domingo, 16 de outubro de 2022

A INSENSATEZ DA RIQUEZA E AS PREOCUPAÇÕES DA VIDA - Lucas 12.13-34

 

Por Pr. Silas Figueira

Texto Base: Lucas 12.13-34

INTRODUÇÃO

Quem nunca sonhou em ficar rico em ter muito dinheiro de tal forma que não precisasse se preocupar com nada? Não ter a preocupação em ter dinheiro no final do mês para pagar o aluguel, a prestação da casa própria ou do carro, isso sem contar com a conta de água, luz, telefone, escola das crianças, dinheiro para compra do remédio de uso contínuo, ou simplesmente de por o pão de cada dia sobre a mesa.

Ah! O dinheiro, como esse papel moeda faz toda a diferença na vida da gente. Uns tem muito, outros pouco e alguns não tem nada. Como dizem alguns: “Dinheiro não é problema, dinheiro é a solução!”. Mas há um pequeno, ou gigantesco problema em relação ao dinheiro que a Bíblia nos alerta: “Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda” Ec 5.10 – ARA.

O dinheiro é bom e necessário, mas ele não é tudo. O problema não é ter ou não ter muito dinheiro, mas a importância que ele exerce em nossa vida. A maneira como olhamos para ele e qual a influência que ele exerce sobre nós que é a grande questão. O dinheiro em si não tem nada, mas ele pode tornar-se um dos maiores males de nossa vida porque o dinheiro não é só uma moeda, o dinheiro é um ídolo. Jesus chamou a riqueza de mamom que é um demônio (Mt 6.24). Quando ele se torna um deus para mim e para você é aí que mora o perigo.

Como nos alerta o Reverendo Hernandes Dias Lopes quando nos diz que o dinheiro é o maior senhor de escravos do mundo. Milhões de pessoas se prostram em seu altar todos os dias e dedicam tempo, talento, vida e, devoção a esse deus. Muitas pessoas pisam arrogantemente no próximo e sacrificam até a família para satisfazerem os caprichos insaciáveis dessa divindade. Há indivíduos “[...] que só se preocupam com coisas terrenas” (Fl 3.19). Fazem do dinheiro a razão da sua vida [1].  

O texto que lemos nos mostra o perigo de confiarmos na riqueza e sermos pobres para com Deus, mas também nos fala da riqueza que temos em confiarmos nEle.

Por isso eu quero pensar com você nesse texto onde o Senhor Jesus nos acalma o coração e nos leva a vivermos pela fé, sabendo que o Pai tem cuidado de nós.

A PRIMEIRA LIÇÃO QUE O SENHOR NOS ENSINA É SOBRE O PERIGO DA GANÂNCIA (Lc 12.13-15).

Alguém da multidão lhe disse: “Mestre, dize a meu irmão que divida a herança comigo”. Respondeu Jesus: “Homem, quem me designou juiz ou árbitro entre vocês?” Então lhes disse: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos seus bens” (NVI).

Dentre a multidão aparece alguém pedindo ajuda em relação à divisão de uma herança, mas o Senhor identificou logo que a questão ia muito além de uma simples divisão de uma herdade. A causa principal era a ganância que estava no coração da pessoa que pediu ajuda, ou dos dois irmãos. A pessoa pediu ajuda para se beneficiar financeiramente essa era a questão. Por isso que o Senhor se posicionou contra ele e seu pedido, pois enquanto os dois fossem gananciosos, nenhum acordo seria satisfatório.

Com isso eu aprendo que:

1º - Há pessoas que estão procurando Jesus, mas estão mal intencionadas (Lc 12.13). Estamos vivendo uma época em que as pessoas estão indo até Jesus não para alcançarem a salvação, mas para buscarem uma bênção. Seja ela financeira, de cura ou outra coisa qualquer. Aliás, na maioria das nossas igrejas a palavra salvação já deixou de ser pregada há muito tempo. O assunto é ficar rico. Recentemente eu assisti a um vídeo em que um determinado pastor pedia uma oferta especial, e os que ofertassem teria uma colheita abundante, mas para isso eles deveriam ofertar da seguinte maneira:

