quinta-feira, 17 de setembro de 2009

CHAMADOS PARA FRUTIFICAR


Por Silas A. Figueira

“Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda”. Jo 15.16

Encontramos no texto de João capítulo 15, por oito vezes, a palavra fruto. E a seqüência segue assim: não der fruto, o que dá fruto, mais fruto ainda, produzir fruto, esse dá muito fruto, deis muito fruto, vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça.

Nesse texto de João 15 o Senhor Jesus está falando as suas últimas palavras antes de ser preso naquela noite, e estas últimas palavras certamente marcaram muito a vida dos seus discípulos. Jesus ao sair do cenáculo após a última ceia, eles estão passando por uma plantação de uvas, naquele momento o Senhor aproveita a oportunidade para lhes dar uma das maiores lições, a de ter uma vida autêntica. O Senhor lhes mostra a necessidade deles serem frutíferos. Mas não para produzir um fruto qualquer, mas um fruto que permanecesse que tivesse semente, que gerasse mais fruto ainda, e um fruto permanente.

Essa frutificação se refere às virtudes espirituais tais como as mencionadas em Gl 5.22,23 – “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longaniminidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas cousas não há lei”. Refere-se também ao que Tiago nos fala em sermos “Praticantes da palavra e não somente ouvintes” (Tg 1.22).

Mas para sermos frutíferos é necessário permanecermos nele: “Eu sou a videira, vós, os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer” (Jo 15.5). Nesse texto de João 15, o Senhor Jesus nos fala também de duas categorias de pessoas ou de ramos: os frutíferos e os infrutíferos, pois como Ele mesmo falou: o ramo não pode produzir fruto de si mesmo. Um ramo de videira não tem vida nem utilidade se não continuar ligado à videira. A seiva que flui pelo caule capacita-o a produzir uvas; sem isso ele fica infrutífero. A mesma coisa acontece com os discípulos de Jesus; somente à medida que permanecerem unidos a Ele e têm nele a origem da sua vida é que podem produzir o fruto do Espírito. Um fato curioso é que uma das primeiras obras literárias de Karl Marx foi uma tese escolar, escrita aos dezessete anos, sobre “A união dos crentes com Cristo de acordo com João 15. 1-14, mostrando os seus elementos básicos, sua essência, sua necessidade absoluta e seus resultados”. O trabalho foi aprovado como uma apresentação bem pensada, ampla e convincente do tema. Quem diria!

A VIDEIRA UMA FIGURA DE ISRAEL.

A videira é uma figura usada para representar o povo de Israel no Antigo Testamento. No Salmo 80.8-19, Israel é a videira que Deus trouxe do Egito e plantou no solo que tinha preparado especialmente para ela. Mas o Senhor Jesus se apresenta agora aos seus discípulos como a Videira Verdadeira, ou seja, como o verdadeiro Israel, a videira genuína, a que Deus plantou não em uma nação, mas em todo o mundo, para que todas as terras pudessem desfrutar dos seus frutos (Jo 3.16).

ISRAEL TORNOU-SE UMA NAÇÃO IMPRODUTIVA.

Um exemplo disso nós encontramos em Lc 13.6-9:

“Então, Jesus proferiu a seguinte parábola: Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha e, vindo procurar fruto nela, não achou. Pelo que disse ao viticultor: Há três anos venho procurar fruto nesta figueira e não acho; podes cortá-la; para que está ela ainda ocupando inutilmente a terra? Ele, porém, respondeu: Senhor, deixa-a ainda este ano, até que eu escave ao redor dela e lhe ponha estrume. Se vier a dar fruto, bem está; se não, mandarás cortá-la”.

Israel esbarrou numa das piores coisas que pode acontecer com alguém: SER TOMADO PELO ORGULHO.

"Aquele, porém, que se gloria, glorie-se no Senhor. Porque não é aprovado quem a si mesmo se louva, e sim aquele a quem o Senhor louva." (2 Co 10.17-18).

Os judeus achavam-se superiores aos gentios, pois, afinal de contas ela era a nação escolhida por Deus. Ela havia recebido a Lei. No entanto, o Senhor lhes falou abertamente que a nação não estava produzindo fruto algum. Os judeus, à semelhança da figueira desta parábola, já tinham tido ampla oportunidade de produzir frutos. Folhas e sombra não servem como substituto dos figos.

O texto de Lucas 13 nos fala que o Senhor da figueira não achava fruto nela havia três anos. Observe que três anos foi o tempo do ministério de Senhor Jesus aqui na terra.

