as consequências do rompimento de uma palavra empenhada.

A Lei exigia que os corpos fossem retirados até o pôr do sol e sepultados (Dt 21.22,23). Mas, a fim de ter certeza de que todo o possível havia sido feito para tratar do crime de Saul, Davi permitiu que os corpos ficassem expostos até virem as chuvas, indicando que o Senhor havia voltado a abençoar seu povo. Durante todo esse tempo, Rispa protegeu os corpos de seus filhos e sobrinhos, num ato de amor e de coragem, e isso durou cerca de seis meses [1].

Rispa significa “pedra quente”, e, firme como uma rocha, ela colocou pano de saco sobre a penha em frente aos cadáveres de seus filhos e os ficou guardando de dia e de noite: “e não deixou as aves do céu pousar sobre eles de dia, nem os animais do campo de noite” (v.10). Ao colocar ali um pano de saco percebe-se a dor de Rispa; sua humilhação diante de Deus em favor de seus filhos. O “pano de saco”, na Bíblia, sempre teve o significado de arrependimento e humilhação diante do Senhor.

Você pode imaginar a dor dessa mulher diante dos corpos em decomposição, dia e noite? Pode imaginar o que se passava em seu coração de mãe? Suas lágrimas e o desejo de vê-los com um sepultamento digno, pelo menos?

ILUSTRAÇÃO:

Certo dia, um homem e seu filho avistaram de cima de uma montanha a destruição de uma cidade. Homens, mulheres e crianças foram mortos. Alguns tinham entregado suas vidas a Jesus. Lá do alto, o homem então disse: “Ah, se eu fosse Deus!” O menino perguntou: “Se o senhor fosse Deus não permitiria tal coisa?” E o pai respondeu: “Não, se eu fosse Deus eu compreenderia...”

Eu também não compreendo muitas coisas, mas eu sei que o Senhor sabe o que faz, independentemente de nossa compreensão dos fatos.

QUAIS AS LIÇÕES QUE PODEMOS TIRAR DESSE EPISÓDIO OCORRIDO COM ESTA MÃE?

“O amor de mãe é aquele que nunca se esgota, nem mesmo quando o filho escolhe trilhar caminhos tortuosos transformando sua paz em aflição” – Teresa Teth.

Esse foi o caso dos filhos de Rispa, que pelo que entendemos participou da morte dos gibeonitas. Mas independentemente da escolha deles, ela os amou mesmo assim e os velou mesmo depois de mortos por seis meses.

A PRIMEIRA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE O AMOR DE MÃE É INCONDICIONAL (2 Sm 21.8-10).

Rispa não deixou de amar seus filhos mesmo sabendo do que eles haviam feito. Para isso não é necessário ir muito longe, basta olharmos para as filas intermináveis nas portas dos presídios. Quantas mães ficam ali em todas as visitas para ver seus filhos e demonstrar o seu amor por eles, apesar do que eles fizeram.

Dificilmente você verá um pai ali, mas mães você perde a conta.

Como diz um antigo adágio: “Filho feio não tem pai”. Mas tem mãe. Uma mãe não olha para a deficiência de seu filho, ela olha para O SEU FILHO. Ela o ama, cuida e vela por ele. 

1º - Rispa velou os filhos mortos dia e noite, assim também há muitas mães hoje velando seus filhos mortos espiritualmente (2Sm 21.10). Rispa era uma mulher forte e de caráter firme. Seu nome significa “Pedra Quente”. Ela era filha de Aiá, cujo nome vem da mesma raiz da palavra “intocável”. Ela foi mulher do rei Saul e teve com ele dois filhos: Armoni e Mefibosete e que estavam ali mortos diante dela (2Sm 21.8).

Uma das coisas mais tristes que temos visto em nossas igrejas são mães, assim como Rispa, chorando por seus filhos que estão mortos em seus próprios pecados. Filhos que foram criados no caminho do Senhor, mas hoje estão distantes dEle e de sua casa.

Quantas mães que colocam “panos de saco” sobre a “Rocha”, que simboliza a Palavra de Deus e suas promessas, e vigiam seus filhos “mortos”. Filhos espiritualmente mortos, e por estarem espiritualmente mortos, estão envolvidos em tantas coisas erras. Muitos estão nas drogas, nos vícios, na prostituição, no homossexualismo, nas depravações da imoralidade, envolvidos em outras religiões. Filhos que exalam o mau cheiro do pecado; decompondo-se dia-a-dia na podridão do mundo. Mães que oram, crendo no impossível; que Deus irá ressuscitar seus filhos e lhes dará uma nova e maravilhosa vida. Elas creem que seus filhos receberão o “toque” de vida do Espírito Santo e serão ressuscitados. E, por isso, elas não se cansam dia e noite de vigiar… E orar… E crer… Até que o “Rei” olhe para elas, tenha misericórdia e faça cessar a sua dor.