Sete pessoas com uma oferta acima de R$ 10.000,00: “Uma Colheita Incontável” (1Rs 18.30).
Dez pessoas com uma oferta acima de R$ 10.000,00: “Uma Colheita Incomparável” (1Rs 17.14).
Doze pessoas com uma oferta acima de R$ 5.000,00: “Uma Colheita Milagrosa” (2Rs 3.20).
Vinte pessoas com uma oferta acima de R$ 1.000,00: “Uma Colheita Abundante” (Gn 26.12).
Cem pessoas com uma oferta de qualquer valor: “Uma Colheita para mudar sua sorte” (2Sm 29.24,25).

Nós chamamos esse tipo de mensagem do evangelho de “Teologia da Prosperidade”.  Quem contribui para esses ministérios e tem fé nesse tipo de mensagem é gente que só vai a Jesus mal intencionado. É gente gananciosa assim como os pastores que pregam tal heresia.

É gente cega pela ganância e que acredita que melhorarão de vida investindo tudo que possuem para receber o dobro ou mais. É gente cega por mamom e completamente longe de Jesus.

Aprendo também que:

2º - Há pessoas que pensam que são melhores que as outras por causa do bem que possuem (Lc 12.15). A sociedade julga as pessoas pelo bem que possuem, disso não deveríamos estranhar, mas acontece que isso tem acontecido dentro da igreja também.

Se uma pessoa tem uma boa casa, um bom carro, um bom emprego... Logo alguém diz que essa pessoa é muito abençoada. O parâmetro que estão medindo uma pessoa abençoada não é pela vida devota e piedosa que essa pessoa tem, mas pelos bens que possui. A culpa de tudo isso não é da sociedade sem Deus, mas de pastores que deixaram de pregar a verdadeira mensagem do Evangelho e pregam que a bênção está no ter e não no ser. Por isso que há em muitas igrejas hoje pessoas que vivem de aparência, gente toda endividada, mas que estão andando nos seus carros do último tipo, mas comendo Miojo para manter a pose. 

Não sei se você sabe, mas na década de 1950, nós consumíamos cinco vezes menos do que hoje. Não éramos monos felizes por isso. Na década de 1970, mais de 70% das famílias dependiam de apenas uma renda para a família; hoje, mais de 70% das famílias dependem de duas rendas para manter o padrão. Ou seja, o luxo de ontem, tornou-se a necessidade imperativa de hoje. As propagandas apelativas tentam abrir um buraco de insatisfação dentro de nós, berrando aos nossos ouvidos que se não usarmos os seus produtos estaremos à margem da verdadeira felicidade [2]. 

Não há dúvidas de que esse apego excessivo às coisas é um dos mais danosos hábitos que alguém pode ter. Como é uma atitude bastante natural no ser humano, raramente reconhecemos a malignidade dela; mas suas consequências são trágicas. Como nos alertou Paulo em sua carta em 1 Timóteo 6.9,19:

“Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males. Algumas pessoas, por cobiçarem o dinheiro, desviaram-se da fé e se atormentaram com muitos sofrimentos” (1Tm 6.9,10 –NVI).

A avareza é a sede insaciável de uma quantidade cada vez maior de algo que acreditamos ser necessário para nos fazer sentir verdadeiramente satisfeitos. Pode ser a sede de dinheiro ou das coisas que o dinheiro pode comprar, pode também ser a sede de cargos e de poder. Jesus deixou claro que a vida verdadeira não depende da abundância de posses. Não negou que temos certas necessidades básicas (Mt 6.32; 1Tm 6.17). Apenas afirmou que não tornaremos a vida mais rica adquirindo mais coisas [3].

Aprendo também que:

3º - Há pessoas que lutam tanto pelas riquezas desta vida que se esquece de serem ricas para com Deus (Lc 12.20,21). Há pessoas que só pensam na vida aqui e agora e nem se lembram de que um dia irão morrer e terão que prestar contas a Deus da vida que tiveram.