E por que o Senhor usou o símbolo da figueira plantada em uma vinha? Porque a figueira era também um dos símbolos de Israel.

João Batista veio trazer a mensagem de arrependimento à nação de Israel, dizendo que o machado já estava posto a raiz da árvore:

“Produzi, pois, frutos dignos do arrependimento e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abrão. E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois que não produz bom fruto é cortada e lançada ao fogo” (Lc 3. 8,9).

Outro texto que nos mostra claramente que o Senhor Jesus esperava frutos da figueira e não somente folhas se encontra em Mc 11.12-14, 20 que diz:

“No dia seguinte, quando saíram de Betânia, teve fome. E, vendo de longe uma figueira com folhas, foi ver se nela, porventura, acharia alguma cousa. Aproximando-se dela, nada achou, senão folhas; porque não era tempo de figos. Então, lhe disse Jesus: Nunca jamais coma alguém fruto de ti! E seus discípulos ouviram isto. E, passando eles pela manhã, viram que a figueira secara desde a raiz”.

Há algo intrigante nesse texto, se não era tempo de figos por que Jesus foi buscar figos nela? A resposta para essa pergunta é que quando uma figueira não está no tempo de frutos, ela fica sem folhas. A figueira produz os frutos antes das folhas. Na estação própria podemos ver protuberâncias arredondadas que surgem nas extremidades e nas pontas dos galhos, e, ao se avolumarem, evidenciam ser figos verdes. As folhas aparecem depois, e até a árvore ficar totalmente coberta de folhas, os figos estão prontos para serem comidos. Aquela figueira que estava na beira do caminho estava “enganando” as pessoas dizendo que tinha frutos, pois estava cheia de folhas. Aquela planta era uma anomalia, ela demonstrava algo, que não possuía. Observe que o primeiro Adão foi até a figueira buscar folhas (Gn 3.7), mas o segundo Adão, que é Jesus vai até a figueira procurar frutos. Israel estava assim como aquela figueira improdutiva, enganando as pessoas que por ela passavam. Lá estava o templo, tinha culto todos os dias, havia os doutores da Lei, sacerdotes, sinagogas, mas não havia o principal, a vida com Deus, frutos de arrependimento. Seu brado constante era: “Templo do Senhor, templo do Senhor, templo do Senhor é este” (Jr 7.4). “Temos Abraão por nosso pai” (Lc 3.8) era expressão freqüente em seus lábios. Israel falhou no projeto que Deus tinha para ela.

Observe que devido a essa anomalia, o Senhor Jesus a amaldiçoa a figueira e ela seca desde a raiz. O que aprendemos aqui? Aqueles que são chamados por Deus para serem produtivos e não o são, atraem para si maldição. Charles H. Spurgeon comentando a respeito desse texto disse que “há pessoas que parecem desafiar as estações do ano. São pessoas cobertas de folhas, mas sem frutos. As pessoas cuja religião é falsa frequentemente se destacam, pois não possuem a graça suficiente para serem modestas e reservadas. Procuram o lugar de maior destaque, aspiram a altos cargos, e forçam o caminho para a liderança. Não andam com Deus em comunhão íntima, pouco se preocupam com espiritualidade particular, e, portanto, anseiam cada vez mais serem vistas pelos homens. Esse fato é tanto a sua fraqueza quanto seu perigo. Embora elas sejam as menos capacitadas para agüentar os grandes desgastes da publicidade, cobiçam-na e acabam sendo tanto mais vigiadas. E por serem vigiadas, o seu fracasso espiritual acaba sendo revelado, e o seu pecado traz desonra ao nome do Senhor, a quem professam estar servindo. Seria muito melhor ser infrutífero num cantinho do bosque do que no caminho público que leva ao templo”.

Observe a parábola dos talentos em Mateus 25. 14-30. O texto nos diz que um homem confiou os seus bens a três de seus servos segundo a capacidade de cada um, nem a mais nem a menos. Quando ele voltar prestará contas do que foi feito dos bens a eles confiados. O que recebeu cinco talentos ganhou mais cinco, o que recebeu dois ganhou mais dois, mas o que recebeu devolveu o somente o que recebeu, não ganhou nada mais, devido a isso o seu senhor o manda lançar nas trevas, um lugar de choro e ranger de dentes. Só existe uma coisa que pode atrair a maldição sobre a nossa vida: a improdutividade. O Senhor tem o direito de esperar fruto de cada um de nós quando Ele vem procurá-lo, pois Ele deu a cada um de nós capacidade para gerar fruto.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

MONASTERIUM, MISERICORDIUM, BACANORIUM, GRAÇORIUM E IGREJORIUM...‏



Alguns monastérios da Idade Média tinham regras tão rigorosas, neuróticas e restritivas quanto a tudo, mas também em relação à comida e à bebida... — preocupados que eram com o pecado da gula..., que, segundo se cria, abriria espaço para a lascívia, e assim por diante... —, que, depois de um tempo, não suportaram sua própria pressão de culto às regras..., e, assim, criaram dentro do ambiente do Monastério, num recanto meio projetado para fora da arquitetura original do lugar, um apêndice ao qual se tinha acesso de dentro do próprio “prédio sagrado”, e que era chamado de MISERICORDIUM...