Mas quando lemos os evangelhos, nós encontramos um amor ainda maior, o amor de Deus por mim e por você. Em João 3.16 nós vemos esse amor sendo revelado, mas quando olhamos para cruz do Calvário nós vemos esse amor sendo cumprido.

Como disse o apóstolo Paulo em Romanos 5.6-8:

“Porque Cristo, quando nós ainda éramos fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios. Dificilmente, alguém morreria por um justo; pois poderá ser que pelo bom alguém se anime a morrer. Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores”.

Rispa demonstra o seu amor pelos seus filhos, o Senhor demonstra o seu amor pelos pecadores.

2º - Rispa velou seus filhos mortos lutando com as bestas feras dia e noite, assim também há muitas mães hoje lutando com Satanás em defesa de seus filhos (2Sm 21.10b). A luta de Rispa era com as aves de rapina de dia e com os animais carnívoros de noite enquanto os filhos de decompunham. Foi uma vigília sem tréguas. Sem descanso. Dia e noite velando pelos filhos mortos. Durante cerca de seis meses.

Enquanto os corpos se decompunham o mau cheiro era insuportável, mas ela não desistiu de ficar ali velando pelos seus filhos. Ela não arredou o pé, não passou a responsabilidade para outros. O que esta mãe fez não tem explicação dentro da lógica humana.

A Bíblia nos fala que “a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6.12).

Muitas mães estão lutando pelos seus filhos, pois elas sabem que a luta é espiritual. Há coisas que ocorrem com seus filhos que elas veem de forma nítida que é uma batalha contra principados e potestades. Uma mãe crente em Jesus consegue discernir que certos fatos que ocorrem com seus filhos não são coisas naturais, mas espirituais. São ataques demoníacos contra sua família e, principalmente, contra seus filhos.

Mas elas sabem que com Deus e em Deus elas alcançarão a vitória. Como um grupo que temos aqui em nossa cidade que se chama: “Mães de joelho, filhos de pé!”

A SEGUNDA LIÇÃO QUE APRENDO É QUE A ATITUDE DE RISPA TROUXE CONSEQUÊNCIAS (2 Sm 21.11-14).

A Bíblia é clara quando nos diz que o que o homem planta ele colhe (Gl 6.7). Rispa não se deu por vencida. Seus filhos podiam estar mortos, mas no mínimo eles mereciam um sepultamento descente.  

1º - Rispa velou os seus filhos mortos e tal atitude chegou ao conhecimento do rei, assim também hoje há muitas mães em suas vigílias de oração e as suas orações estão chegando ao trono do Rei dos reis. A atitude de Rispa chegou aos ouvidos do rei Davi; as suas orações estão chegando aos ouvidos do nosso Deus, não deixe de orar, não deixe de vigiar os corpos de seus filhos. Ainda que estejam em total decomposição espiritual ainda há esperança, pois para Deus nada é impossível. Leia Ez 37.1-14. Creia no milagre.

Ainda que todos digam que não há jeito, que é um caso perdido, não desista milha irmã. Falaram para Jairo que não era para ele incomodar mais o Mestre, pois a sua filha já havia morrido, mas o Senhor falou para ele crer somente (Mc 5.36). Creia somente! 

- Rispa velou os seus filhos mortos e alcançou o favor do rei, assim também hoje há muitas mães alcançando o favor do nosso Senhor. Os filhos de Rispa, por fim, foram sepultados. Todo israelita desejava ser sepultado de modo apropriado junto aos seus antepassados, e Davi concedeu essa bênção a Saul e a sua família.

Observe que a atitude de Rispa não só trouxe honra a seus filhos, mas também a Saul e a seu filho Jônatas. Quando o Senhor abençoa ela é abrangente, ela alcança a muitos. Um filho restaurado pode gerar em muitas outras pessoas restauração também, pois o testemunho de uma pessoa pode gerar fé em muitas outras pessoas.