O que significa ser “rico para com Deus”? Significa reconhecer com gratidão que tudo o que temos vem de Deus e nos esforçar para usar o que Ele nos dá para o bem de outros e para a glória de Deus. A riqueza pode ser desfrutada e usada ao mesmo tempo se nosso propósito é honrar a Deus (1Tm 6.10ss). Ser rico com Deus significa enriquecimento espiritual, não apenas prazer pessoal. Como é triste quando as pessoas são ricas nesta vida e pobres na outra! [4].

ILUSTRAÇÃO

Conta-se uma história que Carlos Magno pediu para ser enterrado sentado em seu trono. Pediu para que a coroa fosse colocada em sua cabeça e o cetro na mão. Exigiu que a capa real fosse colocada em volta dos ombros e um livro aberto fosse posto em seu colo.

Isso ocorreu em 814 d.C. Quase duzentos anos mais tarde, o imperador Otelo deu ordens para verificar se o pedido de enterro fora atendido. Conta-se que ele enviou um grupo de homens para abrir o túmulo e fazer um relatório. Só que agora, quase dois séculos depois, a cena era horrível. A coroa estava inclinada, o manto comido pelas traças, o corpo desfigurado. Porém, nas coxas esqueléticas, o livro que Carlos Magno estava aberto: a Bíblia. Um dedo descarnado apontava para Mateus 16.26: “Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?”

A SEGUNDA LIÇÃO QUE O SENHOR NOS ENSINA É QUE O PAI CUIDA DE NÓS NOS MÍNIMOS DETALHES (Lc 12.22-30).

Jesus depois de mostrar o perigo da ganância, Ele agora conforta os seus discípulos dizendo que o Pai estaria cuidando deles o tempo todo. Por isso, eles não deveriam viver ansiosos por coisa alguma. A ansiedade nada mais é que o medo do futuro e isso na verdade é falta de fé. É desacreditar do cuidado divino. É desacreditar das promessas da Palavra de Deus.

Uma preocupação exclusiva com o alimento, bebida e roupas poderia se justificar apenas se a sobrevivência física fosse tudo nesta vida. Se vivêssemos apenas para viver, então, sim, o sustento do nosso corpo seria a nossa principal preocupação [5].

Assim como o pai humano cuida de seus filhos e de suas necessidades básicas assim o Senhor também cuida das nossas necessidades físicas, emocionais e espirituais. É um cuidado completo, mas para isso eu preciso confiar no que Ele está fazendo e me sujeitar ao que Ele está fazendo.

Com isso eu aprendo que:

1º - O Senhor não nos isenta de pensarmos no futuro em qualquer sentido, e muito menos de fazermos provisão para o futuro. Tanto que Jesus utiliza-se do argumento das aves que voam no espaço. Não é verdade afirmar-se que as aves têm apenas de ficar empoleiradas em alguma árvore ou poste, esperando até que o alimento lhe seja trazido mecanicamente. Isso não corresponde à realidade. Elas buscam ativamente o seu alimento. Há uma intensa atividade entre as aves, pelo que o próprio argumento empregado pelo Senhor Jesus, exclui inteiramente a possibilidade de interpretarmos esse Seu ensino como se envolvesse coisa alguma. Nosso Senhor jamais condenou os agricultores por ararem o terreno, desterroarem a terra, semearem e colherem a colheita, e, finalmente, juntarem em celeiros a safra do ano [6].

Tanto que a Bíblia nos fala que quem não trabalha também não é digna de comer (2Ts 3.10).

Aprendo também que:

2º - Estar livre de preocupação não nos isenta de dificuldades. Seria muita ingenuidade de nossa parte pensar que por sermos cristãos estaremos imunes das adversidades da vida. Seria uma má leitura do texto e da Bíblia como um todo. Tanto que o apóstolo Paulo fortalecendo a fé dos irmãos de Listra, Icônio e Antioquia disse: “É necessário que passemos por muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus” (At 14.22 – NVI). E escrevendo aos Filipenses no capítulo 4.10-13 disse:

“Alegro-me grandemente no Senhor, porque finalmente vocês renovaram o seu interesse por mim. De fato, vocês já se interessavam, mas não tinham oportunidade para demonstrá-lo. Não estou dizendo isso porque esteja necessitado, pois aprendi a adaptar-me a toda e qualquer circunstância. Sei o que é passar necessidade e sei o que é ter fartura. Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade. Tudo posso naquele que me fortalece”.