Ora, dentro do MISERICORDIUM era uma Zona Franca de tudo o que se relacionava a comida e bebida, de modo que os monges entravam no MISERICORDIUM magros e danados de apetite carnal amplificado pela proibição como adicional de desejo compulsivo... [Pobre MISERICORDIUM!...]... e de lá saiam gordos e bêbados...

O MISERICORDIUM era o mundo sob o manto da Graça, da Misericórdia...

Seria o lugar do descanso das regras... Seria um ambiente de refugio... Mas não era.

De Fato o MISERICORDIUM era o lugar dos EXCESSOS.

ENTRETANTO, na religião, ninguém chamaria o lugar pelo seu próprio nome, que deveria ser BACANORIUM e não MISERICORDIUM.

Aliás, na religião nada corresponde a nada...

Primeiro porque não deveria haver Monastérios, ou seja: prédios sagrados para gente sagrada... Nesse sentido, toda “igreja-prédio” é um Monastério..., e é vista e sentida do mesmo modo... É Sal dentro do Saleiro..., e não no chão da terra e do mundo.

Segundo porque não deveria haver regras depois que foi decretado que todas as coisas são lícitas, mas nem todas convêm, todas as coisas são lícitas, mas nem todas edificam... E isto com o chamado para que se viva buscando o que convém e edifica. E ponto.

Terceiro porque é obvio que excessos geram excessos opostos, sempre. Portanto, o impor de regras excessivamente restritivas é o mesmo que criar pecados e taras.

Quarto porque não se tem que criar nenhum MISERICORDIUM..., a fim de que se não viva em nenhum BACANORIUM... Sim, pois a misericórdia usada como desculpa para o excesso, sempre criará o BACANORIUM.

Veja o fenômeno em operação...

Ora, a fim de se fugir do “mundo” se cria o Monastério. No Monastério, a fim de se fugir do “pecado”, regras são geradas... Só que com as regras vêm as tentações... Então, a fim de que se não peque no LUGAR SANTO, no Monastério, na “igreja-prédio”[que é psicologicamente um lugar anti-mundo], cria-se o MISERICORDIUM, que é um mundo coberto pela Graça como Concessão ao mundo do qual no inicio se fugia..., sim..., mundo em razão do qual o Monastério fora criado, regras foram estabelecidas a fim de coibir as tentações da carne e do mundo...; e, como o mundo não se foi em razão do aumento das tentações para o nível da tara e da compulsão, a fim de que não se traga “o mundo” para o Lugar Santo, o Monastério, cria-se o que para eles era um BACANORIUM, só que ungido como MISERICORDIUM.

Assim surge o CRENTORIUM...

No fim o que tem importância é o prédio, é o Monastério, é a “igreja - edifício - consagrado”... E em segundo lugar vem o corpo de fiéis, que é o CRENTORIUM.

O que se crê quando assim se faz?...

Ora, a crença é que o mundo não mora perto do prédio de Deus... Que o mundo não é gente... Que o mundo não é o coração... Não! A crença é que o mundo é um lugar... Por isto é que se pode apelar para o BACANORIUM como MISERICORDIUM... Afinal, é um apêndice do Monastério, longe fisicamente do “mundo-geográfico”, e ungido com um nome da Graça: MISERICORDIUM...

Tem muita gente pensando que o “Caminho da Graça” é um MISERICORDIUM no anexo do Monastério, da “igreja-prédio” ou da “igreja-instituição”...

Ora, esses vêm..., entram...; alguns ficam...; outros se vão...; outros vão e vêm...; outros “elaboram” suas próprias idéias e criam suas próprias fantasias sobre tudo...; e, assim, vão às reuniões para se “purificarem” [Ó! Como são pagãos!...] e saem “purificados” do MISERICORDIUM direto para o BACANORIUM...

O pior é que fazem isto enquanto a firmam que estão LIVRES...

Livres de quê? — indago.