Observe por exemplo o texto de Atos 3 quando o coxo da porta formosa foi curado. Pedro aproveita o milagre na vida do coxo e prega a salvação em Jesus e o resultado nós encontramos em Atos 4.4:

“Muitos, porém, dos que ouviram a palavra a aceitaram, subindo o número de homens a quase cinco mil”.

Creio que o favor do Rei dos reis irá se voltar a você mãe que tem orado por seus filhos, o Senhor há de se voltar para você e conceder o seu pedido. Como disse o Senhor Jesus a Marta: “Seu irmão há de ressuscitar”. O Senhor lhe diz hoje também: “Seu filho, sua filha, sua família há de ressuscitar!”

- Rispa velou seus filhos mortos e moveu a mão do rei em seu favor e a chuva caiu sobre a terra, assim também hoje há muitas mães movendo a mão do Rei e trazendo a bênção sobre seus lares. Rispa ficou em seu posto sozinha. Espantava as aves de dia e as feras de noite. Ela não tinha medo. Não saía de sua “torre de vigia”, mas esperava que o rei se compadecesse e desse um sepultamento digno de nobres aos seus filhos. Ela ficou por muitos dias ali, passaram-se mais de seis meses, e isto foi dito a Davi. Ele então “tomou os ossos de Saul e os ossos de Jônatas [...] e também os ossos dos enforcados [...] Enterraram [...] na terra de Benjamim [...] Depois disto, Deus se tornou favorável para com a terra” (v.12-14).

Enquanto Davi não honrou aos que morreram não houve o favor, a bênção de Deus sobre a terra. Foi Rispa quem fez a mão do rei Davi trazer a bênção novamente sobre Israel. Minha querida irmã são as suas orações que tem movido a mão do Senhor em favor da sua família.

Foram seis meses velando pelos seus filhos, mas a consequência foi o derramar das bênçãos de Deus sobre a nação. A oração de um justo vale muito em seus efeitos. Por isso minha irmã não desista de orar e buscar o favor do Senhor pelos seus filhos, pois a bênção não cairá somente sobre eles, mas muitas outras pessoas serão agraciadas pelo Senhor.  
  
CONCLUSÃO

Como você agiria estando no lugar de Rispa?

Você tem amado seus filhos e paga um preço de oração por eles?
Onde e como estão seus filhos agora?

Você, querida irmã, que talvez não seja ainda casada, não tenha filhos, pode sentir a dor de quantas pessoas estão mortas em seus pecados e precisam receber a Vida? Que tal orar por estas pessoas ao seu redor?

Você sabe o que é assentar-se em “pano de saco” sobre a Penha? Tem buscado se humilhar diante do Senhor em oração?

Você tem coragem suficiente para “enxotar” as aves de rapina e os animais (demônios e más companhias) que querem “devorar” seus filhos?

Quanto você acha que valem as lágrimas de uma mãe?

Eu quero terminar co uma pequena ilustração do quanto o amor de mãe é algo incondicional:

Conta-se que era costume no Japão antigo, quando os pais atingissem uma idade improdutiva os filhos deveriam leva-los a uma grande floresta e abandoná-los. Certa vez um filho teve incumbência de levar a sua mãe a uma floresta e a deixar lá para morrer. Em meio a galhos espinhosos e uma floresta densa ele ia à frente de sua mãe que com dificuldade o seguia-o a passos lentos devido ao peso de sua idade. Depois de caminhar várias horas ele olhou para trás e observou que a sua mãe estava quebrando pequenos galhos que marcavam o caminho de volta. Ele parou de caminhar e reprendeu a sua mãe de forma dura e sem nenhuma demonstração de afeto:

-Mãe, você está quebrando os galhos para marcar o caminho e poder voltar? A senhora não sabe que tenho que cumprir a tradição de nosso povo, e se não o fizer serei severamente castigado!

A velha senhora, que já não enxergava bem e caminhava lentamente devido a sua idade, respondeu de forma doce e calma:

-Meu filho, estou quebrando os galhos para marcar o caminho de volta para que você não se perca ao retornar!

Sensibilizado pela atitude da mãe ele a trouxe de volta e disse que sofreria qualquer castigo, mas que jamais poderia deixar a sua mãe na floresta para morrer. A história ganhou popularidade e chegou ao imperador que baniu para sempre esse costume.

Pense nisso e que Deus nos abençoe!
Fonte:

1 – Wiersbe, Warren W. Comentário Bíblico Expositivo vol. 2, Históricos. Editora Geográfica, Santo André, SP, 2012: p. 365.

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