Os infortúnios da vida sempre estarão presentes enquanto vivermos. A diferença é que nós confiamos que o Senhor cuida de nós. Que Ele vela por nossas vidas e que nenhum mal não atingirá a não se que haja um propósito da parte de Deus nisso, ainda que não venhamos entender. Como nos fala Paulo em Rm 8.28:

“Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito” (NVI).

Aprendo também que:

3º - A preocupação exagerada é incompatível com a fé cristã (Lc 12.24). Jesus utiliza o argumento do menor para o maior para mostrar a importância de cada coisa dentro de uma escala divina. Jesus não morreu na cruz pelas aves do céu e muito menos pelos lírios do campo, mas derramou o Seu sangue por você e por mim. Como nos fala Rm 8.32:

“Aquele que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com ele, e de graça, todas as coisas?” (NVI).

O Doador da vida cuidará para que nos sejam providenciados o sustento e tudo quanto for necessário para esta vida.

John Stott citando Martinho Lutero diz: “Vejam, ele está fazendo das aves nossos professores e mestres. É uma grande e permanente vergonha para nós o fato de, no Evangelho, um frágil pardal se tornar teólogo e pegador para o mais sábio dentre os homens” [7].

Jesus cita os pássaros para mostrar o cuidado de Deus para com eles e para nos servir de exemplo de como o Senhor cuida de nós muito mais. Observe que os pássaros têm seus ninhos em árvores, pelo menos a maioria, e ficam expostos à natureza – a chuva, ao sol, ao vento, ao frio... – no entanto o Senhor Jesus diz que o Pai cuida delas.

Observe uma coisa comigo e veja o quanto você é rico e não sabia:

1) Você tem casa com dois ou mais quartos?
2) Você tem carro?
3) Você tem banheiro privativo?
4) Você tem água encanada?
5) Você tem chuveiro quente?
6) Você tem dinheiro para comprar alimento?
Então, você é rico! [8].

O apóstolo Paulo escrevendo ao seu filho na fé Timóteo disse:

“De fato, a piedade com contentamento é grande fonte de lucro, pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (1Tm 6.6-8 – NVI).

A TERCEIRA LIÇÃO QUE O SENHOR NOS ENSINA É QUE DEVEMOS INVESTIR O MELHOR QUE TEMOS EM SEU REINO (Lc 12.31-34).

Esse ensinamento é totalmente contrário a tudo que o mundo ensina. Essas palavras vão de encontro a tudo que se tem ouvido através da mídia e em muitos púlpitos por aí. Esse ensinamento procede? É isso mesmo que devemos fazer? Eu só posso lhes dizer que sim e não. Mas como assim? Devemos sim fazer o que nos é ensinado por Jesus, mas não devemos fazer por mera religiosidade, mas por termos compromisso com o Reino de Deus. Não por barganha como muitas pessoas têm feito, mas por amor ao Senhor e por crermos que Ele tem o melhor para nós.

Com isso eu aprendo que:

1º - Devemos colocar o Reino Deus em primeiro lugar em nossas vidas (Lc 12.31 conf. Mt 6.33). A primeira ambição na vida de um cristão deve ser a busca pelo Reino de Deus. Podemos ter outras ambições, não há problema algum, dede que estas sejam legítimas e glorifiquem o nome do Senhor. Mas o que vem em primeiro lugar é o Reino de Deus em nossas vidas. Essa não uma opção é uma ordem.

Pois quando eu coloco o Reino de Deus em primeiro lugar as demais preocupações se tornam uma perda de tempo. Com isso, eu não que quero dizer que não devemos planejar o futuro, mas que não devemos nos preocupar com ele além da conta. Devemos entender que na vida do cristão a prioridade é o Reino de Deus as demais coisas nos serão acrescentadas. Pois, toda e qualquer conquista nesta vida se não estiver em segundo lugar em nossas vidas isso se tornará idolatria. 