De fato, espiritual e psicologicamente estão ainda no mesmo “Monastério”..., só que no anexo santificado para consumo mundano, o GRAÇORIUM...; ou, como no tempo antigo, no MISERICORDIUM...; ou, no dizer da verdade, no BACANORIUM.

Quando a mentalidade de “monastério” — que é a mentalidade da “igreja-prédio” ou da “igreja-instituição-representante-de-Deus-no-mundo”, que, ironicamente..., é também uma colônia de exilados do encontro humano..., e que dizem loucamente que são essenciais ao mundo e à vida da qual fogem... — é a mentalidade prevalente...; e ela pode se fazer presente mesmo quando a pessoa pensa que já está no anexo, no MISERICORDIUM..., então a Graça vira GRAÇORIUM...

Sim, tanto quanto o Monastério era um mundo de Luxo Alienado..., do mesmo modo o MISERICORDIUM nada mais era do que um grande BACANORIUM.

Quem lê o meu site e já leu o meu livro Sem Barganhas com Deus..., esse entendeu de modo simples e claro tudo o que eu disse... Mas quem não leu o livro e não lê o site... esse apenas pensará que entendeu... Embora, de fato, terá até algumas pistas...

Tome as providencias que achar necessárias...

Afinal, Deus como que nos diz...:

MISERICÓRDIA QUERO!... NÃO BACANORIUM!...

Nele, que nunca chamou mundo ao chão do planeta, mas apenas à produção do coração humano contra a vida e contra o amor,

Caio

Fonte: caio fabio

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A GRANDE DESEVANGELIZAÇÃO


Por Juber Donizete Gonçalves

Temo muito pelo que vou dizer, mas devo fazê-lo por uma questão de consciência, com temor e tremor. Tenho como certo que se nada acontecer aos evangélicos, se continuarem seguindo este presente caminho, se tornarão, historicamente, o fator mais decisivo quanto a empurrar a classe média reflexiva, os intelectuais, e todos os que buscam uma fé ou uma filosofia que almeja por ter paz na alma já agora, na Terra, para os braços do Budismo, do Taoísmo, e algumas outras religiões ou filosofias que oferecem um caminho para a pacificação do ser; seja isto pela via da respiração, da meditação, das mantras, da harmonização corpo-alma, do silêncio, ou da contemplação interior, no coração; e exterior, na criação. E isto já está acontecendo, e, se nada mudar nos evangélicos, crescerá em larga escala.

Alguém pergunta: o que os evangélicos têm a ver com isto? Não são eles os maiores combatentes de tais coisas? Acredito que, o catolicismo tende a crescer entre os pobres do interior, e entre os esotéricos que descobriram “Nossa Senhora”, como Elba Ramalho. Mas pouco poder terá entre os da classe média pensante. Os evangélicos também continuarão a crescer, especialmente esvaziando os cultos afro-ameríndios, que, enfim, encontraram nos Neo-Pentecostais a versão evangélica da macumba, com todos os conteúdos e sistemas idênticos, e com o mesmo modo de barganha com a divindade, sendo também as “bênçãos” todas de natureza peculiar à macumba: juntar casais, abrir portas para negócios, separar amantes, conseguir prosperidade material, e todas as demais coisas que os feiticeiros e feiticeiras sempre ofertaram à humanidade.

No entanto, assim como já não conseguem, deixarão completamente de ter a capacidade de alcançar os que sentem e pensam com categorias existenciais mais refinadas. Além disso, sinto que há uma grande quantidade de jovens evangélicos se interessando cada vez mais pelas filosofias orientais.

Ora, isto está acontecendo porque os evangélicos não têm mensagem para a alma, nem para a pacificação do ser, visto que, eles próprios, em geral, são as pessoas mais neuroticamente aflitas que se conhece à volta. A lei, o orgulho, a vaidade, o dinheiro, o mercado, a vangloria, a fama, o culto à imagem, o comportamentalismo, o moralismo, a superficialidade, as taras, as piedades austeras e feias, as divisões, os ciúmes, a picaretagem, o formalismo, a fixação no controle das pessoas, as jogadas políticas, a venda de votos, as negociatas, as lavagens de dinheiro, e a grotesca hipocrisia, tornaram os evangélicos insuportáveis até para os evangélicos mais sensíveis, e que, muitos deles, não tiveram um encontro com Jesus, mas apenas com o “Jesus Evangélico”, e que é apenas um ser criado para seduzir as almas aflitas; mas que é esquecido e substituído pela igreja, tão logo aquele que creu entre para o seu inventário de bem ativo.