Aprendo também que:

2º - Não devemos nos apegar excessivamente as coisas desta terra (Lc 12.33,34). Quando o Senhor nos diz:

“Vendam o que têm e deem esmolas. Façam para vocês bolsas que não se gastem com o tempo, um tesouro nos céus que não se acabe, onde ladrão algum chega perto e nenhuma traça destrói. Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração”.

O Senhor está nos alertando para as futilidades das riquezas, pois tem gente que é rica para consigo mesmo, mas não é rica para abençoar o próximo. Há pessoas que são como o Mar Morto que só recebem, mas estão mortas porque não sabem doar.

Quando o Senhor diz para se vender o que se tem, Ele não está dizendo que não devemos possuir as coisas; Ele está dizendo que não devemos ser possuídos por elas. O vender o que se tem são os excessos que acumulamos e acumulamos e já não temos onde por. Por isso Ele disse para vender e repartir o dinheiro com os necessitados.

O mesmo conselho Jesus deu ao jovem rico (Mc 10.17-27). O possuir virou uma cegueira na vida de muitas pessoas. Como falamos anteriormente, as pessoas são medidas pelo que possuem e não pelo que são, e é contra esse mal que o Senhor nos alerta mais uma vez aqui.

É ter o necessário e ficar satisfeito. Como nos disse Paulo em 1Tm 6.7,8:

“Pois nada trouxemos para este mundo e dele nada podemos levar; por isso, tendo o que comer e com que vestir-nos, estejamos com isso satisfeitos” (NVI).

A questão é: onde está o seu tesouro? Onde ele estiver ali estará o seu coração. 
 
Aprendo também que:

3º - O Pai reservou o Reino para os que o temem (Lc 12.32). Enquanto muitas pessoas estão se transpassando com muitas dores para ficarem ricas (1Tm 6.9,10), o Senhor reservou para os que o temem o melhor, não nesta terra, mas nos céus.

A nossa felicidade não está firmada no que é fugas, mas no que é eterno. Como nos fala João em sua primeira carta:

“O mundo e a sua cobiça passam, mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1Jo 2.17 – NVI).

Quem vive pela fé sempre a terá fé sendo testada, pois a fé é um constante teste. Por sua vez quem vive pela fé tem a certeza de que o Senhor está com ele e que de nada terá falta. Mas isso é uma questão de fé.

CONCLUSÃO

O Pai nos reservou o Reino, mas cuida de nós desde aqui. Observe bem o texto de Lucas 12.25-31:

“Quem de vocês, por mais que se preocupe, pode acrescentar uma hora que seja à sua vida? Visto que vocês não podem sequer fazer uma coisa tão pequena, por que se preocupar com o restante? Observem como crescem os lírios. Eles não trabalham nem tecem. Contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em todo o seu esplendor, vestiu-se como um deles. Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada ao fogo, quanto mais vestirá vocês, homens de pequena fé! Não busquem ansiosamente o que comer ou beber; não se preocupem com isso. Pois o mundo pagão é que corre atrás dessas coisas; mas o Pai sabe que vocês precisam delas. Busquem, pois, o Reino de Deus, e essas coisas lhes serão acrescentadas” (NVI).

O que falar diante de um texto tão rico como este onde somos confortados de que Ele cuida de nós, tem cuidado de nós e continuará cuidando de nós!

Pense nisso!

Notas

1 – Lopes, Hernandes Dias. Riqueza, a prosperidade que vem de Deus. Editora United Press, São Paulo, SP, 2014: p. 12.
2 – Ibid, p. 14.
3 – Wiersbe, Warren W. Novo Testamento 1, Comentário Bíblico Expositivo. Editora Geográfica, Santo André, SP, 2012, p. 286.
4 – Ibid, p. 288.
5 – Stott, John R. W. A Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU, São Paulo, SP, 1986: p. 168.
6 – Lloyd-Jones, D. Martyn. Estudo no Sermão do Monte. Editora Fiel, São Paulo, SP, 1984, p. 393.
7 – Stott, John R. W. A Mensagem do Sermão do Monte. Editora ABU, São Paulo, SP, 1986: p. 171.
8 – Lopes, Hernandes Dias. Riqueza, a prosperidade que vem de Deus. Editora United Press, São Paulo, SP, 2014: p. 28.

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