Estou assustado com a quantidade de jovens que estão simpatizando com muitas filosofias orientais, pois que por elas se sentem muito mais tranqüilizados para viver.

Recebi alguns e-mails com este conteúdo; e também de filhos de pastores, que me pedem para que não divulgue seus e-mails no blog. O que dói é que não há nada nesta vida que de fato mais possa pacificar o coração, que a certeza da total reconciliação com Deus, conforme e Boa Nova. No entanto, quando a “igreja” prega, em geral, ela falsifica Jesus, pois o apresenta de modo a se parecer com um ídolo. O “Jesus da igreja” é uma afronta a Jesus de Nazaré. Por vezes chega a ser um anti-cristo, de tão desconstrutivo que é em relação a Jesus, conforme o Evangelho. De fato, gente, ou todos nós, a uma e também individualmente, nos convertemos ao Evangelho, conforme Jesus, ou veremos um dos mais feios desastres acontecerem, feito em nome de Jesus, mas realizando a obra do diabo. Sei que o que estou dizendo é sério. Há vários evangelhos sendo pregados. Há aquele que pedra. Há aquele que dissolve. Há aquele que imbeciliza. Há aquele que faz magias. Há aquele que só cuida das coisas desta vida. Há aqueles que é só comportamento. Há aqueles que é luta aflita contra o diabo. Há aqueles que é total mornidão. E há aqueles que é uma boa religião. Nenhum deles gera no ser o bem do Evangelho da Graça de Jesus! Se nada mudar... Infelizmente, é verdade. Mas ainda há tempo de nos convertermos ao Evangelho, puro e simples, e rompermos com o diabo da teologia moral dos fariseus, e mergulharmos, de cabeça, sem medo, no bem da reconciliação feita e consumada, indissolúvel, inquebrantável, eterna e imutável; e que é bem de paz e tranqüilidade para o coração; especialmente no tempo presente; pois que bem me faz uma salvação que não começa já hoje, como pacificação do coração? Quem já passou da morte para a vida tem que começar a experimentar a eternidade como vida abundante, em paz e contentamento, não pelo que tem e consegue como bem material, mas como alegria pela vida no bem eterno, e que é o chão da vida de todo aquele que conheceu, de fato, a Graça de Jesus.

domingo, 13 de setembro de 2009

EU CREIO EM JESUS SE ELE NÃO PASSAR DOS LIMITES...‏

João 8.

Pessoas podem “aceitar” coisas em nome de Deus por razões que não se pode explicar...

Jesus nos mostra como por trás de decisões humanas importantes na maioria das vezes a motivação é perversa...

Por exemplo, em João capitulo oito, Jesus diz coisas subjetivas e difíceis de entender, e, o resultado, é que os judeus que antes indagavam quem Ele era e por que dizia o que dizia, de súbito dizem agora “crer” Nele.

A esses tais Jesus disse que eles deveriam permanecer em Suas palavras a fim de que de fato se tornassem Seus discípulos [nada mais natural e óbvio...]; e acrescentou que se permanecessem em Sua Palavra eles haveriam de conhecer a verdade no intimo, e que a verdade os libertaria...

Quando Jesus usou o verbo “libertar”, eles, os judeus que haviam crido Nele, de repente se eriçaram...

Indagaram...

Nós somos descendentes de Abraão, já sobrevivemos a todos os cativeiros e dominios imperiais sem nos rendermos, e agora nem os romanos nos escravizam a alma, como pode você dizer que seremos libertos, se nunca fomos escravos?

Jesus explicou que falava de escravidão interior, do pecado... No entanto, o condicionamento cultural, político, ideológico, étnico, racial, genético, etc. — eram elementos mais fortes neles do que a tal da nova fé em Jesus.

Reagiram... Zangaram-se... Ficaram brabos...

Jesus replicou... Não deixou passar... Prosseguiu... Provocou...

O assunto do pedigree continuou...

Jesus disse que sabia que eles eram da ancestralidade de Abraão... Mas afirmou que espiritualmente a ancestralidade deles era outra, provinha de outro espírito... De fato era do diabo que eles se faziam filhos, pela mentira, pela incapacidade de se auto-encararem na verdade, e pelo ódio assassino que os habitava até quando falavam de fé...

Eles ficaram com ódio...

Partiram para a ignorância...

Disseram que estavam certos desde o principio, pois diziam que Jesus era samaritano e tinha demônios...

Assim, a “fé” que começa como uma adesão à subjetividade “profunda” do ensino quase esotérico de Jesus no contexto antecedente, de súbito se torna outra coisa..., e termina com a afirmação dos que tinham antes dito que haviam “crido em Jesus” — que... desde sempre haviam sabido que Jesus era de uma casta inferior [samaritano] e que tinha demônios agindo em sua vida...

Jesus, no entanto, nunca esteve animado com aquela “fé” tão “pronta e rápida”, pois, prosseguiu chamando-os para as implicações da confissão de fé, que é a entrega à verdade que nos liberta das doenças do pecado e de suas escravidões...

Do mesmo modo há muitos que são discípulos apenas do Jesus que não entendem, pois, quando Jesus os força a entenderem que ser discípulo não é achar Jesus o máximo, mas sim render-se ao reino da verdade no coração, então, a “fé” vira “ódio” e a “confissão” se torna “blasfêmia”...

É por esta razão que muitos “crentes” ficam com raiva do “evangelho”, ainda que para isso tenham que inventar histórias ou fazer do mensageiro um “samaritano e endemoninhado”...

Este é o nível da entrada do Evangelho como amargor nas entranhas do engano...

Em geral esse é um conflito apenas de crentes...

Pense nisso!...

Nele,

Caio

Fonte: caio fabio

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Associação de evangélicos não consegue anular lei que pune homofobia em SP


O STF (Supremo Tribunal Federal) arquivou a ação em que o Cimeb (Conselho Interdenominacional de Ministros Evangélicos do Brasil) questionava uma lei paulista que pune administrativamente quem discriminar alguém devido à orientação sexual.

O ministro Eros Grau, relator da Adin (ação direta de inconstitucionalidade), considerou que a associação não possui legitimidade para questionar a norma. Só podem ingressar com Adins as associações de classe de âmbito nacional e o ministro considerou que o Cimeb não tem esse caráter.

Além de alegar que a Lei 10.948/01 só poderia ter sido criada pela União, o Cimeb afirmava que a Constituição estava sendo “rasgada e aviltada” pela criação de uma lei que protege um grupo específico da sociedade.

Os pastores evangélicos ligados ao conselho lembraram que outros grupos —mulheres, idosos, negros, nordestinos, divorciados, casais que não têm filhos, evangélicos, religiosos africanos, católicos e judeus— também sofrem discriminação sem ter uma lei semelhante.

Também definiram a lei como uma “mordaça”, por violar o direito constitucional de liberdade do pensamento. “A manifestação pública sob o ponto de vista moral, filosófico ou psicológico contrário aos homossexuais é passível de punição”, afirmam.

Competência

Na ação, os evangélicos sustentam que o artigo 22 da Constituição Federal garante que a regulação de temas ligados à cidadania é de competência exclusiva da União.

“Compete ao Congresso Nacional instituir leis que tratem sobre tudo que envolva a cidadania dos brasileiros”, dizem os pastores.

Segundo o Cimeb, a única forma de a iniciativa da lei estar de acordo com a Constituição Federal seria por meio de uma lei complementar, aprovada pelo Congresso, delegando ao Estado de São Paulo a função de legislar sobre o tema.

Os ministros evangélicos lembraram ainda que um projeto de lei idêntico à lei paulista (440/01) tramitou pela Câmara dos vereadores e foi vetado pelo prefeito Gilberto Kassab exatamente porque estaria fora da competência dos vereadores paulistanos legislar sobre o assunto.

“Embora tenham sido indicados alguns comportamentos ensejadores de sanção administrativa, tais indicações foram feitas de maneira extremamente genéricas, servindo-se de termos de abrangência demasiada, de sorte a causar dificuldades no momento da aplicação da sanção”, disse o prefeito.

Fonte: Uol.com.br Via: pancada no cão

OS GEMIDOS DO MUNDO


Rev. Hernandes Dias Lopes

O mundo está doente, o pecado o enfermou. Ele está sofrendo dores, está gemendo e sua esperança não encontra sequer um alívio até que Jesus volte. O pecado entrou no mundo e atingiu não apenas o homem, mas, também, a natureza. Em vez de cuidar da natureza, o homem passou a depredá-la. Em vez de ser mordomo da criação, o homem tornou-se seu algoz.

A doença que assola o mundo é aguda e crônica. Ela aflige sempre, sem pausa nem trégua. O mundo está sucumbindo e se contorcendo, gemendo e gritando, fazendo soar sua voz de lamento. As catástrofes naturais não são caprichos da natureza; são sinais de alerta. O apóstolo Paulo é enfático em nos informar que "toda criação geme e suporta angústias até agora" (Rm 8.22). Essa grandiosa sinfonia de gemidos não é vista como o estertor da morte da criação, mas como as dores de parto que levam à sua restauração. Duas verdades devem ser aqui apontadas:

1. O cativeiro da criação

É importante observar as palavras que Paulo usa para descrever esse cativeiro da criação: sofrimento (Rm 8.18), vaidade (Rm 8.20), corrupção (Rm 8.32) e angústias (Rm 8.22). Notemos três fatos:

A criação foi submetida à vaidade (Rm 8.20). Ela está confusa, contraditória, doente. Há uma desarmonia brutal na natureza. A expressão "cativeiro da corrupção" traz a idéia de um ciclo contínuo de nascimento, crescimento, morte e decomposição. Os sinais da morte estão presentes na natureza. O que está presente não é a evolução do universo, mas sua decadência. Vale ressaltar que essa sujeição da criação é involuntária. A criação não é o agente da sua queda. Ela é vítima e não ré. Ela não se submeteu; foi submetida.

A criação vive prisioneira no cativeiro da corrupção (Rm 8.21). A criação não pode redimir-se nem libertar a si mesma. A terra e os animais estão gemendo nesse cativeiro como prisioneiros num calabouço.

A criação geme e suporta angústias até agora (Rm 8.22). Não apenas parte da criação, mas toda ela geme e suporta angústias até agora. A natureza está com suas entranhas enfermas. Ela está com cólicas intestinais. Nossos rios estão se transformando em esgotos a céu aberto. Nosso ar está sendo poluído por toneladas de dióxido de carbono a cada minuto. Nossos campos estão se transformando em desertos e nossas fontes estão morrendo. Os animais do campo, os peixes do mar e as aves do céu estão gemendo.

2. A expectativa da criação

Destacamos três pontos importantes:

A redenção da criação está conectada com a glorificação dos filhos de Deus (Rm 8.19,21). A criação foi amaldiçoada por causa do pecado do homem e será redimida do cativeiro da corrupção na glorificação dos salvos. Sua redenção do cativeiro não se dará antes nem à parte da glorificação dos salvos. Então, haverá liberdade em vez de escravidão, glória incorruptível em vez de decomposição. Se nós vamos participar da glória de Cristo, a criação participará da nossa glória.

A criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus (Rm 8.19,21). A criação vive como que na ponta dos pés, esticando o pescoço, olhando para esse futuro que virá trazendo em suas asas a restauração de todas as coisas. A expectativa da criação é uma esperança viva e certa.

Os gemidos da criação não são de desespero, mas de esperança (Rm 8.22). A criação não se contorce com os gemidos da morte, mas ela geme como uma mulher que está para dar à luz. Seus gemidos não são de desespero, mas de gloriosa expectativa. Ela não geme por causa de um passado inglório, mas por causa de um futuro glorioso. Os gemidos da criação não são dores que carecem de sentido e de propósito, mas são dores inevitáveis no vislumbre de uma ordem nova. A escravidão da decadência dará lugar à liberdade da glória (Rm 8.21). Às dores de parto seguirão as alegrias do nascimento (Rm 8.22). O universo não será destruído, mas sim libertado, transformado e inundado da glória de Deus. Amém!

Fonte: hernandes dias lopes

Não pare de sofrer!


Por Hermes Fernandes

“Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem e, mentindo, disserem todo o mal contra vós por minha causa. Regozijai-vos e alegrai-vos, porque grande é o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós.” Mateus 5:10-12

Pode até parecer que Jesus estivesse propondo algum tipo de reação masoquista por parte dos Seus discípulos diante do sofrimento que lhes seria impingido. Entretanto, isso está muito longe do que Jesus intentava dizer. A ênfase não deve recair sobre o sofrimento em si, e sim sobre as cláusulas “por causa da justiça”, e “por minha causa”. Não há qualquer bem-aventurança no sofrimento se este não for resultado de uma perseguição suscitada pelas razões expostas por Jesus. Com a mesma veemência com que condenamos o hedonismo, também condenamos o masoquismo. Quem aprecia sofrer, precisa passar por um exame psiquiátrico. Porém, outra coisa totalmente diferente é sofrer por uma causa justa. E aqui Jesus nos apresenta duas: a justiça do Seu Reino, e Ele próprio. Quem sofre por estas causas, deve regozijar-se em vez de se entristecer, pois a promessa é de que deles é o reino dos céus.

Ao recrutar Seus discípulos, Jesus não omitiu deles o fato de que segui-lO implicaria sofrer severamente. Ele os avisou: “Eu vos envio como ovelhas ao meio de lobos. Portanto sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas. Acautelai-vos, porém, dos homens; eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. Sereis até conduzidos à presença de governadores e de reis por minha causa, para lhes servir de testemunho, a eles e aos gentios” (Mt.10:16-18). Jamais Jesus induziu-os a buscar a perseguição, fazendo dela um objetivo.

Ao contrário disso, Ele ordenou que Seus discípulos fossem cautelosos com os homens. Em outras palavras, se eles pudessem evitar, deveriam fazê-lo. Afinal, a paz com todos deveria ser o alvo, e não a perseguição. Entretanto, as perseguições viriam invariavelmente. Mais cedo ou mais tarde, eles seriam brutalmente perseguidos, tanto pelas autoridades eclesiásticas, como pelas autoridades civis, e até mesmo dentro de suas próprias famílias. “Um irmão entregará à morte outro irmão, e o pai aos filhos; e os filhos se levantarão contra os pais, e os matarão. E odiados de todos sereis POR CAUSA DO MEU NOME” (vv.21-22a).

Mesmo diante das advertências de Jesus, eles não deveriam temer. Nem mesmo deveriam se preocupar em defender sua própria causa. Uma vez que eles estivessem sofrendo pela causa de Cristo, caberia ao Espírito Santo pleitear por eles. “Mas, quando vos entregarem” ressaltou Jesus, “não fiqueis preocupados como, ou o que haveis de falar. Naquela mesma hora vos será concedido o que haveis de dizer, pois mão sois vós que falareis, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós” (vv.19-20). Aleluia! O mesmo Espírito que consola os que choram, defende a causa dos que sofrem por causa da Justiça.

A primeira perseguição sofrida pela igreja se deu logo nos primórdios do cristianismo. Tal qual prenunciado por Cristo, Seus discípulos foram cruelmente perseguidos, a começar por seus próprios compatriotas.

Lucas registra a primeira perseguição, que se deu logo após o Pentecostes, quando as autoridades sacerdotais se viram incomodadas, diante da cura de um paralítico na porta do Templo. O fato é que aquele milagre, colocou os discípulos de Jesus em evidência, dando-lhes grande prestígio e credibilidade perante o povo, o que veio a causar grande inveja (At.5:17-18). Se eles o houvessem curado em seu próprio nome, talvez os sacerdotes não se incomodassem tanto. Entretanto, eles o curaram em nome dAquele que os sacerdotes haviam entregue nas mãos dos romanos para ser crucificado. Era isso que os aborrecia. Isso os colocava numa posição de descrédito diante da população.

Ao se apresentarem ao sumo sacerdote, após terem sido miraculosamente soltos por uma intervenção angelical, os apóstolos receberam a seguinte advertência: “Não vos admoestamos expressamente que não ensinásseis nesse nome? Contudo, enchestes Jerusalém dessa vossa doutrina, e quereis lançar sobre nós o sangue deste homem. Respondeu Pedro e os apóstolos: Mais importa obedecer a Deus do que aos homens! O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, a quem vós matastes, suspendendo-o no madeiro (...) Ouvindo eles isto, se enfureceram, e deliberaram matá-los” (At.5:28-30).

Eles não estavam sendo perseguidos por terem participado de alguma atividade ilegal, nem por terem praticado curandeirismo, ou por ter explorado a fé das pessoas. A acusação que pesava sobre eles, é que estavam ensinando em nome de Jesus.

Portanto, tal perseguição era legítima, e havia sido profetizada por Jesus. Por se lembrarem das palavras de seu Mestre, a reação deles ante a perseguição que se deflagrara não poderia ser outra: “Os apóstolos retiraram-se da presença do Sinédrio regozijando-se, porque tinham sido julgados dignos de padecer afronta pelo nome de Jesus” (At.5:41). Pedro, que era um deles, escreveu muitos anos depois deste episódio:

“Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo; pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando. Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus. Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem; mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome”
(1 Pe. 4:12-16).

Há muitos, em nossos dias, sendo perseguidos por causa de uma postura antiética, e ainda têm coragem de se gloriar dessas perseguições, como se sofressem por amor a Cristo.

E a perseguição não é privilégio da igreja primitiva. Talvez não soframos tanto quanto ela sofreu, mas ainda sim, guardadas as devidas proporções, “todos os que desejam viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Tm.3:12). Não há exceção!

Em certo sentido, podemos dizer que seguir a Jesus é um convite ao sofrimento. Devemos encarar o sofrimento pela causa do Reino como uma espécie de “dom”, de privilégio. É Paulo quem diz que nos foi concedido “por amor de Cristo, não somente o crer nele, como também o padecer por ele” (Fp.1:29).